Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Tag

Diferenças

Não é normal!

NÃO É NORMAL!

Quem sou eu para ditar o que é normal
O que foge à regra, ou é antinatural
Meu termômetro é meu bem ou mal estar
Se dói ou machuca não tem bom lugar!

Diz que não é normal não gostar de chocolate
Ou ter medo das brigas, lutas e embates…
Não seria normal esquecer quem nos ajudou,
Até cruel virar as costas a quem nos amparou

Gostar de chuva ou amar dias nublados
Não gostar de doces, preferir salgados
Optar por cultivar amizades de longa data
Valorizar a emoção, sem grandes bravatas

Preferir ficar em casa vendo um filme quietinho
A ter que enfrentar lá fora tanto burburinho
Gostar de mata, água, bicho, um lugar isolado
Ter para sempre um coração enamorado

Seria anormal não lidar bem com ingratidão
Ou quem não sabe usar devidamente o perdão
É doentio esquecer a rosa, lembrar os espinhos
Apagar as pegadas amigas pelos caminhos?

Apontar o dedo para quem é diferente 
Isso não é normal, fere a alma da gente
Cada qual tem direito a seu jeito, seu espaço
Respeito, esse sim, é normal, eu abraço

Alda M S Santos

Nossas réguas

NOSSAS RÉGUAS

Ah, mas são diferentes, sim
Minha régua não é igual a sua
Podemos medir as mesmas coisas
Porém, com resultados diversos
Quer sejam físicos ou emocionais
Amorosos, sociais ou intelectuais
A dor ou a alegria, a chatice ou a simpatia
Nossas réguas só medem a nós mesmos
Sua régua não mede com precisão minha agonia
Não seria fiel, seria falsa, mera fantasia
Minha régua não dimensiona sua dor, sua realidade
Há outro padrão que não cabe na minha verdade
Para medir o que se passa contigo
Para ser bem próximo de um amigo
É preciso usar a sua régua, o seu metro
Ver sob sua ótica, sentir sob seu espectro
Sob pena de ser cruel, maldoso, falacioso
A medida para não ser tão impiedoso
É ser flexível, resiliente, acolhedor e respeitoso
Nada se aproxima mais de uma medida universal
Que o abraço, a voz, a palavra amiga e especial
Estou aqui! Para você e para mim, ao natural…

Alda M S Santos

Diferenças

DIFERENÇAS

Há diferenças que nos aproximam

Aquelas que são complementares, claramente

E tornam duas pessoas afins

Numa relação de parceria que é comovente

Há diferenças que separam, apartam

Não são harmônicas entre si

Para que possa haver crescimento

É preciso respeito, boa vontade e discernimento

Diferenças são necessárias quando fazem evoluir

Mas causam danos quando só um passa a usufruir

Enquanto o outro é aquele que tem vontade de fugir

O amor é bonito, pede harmonia, sintonia

Quando acolhe as boas diferenças com energia

E faz da vida uma dança bonita, uma boa parceria

Alda M S Santos

Sobras

SOBRAS

O que sobra aqui, falta lá

O que sobra lá, falta aqui

Espiritual, material, emocional

É preciso contrabalançar

Vivemos para tentar equilibrar

Fazer com que sobre menos

Lá e cá …

Diminuir as carências

De lá e de cá…

Equalizar essa balança

E fazer dessa dança existencial

Mais do que um solo que encanta

De preferência, um dueto emocionante

Um espetáculo sem igual…

Alda M S Santos

Uns e outros

UNS E OUTROS

Há quem prefira encurtar caminhos

Outros optam por alongar-se nas distâncias

Há quem prefira devorar um biscoito

Outros o degustam saboreando pedacinho a pedacinho

Há quem prefira tomar e levar

Outros preferem conquistar e serem levados

Há quem prefira ganhar no grito

Outros gostam da suavidade encantadora de um sorriso

Há quem alce voos longínquos e inimagináveis

Outros preferem manter-se perto, não se afastar dos demais

Há quem prefira viver na segurança dos nados na superfície

Outros mergulham em busca de encantos escondidos

Há quem prefira ter fama, sucesso e veneração alheias

Outros contentam-se em não perder a própria admiração

Há uns e outros…

Todos lutando por um espaço!

Alda M S Santos

Ovelhas: qual delas é você?

OVELHAS: QUAL DELAS É VOCÊ?

Ovelhas brancas, negras, “coloridas”

Qual delas é você?

A quem você aponta como ovelha negra

Da família, do trabalho, da igreja, das amizades

Já pensou no que ela significa pra você?

No que tem a te ensinar, proporcionar

No que você tem perdido por só criticar

Por se achar melhor, superior

Por ignorar ou, simplesmente, se afastar?

Ovelhas negras têm missão especial

Foram escolhidas a dedo por Ele

Seu trabalho por aqui é (des)equilibrar o meio

É mexer em estruturas tão firmes, intactas e castradoras

Aparentemente corretas, mas cruéis e paralisantes

Aquelas que te provocam raiva, dor, vergonha ou compaixão

O diferente instiga, cutuca, sofre, faz sofrer

Se devidamente aproveitado em seu meio

Provocará mudanças evolutivas

Nos outros, em si mesmo

Quanto mais diferente a ovelha negra for

Quanto mais excluída e excludente

Maior e mais importante seu trabalho por aqui

São as ovelhas negras que ousam mudar

Que se contrapõem ao “certo” de todos

Que agem “errado” por questionar padrões cruéis e ultrapassados

Que encaram os desafios, que abrem e despertam sorrisos

Que gritam e se rebelam, se revelam, nos revelam

E dão um pontapé naqueles que delas fazem pouco

Mesmo que entre lágrimas…

Que ovelha é você?

Alda M S Santos

Rosas

ROSAS

Maravilhosas são as rosas

Perfeitas em sua delicadeza,

Cores, perfumes, formas…

São quase unanimidade,

Quase!

Há os espinhos, necessitam muitos cuidados,

Poda, adubo, água, luz solar

Algumas cores não agradam também,

Uns incomodam-se com os insetos que elas atraem,

E têm curta durabilidade…

Prefiro ater-me às lindas cores

Delicadeza e perfume!

Espinhos? Todas têm!

Todos temos!

Mas somos belos e encantadores

Como criaturas do mesmo criador!

Alda M S Santos

Diga que a ama

DIGA QUE A AMA

Diga que ela é maluca, que é a personificação de seus medos, 

Mas que ainda assim, a ama

Diga que ela é o centro das atenções, o oposto de tudo que você é,

Mas que ainda assim, a ama

Diga que ela é expansiva demais, falante demais, sorridente demais,

Mas que ainda assim, a ama 

Diga que ela é inteligente em demasia, questionadora em excesso,

Mas que ainda assim, a ama

Diga que ela é um caminho desconhecido e temerário,

Mas que ainda assim, a ama

Diga que ela é sensualidade que constrange, carinho e entrega incompreensíveis, 

Mas que ainda assim, a ama

Diga que ela é tudo que você nunca pensou querer,

Mas que ainda assim, a ama

Parafraseando Pedro Chagas Freitas, 

“Há muitos amores difíceis de explicar e outros facilmente explicáveis,

Sendo que só os primeiros são amores de verdade.” 

Alda M S Santos

Original

ORIGINAL

O que é ser diferente, ser original?

É se destacar entre iguais?

Quem determina o que é igual ou diferente?

Quem estabelece o que é original e o que é comum? 

Depende sempre do referencial de cada um.

Pode-se ser muito original para alguém,

Muito comum para a grande maioria. 

O temível e terrível é estabelecer valores, 

Melhores ou piores, pelas diferenças que se percebe.

Todos podemos ser diferentes ou iguais, depende sempre do olhar que nos observa! 

Vale mesmo é ser autêntico, respeitar a si mesmo, sem desrespeitar os demais.

E sempre consideraremos especiais quem nos admirar da forma que somos. 

Alda M S Santos

Os outros e nós

OS OUTROS E NÓS

Quando quero saber de um amigo o que ele gosta de ler

Se gosta de esporte, de poesia, de filme, de jogos

Quais passeios aprecia, como lida com a introspecção,

Que tipo de música curte, como reage às frustrações

Como aceita as perdas, com quais sentimentos interage melhor

Porque eles são tão rígidos e até duros com algumas coisas,

Tão extrovertidos, brincalhões ou “infantis” com outras

Descobrimos que há muitas coisas que admiramos e outras não.

Sem querer passar por psicóloga de botequim,

Apenas, sozinha, avaliando experiências próprias e observando os outros,

Percebo que quando analisamos o que não apreciamos em nossos semelhantes

E buscamos em nós a resposta para essa “aversão”,

Quase sempre descobrimos que parte do problema está em nós também.

Muitas vezes temos dificuldade em lidar com determinado sentimento

Não porque ele existe no outro, mas por seu antagonismo em nós.

O que o outro é desperta reações negativas em nós

Talvez porque nos alerte para alguma falta, ou nos aponte alguma falha.

Coisas que gostaríamos que não fossem expostas nem para nós mesmos.

Queríamos ser diferentes? Iguais a eles? Talvez sim, talvez não.

E ninguém é completo, melhor ou perfeito.

Somos todos diferentes, e isso é extremamente rico.

Vale lembrar que todos temos algo a desenvolver.

Conviver com o diferente de nós possibilita receber algo, oferecer algo.

E nessa troca se dá o autoconhecimento, o mergulho em nós mesmos.

A melhor maneira de conhecermos e aceitarmos a nós mesmos

É buscar conhecer e aceitar o outro.

A verdadeira aceitação do que somos e do que o outro é com respeito.

“Aceita-me tal como eu sou. Só então poderemos descobrir-nos um ao outro.”(Federico Fellini)

Aprendizagem longa, difícil, nem sempre vitoriosa, porém necessária e prazerosa.

Alda M S Santos

Amor de Narciso

AMOR DE NARCISO

É muito fácil conviver com “iguais”,

Mas nada instigante!

O conforto aparente acaba por se tornar cansativo.

Sermos iguais na integridade, no caráter, 

Na bondade, na dignidade,

Isso é fundamental! 

Mas bom mesmo é conviver com as diferenças, 

Ainda que seja difícil, desafiador.

Não para torná-las semelhantes a nós, 

Não para nos impor a elas,

Mas para aprendermos a tolerância, o respeito, o amor.

O diferente de nós nos completa, 

Necessidade básica, 

Por isso, o diferente é atraente.

Somos iguais na maneira de sermos diferentes! 

Por mais sutil que seja, toda diferença é convidativa.

Gêmeos, geneticamente idênticos, completam-se nas diferenças.

Um buquê de rosas possui cores diferentes, mas harmônicas…

Não há supremacia de um sobre o outro, apenas diferenças. 

Amar apenas o igual é amar a si mesmo em excesso. 

É apenas buscar o próprio reflexo, aplausos, autoafirmação.

É olhar e admirar-se num espelho como Narciso, meio doentio.

Estamos aqui para sermos bons e cada vez melhores, 

Não que os outros, mas que nós mesmos.

Essa possibilidade encontra-se nos nossos relacionamentos,

Naqueles que possam nos “transformar no melhor que pudermos ser”.

Alda M S Santos

Somos assim

SOMOS ASSIM

Um claro, o outro escuro

Um dia, o outro noite

Um terra, o outro mar

Um frio, o outro cobertor

Um quer beijo, o outro colo

Um pede amor, o outro sexo

Um fala, o outro se cala

Um ora e pede, o outro agradece

Um campo, o outro cidade

Um lê livros, o outro a vida

Um canta, o outro dança

Um escreve, o outro aprecia

Como o sol e as estrelas

Revezam-se…

Revezando-se, complementam-se.

Complementando-se 

Se amam…

Alda M S Santos

SERES MÚLTIPLOS 

Uma mesma pessoa pode se tornar inúmeras, dependendo das necessidades e do olhar das outras com as quais interage. Podemos representar ao mesmo tempo tudo ou nada, amor ou rancor, alegria ou frustração, prazer ou insatisfação. Podemos atraí-las inspirando paz, felicidade, disposição, aconchego, carinho, ou podemos afastá-las, representando perigo, angústia, inveja, tristeza, desamor. Por isso, mesmo que difícil, não deveríamos nos surpreender ou entristecer com pessoas que se aproximam tanto e com outras que se afastam repentinamente. A conclusão é que somos para os outros aquilo que cada olhar, cada ser necessita em nós. Isso depende pouco de nós, mas depende muito da alma carente e das necessidades de cada um. A recíproca também é verdadeira. Precisamos nos concentrar no amor, na bondade, na autenticidade, na alteridade e na luz que temos, e prosseguir sempre em frente e com Deus no coração. Cercar-nos de pessoas iluminadas. Assim, nossa luz brilhará sempre. Alguns serão atraídos por ela, outros precisarão de tempo para se acostumar, já outros, simplesmente não poderão com ela. ♥♥Alda M S Santos 

Quando o amor não é o bastante

QUANDO O AMOR NÃO É O BASTANTE

Quando vemos tantas pessoas que amam e, ainda assim, sofrem, podemos chegar a uma difícil conclusão: o amor é supervalorizado.

Vejamos uma mãe que luta dia após dia por um filho dependente químico, que o ama, acredita, investe, recomeça incansavelmente e, ainda assim, ele retorna ao vício, maltrata-a, maltrata-se. O amor dela se mantém, porém, nem sempre alcança seu objetivo.

O amor de um filho pelos pais que o ignoram, que não assumiram a função tão sublime recebida de Deus, deixando-os crescer à própria sorte. Mesmo assim, tantos filhos tentam, pelo amor, tirar os pais de vidas desregradas e infelizes.

Uma esposa que, independente dos adjetivos que receba de todos, insiste no amor ao marido que em nada a dignifica, que trai, que ofende física e psicologicamente, que não a completa, ou em nada ajuda relacionado aos filhos, ao lar ou à família.

Uma pessoa que trabalhe num asilo, que dedique seus dias a dar amor, atenção, carinho, e só vê simples rasgos de brilho naqueles olhos cansados e nebulosos pela tristeza do abandono.

Finalmente, talvez o maior de todos, alguém que ame outro alguém, romanticamente, e espera que esse amor seja o bastante para fazê-los estar juntos, porém, não é o que acontece. Muitas vezes não há reciprocidade, noutras há empecilhos diversos que impedem a aproximação. Tantas vezes o momento não é o adequado, ou a distância, a saúde, as famílias, o trabalho…

Certo é que o que mais vemos, até mais que amores plenos, são amores frustrados. Será que isso acontece porque supervalorizamos o amor, ou porque esperamos que ele faça milagres?

Avaliando essas situações chego a três conclusões.

Primeiro, o amor não poderia resolver tudo sozinho. Não salva um filho das drogas, os pais da infelicidade, os idosos do abandono, a esposa amargurada ou os amantes frustrados.

Segundo, o amor faz, sim, muitos milagres. O filho drogado, os pais desregrados, os idosos abandonados, os amantes, todos estariam muito piores se não fosse o amor que recebem, sentem ou distribuem.

E terceiro, quem recebe amor é privilegiado, mas quem é capaz de senti-lo ou doá-lo é quem sai no lucro, verdadeiramente. Pode até não obter grandes resultados, pois depende de vários sentimentos que estão no outro, dos quais não tem controle, mas impede que a situação do outro seja ainda pior.

Há também muitos que se salvaram com o amor recebido; pais, filhos, cônjuges, idosos, amantes. O amor é incansável!

Jesus sempre pregou o amor acima de tudo. Sempre sofreu e deu o máximo do amor por nós: Sua Vida.

O amor que se doa sempre retorna em dobro. Coração que ama está sempre cheio, vivo, vibrante, ainda que seja de lágrimas ou saudades.

Supervalorizar o amor pode parecer ingênuo, porém, subestimar sua força e seu poder certamente não é muito inteligente!

Alda M S Santos

Mais no meu blog http://www.vidaintensavida.wordpress.com

Entre cães e gatos

Quando queremos dizer que duas pessoas não combinam dizemos que parecem cão e gato. Mas será que isso é mesmo verdadeiro? Digo, os cães e os gatos. 

Já vi muitos cães e gatos que brigam. É fato. Mas também já vi cães que brigam entre si, gatos que brigam entre si. E, o que pode parecer surpreendente para muitos,  cães e gatos que combinam entre si, são afins, “amigos”, brincam juntos, se acariciam, comem e até dormem juntos. 

Quem determinou que cães e gatos não combinam foram os seres humanos. E os animais ignoram isso e convivem bem, contrariando o ditado vigente. Salvo os casos em que uns pertencem à cadeia alimentar do outro. 

Penso que não há norma ou poder que possa afastar dois seres que se propõem a conviver, se amar e se dar bem. Nem religião, política, futebol, raça, sexo, idade, nível social ou qualquer diferença que seja. 

O que vai determinar que dois seres se atraiam, convivam bem, se tolerem ou se amem é a disposição de querer fazê-lo, ignorando preconceitos ou pré-disposições impostos e enraizados. 

Se você é um gato, tenha um novo olhar para aquela cachorrinha. Mesmo ressabiado, chegue devagar, surpreenda , ensine e aprenda. A diversidade tem muito a nos ensinar! 

Alda M S Santos

Maravilhosa diversidade

Basta um simples correr de olhos num grupo de pessoas: amigos, colegas de trabalho ou familiares para perceber o quanto podemos ser diversos em nossa humanidade. Alguém mais atento irá observar que há aqueles mais calados, que ficam nos cantos, silenciosos e, vez ou outra, esboçam um sorriso, aqueles que conversam, riem e brincam o tempo todo, os que preferem “provocar” os mais tímidos, os que falam alto, se exaltam, contam aventuras, os que adoram piadas, aqueles que sempre estão reclamando de algo. Há os que chegam receosos e, no máximo, dão um seco cumprimento. Em contraste, há aqueles que entram distribuindo sorrisos e abraços. Que parecem brilhar o tempo todo ofuscando os demais. Mas, um bom observador é capaz de ver o brilho existente em cada um. 

Ser assim ou assado não nos faz melhores ou piores que ninguém. Todos nós podemos ter ou expressar algumas dessas características em algum momento, mas nossa essência é formada por algumas delas que são imutáveis. O mais interessante é que, mesmo que a gente critique, acaba sendo atraído pelas pessoas diferentes de nós. Isso se dá pela complementariedade. Alguém exatamente igual a nós não nos acrescentaria quase nada. Uma pessoa tímida, retraída e que esconde suas emoções, precisa de alguém mais expansivo por perto, desde que não a force ou invada. Outra, mais alegre e extrovertida, necessita do “controle” e capacidade reflexiva dos mais retraídos, e por aí vai… A capacidade de superação que adquirimos em vários momentos são motivadas por pessoas diferentes de nós. 

Imaginemo-nos num grupo onde todos sejam iguais a nós! Como seria? Certa vez um amigo perguntou-me: “você acha que o mundo seria melhor ou pior se todos fossem iguais a você?”. Respondi que seria certamente pior, pois não haveria o que se encantar, o que aprender. Seríamos narcisos a nos observar num espelho. Ele surpreendeu-se. 

Em meio à natureza, onde tudo é verde, há verdes e verdes. Penso que Deus possibilita essa diversidade para que possamos apurar nosso olhar, aprender e ensinar e, assim, melhorarmos como seres humanos. Que possamos nos lembrar disso ao nos defrontarmos com aquele amigo tão diferente de nós, que nos irrita, assombra, afasta, atrai e encanta ao mesmo tempo. E viva a diversidade! 

Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑