RADICAIS?
Precisamos de humanos que saibam ouvir, não só falar
Que saibam conversar, sem com isso brigar
A capacidade de interagir e compreender
Permite nosso evoluir, nosso florescer
Cada qual em seu canto radicalizado
Não possibilita um diálogo civilizado
Apontar o dedo, julgar, fazer acusações
Cria um mundo nocivo, cheio de aberrações
É preciso ter o coração e mente abertos
Manter a civilidade e sabedoria por perto
Bate-boca e insultos ferem, desrespeito não é certo
Quando eu me permito mergulho interior, autoconhecimento
Abro espaço para razão e sentimento
Assim, posso entender melhor no outro o pensamento
Alda M S Santos
TENHO MEDO
Tenho medo de qualquer posicionamento extremo, radical
Sem qualquer apologia às “folhas de bananeiras”
Que balançam ao sabor do vento
E ora estão de um lado, ora do outro
Ter uma opinião formada não quer dizer que precise ser engessada, inflexível
Mudar o modo de ver algumas coisas só nos engrandece
Tenho medo das consequências negativas do radicalismo, dos preconceitos
Tenho consciência que até o amor, a maior e mais eficaz arma do mundo
Se usada de modo radical é prejudicial
Sou a favor da flexibilidade, do saber ouvir, do se fazer entender
Mas, principalmente, do saber respeitar
Intolerâncias geram violências que nos desumanizam
Verdades são apenas opiniões de pessoas diferentes entre si
E ter uma opinião diferente não faz ninguém melhor ou pior que os demais
O que difere os seres humanos é o modo pacífico ou agressivo de se manifestar
O que hierarquiza as pessoas é o respeito que demonstram diante do diferente de si
Porque a quem nos parece diferente
Certamente também pareceremos estranhos
E uma conversa respeitosa faz com que todos cresçam como seres humanos
O que é impossível sentados no trono que julga e condena o que é diferente
Tenho medo! Muitos medos!
E isso vale para qualquer esfera da vida
Social, familiar, política, amorosa, artística, religiosa, esportiva…
Com habilidades e cuidado somos capazes de a tudo conquistar
Precisamos todos de mais amor e respeito
Menos insultos, menos julgamentos…
Mais humanidade!
Alda M S Santos