BIPOLAR
Ou o Sol que racha, ou o breu da noite,
Ou o amor que aquece, ou a tristeza que gela,
Ou a chuva torrencial, ou a seca que desidrata
Ou amizades que acalentam, ou inimigos que as ofuscam
Ou a fome desvairada, ou a anorexia bulímica
Ou gargalhadas contagiantes ou lágrimas tempestuosas.
E o coração sempre no mesmo polo, sempre cheio!
Ainda que pareça sair pela boca,
Ou estar tão apertado que pareça nada conter.
Antes bipolar e cheio de vida,
Que num constante polo de tristeza!
Alda M S Santos
APRENDENDO A AMAR
Nós, humanos, nascemos com grandes potenciais.
Todos precisam ser desenvolvidos:
Alimentar, falar, andar, ler, escrever…
Aprendemos também a amar.
Cercamo-nos de pessoas que nos ensinam
A falar, a andar, a ler, a escrever, a nos alimentar.
Aprendemos tudo isso na prática diária.
Com o amor não é diferente,
Aprendemos a amar, sendo amados,
Aprendemos a amar, amando cada dia um pouco mais.
Descobrimos que o amor é antídoto para muitos males,
Que em qualquer “luta”, ele é o vencedor,
Que tem aliados importantes, que cativa outros bons sentimentos,
Se a lição for mesmo bem aprendida,
Sabemos que ele nunca é um mal, é voluntário, gratuito, nunca imposto.
As pessoas que mais sofrem e fazem sofrer nesse mundo têm carência dessa preciosa lição,
Não receberam amor o suficiente, não aprenderam o suficiente.
Seu aprendizado começa bem cedo, antes mesmo do nascimento,
No ventre de nossas mães já estamos praticando.
E nunca, nunca acaba!
Nesse círculo vamos girando, amando sempre,
Ensinando e aprendendo, enquanto houver vida!
Alda M S Santos
MELANCOLIA
Melancólicos ficamos quando percebemos que a vida, por vezes,
É muito cordão para pouca pérola…
Escolhe daqui, procura dali,
Muitas pérolas falsas, pouquíssimas verdadeiras.
Pérolas à venda, pérolas dos outros,
Fica difícil montar um colar.
Ainda assim, cuidemos de nosso cordão e das pérolas que possuímos.
Mesmo que demore, outras virão.
Sua raridade é que as faz tão valiosas…
Tão especiais!
Alda M S Santos
SENTIMENTOS CRÔNICOS?
Nos consultórios médicos, quase sempre há diagnóstico da cronicidade de alguns males:
Doenças autoimunes, cardíacas, digestivas, respiratórias, alergênicas, circulatórias, entre outras.
Muitas doenças são agudas, ou seja, têm um pico de ação dos antígenos.
Nessa fase, os sintomas incomodam mais: dores e desconfortos vários.
Após um tempo ou tratamento com medicamentos, passam.
As doenças crônicas são aquelas que não têm cura, é preciso aprender a conviver com elas.
Há alguns medicamentos ou mudanças de hábitos que podem ajudar nesse convívio.
Porém, os doentes nunca irão se livrar do mal.
Penso que também possuímos alguns sentimentos que são agudos em nós:
Raiva, euforia, paixão, tristeza, decepção, revolta, mágoa, ciúmes…
E, como tal, não podemos permitir que se tornem crônicos. Podem matar!
Sentimentos crônicos são aqueles com os quais não podemos nem devemos deixar de conviver:
Felicidade, compaixão, solidariedade, alteridade, caridade, amizade, amor…
Nem sempre trarão alegrias, nem sempre será fácil.
Podem também causar dor e reações adversas, particularmente o amor, quando não correspondido.
Porém, ainda que fique bem guardadinho dentro de nós, que tenha suas fases agudas e retorne para seu cantinho,
Sempre fará bem, sempre, especialmente a quem o sente.
Alda M S Santos
BAILE DE MÁSCARAS
O quanto de nosso modo de ser pode ser captado pelo outro?
Tantas máscaras, tantas maquiagens, perucas, fantasias…
Escondem olhares, disfarçam sentimentos, escondem o essencial
Em pleno carnaval é aceitável.
Porém, a quarta-feira de cinzas chega e o desfile de máscaras e fantasias continua.
Para quê? Autoproteção?
Quem consegue ver através de tantas camadas?
Não superficialmente, mas perceber a essência?
Somos sensíveis e observadores o bastante?
E aqueles tão transparentes?
Quantas críticas! Autenticidade é crime!
Pedras e pedras são lançadas!
Críticas, juízos, muitas opiniões!
Quase sempre, o número de pedras nas mãos dos “carrascos” é proporcional às máscaras que usam.
Para mim, carnaval dura quatro dias, se tanto.
Fora isso, cara lavada.
“Pedras? Junto todas. Um dia vou construir um castelo!”, já dizia Fernando Pessoa.
E completo: guardarei as lágrimas também.
Podem ser úteis na construção.
Alda M S Santos
ESTÁ PESADO?
Engraçado observar o quanto as pessoas pesam
Não é preciso balança alguma, apenas um olhar atento.
Um senhor que parece puxar um caminhão invisível amarrado aos pés,
Uma mulher que aparenta ter alguém sentado sobre seus ombros,
Rapazes que carregam tristeza e ansiedade no rosto,
Meninas que trazem no caminhar o peso da beleza, ou “ausência” dela.
Crianças irritadiças em meio a inúmeras “obrigações”…
Como estamos todos pesados!
Pesam o desejo de crescer, de ser sucesso, de ter muitas coisas,
No menor período de tempo possível.
Pesam em nós as malas de ontem, problemas do passado,
Arriam nossos ombros acontecimentos do porvir,
Carregamos em nós o peso de sentimentos diversos,
Trazemos na bagagem o desejo secreto de agradar aos outros,
Sem, contudo, desagradar a nós mesmos,
E isso pesa mais ainda…
Pesos, pesos e pesos…
Precisamos esvaziar as malas, levar apenas o que for leve.
Passado deve ficar lá atrás, futuro lá na frente,
Presente bem aqui, levinho como uma borboleta…
Se está pesando ou desagradando, é hora de esvaziar as malas.
Deixar apenas o que dá prazer e alegria, ultraleves!
Sentimentos e pessoas boas não pesam…
Tocam em nós como o doce beijo de um beija-flor,
Sentimos apenas a leve brisa, frescor e perfume,
E a paz que deixa em seu lugar quando se vai…
Alda M S Santos
MERGULHOS
Tantos os caminhos,
Mas, às vezes, não os enxergamos..
Olhos tristes, opacos, submersos em nós mesmos.
Porém, vamos tentando,
Indo, fugindo, mergulhando…
Nas profundezas da imaginação
Nem sempre tranquila, nem sempre clara
Mas sempre possível!
Quem sabe dela pode vir a nascer
Uma trilha linda e prazerosa?
Alda M S Santos
LINHA TÊNUE
Sentimentos e situações antagônicas fazem parte de nosso dia-a-dia.
A bondade e a tolice, a tristeza e a depressão
A firmeza e a intransigência, o medo e a covardia…
São, quase sempre, dois lados da mesma moeda. Muito confundidos!
A sensualidade e a vulgaridade, o ciúme e a possessividade,
A liberdade e a libertinagem, a coragem e a estupidez…
Tentamos manter o equilíbrio e a sabedoria enquanto fazemos nossas escolhas, muitas vezes, inconscientemente.
A inteligência e a altivez, a obediência e a subserviência
A humildade e a submissão, o amor e o ódio…
Esses que oscilam com mais rapidez!
A moeda é lançada o tempo todo.
Precisamos estar atentos às alternativas.
Há uma linha muito tênue a separar lados antagônicos,
Apesar de sermos, a vida toda, crianças grandes que gostam de colo e aprovação,
Procuremos seguir nosso coração e ficar do lado certo!
Alda M S Santos
CORAÇÃO PARADOXAL
Coração é sempre paradoxal
Sempre tão grande, tão repleto
Mas capaz de sentir-se tão apertadinho
E com espaço para recrutar ainda mais moradores
Quase sempre forte, a enfrentar batalhas pungentes
Mas sensível, frágil, emotivo
Tão cercado de gente, de emoções,
Mas por um pode sentir-se
abandonado num planeta vazio
Tão iluminado, alegre, brilhante, seguro
Mas pode ser esmagado pela escuridão de alguns medos
Pode parecer irreal, irracional, duvidoso, invisível
Mas é real como a eletricidade ou a brisa suave
Que podem apenas ser sentidas.
Nessa vida de emoções enviesadas
Paradoxalmente, o coração sobrevive.
Alda M S Santos
DEIXE O VENTO LEVAR
Deixe o vento levar…
As mágoas que afogam nossa alegria
Os pensamentos que tornam cinzas nossos sonhos
As dúvidas que teimam em nos roubar o sossego
Deixe o vento levar…
As preocupações com o que não temos controle
A solidão que corrói nosso interior
As pessoas que nos jogam pra baixo.
Deixe o vento levar,
Mas seguremos com carinho
Aquilo que não deve ir …
O sorriso bobo que brota por qualquer motivo
As pessoas capazes de despertá-lo
Ainda que, por vezes, sejam causadoras de lágrimas.
Não o deixemos levar…
Quem acredita em nós, apesar de nossas imperfeições
Aqueles capazes de ativar nossa energia, acender nossa luz…
Quem para nós é o amor em todas as suas formas.
Deixe o vento levar as nuvens escuras para longe
Ele trará de volta o Sol
E, com ele, virá vida nova
Recheada de esperanças…
Alda M S Santos
PODAS
Se quisermos cortar regalias, podamos.
Se quisermos dar força posterior, podamos.
Se quisermos exterminar, é preciso extrair pela raiz.
Sentimentos ruins alastram sem precisar ajuda.
Podar não adianta, é preciso exterminar.
Já o que é bom precisa ser cuidado, regado, adubado…
Precisa ser admirado e ter seus excessos aparados.
As mais lindas roseiras são podadas com carinho.
Quanto mais delas se conhece, mais se cuida, mais se ama.
Os mais belos sentimentos exigem ter conhecimentos aprofundados, arestas aparadas, podas que fortalecem realizadas.
A roseira e o jardineiro se beneficiam.
Sempre!
Alda M S Santos
EMOÇŌES
Cercados por elas, todo o tempo
Obstáculos e superação
Dor e cura
Lutas e vitórias
Dúvidas e fé
Discussões e conhecimento
Trabalho e conquistas
Cuidados e saúde
Tristeza e doenças
Bondade e doçura
Energia e alegrias
Experiência e sabedoria
Raiva e desamor
Solidariedade e amor
Carinho e mais carinho
Amor e felicidade.
Amor gerando amor…
Emoções que se entrelaçam
Na roda da vida…
Quanto mais tempo giramos
Mais entrelaçados ficamos
Podem aparecer sem escolhermos
Podemos decidir quais cultivar
Quais manter em
nossos canteiros…
Alda M S Santos
DESPERTAR
Sorrir é prazeroso, receber sorrisos, idem
Ver sorrisos onde antes reinavam a tristeza
A amargura, a dor e o sofrimento é divino
Saber que você despertou tal sensação
Traz uma leveza no coração
Uma vontade de sair só fazendo coisas boas por aí!
Despertar sorrisos, fé, amor,
Confiança que nem tudo está perdido
É incomparável.
Alda M S Santos
SENTIMENTOS
Não devemos ignorar qualquer sentimento que nos acometer.
Todos têm sua razão de ser.
Alguns iremos querer sentir
Outros sentiremos sem querer.
Só precisamos saber que muitos deles são compartilháveis, outros não.
Alguns existem para ser curtidos, vividos e trabalhados com todos…
Outros, somente conosco mesmos.
Ou por serem tão preciosos que não possam ser divididos,
Ou tão mesquinhos que não mereçam ser extravasados.
Vivê-los é esgotá-los, esgotar-se…
Mas tudo sempre se renova…
Alda M S Santos
O QUE CRESCE?
Tudo, tudo mesmo nasce pequenininho. Começa com uma semente, uma raiz, galhos, folhas, frutos…
Até virar uma frondosa árvore, linda, desejada ou não, difícil de conter.
Às vezes nasce o que não plantamos, mas para crescer é preciso regar, adubar, cuidar.
É assim com plantas benéficas, mas com as daninhas também.
Não é diferente com as situações, com os sentimentos, nossas vivências.
Aquela depressão começa com uma tristeza, aquela doença com uma febre, aquela apatia com uma simples preguiça, aquela raiva com uma mera implicância, aquela aversão com uma pequena antipatia, aquela amizade com uma atenção, aquela desconfiança com um leve ciúme ou insegurança, aquele amor com um carinho desinteressado.
É preciso que estejamos atentos para regar, adubar e alimentar em nós somente o que queremos que cresça, tenhas fortes raízes, troncos firmes, lindas flores, frutos saborosos…
Depois da árvore frondosa, cultivar é fácil, cortar torna-se muito mais complicado. Arrancá-la causa danos ao terreno, ao seu entorno, a outras árvores e seres viventes, e sempre deixa marcas insuperáveis.
Cuidemos do que andamos cultivando em nós!
Alda M S Santos
QUANDO TIVE SAUDADES
Quando tive saudades, teu canto ficou mais harmônico e doce…
Quando tive saudades, teu cheiro foi mais forte e inebriante…
Quando tive saudades, teu gosto foi mais saboroso e suave.
Quando tive saudades, teu toque foi mais aveludado e macio.
Quando tive saudades, a beleza que emanas foi mais encantadora…
Quando tive saudades, com sentidos potencializados,
Eu a matei!
Alda M S Santos
CARINHO EM ABUNDÂNCIA
Seja qual for o ser vivo, precisa!
Pedindo ou não, necessita!
Se não tiver, definha, seca, perde o brilho, morre…
Carinho é cíclico. Efeito bumerangue.
Quem dá, recebe.
Quanto mais duro, mais resistente, mais precisa!
Quanto mais doce, mais sensível, mais amoroso, mais doa…
Em forma de sorriso, de toque suave,
Palavras amenas, olhares, abraços e beijos…
E assim, recheamos essa vida de amor, alegria e paz!
Alda M S Santos
O SOM DO SILÊNCIO
O som mais alto que existe é o do silêncio. Sim! A frequência de seus decibéis não é para qualquer audição! É preciso, além dos sentidos usuais, um sexto sentido para ouvi-lo!
Quando o silêncio fala, ele isola tudo dentro da gente. Forma-se um vácuo. Nosso interior parece oco. O eco é constante. Tudo é mais!
Nossa sensibilidade fica à flor da pele, da audição, da visão. Percepções fora de nós são potencializadas.
O som das folhas que pisamos arranha os tímpanos. O brilho do sol arde por dentro. A aspereza das palavras machuca. O olhar frio fere. Uma música fala.
E isso extravasa em nossos poros, em nosso olhar, em nosso silêncio.
Poucos percebem, pois o sentido mais apto a ler o silêncio é pouco usado, vem da alma. É ele que capta essa sensibilidade exacerbada, essa tristeza calada, essa angústia que aperta, esse grito que reflete no olhar num mudo pedido de socorro, no modo de andar, no sorriso sem brilho, nas palavras forçadas, nas lágrimas contidas.
Quase sempre esse silêncio é rompido quando encontra quem o lê, para além das palavras não ditas.
Quem lê o silêncio, sabe que não precisa falar. Palavras são desnecessárias. Os olhares se entendem. Um abraço sela o acordo: estou aqui!
Alda M S Santos
SENTIMENTOS NÃO SE PRENDEM!
Não somos guarda-volumes, caixas-fortes ou depósito de sentimentos. Sentimentos existem para serem expressados, transformados, sublimados ou eliminados, nunca estocados.
Se forem sentimentos ruins, negativos, que nos fazem mal ou aos outros, precisamos trabalhar para transformá-los ou eliminá-los. É o caso do ciúme, da inveja, da raiva, da negatividade, da superioridade, da possessividade. É necessário investigar as causas, analisá-las a fundo, buscar substituição por sentimentos melhores tipo confiança, fé, bondade, compaixão e amor.
Se forem sentimentos nobres, mas que, de alguma forma, não têm feito bem, é preciso alguma ação sobre eles. É o caso da fé cega, da compaixão, da solidariedade, da alegria, do amor. Sim! Eles também podem fazer mal.
A fé cega costuma gerar superioridade e preconceitos para com os demais. Ela precisa transformar-se em ação, humildade e compaixão. A fé sozinha, sem ação, é inútil!
A compaixão e a solidariedade excessivas podem paralisar e tornar dependentes aqueles que delas necessitam. Oferecer ajuda é carregar no colo primeiro, em seguida dar as mãos, mas depois deixar livre para seguir. E não pode também paralisar a vida de quem ajuda.
A alegria contagia, faz vibrar, mas perto de quem está muito mal soa “ofensiva”, portanto, não deve ser escondida, mas dosada.
O amor sempre será positivo. Sempre. Para quem sente e para quem o recebe. Porém, há os casos em que o amor tem que vir com uma dose de cobrança, de firmeza, como no caso do amor paternal. Mas nunca deve se esconder atrás da severidade.
Há os casos em que ele ocupa um só coração, então, deve ser transformado em amizade ou “direcionado” para outro beneficiário.
Há ainda os casos “proibidos”, se é que existe amor proibido. Pode ser por um esporte, inadequado fisicamente para quem o aprecia, por um hobby, oneroso demais para se manter, por um objeto, viciante, por uma pessoa, inacessível. Nesses casos, há a sublimação. A força desse amor deve ser sublimada em outra atividade que lhe dê prazer. Um “amor” excessivo ao fumo, por exemplo, pode ser sublimado numa habilidade musical. O amor por uma pessoa inacessível pode ser sublimado numa energia de amor fraternal e solidária, e por aí vai…
Não estou querendo de modo algum simplificar. Apenas afirmo que sentimento preso e estocado não produz coisas boas, ao contrário, pode gerar doenças.
Precisamos nos cercar de pessoas alegres e sábias que, de uma forma ou de outra, sempre nos ajudam.
Podemos pensar que não somos responsáveis por sentimentos que brotam em nós. Não somos mesmo! Sentimento é vivo, nasce, cresce, se expande, está em constante movimento. Brota por algum motivo. Mas uma coisa é certa, podemos escolher o que fazer com eles, quais vamos alimentar, deixar crescer e manter como nossa marca registrada.
Que seja o amor!
Alda M S Santos
DECLARAÇÕES DE AMOR
Você já recebeu uma declaração de amor? Não? Claro que sim! Certamente as recebe todo dia!
Talvez não ouça as palavras “eu amo você”! Preste atenção à sua volta. Seja cuidadoso(a)!
Ao abrir os olhos e ver os raios de sol pela janela, Deus diz: “amo você”!
Ao receber um beijo de bom dia de seu cônjuge, mesmo se for um rabugento cumprimento de segunda-feira, ele diz: amo você!
Quando os filhos te olham zangados por acordá-los, também dizem “amo você”!
Seu cachorro que abana o rabinho e salta feliz ao te ver diz “amo você”!
Ao notar o olhar de aprovação, admiração e cuidado dos amigos, eles dizem: “amo você”!
Ao quase tombar com um abraço nas pernas vindo de uma criança, ela diz: “amo você”!
A natureza toda, através de suas belezas, diz “amo você”.
Uma cartinha infantil com um coração e uma flor dizem “amo você”!
Seu nome escrito na areia por uma criança de quatro anos, a quilômetros de distância, dizem “amo você”.
Não é mais fácil acreditar no amor com tantas declarações assim?
A linguagem corporal diz, sorrisos, olhares, cuidados, palavras similares dizem.
Mas nada elimina um “eu te amo” gritado ou sussurrado. Cobre, exija, ofereça, diga! O dia está apenas começando:
Eu amo você!!!❤️
Excelente segunda a todos!
Alda M S Santos
QUANDO O AMOR NÃO É O BASTANTE
Quando vemos tantas pessoas que amam e, ainda assim, sofrem, podemos chegar a uma difícil conclusão: o amor é supervalorizado.
Vejamos uma mãe que luta dia após dia por um filho dependente químico, que o ama, acredita, investe, recomeça incansavelmente e, ainda assim, ele retorna ao vício, maltrata-a, maltrata-se. O amor dela se mantém, porém, nem sempre alcança seu objetivo.
O amor de um filho pelos pais que o ignoram, que não assumiram a função tão sublime recebida de Deus, deixando-os crescer à própria sorte. Mesmo assim, tantos filhos tentam, pelo amor, tirar os pais de vidas desregradas e infelizes.
Uma esposa que, independente dos adjetivos que receba de todos, insiste no amor ao marido que em nada a dignifica, que trai, que ofende física e psicologicamente, que não a completa, ou em nada ajuda relacionado aos filhos, ao lar ou à família.
Uma pessoa que trabalhe num asilo, que dedique seus dias a dar amor, atenção, carinho, e só vê simples rasgos de brilho naqueles olhos cansados e nebulosos pela tristeza do abandono.
Finalmente, talvez o maior de todos, alguém que ame outro alguém, romanticamente, e espera que esse amor seja o bastante para fazê-los estar juntos, porém, não é o que acontece. Muitas vezes não há reciprocidade, noutras há empecilhos diversos que impedem a aproximação. Tantas vezes o momento não é o adequado, ou a distância, a saúde, as famílias, o trabalho…
Certo é que o que mais vemos, até mais que amores plenos, são amores frustrados. Será que isso acontece porque supervalorizamos o amor, ou porque esperamos que ele faça milagres?
Avaliando essas situações chego a três conclusões.
Primeiro, o amor não poderia resolver tudo sozinho. Não salva um filho das drogas, os pais da infelicidade, os idosos do abandono, a esposa amargurada ou os amantes frustrados.
Segundo, o amor faz, sim, muitos milagres. O filho drogado, os pais desregrados, os idosos abandonados, os amantes, todos estariam muito piores se não fosse o amor que recebem, sentem ou distribuem.
E terceiro, quem recebe amor é privilegiado, mas quem é capaz de senti-lo ou doá-lo é quem sai no lucro, verdadeiramente. Pode até não obter grandes resultados, pois depende de vários sentimentos que estão no outro, dos quais não tem controle, mas impede que a situação do outro seja ainda pior.
Há também muitos que se salvaram com o amor recebido; pais, filhos, cônjuges, idosos, amantes. O amor é incansável!
Jesus sempre pregou o amor acima de tudo. Sempre sofreu e deu o máximo do amor por nós: Sua Vida.
O amor que se doa sempre retorna em dobro. Coração que ama está sempre cheio, vivo, vibrante, ainda que seja de lágrimas ou saudades.
Supervalorizar o amor pode parecer ingênuo, porém, subestimar sua força e seu poder certamente não é muito inteligente!
Alda M S Santos
Mais no meu blog http://www.vidaintensavida.wordpress.com
Se as pessoas fossem livros, muitas seriam escolhidas pela capa, várias seriam descartadas pela profundidade do conteúdo, pela extensão da narrativa ou densidade de sua prosa. Tantas outras, ignoradas pela simplicidade ou complexidade de seus versos não compreendidos. Como os livros, muitas seriam escolhidas ou preteridas pelos motivos errados. Como os livros, também não há pessoas ruins. Como os livros, o que há são pessoas mal lidas e mal interpretadas.
Alda M S Santos