Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Tag

desejos

Apenas isso

APENAS ISSO

Eu quero apenas que em 2017 possamos correr menos atrás de algo e acertar mais o passo ao lado de alguém, de “alguéns”…

Falar menos e, quando o fizer, que seja para enternecer o coração de nossos companheiros de caminhada… 

Ouvir mais, escutar e atender mais ainda…

Que possamos aprender mais e mais a ouvir nossos corações, analisar nossos desejos, atender nossas vontades. Um pouco de egocentrismo de vez em quando não faz mal a ninguém.

Que possamos perdoar, o outro, a nós mesmos, reconhecendo que todos somos falhos, mas podemos ser melhores a cada dia.

Que possamos ser a mão estendida que tantos buscam, o olhar solidário, o abraço caloroso. 

Que, sozinhos ou acompanhados, possamos valorizar cada passo dado, cada vitória conquistada, cada sorriso recebido, cada abraço apertado, cada “eu te amo” sussurrado, cada silêncio gritado. 

Porque, afinal, tudo que vale nessa vida é nossa capacidade de dar e receber amor. 

Seja em que nível for…

Apenas isso…

Que o amor reine por todo 2017!

Alda M S Santos

Simplesmente 

SIMPLESMENTE

Eu queria ser…

Suave como o beijo do beija-flor

Natural como a cor de uma rosa

Potente como as águas de uma cachoeira

Eu queria ser…

Forte como o sol do meio-dia

Cálida como a luz do luar

Misteriosa como a escuridão da noite

Eu queria ser…

Brilhante e colorida como uma esmeralda

Paciente como a ostra que produz a pérola da própria dor.

Sábia como a natureza que sempre se renova

Eu queria ser…

Serena como o orvalho que brilha prateado

Confiante como as aves que se recolhem e esperam a tempestade passar

Amorosa o bastante para nunca duvidar do poder do amor…

Eu queria… simplesmente isso.

Mas Deus me fez 

Simplesmente eu…

Ora forte, ora frágil

Ora brilhante, ora fosca

Ora esperta, ora tosca

Ora amarga, ora doce

Ora segura, ora perdida

Ora fria, ora quente…

Sempre crente no hoje 

E num amanhã que virá sempre melhor 

Ele me fez assim,

Simplesmente…

E assim me ama. 

Sou grata! 

Alda M S Santos

Querências apenas

 QUERÊNCIAS APENAS

Eu quero ver o alvorecer na minha janela: ensolarado ou chuvoso 

Quero ouvir a vida começando lá fora

Especialmente vibrando em mim

Quero orar com fé e gratidão

Quero sentir o calor do abraço carinhoso do meu irmão

Quero sobre mim o olhar apaixonado do meu amor

Quero meus filhos seguros e livres

Quero um trabalho que seja diversão

E meus amigos felizes em perfeita comunhão. 

Quero ser flexível e firme o bastante 

Para curtir a brisa e suportar as ventanias

Quero um beijo carinhoso e babado de uma criança

Quero que meus pais sejam eternos

Quero uma casinha simples e aconchegante

Quero um coração grande e aberto para ajeitar a todos que amo

E fazer morada em outros corações também! 

Quero nunca perder a fé na humanidade

Acreditar que apesar de muitos a terem perdido por tanta maldade

Muitos outros a recuperaram pelos corações bondosos que encontraram.

Quero que a paz que brotar em mim

Possa acionar a paz no outro

E ser luz que ilumine nossos caminhos…

Até o infinito! 

Querências apenas…

Alda M S Santos

Feira livre 

FEIRA LIVRE

Estamos, desde que nascemos, numa grande feira livre. Nela buscamos os itens necessários à nossa satisfação e bem-estar.

Quando crianças, nossos pais, ou adultos que nos cercam, adquirem, consultando-nos, ou não, aquilo que precisamos para viver. Gradativamente, vamos nos tornando independentes e passamos a fazer nós mesmos nossas aquisições.

Aí que aumentam os problemas. Muitas são as opções, as “ofertas”, mas nem sempre dispomos do necessário para adquiri-las. 

Nossos pais sabiam nos desviar, nos poupar daquilo que não nos faria bem ou não teríamos condições de pagar por elas. 

Adultos, queremos muito e cada dia mais: um vestido da moda, um celular de última geração, uma casa maior, um carro mais novo, uma viagem mais longa, uma amizade disputada, um curso inovador, um amor inacessível…

São muitos os itens expostos nessa feira. Cada qual mais convidativo que o outro. Uns nos conquistam de imediato. Outros vão nos ganhando aos poucos. Por uns podemos pagar o preço, outros o preço é alto demais. 

Insatisfeitos, tantas vezes fixamos a vista apenas no que desejamos, nem sempre tão necessários assim, e esquecemos do que já temos. 

Seguindo essa linha de desejos, vamos nos tornando mais e mais infelizes e frustrados. 

Analisemos alguns pontos: nem tudo exposto nessa feira vale para todos nós, alguns itens são completamente supérfluos, há produtos sob medida, não adianta adquiri-los, pois servem a outras pessoas, nem tudo que brilha é ouro, há propagandas enganosas. 

Finalmente duas coisas são fundamentais. 

Primeira, se o preço a se pagar por algo for nossa consciência, tranquilidade ou paz de espírito, melhor abrir mão. Não haverá prazer em desfrutar de uma amizade que nos descaracterize ou usar um carro que nos tirou do orçamento.

Segundo: se se quer muito um produto, se nos fará bem, sem prejudicar ninguém, qualquer preço é módico demais a se pagar por ele. Vale a aquisição. E isso só nós podemos saber.

Ah! Quanto mais simples, menos requintado, mais natural, mais duradouro será o produto. E em fim de feira há muita coisa boa que passa despercebida aos olhos desatentos. Vale dar uma conferida! 

Alda M S Santos 

Atropelados pela vida

ATROPELADOS PELA VIDA
Tantas vezes somos atropelados pela vida. Caídos, outros “veículos” ainda passam por cima, caçoam, “filmam”, chutam cachorro morto. Quando tudo que queremos é um jornal para nos cobrir!
É, a vida pode ser cruel, às vezes. Imunidade baixa, todos os nossos monstros internos ganham força. Por isso parece que tudo vem ao mesmo tempo: desemprego, desilusão amorosa, brigas familiares, saúde frágil, caixa em baixa, amigos ausentes…
Pensamos em desistir… Entregar os pontos, jogar a toalha, aceitar o game over.
Tudo torna-se seco, cinza, sem vida! Fechamo-nos para o mundo.
Aí aparecem as almas caridosas com os velhos conselhos: vai passar, sacode a poeira, levante-se, chorar não vai adiantar…
E nossa vontade é gritar: pare, deixe-me com minha dor! Eu quero chorar, quero me entregar, quero ficar afundado nesse sofá por quanto tempo me aprouver!
Esse momento de “luto” é importante. Nele processamos o que perdemos, o que restou, o que devemos buscar. Fazemos nosso balanço interno antes de reabrir as portas para o público.
E nossa força, aos poucos, ressurge. E vai crescendo.
De onde vem essa força? O que a aciona? Quem dispara esse gatilho?
Cada um é cada um, mas vamos aprendendo técnicas para lidar com o sofrimento. Cada qual busca a sua: família, leituras, passeios, atividade física, chocolate, músicas, orações…
Duas ajudas são fundamentais e universais.
Primeiro: os amigos, aqueles mesmos, os dos velhos conselhos. Não sejamos tão duros com eles, não fazem por mal, do seu jeito, querem apenas ajudar.
Segundo: Deus. Ele é um só e olha por todos, independente do tamanho do nosso problema. Se nos incomoda, se pedirmos, Ele nos ajuda e nos atende.
Quando estivermos derrubados no meio da estrada, mesmo que seja difícil, tentemos lembrar disso. Pode diminuir o período de luto e irrigar a força. Ela brotará mais rapidamente.
Alda M S Santos

Desejos

DESEJOS
Quero o silêncio, não qualquer silêncio, mas aquele que traz reflexões.
Quero amigos, não colegas, amigos que me ouçam, sorriam e chorem comigo,
Que puxem-me as orelhas, mas que me aceitem como sou.
Quero ser amiga, solidária, pra toda hora, necessária, valorizada.
Quero solidão, propícia e oportuna, que possibilite o crescimento.
Quero companhias alegres, tristes, fortes ou frágeis, mas autênticas.
Quero saudade! Pode até doer um pouquinho, mas que me alegre o coração e me instigue a buscar algo.
Quero trabalho, que eu produza, mas me divirta acima de tudo.
Quero o amor, não qualquer amor, mas aquele que tenha muito carinho, respeito e reciprocidade.
Quero paz! Aquela que vem com o silêncio, a solidão, os amigos, o trabalho, a saudade, o amor e… Deus.
Quero Deus comigo sempre.
Quero e, querendo, eu posso!
Alda M S Santos

Conexão Total

Quando o amor não é o bastante

QUANDO O AMOR NÃO É O BASTANTE

Quando vemos tantas pessoas que amam e, ainda assim, sofrem, podemos chegar a uma difícil conclusão: o amor é supervalorizado.

Vejamos uma mãe que luta dia após dia por um filho dependente químico, que o ama, acredita, investe, recomeça incansavelmente e, ainda assim, ele retorna ao vício, maltrata-a, maltrata-se. O amor dela se mantém, porém, nem sempre alcança seu objetivo.

O amor de um filho pelos pais que o ignoram, que não assumiram a função tão sublime recebida de Deus, deixando-os crescer à própria sorte. Mesmo assim, tantos filhos tentam, pelo amor, tirar os pais de vidas desregradas e infelizes.

Uma esposa que, independente dos adjetivos que receba de todos, insiste no amor ao marido que em nada a dignifica, que trai, que ofende física e psicologicamente, que não a completa, ou em nada ajuda relacionado aos filhos, ao lar ou à família.

Uma pessoa que trabalhe num asilo, que dedique seus dias a dar amor, atenção, carinho, e só vê simples rasgos de brilho naqueles olhos cansados e nebulosos pela tristeza do abandono.

Finalmente, talvez o maior de todos, alguém que ame outro alguém, romanticamente, e espera que esse amor seja o bastante para fazê-los estar juntos, porém, não é o que acontece. Muitas vezes não há reciprocidade, noutras há empecilhos diversos que impedem a aproximação. Tantas vezes o momento não é o adequado, ou a distância, a saúde, as famílias, o trabalho…

Certo é que o que mais vemos, até mais que amores plenos, são amores frustrados. Será que isso acontece porque supervalorizamos o amor, ou porque esperamos que ele faça milagres?

Avaliando essas situações chego a três conclusões.

Primeiro, o amor não poderia resolver tudo sozinho. Não salva um filho das drogas, os pais da infelicidade, os idosos do abandono, a esposa amargurada ou os amantes frustrados.

Segundo, o amor faz, sim, muitos milagres. O filho drogado, os pais desregrados, os idosos abandonados, os amantes, todos estariam muito piores se não fosse o amor que recebem, sentem ou distribuem.

E terceiro, quem recebe amor é privilegiado, mas quem é capaz de senti-lo ou doá-lo é quem sai no lucro, verdadeiramente. Pode até não obter grandes resultados, pois depende de vários sentimentos que estão no outro, dos quais não tem controle, mas impede que a situação do outro seja ainda pior.

Há também muitos que se salvaram com o amor recebido; pais, filhos, cônjuges, idosos, amantes. O amor é incansável!

Jesus sempre pregou o amor acima de tudo. Sempre sofreu e deu o máximo do amor por nós: Sua Vida.

O amor que se doa sempre retorna em dobro. Coração que ama está sempre cheio, vivo, vibrante, ainda que seja de lágrimas ou saudades.

Supervalorizar o amor pode parecer ingênuo, porém, subestimar sua força e seu poder certamente não é muito inteligente!

Alda M S Santos

Mais no meu blog http://www.vidaintensavida.wordpress.com

Cenas de Amor

Sonhos

Sensações

Blog no WordPress.com.

Acima ↑