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Loucura

Loucuras?

LOUCURAS?
Quero ser um caracol, fechar-me dentro de mim mesma
Sair apenas quando a luz de fora entrar
Ou a de dentro conseguir iluminar tudo lá fora
Quero brincar de esconde-esconde
Encontrar um esconderijo bem original
E lá ficar até ser encontrada por alguém com a mesma ideia.
Quero inspirar fundo, bem fundo, sufocar-me em coisas boas
E expirar, jogando fora tudo que faz mal
Quero correr, correr muito, sem direção, até esgotar todas as forças e não sentir mais nada.
Quero ser uma bolha de sabão, subir, subir nas árvores, nas nuvens, encantar e desaparecer.
Quero mergulhar, sem máscaras ou snookers, sentir tudo, descobrir tudo
Afogar-me, se preciso for, e renascer.
Loucuras?
Às vezes são necessárias para se manter a sanidade.
Alda M S Santos

Sanidade

SANIDADE

De quantas pequenas loucuras se faz uma sanidade?
De quantas lágrimas e soluços se faz uma felicidade?

De quantas feridas e cicatrizes se faz uma cura
De quantos medos se faz a bravura?

Quantas dores esconde um sorriso?
Quantos silêncios são necessários para sufocar um grito?

A quanto dissabor ignorado sobrevive um amor?
Quanta emoção frustrada aguenta um coração?

Quantas fadas ou bruxas podem fazer essa magia
Quanto é preciso de poesia para se entrar em sintonia?

Alda M S Santos

Quem não dança…

QUEM NÃO DANÇA…

Quando o fato é incontestável

Contesta-se quem o divulga

Quando a pessoa é indefensável

Ou a mentira é clara e cristalina

Arruma-se outro assunto

Outro crime ou criminoso

Para ocupar seu lugar

Nessa luta de vítimas e réus

Condenados e absolvidos

A “plateia” sempre leva a pior

É o público a ser manipulado

Porque, no fundo, não importa a verdade

O que vale é aquele que melhor manipula

E faz de qualquer mentira uma verdade

Que apaga o que quer, reescreve como acha melhor

Mexendo habilmente os pauzinhos dos cordões de seus bonecos

E as marionetes dançam conforme a música que tocam

Quem não dança, não gosta dessa música

Ou dança diferente

É considerado louco…

Quero dançar diferente, prefiro ser louca!

Alda M S Santos

Louca-molhada

LOUCA-MOLHADA

Quero poder caminhar na chuva, me encharcar

Trocar fluidos com ela

Me embriagar, entorpecê-la

Louca?

Louca-varrida, louca-molhada, louca-feliz ou infeliz

Louca-menina, louca-mulher, louca de alma infantil

Simplesmente, louca!

Quero correr debaixo do temporal

Chutar água, abrir os braços, cantar, sorrir, chorar

Afastar todo o mal

Pedir e oferecer o perdão, a gratidão

Que a água leve, que a água traga

A vida que nasce e renasce em cada gota

Quero me inundar

Sem guarda-chuvas, sem proteção

Protegida pela emoção de viver

E de sonhar

E quem sabe num ponto qualquer te encontrar?

Alda M S Santos

No limite

NO LIMITE
A vida no limite é intensa
Por vezes animadora, noutras cansativa
Será que vai sendo gasta, se esvaindo
Ou sendo reenergizada, reabastecida?
Se ela se esvai, se desgasta
Gostaria de não viver tanto no limite
Ter mais espaço, mais folga, mais liberdade de movimento
Dentro do meu “pequeno” interior
Não estar tão próxima da linha tênue
Que separa o bem do mal estar
Os sonhos doces dos pesadelos amargos
A realidade fria do calor do realmente desejado
Que separa a alegria da tristeza
Os medos da coragem, a confiança da desconfiança
O sorriso das lágrimas, a fé da descrença
Que separa a sanidade da loucura
O amor do desamor, a vida da morte!
Mas se a intensidade reenergiza, autoabastece
Que eu aprenda a andar na corda bamba
A me divertir nos altos e baixos, a dançar nos desequilíbrios
Ou que eu encontre mais espaços dentro de mim
Ou os ocupe de modo mais organizado
Sempre com mais e mais equilíbrio, alegria e fé
E que consiga carregar comigo quem quiser ou merecer…
Alda M S Santos
Ilha Grande- Angra dos Reis

Loucura e Sanidade

LOUCURA E SANIDADE

Cada dia confio mais na pouca sanidade dos loucos

E aumenta, na mesma proporção, meu medo da loucura dos sãos!

A sanidade dos sãos se prende a um fio tenso

A loucura dos loucos é leve e livre!

Tensão e leveza!

Prisão e liberdade!

Loucura e sanidade!

Estou louca?

Alda M S Santos

Loucura e sanidade

LOUCURA E SANIDADE

A vida oscila sempre

Entre a sanidade dos loucos

E a loucura dos sãos…

Quem se prende a um lado 

Sente-se incompleto.

Só o amor nos permite 

Ter trânsito livre entre elas:

Mergulhar na sanidade e na loucura…

Alda M S Santos

Guerras

GUERRAS

Em nossas guerras internas

Entre certo e errado, razão e emoção

Entre o bem e mal, loucuras e sanidade

Entre paz e tormento, solidão e convivência

Entre ir, ficar ou se deixar levar

Vale o uso de qualquer arma.

Mas, como toda guerra, 

Torna-se mais desumana e inglória,

Se “atingir” civis inocentes,

Lutadores sem farda de suas próprias causas.

Alda M S Santos

Desatinos

DESATINOS
De quantos desatinos se faz uma loucura?
De quantas loucuras se faz uma alegria?
De quantas alegrias uma vida precisa para ser feliz?
Alda M S Santos

Quem ama, mata!

QUEM AMA, MATA!
Matou por amor.
Tão paradoxal que beira à insanidade.
Nossas crianças e jovens ouvem e veem isso todos os dias.
Crescerão acreditando que quem ama mata.
Basta não se sentir amado, ser contrariado ou não ter seus desejos atendidos.
Que é natural matar “por amor”.
Quem ama mata! Todos os dias, todo o tempo.
Não a morte do corpo, não a morte da alma.
Mata a necessidade de companhia, mata a ânsia de se ver belo no olhar do outro, mata o desejo de fazer amor, de sorrir e conversar juntos, mata a solidão…
Quem ama vive, gera vida, para si, para o outro.
Quem ama não mata, não mutila ou deforma o corpo, não ameaça, não amedronta a alma, não tira a luz do olhar, o brilho do sorriso.
Quem acredita que quem ama mata seu “objeto” de amor, literalmente, está matando aos poucos o amor no outro.
E já matou o amor dentro de si há muito tempo.
Alda M S Santos

Quando Deus criou o mundo

QUANDO DEUS CRIOU O MUNDO

Quando Deus criou o mundo e tudo que nele há, Ele resolveu mandar todos os sentimentos descerem para irem se adaptando.

A tristeza quis logo voltar, achou tudo muito triste. A alegria queria aproveitar tudo, encantada com tanta maravilha. O pessimismo disse que nada criado em sete dias poderia ser mesmo bom. O otimismo achava que tudo era perfeito e possível, sem problemas.

A calma achava que teria toda a eternidade para tudo conhecer. A impaciência conheceu tudo em apenas meio dia. 

A paz sobrevoava e a tudo observava do alto das nuvens.

A vida seguia e todos esperavam que Deus aparecesse. 

A mentira vivia soando alarmes falsos.

Quando todos estavam cansados, alguém propôs uma brincadeira de pique-esconde para distrair. 

A loucura logo quis contar. Como todos sabem que mais louco é quem discute com louco, deixaram-na contar. 

E ela começou a contagem. 1, 2, …49, raiz de 77, 17…

A impaciência escondeu-se pertinho. Não tinha paciência para procurar outro lugar. A dúvida não conseguiu se decidir onde esconder, ficando um tempão no caminho. A mentira fez até mapa, mas escondeu-se noutro canto.

A alegria procurou um lugar bem alto nas árvores amando a brincadeira e a todos cumprimentando. A paz escondeu-se nas nuvens.

E a loucura contava: 100! Lá vou eu! O que estou fazendo aqui mesmo? E recomeçou a contagem. 

Quando acabou, logo a impaciência se entregou cansada e reclamando da brincadeira chata.

E a loucura, mesmo louca, foi encontrando um a um. A traição ajudou entregando vários esconderijos. A alegria se apresentou quando viu tantos sentimentos juntos.

Quando todos perceberam que faltava o amor. E, procura daqui, procura dali e nada. 

Ela fez ponta num galho de árvore e foi à caça do amor. 

E nada de encontrá-lo! Até que viu uma moita que se agitava. O amor certamente se divertia ali.

 Louca, desconfiada, a loucura foi apanhá-lo. E fincou com força o galho pontudo na moita. 

Logo, o amor levantou-se com os olhos ensanguentados e cego. 

“Veja o que fez comigo, loucura! Deus me encarregou de entrar em cada coração humano, por mais duro que fosse. E você me cegou! ”

A loucura, apesar de insana, foi criada com a bondade e o perdão, e quis fazer algo para se redimir. Disse ao amor para pedir qualquer coisa que ela faria.

O amor pediu: ande sempre comigo, que seja meu guia e esteja comigo ao entrar em cada coração. 

E assim foi feito! Onde o amor entra, a loucura está junto. Todo amor carrega consigo a loucura, a ausência de razão. Não há amor sem loucura.

…..

O amor e a loucura estão lado a lado na educação. Sejam amorosas, sejam loucas, mas amem! 

A todas vocês, especialmente à Alda que encerra sua carreira e usou e abusou do amor-louco, meu abraço! 

….

História contada por Pablo Simões na formação de professoras EMVAM.

MUITO OBRIGADA! 

Alda M S Santos

Pés no chão e coração nas alturas

PÉS NO CHÃO E CORAÇÃO NAS ALTURAS

A vida está aí!

Muitas são as oportunidades, os desafios, as chances, os perigos, os riscos…

Sabendo mesclar equilíbrio, pés no chão e uma boa dose de loucura, somos capazes de alcançar alturas inimagináveis!

Bom dia! 

Alda M S Santos

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