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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Perfeição: Deus me livre!

PERFEIÇÃO: DEUS ME LIVRE!
Deus me livre de ser perfeita!
Argh para as pessoas ditas perfeitinhas!
Isso mesmo! Ou a pseudo-perfeição que há por aqui
A pessoa que toma para si e senta no trono da perfeição
E dali passa a julgar o que os outros fazem, não fazem
O que eles são ou não são, até aquilo que pensam
Medindo tudo com a régua de seu agir e pensar sempre tão “perfeito”
São sempre os pais mais dedicados, os profissionais mais exemplares
As pessoas mais corretas e “legais”, literalmente, do mundo
E no trono do qual se julgam dignas
Abusam da intolerância e impaciência, são ranzinzas
São o juiz e o carrasco do agir, pensar, rezar, ser ou não ser do outro
Imputam a pena máxima, sem dar o direito de recorrer da sentença
E esquecem a maior lição da verdadeira perfeição
Aquela que passou por aqui através Dele em forma humana
A empatia, a compreensão, a compaixão, a solidariedade
A capacidade de entender as falhas e dificuldades humanas
A habilidade de usar o que acha que tem de melhor em prol do outro
Nunca para diminuir ou se gabar ou afastar pessoas
A perfeição está atrelada a amor e perdão, à simplicidade
À capacidade de rir de si mesmo, reconhecer os próprios erros
Gosto de gente imperfeita, sim, são reais, autênticas
E se dispõem a melhorar a cada dia ajudando e sendo ajudada
A perfeição verdadeira não temos por aqui
A perfeição é divina!
Alda M S Santos

Humanidade

HUMANIDADE

Uma juventude que morre, que mata

Que luta, que busca, que se maltrata

Que se perde e não mais se acha

Que podemos fazer nesse viver cheio de racha?

Um mundo cheio de ofertas

Daquelas bem enganadoras

Será que dá para estarmos alertas

E escolhermos uma mais pacificadora?

Uma terra fértil, uma semente boa

Regada com carinho, de afeto adubada, não será à toa

Crescerá alma de luz, de amor em pessoa

Uns cuidando dos outros, estamos todos nessa nau

Respondemos pelo bem ou pelo mal em busca do paraíso afinal

Amar, cuidar, tratar para um mundo menos desigual…

Alda M S Santos

Data limite

DATA LIMITE

Uma data “limite” para a vida continuar ou se findar

Para o amor fluir, acontecer

Vida, tecnologia, ciência, evolução

Mas, principalmente, amor

Uma data limite na batalha contra a morte e destruição

Uma data limite para interação entre os seres da criação

Data limite para sentir-se parte, para ajudar, para a autoaceitação

Um mundo tão injusto e cruel

Mas cheio de oportunidades de crescimento, de compaixão

Nunca se falou tanto de amor

Nunca se “brigou” tanto pelo amor

Pelo amor aos pequenos, às minorias, àqueles que nem podem se defender

Amor a vegetais, animais, amor aos que não são “iguais”

Amor à natureza, ao planeta, à galáxia, a seres especiais

Quem é mesmo que sempre amou o diferente, o pequeno

Quem se entregou pelos fracos e pecadores

Quem lutou por justiça pelos desamparados?

Ele está aqui…tão perto…tão dentro…

Vamos deixar o amor fluir…

A data não é limite, é continuidade

Se você está aqui, você faz parte

Deixe o amor fluir de você, para você

A nova era chegou…

Alda M S Santos

#datalimite

Ainda acredito

AINDA ACREDITO

A despeito de toda desunião

Da falta de fé e de amor Cristão

Eu ainda acredito na humanidade

A despeito de tantas mortes vãs e tamanha crueldade

Das falhas em estender a mão

Eu ainda acredito na humanidade

A despeito de tantos preconceitos e mania de superioridade

Da primazia da razão sobre o coração

Eu ainda acredito na humanidade

A despeito das vezes em que fraquejei

Em que me deixei levar pela decepção

Ou daquelas em que quase desisti, não superei

Eu ainda acredito na humanidade

Se Aquele que a criou ainda não desistiu de nós

Como podemos nós mesmos desistir?

Vamos abrir os braços para a vida e lutar por ela, pela humanidade …

Alda M S Santos

Salve-se quem puder

SALVE-SE QUEM PUDER

Tempos difíceis vivemos

A vida como a conhecemos pede socorro

Preta, branca, amarela ou vermelha

Salve-se quem puder

Somos capazes de ouvir?

A humanidade corre risco

Nem isso é capaz de nos unir?

Salve-se quem puder

Não há como se esconder ou fugir

Dinheiro, bens, títulos, posses diversas nada valem

O único modo de nos salvarmos

O único transporte possível para nos tirar daqui

É o que carregamos dentro de nós

A medida exata entre razão, amor, compaixão

A capacidade de nos vermos como espécie

Como um todo que faz parte de algo maior

Salve-se quem puder não é lema individual

Só nos salvaremos se agirmos coletivamente

Não há como se salvar deixando o outro para trás

Na perspectiva da continuidade da vida

Ou nos salvamos todos, ou nos perdemos como raça, como espécie…

Salvemo-nos todos se pudermos!

Alda M S Santos

Celeiro humano

CELEIRO HUMANO

Palavras podem ludibriar, enganar

Comportamento é sempre claro, não mente

Boas pessoas: boas ações

Más pessoas: más ações

Certo? Não necessariamente!

Comportamento não é previsível, não é matemática

Emoções não são uma ciência exata

Boas pessoas erram, aprendem

Más pessoas acertam, mudam, melhoram

Errar, cair, aprender, crescer, evoluir

Tudo isso é inerente ao ser humano

Não existem humanos santos

Anjos não vivem aqui, estão muito além de nós

Nesse grande celeiro humano

Há grãos de todo tipo e formatos

Em diferentes fases de maturação

E cada qual atinge seu ápice no tempo certo

Ser maduro é bom, é nosso objetivo

Mas não se chega lá sem antes ter sido verde…

Alda M S Santos

Nas batalhas

NAS BATALHAS

Batalha pelo pão que alimenta o corpo

Batalha pelas águas claras que hidratam o ser

Batalha pelo chão firme sob os pés

Batalha pelo céu azul que possibilita voos livres

Batalha pelo abraço gostoso que une os seres afins

Batalha pelos bons relacionamentos que enriquecem o viver

Batalha pelo amor recíproco que alimenta a alma

Batalha para sentir-se membro dessa nau

Batalha para ter onde repousar corpo, mente e coração

E viver um sonho real

De amor e compaixão…

Nas constantes batalhas para nos firmar como gente

Devemos nos cuidar para não perdermos nossa humanidade

Nas batalhas da vida precisamos, às vezes, nos render

Pedir uma trégua, talvez até nos sentir meio presos

Para poder sermos verdadeiramente livres e vitoriosos

E seguir em paz quando chegar o momento de voltar para casa

Alda M S Santos

Legado

LEGADO

Mesmo com a certeza de que o que sempre apontei como grande decepção estar acontecendo

Preciso acreditar num legado importante a deixar

Num legado em que a confiança e amor não sejam superados pela tecnologia, por máquinas

Num legado em que o temor de tudo, a total desconfiança não se sobressaiam

Onde crianças sejam respeitadas em sua natureza infantil

Que encontrem em sua família a proteção que necessitem

Que idosos se orgulhem do vivido, não temam o futuro, não sejam abandonados

Tampouco se envergonhem do passado e presente perante filhos e amigos

Que adultos possam agir com consciência das marcas boas e ruins que deixam nas trilhas de suas vidas

Da (des)construção física e moral que realizam em si e nos outros

Do legado que estarão deixando por séculos

Não apenas um legado familiar, ou no seu pequeno círculo social,

Mas um legado para toda a humanidade…

Alda M S Santos

Há esperança na humanidade

HÁ ESPERANÇA NA HUMANIDADE

Um mendigo disfarçado de cuidador de veículos

Sujo, descalço, dormindo nos passeios a qualquer hora

Vive do que recebe da caridade dos que transitam por ali

Abandonado, largado, entregue ao mundo?

Mas é um ser humano!

Alcoolizado sempre, não sei se outros entorpecentes também

Sempre me compadeço de sua situação

Vejo-o todos os dias na rua da academia

Já perguntei uma vez se precisava de ajuda quando estava largado na calçada

Hoje vi uma mulher dando banho nele no meio da rua

Jogava água contida em algumas garrafas pet, ensaboava, esfregava

Ele aceitava a ajuda a contragosto, alcoolizado.

Um misto de sentimentos me invadiu

Feliz por alguém ter ajudado, uma mulher se arriscando

Triste por um ser humano precisar desse tipo de ajuda de desconhecidos

Envergonhada por eu mesma não ter tido essa coragem, essa iniciativa!

Orgulhosa dessa mulher que conheço e deu um exemplo de bondade…

O amor precisa ser convertido em ações!

Há esperança na humanidade!

Alda M S Santos

Doações, pra quê?

DOAÇÕES, PRA QUÊ?
Têm me causado muita angústia certas situações.
Basta dar uma navegada na internet, conversar com amigos, andar por aí…
Mal fiz uma divulgação de pedido de doações para idosos dos asilos, vejo uma notícia de que o Hospital Maternidade Sofia Feldman, público, que atende a milhares de gestantes carentes, está dependendo de doações para não fechar as portas.
E esta é apenas mais uma. Há inúmeros pedidos de doações para as mais variadas coisas: centros de narcóticos e alcoólicos anônimos, creches, asilos, hospitais, famílias sem teto, desamparadas, deficientes, aidéticos, doenças graves, suplementos alimentares, entre outras.
Mais uma “navegada” e a gente vê golpes, desvios de dinheiro, transações ilícitas, “laranjas” e o escambau!
Das duas uma: ou eu ando muito sensível ou esse mundo passou da hora de ser passado a limpo. Penso que as duas coisas.
Dá uma sensação de impotência perceber que por mais que se faça, esse buraco é sem fundo, o fosso não para de crescer.
Todos sabemos que com a quantidade de impostos que pagamos, se eles fossem bem administrados, não desviados, não haveria tanta necessidade de doações.
Por mais que a gente possa ajudar, financeiramente, trabalho voluntário, carinho, afeto, tempo, sempre parece ter mais e mais pessoas precisando.
O risco que se corre é que os corações se endureçam e ninguém se importe mais, não queira mais ajudar ou participar, ou sequer tenha condições de fazê-lo.
A história nos mostra que sempre houve necessidade de compaixão, de solidariedade, de caridade.
O que aumentou de forma gritante foi a corrupção, a safadeza, a hipocrisia e maldade de nossos governantes.
Nosso país possui recursos naturais, financeiros e humanos para ser uma nação de primeiro mundo.
Nosso maior problema são os desumanos que o administram e os humanos que os aceitam, por falta de consciência ou comodismo.
Precisamos atacar essas duas frentes, ou estaremos sempre “chovendo no molhado” e aumentando esse fosso.
Alda M S Santos

Apenas uma gotinha

APENAS UMA GOTINHA

Somos apenas uma gotinha infinitesimal 

Em meio aos mais de sete bilhões de habitantes desse planeta.

Somos apenas mais um em meio a povos famintos de alimentos, de água, de saberes, de saúde.

Somos apenas mais um em meio a povos “evoluídos” intelectualmente, financeiramente, culturalmente…

Somos apenas mais um em meio a povos “religiosos” que se matam em nome de um Deus que acreditam obedecer.

De uma ponta a outra dessa Terra, podemos ser tão diferentes que nem pareceremos humanos uns perante os outros.

Mas uma coisa nos iguala: a necessidade de ser importante na vida de alguém.

Todos, todos nós buscamos isso, queremos isso, fazemos qualquer coisa por isso.

Passar por aqui e não ficar impresso na alma de alguém é ser finito.

Essa característica básica deveria ser capaz de nos aproximar mais uns dos outros, ao invés de nos afastar.

Selecionamos tanto, escolhemos tanto, afastamos muitos! 

Uma coisa é certa: não somos melhores que ninguém!

Apenas uma gotinha num vasto oceano.

Mas ser importante para alguém nos torna o próprio oceano.

Alda M S Santos

Nossa humanidade

NOSSA HUMANIDADE

Um ser humano, no ápice de sua capacidade mental, pode ser capaz de dominar altas tecnologias, ter inteligência de gênio, viajar a jato, quase na velocidade da luz, desbravar outros mundos, outras galáxias, decodificar o mapa genético, eliminar os males físicos e mentais, controlar e entender a complexidade dos seres animais, vegetais e minerais, prever o futuro, ignorar o passado, prolongar a vida…

Porém, se não tiver olhos, alma e coração para conhecer-se a si mesmo a fundo, e para sentir o que o outro sente, tocá-lo, corpo e alma, dar carinho, afeto, com o intuito de auxiliar o irmão tão próximo que necessita, infrutíferas serão todas as demais habilidades.

Todas elas só valem se servirem para melhorar nossas vidas e dos nossos semelhantes, sem danificar essa magnífica natureza, que é presente divino.

Como disse o maior Mestre, que tenhamos vida, e a tenhamos em abundância!

Alda M S Santos

Eu amo você!

Eu amo: Uma expressão tão bonita, mas tão indevidamente utilizada que tem se tornado sem sentido, descartável, desvalorizada. Tornou-se corriqueira, trivial. Eu amo dormir, amo viajar, amo pizza, amo ginástica, amo vinho, amo dançar, amo Denzel Washington e amo você! Será que poderíamos colocá-los assim, no mesmo grau de importância? 

Para mim, coisas e situações a gente gosta. Pessoas a gente ama. E não são todas também não. Algumas a gente apenas gosta, aprecia, outras nem isso, são indiferentes ou até desgostamos. 

Nesse caso não sei se Denzel Washington seria pessoa ou coisa! 

Já parou para pensar a quantas pessoas poderíamos verdadeiramente dizer “eu amo você”? Confesso, já disse que amo, quando deveria dizer que gosto, para coisas, tipo amo aquele livro ou filme. Mas nunca disse que amo para uma pessoa sem verdadeiramente amá-la. 

Como saber se realmente amamos alguém? Claro, tem aquelas máximas: quando ela está sempre no nosso pensamento, viver sem ela é um tormento, a distância machuca e a presença torna tudo brilhante, queremos contar tudo pra ela, precisamos que nos conte sobre si, necessitamos fazer parte de sua vida, a urgência de tocar e ser tocado é grande… Esse “amor” mais passional, que quase todos conhecem, pode até nem ser amor, só o tempo é capaz de dizer. 

Às pessoas que eu amo, sempre tenho necessidade de dizer que amo, mesmo que não consiga! Apenas um bate-papo, um encontro, um alô, sempre têm que terminar com um “eu te amo”, “Deus te abençoe”, “se cuida”. Se isso não for feito, fica faltando algo. A elas desejamos o melhor, lutamos por sua vida, caminhamos juntos. São aquelas que nos despertam sorrisos facilmente, sentimos aquele bem-estar só de estar em sua presença. Mas também são as capazes de provocar as dores mais profundas, de nos arrancar lágrimas. Quando o mal as atinge é como se atingisse a nós mesmos. Quando nos magoam, dói, sofremos. E fazemos por elas coisas inimagináveis. 

Esse, de certa forma, é um amor condicionado à reciprocidade. É preciso retorno para se manter. Pode haver entre pessoas próximas ou distantes, mas precisa de alimento. 

Há ainda o amor soberano, o amor incondicional, aquele que não espera nada em troca, nem perfeição, nem reciprocidade. Aquele que Jesus tem por nós. O amor que nos permite dar a vida pelo outro. Literalmente, morrer no lugar do outro, se preciso for, ou não, apenas dando tudo que temos de melhor. 

 Nós, humanos, somos capazes de sentir tal amor? Se o verdadeiro amor fosse apenas esse, a quantas pessoas poderíamos dizer realmente, sem exageros, “amo você”?

Independente disso, somos humanos, falhos, e o amor que somos capazes de sentir não deve ser escondido ou aprisionado. Se sentimos que amamos de verdade, devemos dizê-lo. 

Ah, e Denzel Washington é uma pessoa que gosto!  

A vocês que eu amo, certamente sabem, pois digo sempre: eu amo vocês! 

E você, já disse a alguém hoje “eu amo você”?

Alda M S Santos

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