PLANTAR, COLHER…
O que eu sinto fala baixinho ao coração
O que eu penso reverbera em atos na multidão
Em meus invernos emocionais, sou plantação:
Sou cuidado, adubo, fé e gratidão.
Na primavera, sou o desabrochar, o contagiar;
Nos verões, sou a árvore, sou colheita.
Plantar bons sentimentos de esperança e harmonia
É a certeza de colher fartamente amor e alegria…
Alda M S Santos
CONTRADIÇÕES (DES)HUMANAS
Silenciar, quando o desejo é gritar
Conformar-se, quando a sombra deixada pede luz
Acreditar, quando há tantos incrédulos e mentirosos
Justificar um erro, apoiado em erros alheios
Agir de modo contrário ao que se apregoa
Querer o que é eterno, destruindo eternidades
Gostar de jardim florido, mas não regar, não cuidar da terra
Mascarar para si mesmo o que está óbvio para todos
Insistir no mesmo erro infinitas vezes
Apontar no outro uma falha que é sua
Querer colher aquilo que não plantou
Plantar ou construir em terreno que não é próprio, que não pode colher
Fazer ao outro o que não aceitaria que fizessem consigo
Confiar, gerando desconfianças
Querer mudanças, sem ações concretas, sendo sempre o mesmo
Amar, mesmo sendo derrubado infinitas vezes.
Viver, mesmo que a “morte” se insinue todo o tempo
Somos assim, humanos carregados de desumanidades, em evolução…
Alda M S Santos