BOA SELEÇÃO
Se a gente adoece com os pensamentos negativos
Com a mente conturbada e assoberbada
A gente se cura selecionando bons pensamentos
E enchendo a mente e o coração
De boas ações, esperança e afeição…
Tudo é questão de fazer uma boa seleção!
Alda M S Santos
SELEÇÃO
Saber escolher as melhores companhias
Selecionar os bons pensamentos
Optar por caminhos mais claros
Não chorar pelo que não pode mudar
Sorrir para que tudo possa melhorar
Agir com a convicção de estar no bem
Tudo é questão de seleção.
Alda M S Santos
EU ESCOLHO
Entre as tantas partes de mim
As bem antagônicas ou paradoxais
Que todos nós temos, afinal
Eu escolho as que me fazem mais feliz
Que podem me tornar mais acessível
A quem precisar de ajuda, de amor fraterno
Aquelas bem claras em detrimento de outras escuras
As alegres como dia de sol
Mesmo gostando da nostalgia dos dias nublados
As flores perfumadas no jardim
Ao invés do conforto do quarto escuro
O sorriso e as palavras de incentivo
Ignorando a desesperança e tristeza
Não fecho os olhos para o que há de mau por aí
Para o que há de negativo em mim
Apenas tento, sempre que posso
Optar pelo que sei, por experiência própria
Que fará bem a mim
E a quem de mim se aproximar…
Longe de agradar a todos
Tento ser fiel a mim mesma
E nisso já tenho bastante trabalho…
Alda M S Santos
EU POSSO, SIM, ESCOLHER!
Sou eu quem decido se rio ou se choro
Se não ligo, não me importo, se ignoro
Sou eu quem opto pelo azul ou rosa
Se calo, silencio ou se fico toda prosa
Eu posso, sim, escolher!
Posso escolher entre seguir ou parar
Sentar, deitar, descansar, relaxar
Sou eu quem escolho meus caminhos
Se quero companhia ou se vou sozinha
Eu posso, sim, escolher!
Sou eu quem faço a opção pelo amor
Por acolher só o que não cause dor
Sou eu que seleciono o que abraçar
Também o que não serve, descartar
Eu posso, sim, escolher!
O que olhar ou admirar, me encantar
Aquilo que prefiro não ver, apagar
Sou eu quem escolho o que dançar
Ou a música que quero tocar
Eu posso, sim, escolher!
E assim dou o tom do meu viver!
Alda M S Santos
EU POSSO, SIM, ESCOLHER!
Sou eu quem decido se rio ou se choro
Se não ligo, não me importo, se ignoro
Sou eu quem opto pelo azul ou rosa
Se calo, silencio ou se fico toda prosa
Eu posso, sim, escolher!
Posso escolher entre seguir ou parar
Sentar, deitar, descansar, relaxar
Sou eu quem escolho meus caminhos
Se quero companhia ou se vou sozinha
Eu posso, sim, escolher!
Sou eu quem faço a opção pelo amor
Por acolher só o que não cause dor
Sou eu que seleciono o que abraçar
Também o que não serve, descartar
Eu posso, sim, escolher!
O que olhar ou admirar, me encantar
Aquilo que prefiro não ver, apagar
Sou eu quem escolho o que dançar
Ou a música que quero tocar
Eu posso, sim, escolher!
E asslm dou o tom do meu viver!
Alda M S Santos
TEMPO DE ESCOLHAS
Tensão, pretensão, atenção
É tempo de análise e escolhas
Entre o que faz bem para a alma, o coração
E não nos deixa acuados, presos em bolhas
É tempo de aprender a confiar
Deixar para trás o que não tem mais lugar
Abrir as portas para o novo chegar
Cuidando para em águas turvas não afundar
O mal também pode exercer atração
Confundir a mente, enganar a emoção
Urge exercitar a sabedoria, sem pretensão
O viver ensina sempre, deixa lição
O que é verdadeiro ou enganação
Se avaliarmos bem, uma hora surge boa opção
Alda M S Santos
GAROA OU TEMPESTADE
A vida é feita de chuvas, numa bela analogia com a natureza
Ora sereno, garoa, chuvinha constante
Ora tempestades fortes e passageiras
Assustam e encantam por sua grandeza
Mas, como toda tempestade, muitas vezes trazem destruição
Trazem também sabedoria, despertam em nós o desejo de reconstrução
Todas elas têm seu propósito renovador
Mas bom mesmo é a chuvinha calma e constante
Aquela que nos mantém irrigados todo o tempo
Aquela que abastece nossos lençóis freáticos
Aquela que é aconchego e repouso no inverno seco
Aquela que nos salva sem destruir, sem nada derrubar
Há empregos, amizades, amores, situações tempestade
Cumprem seu propósito de alerta e ensinar e se vão
O que fica é o que é verdadeiramente duradouro
Nossos dons, nossa família, nossas amizades, nossa fé
Esses são a chuvinha fina que vale toda uma vida
Alda M S Santos
ESCOLHO O AMOR
Num mundo tão dificil, complicado
Onde nossas escolhas envolvem tantas vidas
Implicando até mesmo no futuro ou passado
Não dá pra ser tolo, ficar alienado
Escolher entre o agir ou se omitir
Entre o sentar, ficar ou partir
Entre o se calar ou o amor gritar
Entre sorrir ou chorar, tudo irá nos afetar
As escolhas precisam ser conscientes
Entre muitas, ou não, sempre faremos uma opção
Envolvendo alegria, dor, esperança ou solidão
É preciso escolher a si mesmo, escolher o amor
Quem não escolhe amar a si mesmo primeiro
Não terá nada a oferecer a um terceiro
Alda M S Santos
PORTEIRA FECHADA
A vida nos é dada de porteira fechada
Como propriedades negociadas com tudo que carregam porteira para dentro
Recebemos ao nascer um pacote pronto, sem escolhas
Mas não precisa ser assim para sempre
Aos poucos vamos “negociando” o que ela nos deu
Fazendo trocas, descartes, novas aquisições
Vamos fazendo valer nossas escolhas, desejos
Descobrindo o que nossa “terra” produz melhor
Ou aquilo que ela não é boa em cultivar
Adubando o que cresce, enriquece, matando pragas
E dando a essa “propriedade” chamada vida
Que é só nossa, querendo ou não
A nossa cara, nossas características
Tudo que temos ou somos é resultado de nosso trabalho
Na propriedade que recebemos a princípio
Há alguns anos ou décadas…
A porteira veio fechada
Abri-la e fazê-la crescer cabe a cada um de nós…
Alda M S Santos
TALVEZ
Talvez um dia eu possa me arrepender
Talvez no futuro tudo venha a ser diferente
É até bom mesmo que seja, que mude
Mudança gera força, crescimento
Mas, hoje, é o que tenho
E, hoje, posso agir, escolher um caminho do qual me orgulhe
Talvez não saiba ao certo como agir
Mas sigo minha intuição, meu coração
Se ele dói, se aperta, é porque o caminho não é o melhor
Tem pedras, buracos, posso cair, me machucar
Ou não conseguir impedir a queda de alguém querido
Mudo a rota, a altitude, o voo
Balanço, fico insegura, nem sempre tranquila, tenho medos
Mas sigo em frente no hoje, mantendo o equilíbrio
Talvez amanhã nem esteja mais aqui
Mas quero levar comigo e deixar por aqui
A lembrança de alguém que fez tudo que pôde por amor
Talvez o amanhã mude, ou seja ainda melhor
Creio nisso e sigo…
Talvez…
Alda M S Santos
SE EU PUDER ESCOLHER
Se tudo na vida nos rouba tempo
Que eu possa escolher como ser roubada
Que meu tempo seja subtraído
Fazendo coisas que me dão prazer
Que dão prazer aos outros, aos que me fazem bem
E quando eu não puder impedir lágrimas e decepções
Que ao menos possa ter quem enxugá-las
E, para cada lágrima que porventura eu venha despertar em alguém,
Que tenha, em contrapartida, deixado a lembrança de um sorriso, um abraço, um beijo, um cuidado
Que logo roube seu lugar e faça o tempo ser precioso
Se eu puder escolher
Escolho focar e ficar no que fez e faz bem
De perto ou de longe…
Alda M S Santos
HUMANOS ARANHAS
Somos humanos aranhas a tecer
Alguns tecendo teias fortes como o aço
Outros teias frágeis, mas impregnantes
Há os que tecem, sem objetivos de captura, apenas proteção
E ainda aqueles que sequer são capazes de construir teias
Esses, especialistas em se tornar presas de outras aranhas
Grudados em outras teias…
Há também as “aranhas” que buscam presas em outras teias
Já capturados por outras aranhas
Estamos, de todo modo, presos em alguma teia
De seda ou de aço, não importa
Cuidando da que construímos e de quem “capturamos”
Ou nos adaptando à teia em que fomos capturados
A liberdade consiste em escolher a “prisão”
A teia na qual estaremos nos fazendo de livres…
Alda M S Santos
DESTINOS
Destinos: pré-estabelecidos ou construídos?
Um caminho que vem definido a priori
Do qual passamos a vida a buscar ou desviar
Ou um ponto de chegada que nem sempre podemos identificar?
Destino: o objetivo final dessa jornada, imutável
Ou o caminho que por nós é construído, aleatoriamente
Nas lutas e labutas diárias de nossas vidas entrelaçadas às dos outros
Buscando o que acreditamos ser o melhor para todos
Destinos: uma justificativa para o mal e a inércia
Ou um motivo a mais para abrir trilhas melhores na mata densa do viver?
Destino: nos paralisa ou nos move?
É possível evitá-lo ou qualquer caminho leva a ele, sem escapatória
Sendo tudo aquilo que vivemos por escolha?
Parafraseando Jean de la Fontaine
“Muitas vezes, encontramos o nosso destino por caminhos pelos quais enveredamos para o evitar”…
Qual tem sido nosso destino?
Alda M S Santos
MARCAS DO CAMINHO
Há caminhos que escolhemos
Bonitos, diversos, floridos, claros, com fontes refrescantes
Mas que apresentam pedras e buracos a transpor
E há caminhos que nos escolhem, se impõem
Por vezes tranquilos, em outras verdadeiras provações
A ambos imprimimos nossas marcas, deixamos nossas pegadas
Leves, fáceis ou nem tanto para quem vem atrás
Ou pisamos nas pegadas alheias, apagando-as
Preguiça de construir as próprias marcas, dar os próprios passos
Destruindo o que outro construiu com sacrifício
Ou, ao contrário, completando as pegadas alheias
Com sabedoria, amor, perdão e generosidade
Construindo um mundo melhor…
Esses caminhos são os mais gratificantes!
Alda M S Santos
LIVRE ARBÍTRIO
Ver alguém querido cometendo os mesmos erros seguidamente
Erros que sabemos onde vão dar, e o que vão levar
Por experiência própria, por vivências de outros
Por conhecimento dos obstáculos da vida, por maturidade
Dói!
Interferir é uma opção: falar, orientar, guiar
Até tentar desviá-lo dali, levá-lo pelas mãos a outro lugar
Impedi-lo de destruir a saúde física, mental, social, amorosa
Profissional, familiar, sua e dos outros
Até mesmo usando de autoridade e imposições
Mas onde fica o livre arbítrio?
Até que ponto podemos interferir na vida dos outros
Sem ferir o livre arbítrio, direito de todos?
Até que ponto podemos nos eximir de um posicionamento
Sem caracterizar abandono, covardia, fraqueza, comodidade?
Até que ponto o outro pode responder por si ou deveria ser “interditado”?
Até que ponto somos responsáveis devido ao conhecimento que temos?
Até onde o respeito pode ir sem se transformar em omissão?
Onde fica a linha tênue que separa o carrasco do Pilatos?
Podemos lavar as mãos?
De todo modo, dói!
Alda M S Santos
O DIA EM QUE A TERRA NÃO PAROU…
Quando não nos posicionamos perante a vida
Quando não escolhemos caminhos ou não fazemos opções
Por inércia, ignorância, covardia, dúvidas ou medos
A vida não deixa de acontecer, o planeta não deixa de girar
A Terra não para pra nos esperar
As pessoas seguem as trilhas que escolheram
A vida se impõe, alguém “escolhe” por nós
E somos “obrigados” a aceitar a escolha de outros que caiu em nosso colo
O caminho a nós imposto, bonito ou feio, plano ou cheio de aclives
Sem nossa análise, avaliação ou aprovação
Delegamos a outros, por inércia ou inaptidão, o controle de nossas vidas
E percebemos que aquele “dia em que a Terra parou”
Existiu apenas na canção, nos sonhos loucos de Raul Seixas
Ela seguiu em ensandecida rotação e translação e fomos lançados fora de órbita
Para um lugar melhor ou pior…
A Terra, indiferente à nossa “preguiça”, continuou a girar…
A Terra continua a girar…
Alda M S Santos
PREFERÊNCIAS
Há quem olhe para a poeira e feiúra das ruínas
Mas há quem veja nelas a possibilidade de encontrar um baú de tesouros
Há quem se assuste com os barulhos e destruição das tempestades
Mas há os que aguardem ansiosos o arco-íris que a elas se segue
Há quem veja naufrágio, sombra, afogamento e terror nas ondas revoltas do mar
Mas há quem veja sossego e paz em suas águas verdes e espuma branca que lavam e levam embora o indesejado
Há quem veja numa árvore frondosa muitas folhas a sujar o quintal ou a rua
Mas há quem veja galhos para subir, flores e pássaros para admirar, frutos para se alimentar
Há quem se enfeze com os espinhos, pragas e ervas daninhas dos jardins,
Mas há quem se alegre e sinta o perfume, as cores e músicas encantadores
Há quem reclame do cansaço do trabalho ou dos estudos
Mas há quem se fixe no bem que essa dedicação pode trazer
Há quem se põe, rabugento, inerte, a criticar os corajosos, alegres e afoitos
Mas há aqueles que, apesar de joelhos esfolados, cara quebrada, mantêm o sorriso pedalando sua bicicleta
Há quem evite amar, confiar, por medo de ter o coração partido
Mas há os que amam, se arriscam, ganham ou perdem, sorriem, choram, sofrem, têm saudades, vivem…
E há aqueles que percebem-se de coração partido por falta de uso, de vida.
Todos podemos ter medos, nos assustar, nos acovardar, desconfiar, entristecer, fraquejar, reclamar das dificuldades…
Mas o que fazemos com esses sentimentos tão humanos,
É que dá o tom diferencial de nossas vidas….
Alda M S Santos
LIBERDADE
Pseudo liberdade é quando escolhemos
As grades de nossa prisão.
Ou quando não as identificamos,
Mas estamos atrás delas,
Sempre nos cerceando.
Alda M S Santos
VOCÊ (ES)COLHE!
“Você (es)colhe o que planta”. Parece simples.
Escolhe bem, planta e colherá o que plantou…
Felicidade certa. Afinal, ninguém escolhe plantar semente ruim.
Mas na verdade não funciona bem assim.
Quando escolhemos entre uma semente entre tantas, nem sempre temos clara como se dará a germinação e o crescimento.
Muitas são as sementes. Muitas são as variáveis que atuam nesse processo: terreno infértil, aridez, seca, geada, tempestades…
Daí tantas vezes a colheita ser perdida, mirrada ou insatisfatória.
Quando escolhemos ser professores e não médicos, entre viajar ou comprar um carro, entre ter uma profissão ou um filho, entre um amor e não outro, entre casar ou ficar solteiro, estamos escolhendo o que nos parece melhor no momento.
Dizemos sim para uma semente e não para a outra.
Se ela será produtiva só o tempo e os cuidados que receberá poderão dizer.
Felizmente, Deus, nosso maior “agricultor”, sempre nos ajuda a nos desfazer da colheita ruim, permite-nos escolher novas sementes, possibilita-nos novos terrenos, nova colheita, com os conhecimentos adquiridos anteriormente.
Ele é a videira que nunca morre, que sempre produz.
A única semente certa, pois é a semente do mais puro amor.
Vamos (es)colher Jesus! Sempre!
Alda M S Santos
VIDA INFINITA
Já pensou se pudéssemos escolher
O que tornar infinito em nossas vidas?
O que seria fundamental?
A saúde, a beleza, a juventude?
A inteligência, a lucidez, a memória?
A bondade, a fé, o amor?
O desejo, a vontade, o prazer de viver?
Um pouco de tudo?
Quero uma vida intensa no que tiver que ser…
Que seja infinita, mesmo finita.
E que o amor prevaleça.
Alda M S Santos
DEIXANDO BROTAR
De onde menos se espera surgem grandes coisas, improváveis…
Num corpo frágil e pequeno está o coração mais solidário e altruísta que existe: Madre Teresa de Calcutá.
De uma simples ostra surge uma peça dura, resistente e linda como a pérola.
Das mãos defeituosas de Aleijadinho surgiram as mais lindas obras e esculturas de imagens Cristãs.
Mesmo com sua surdez, Beethoven criou maravilhas musicais.
De mentes “débeis” na infância surgiram gênios, o maior físico existente: Einstein.
O maior genocida de todos os tempos: Hitler.
Da “guerra ” sem violência surgiu a luta pela desigualdade racial de Martin Luther King, Nobel da Paz.
De uma simples manjedoura surgiu o Salvador do Mundo: Jesus.
Muitas são as histórias de luta, superação, vitórias e solidariedade pós decepções e limitações.
De toda dor, de toda lágrima, de toda dificuldade, de todo problema,
Algo sempre irá brotar, irá renascer, irá crescer.
Bom ou ruim, produtivo ou não…
Somos nós que decidimos o que fazer com elas.
Cuidemos do que andamos regando em nossas mentes, em nossos corações,
Plantando em nossa alma…
Alda M S Santos
PARCEIROS DE CAMINHADA
Nós, humanos, somos praticamente “iguais” fisicamente. Pouquíssima coisa nos diferencia uns dos outros.
O corpo é formado das mesmas partes, para as mesmas funções…
Então, o que faz com que achemos algumas pessoas mais belas, tenhamos mais afinidades, prazer na companhia, numa conversa, num carinho de umas do que de outras?
O que nos faz precisar uns dos outros?
O que determina que algumas sejam tão necessárias e outras até dispensáveis?
Qual a beleza que tanto atrai e realmente importa?
É aquela que vem de dentro, as emoções, a luz que cada um irradia, a simpatia, o carisma, a espontaneidade, o sorriso, o prazer em viver.
E isso é único em cada uma, como uma digital.
Por isso, sentimo-nos atraídos pelas qualidades que nos são afins.
Essa escolha é inconsciente, não se explica. A gente sente e só.
Por isso, as pessoas precisam-se, sim. Precisam-se para trocar amor, carinhos, alegrias, boas energias, sonhos, divergências que possibilitem crescimento, paz…
Para trilharem juntas um caminho que, sozinho, não teria a menor graça.
Alda M S Santos
CONSCIÊNCIA
Consciência: Firme ou flexível, nós a formamos ao longo da vida a partir de nosso ser social. Até que ambos estão tão misturados tão incutidos um no outro, que não sabemos mais quem comanda quem.
Quanto mais maduros formos, mais a sentiremos falar conosco.
Nossos desejos, nossos anseios, nossos medos, nossos erros e acertos, tudo passa por ela.
Prestamos contas, sem perceber, a vários seres sociais e segmentos nessa vida, mas somente a ela deveríamos fazê-lo.
Somente nossa consciência pode nos orientar. Se ela doer, pesar, algo vai mal. Se estiver leve e pacífica, tudo vai bem.
Tentar enganá-la é perda de tempo. Até podemos enganar aos demais, mas a nossa consciência não somos capazes de fazê-lo. Cedo ou tarde ela dará o grito e nos trará de volta à realidade.
Muitas vezes pode parecer que ela nos acovarda, que nos impede de agir.
Porém, nossa consciência é o que somos, é a voz de nossa alma.
Ninguém é tão forte para suportar o peso de uma consciência pesada.
Atingi-la é nos descaracterizarmos.
Feri-la é nos ferirmos de morte.
Nada reflete tanta beleza quanto uma consciência limpa e uma alma em paz.
Precisamos delas leves e delicadas como uma flor!
Alda M S Santos
ENTRE ISSO E AQUILO
Fomos concebidos de uma escolha, nascemos de uma escolha, vivemos sob o jugo de nossas escolhas.
O tão falado livre-arbítrio, decisões de nossas mentes, nossos corações, com implicações diretas em nossas almas. E, muitas vezes, nas vidas de todos que nos cercam.
Trabalhar ou descansar, estudar ou divertir, casar ou ficar solteiro…
Todo o tempo fazemos escolhas, até mesmo sem perceber. Umas mais leves, outras mais duras, sérias, pesadas, dolorosas.
E o peso delas será sentido. Sempre.
Quantas vezes queremos, ansiamos, pedimos pra voltar atrás, ter nova chance, nova oportunidade?
Essa é uma escolha que não temos. Além dela, só a derradeira.
A vida caminha sempre pra frente. Independente do que deixamos para trás.
Onde temos poder é no hoje, nas decisões do hoje, nas escolhas do agora. Mesmo que a gente não escolha, escolhemos por inércia. Deixando o barco rolar.
Fácil? Não! Cecília Meireles já dizia há muito tempo no seu “Ou Isto ou Aquilo”: “Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!”
E, fazendo escolhas, entre erros e acertos, sorrisos e lágrimas, confiando no Pai, vamos seguindo por esse caminho que construímos passo a passo, pedra a pedra, flor a flor…
Até sermos chamados de volta para casa.
Alda M S Santos
SOMOS MARGINAIS
Somos marginais quando deixamos os medos nos travarem.
Somos marginais quando a culpa nos paralisa.
Somos marginais quando não enxugamos as lágrimas que fazem-nos derrapar nessa estrada.
Somos marginais quando deixamo-nos ser jogados para fora.
Somos marginais quando os sorrisos não nos atingem, palavras não nos direcionam, a beleza não nos encanta, a bondade não nos empolga, o amor não nos cativa, a fé não nos move.
Somos marginais quando aceitamos o nocaute da vida passivamente…
Estaremos sempre às margens enquanto não decidirmos assumir a direção desse “barco” e tomarmos a via principal de nossas vidas…
Alda M S Santos
AINDA NÃO SEI…
Ainda não sei…
Sou apenas um ser errante perdido nessa galáxia. Talvez fosse perfeita noutra dimensão.
Ainda não sei …
Se inferior ou superior a esta. Sei apenas que tantas vezes me sinto perdida por aqui.
Ainda não sei…
Sobra-me algo? Falta-me algo? Sei apenas que minha “kriptonita” não vale de nada por aqui, exceto como arma contra mim mesma.
Ainda não sei…
Tantas diferenças com meus iguais, tantas semelhanças com meus desiguais! Onde está o “erro”?
Ainda não sei…
Igualo-me a eles? Peço que se igualem a mim?
Ainda não sei…
Precisamos ser iguais?
Sei apenas que não saber, dói! Angustia!
Mas sei de uma coisa importante: sendo ou não daqui, é aqui que estou.
Enquanto estiver por aqui, darei o melhor de mim. E tentarei obter o melhor dos outros.
Alda M S Santos
O QUEBRA-CABEÇA E OS RELACIONAMENTOS
Observando os relacionamentos à minha volta chego à seguinte conclusão: nós, e a pessoa que nos é destinada, somos compostos pelas peças de um mesmo quebra-cabeça. O objetivo na vida é encontrar qual pessoa tem as peças que irão nos completar e vice-versa.
Passamos a vida montando esse quebra-cabeças, encaixando as peças em lugar errado, retirando, tentando de novo, acertando e tornando a errar. O problema é que, às vezes, passamos boa parte da vida tentando encaixar peças erradas, peças que não se completam.
Imagina um cachorro tentando encaixar uma perna de gato. Fica manco! Por isso existem relacionamentos tortos! Passam a vida forçando peças não afins a se completarem.
Quando veem que não vai dar, partem para outra. Aí, as peças já estão desgastadas, desbotadas, e, ainda assim, lutam para se encaixar em outro quebra-cabeças…
Devemos fazer como as crianças que misturam peças de quebra-cabeças diferentes. Dá trabalho, mas vale a pena separá-las para poder brincar direito.
Resumindo: o que vale é se divertir nessa brincadeira. Rir e aprender juntos com os erros e comemorar os acertos. Como em toda brincadeira, se deixou de ser divertido é hora de parar de brincar antes de começar a briga…
Alda M S Santos
HÁ RECEITAS?
Para estar de bem com a vida
Não há receitas, não há tutoriais.
Cada pessoa exige ingredientes diferentes
O “ponto” de cada massa é diverso
O tempo que se leva para “assar” é variável
Mas há ingredientes que são unanimidade:
Boas companhias, um lugar agradável e Deus.
Alda M S Santos
ELEIÇÕES: HORA DE ESCOLHER
Escolher sempre é difícil, visto que escolha implica abrir mão de várias coisas em detrimento de outra.
Escolher entre tantas boas opções é doloroso. Sempre haverá a sensação de perda.
Porém, ter que escolher entre tanta “falta” de opção é terrível.
Saber que é necessário optar, averiguar, analisar, investigar e não ter certeza da veracidade de nada é muito difícil!
Assim estão essas eleições municipais. Tanta gente dizendo que anulará o voto ou escolherá o menos pior. Lamentável situação da democracia! Sabermos que precisamos passar a limpo toda a classe política dessa nação e não encontrarmos substitutos!
O mais trágico é que, na maioria das vezes, estamos tão descrentes que colocamos todos no mesmo saco da falsidade e corrupção e perdemos a chance de ouvir e conhecer alguém bom.
Acredito que haja alguém à altura por aí! Precisamos dar uma chance de se manifestarem. Parto do princípio que escolher um que acredito, mesmo levemente, é melhor que deixar que outros o façam por mim.
Sigo apenas um critério que estabeleci: quero gente nova! Renovação deve ser a cara da nossa política.
E que Deus nos abençoe!
Alda M S Santos