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Independência

Coração do mundo

CORAÇÃO DO MUNDO
Um povo heróico de brado retumbante
Nosso Brasil perante tantos, ainda infante
Humanos de toda cor, raça, miscigenação
Despertam de um sonho intenso, raio vívido
Olham para frente sem esquecer o vivido
E, diante de todas as nações, nada subserviente
Mostra sua luz, sua alma de  brava gente.
Coração do mundo, pátria do Evangelho,
Luta pela paz, fé, harmonia, fraternidade
Com as armas do amor, bondade e caridade
Acolhendo a todos essa Mãe Gentil,
Nossa Pátria Amada Brasil!
Alda M S Santos

(In)dependência

(IN)DEPENDÊNCIA

Nunca ninguém é independente

Nem uma pessoa, tampouco uma nação.

A questão é oscilar e, se possível, escolher, vez ou outra,

Entre ser dependente de alguém

Ou ter alguém dependente da gente.

Manter esse equilíbrio é ter a falsa sensação de liberdade

De estar temporariamente independente.

Independência é utopia! Sempre seremos (in)dependentes,

Aquela dependência do eu que vive dentro de nós,

E, vez ou outra, foge…

Alda M S Santos

Nostalgia do voo

NOSTALGIA DO VOO

Qual o objetivo de se aprender a voar?

Obviamente, ser capaz de realizar o voo sem ajuda.

Voo solo. Sem supervisão ou orientações, independente.

Todos que se dispõem a ensinar algo sofrem da nostalgia do mestre.

É a nostalgia do voo solo.

Aqueles que de alguma forma se dedicam a ensinar

A orientar, estimular, curar, possibilitar o crescimento

Apagando mágoas, traumas e inseguranças

Querem que seus pupilos cresçam e apareçam

É o caso dos professores, dos médicos, dos psicólogos

De modo mais pessoal, dos pais, das mães,

Dos amantes, dos amigos…

Veem dia-a-dia a evolução de seus aprendizes

O passo a passo do aprendizado, as lutas

As quedas, a impotência, os avanços, as vitórias

E chega o dia deles voarem sozinhos, longe dos “mestres”.

Mostrar que a lição foi válida, a que vieram,

Para que tanto se dedicaram e se esforçaram.

Alegres, seguem seus caminhos, voam alto.

Aos mestres, cabe o sentimento de orgulho e de dever cumprido

Mesclados à imensa saudade e sensação de perda.

Os alunos superaram os mestres e se foram.

Os mestres devem se recolher e ficar em segundo plano,

Muitas vezes até sair de cena. Deixá-los voar.

Como as aves, as borboletas e os beija-flores.

Seres feitos para voar não podem ser mantidos presos.

Se as lições foram mesmo aprendidas

Saberão que é bom ter pouso entre voos,

E um dia retornarão para um abraço.

Os alunos, os pacientes, os filhos, os amantes, os amigos…

Alda M S Santos

Independência ou Morte???

Há exatos 194 anos D. Pedro I deu o famoso grito de Independência ou Morte, às margens do rio Ipiranga, libertando o Brasil do jugo de Portugal. Sabemos bem que tal independência foi apenas para alguns segmentos abastados da população da época, e que até hoje somos dependentes política, econômica e financeiramente de nações mais desenvolvidas.

Isso apenas nos mostra que ser independente não é tarefa tão simples. Não basta um brado de independência ou morte. Somos nações e indivíduos interligados em vários setores.

Ser independente é ter liberdade de escolha, onde quer estar, com quem quer estar, o que fazer, onde fazer? Poder dizer sim ou não, prestando contas apenas à nossa consciência? Seria.

Porém, viver em família, em sociedade exige de nós tal satisfação e dependência. Nunca estaremos independentes das opiniões e desejos alheios. Mesmo que nos tornemos ermitões, vivendo isolados numa montanha gelada, ainda seremos dependentes das condições climáticas para termos alimento, aquecimento, etc.

Com o tempo, nos libertamos um pouco das opiniões alheias, preocupamo-nos mais com nossa consciência, mas daí a sonhar com “liberdade” total é associá-la à solidão. Sempre seremos dependentes daqueles que amamos. Enquanto nosso coração for morada do outro ou habitarmos em corações alheios, seremos dependentes.

Nesse 7 de setembro, em verde e amarelo, azul, rosa ou vermelho, qual o brado que nos caberia? Qual o brado do nosso coração? Esse é nosso grito de “independência”!

Alda M S Santos

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