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Dissabor

DISSABOR

Um machucado, uma fratura, uma ferida que arde, sangra, queima

Fase aguda do mal, só analgésico forte para aliviar, é normal

Um aperto no coração, tristeza, mágoa, decepção

Fase aguda da dor, que fazer para sanar desilusão?

Machucado melhora com antisséptico, anti-inflamatório e antibióticos

Um curativo, uma tala, que por um tempo isola do meio externo aquilo que está em recuperação

E quando a dor está no coração, que fazer então?

Qual o remédio, dá pra isolar do mundo externo a emoção?

Não sei, mas é bom retirar-se do meio, afastar da multidão

Buscar o interior, sanar a dor, retirar da alma a cicatrização

Ferida é sempre ferida, dor é sempre dor

Seja física, mental, emocional é sempre um mal

Passamos primeiro pelo vendaval

Em seguida vem a calmaria, levantamento de perdas, bom sinal

E, lentamente, a cura, a reconstrução

Mas todo cuidado é pouco com o remédio que se usa

Tanto para o mal físico ou emocional

Não dá para criar vícios e dependências, seria fatal

Ou cria-se raiz para novo mal, com nova aparência

Mas tudo tem seu tempo…

Logo o que era ferida é descoberta para o mundo exterior

Fica a cicatriz, o aprendizado

O coração aprende a lidar com qualquer dissabor

É a cura… e a vida segue, de preferência, sem rancor…

Alda M S Santos

Mais no meu blog vidaintensavida.com

Você está curado?

VOCÊ ESTÁ CURADO?

Se já não dói quando o tempo esfria

Se não muda de cor de acordo com as fases da Lua

Você está curado…

Se não fica febril ou não tosse mais

Se os espirros e coriza foram embora

Você está curado…

Se os pesadelos não mais te atormentam, os calafrios cessaram

Crises de pânico e tristeza passaram

Você está curado…

Se a cicatriz fechou, não mais sangra

Se as lembranças são apenas lembranças e não machucam mais

Você está curado…

Se não chora ao ouvir aquela música ou passear naquele jardim

Se um poema, um livro ou autor são apenas boa literatura

Você está curado…

Mas se a mágoa é maior do que a esperança

Se oferecer o perdão é mais difícil que a revolta

Ainda não curou…

Se as minhocas na cabeça ainda são assustadoras, incomodam

As borboletas ainda reviram o estômago

Ainda não curou…

Se só quer dormir ou sumir

Se se esconder é melhor que viver

Ainda não curou…

Mas se quer mesmo se curar

Física, mental ou emocionalmente

Escolha viver e os males enfrentar

A vida é receptiva aos que sabem lutar!

Alda M S Santos

Curas

CURAS

Como parte de qualquer cura

É preciso o desejo de curar-se

E o princípio básico do tratamento é identificar qual é o mal

Qual o vício, qual a fissura, a carência ou necessidade

Para qualquer doença há cura

Para cada mal, um modo de combatê-lo

Mas para todos eles é preciso querer, vontade de melhorar

Quer seja mal da mente, do corpo

Do coração ou da alma

Esteja em fase aguda da dor

Até mesmo se já se tornou mal crônico

Emplastros diversos para aquecer a pele

Relaxar a musculatura, aliviar pesos

Chás de folhas amargas

Abraços de pessoas doces, colinho

Fármacos variados, repouso absoluto

Atividade intensa, banho de sais ou de cachoeira

Chorar até se esvaziar, lavar a alma

Sorrir até a barriga doer, correr até se cansar

Viajar sem rumo, sem destino

Amar sem medidas…

O tempo?

Ele passa, mas esse movimento sozinho nada cura

Ele é apenas o fluido onde o mal se dissolve e se esvai

Sob a ação incessante do paciente e dos “medicamentos”

Quanto mais densa a dor, mais fluido exige…

Do que você precisa se curar?

Qual seu mal? Qual sua cura?

Alda M S Santos

Dores

DORES

Ponho-me a observar uma borboleta que borboleteia feliz no jardim

Os pássaros que cantam em total diversão e voam dos galhos das árvores para o comedouro

Cachorros cochilando na varanda, ora correm, ora saltam, balançando o rabo, alegres e fiéis

Irracionais, parecem não ter qualquer tipo de dor ou angústia

Concluo que deve haver algo de muito sagrado nas dores humanas

Posto que não há humano que viva sem elas

Certamente é uma forma de “purificação” a que os animais estão isentos

Estamos sempre a lutar contra uma delas

As dores físicas, orgânicas, são inúmeras

As famosas cefalalgias e diversos tipos de “algias”

Aquelas que sabemos apontar onde dói e medicar

Há ainda as dores de tristeza, de angústia, de saudade, de desamor

Dores que ferem lá no fundo e não identificamos a origem

Dores psicológicas, mentais, emocionais, existenciais

Aquelas que o médico não encontra no RX ou na tomografia

As mesmas que a maioria das pessoas olha e diz

“Fulano é feliz, não tem problemas, sempre sorrindo”…

Há ainda as dores do outro que carregamos como nossas

São do outro, mas ele está tão dentro da gente,

Que dói em nós também…

Por essa perspectiva, se tudo que dói em nós

Dói naqueles que nos amam

Dá pra calcular o sofrimento de Jesus

Ao sofrer com nossas dores

Particularmente aquelas autoinflingidas, que nós mesmos buscamos

Por desconhecimento, ignorância, descuido, ou autoflagelo…

Sei lá!

Mas que às vezes dá vontade de ser uma borboleta

Ah, isso dá!

Alda M S Santos

É de adoecer!

É DE ADOECER!

O que é capaz de nos adoecer?

Um vírus que nos manda pra cama,

Uma bactéria mais resistente que a gente,

Um fungo insistente e causador de males e alergias?

Sim! Tudo isso!

Doenças curáveis com drogas alopáticas ou homeopáticas.

Mas e quando o mal dói,

Corrói, invade, aperta,

Você sabe que ele existe,

Porém, não sabe onde ele nasce,

Tampouco como se alastra do corpo para a alma,

Ou da alma para o corpo?

E o principal: não encontra a medicação adequada,

Ou um modo de curá-lo?

Até onde a Ciência é capaz de ajudar?

Quando a ajuda está no fundo de nós mesmos?

Alda M S Santos

O que tira seu sono?

O QUE TIRA SEU SONO?

Sempre fui boa de cama, de sofá, de rede, de cadeira de balanço…

Deito e apago!

Acordo descansada e cheia de energia na manhã seguinte.

E sonho. Sonho muito mesmo!

Pra me tirar o sono tem que ser algo de grandes proporções,

Ao menos para mim.

Preocupações: essas são as primeiras da lista.

Quero “resolver” tudo de madrugada

Acordar com a equação, senão resolvida, ao menos destrinchada.

Mágoas e decepções: aquelas causadas por quem a gente ama

Daquelas que nos fazem dormir chorando, acordar à noite chorando.

Levantar chorando, querer sair porta à fora, ir embora, mandar embora…

Doenças e males físicos: aqueles crônicos que nem todo remédio resolve.

Tomamos toda a variedade possível, chás e unguentos diversos.

Doenças da alma: tristeza, insatisfações diversas, desamor, falta de perspectivas.

Esses, os mais difíceis de resolver. Precisam da ajuda externa.

Uma atenção, um abraço, um carinho.

Necessitam de amor.

Fora isso, NADA me tira o sono.

E você? O que tira seu sono?

Alda M S Santos

 

 

 

 

 

Processo de Cura

PROCESSO DE CURA

Todos sabemos o quanto dói uma ferida aberta

Um mal ativo, em fase crítica, aguda.

Todo cuidado é pouco para evitar uma patologia permanente.

Precisamos limpar, fazer curativos, trocá-los

Usar cicatrizantes, anti-inflamatórios, antibióticos…

Nessa fase vai doer muito, sangrar.

Não podemos ser masoquistas e ficar cutucando.

Serão necessários técnica e perícia ao tocar.

Depois seca, cicatriza, fica uma marca e apenas uma lembrança.

Porém, se não se passar por esse processo de cura,

O mal pode se tornar crônico e sofrermos com ele a vida toda.

Com os males emocionais dá-se o mesmo.

Ferida aberta na alma não se mexe, se trata.

Com medicamentos ora suaves, ora fortes, 

Com amor, com carinho, com perseverança.

Com amigos, com família, com fé.

Leve o tempo que levar,

As cicatrizes deixadas nos lembrarão que superamos.

Pode ser que se torne um mal crônico

Daqueles que tenhamos que aprender a conviver

Como uma hipertensão ou uma saudade

Que exige tratamento de controle a vida toda.

Vez ou outra se tornam ativos, agudos e exigem de nós força

E medidas à altura.

Assim são os males crônicos.

Assim é a vida…

Alda M S Santos

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