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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Dança

DANÇA

Dança para aliviar, para relaxar
Dança para divertir, para conquistar
Dança por prazer, para sensualizar
Dança para brincar, para amar

Dança que tem na vida seu lugar
Que é sinergia, que pede um par
Mexe o corpo, mexe o coração
Sacode a poeira, libera a emoção

Não existe não saber dançar
Existe ao som se entregar
E deixar a energia extravasar

Dança para aliviar a tensão
Dança para conquistar esse mundão
Dança para ter espaço no seu coração

Alda M S Santos

Nossos acordes silenciosos

NOSSOS ACORDES SILENCIOSOS
Levar a vida numa valsa, num forró, bolero ou rock, entregue
Absorvendo os acordes que ela toca, clara ou confusa
Expressando-se com leveza, sem nada dizer
Tudo que vai dentro de si
Nos embalos lentos, ritmados
Apressados ou velozes, corpo nos giros da canção
Dançando, girando, movendo a roda, de alma nua
A dança fala aos que sentem essa vibração
Braços, pernas, cabeça, coração
Sensualidade, simplicidade ou molecagem
Em sintonia consigo mesma, transmitindo uma silenciosa mensagem:
A vida é uma eterna música
Dançar não é apenas movimentar o corpo
É uma necessidade da alma, do coração
Dançar sem amarras, soltar-se sem reservas feito pipa no céu
É um modo de fazer amor com a vida
De fazer as pazes com o mundo
De saber-se parte desse grande e maravilhoso quebra-cabeças
Dançar é saber ouvir os acordes silenciosos de nós mesmos…
Alda M S Santos

A música

A MÚSICA
A música tem poderes especiais na vida da gente
Podem ser calmantes, relaxantes
Às vezes são enérgicas, instigantes
Podem nos fazer sorrir, animar
Ou trazer a saudade, fazer chorar…
Num quarto fechado com fones de ouvido
No carro, bem alto, dirigindo
No trabalho, o labor produzindo
Com o outro, animando, aquecendo, o amor fluindo
Há quem prefira uma forte batida, dançante
Numa festa, em turma, ritmo alucinante
Há quem goste de um toque suave, calmante
As românticas e doces para dançar a dois
Aquelas que parecem traduzir nossos corações
Há quem goste de cantar bem alto
Deixar fluir a emoção, extravasar…
Nossa vida produz e carrega em si uma trilha sonora
Pura poesia que nos faz viver o agora
Ou relembrar dos doces tempos de outrora
Qual o ritmo que sua vida toca?
Qual sua trilha sonora?
Alda M S Santos

Dançar

DANÇAR

Dançar, brincar com o corpo

Mexer-se em harmonia, sentindo a música

Sensualizar, deixar a alma se entregar

Fazer do movimento cadenciado

Um instante abençoado

Ao sabor da canção, da interação do momento

Ser bem mais que divertimento

Dançar é colocar corpo e alma

No mesmo fluxo, na mesma sintonia

É comunicar-se com outros corpos e almas afins

Dançar é escrever com o corpo uma poesia

E a alma entender cada verso, toda a magia …

Dançar é um modo de ser e fazer poesia

No espaço, no próprio corpo…

Dança comigo?

Alda M S Santos

A música que a vida toca

A MÚSICA QUE A VIDA TOCA

A vida é um grande musical

Toca músicas animadas, dançantes

Também toca músicas tristes, frustrantes

Tantas vezes aprendemos o ritmo, dançamos com prazer

Mas a música que a vida toca nem sempre irá nos satisfazer

Muitas vezes teremos vontade de chorar

Outras, até desejo de partir, não mais bailar

Mas precisaremos aprender a dançar

Porque a vitrola da vida não para de tocar

Podemos dançar sozinhos

Mas melhor mesmo é quando dançamos com um par…

Com o outro aprende-se nova coreografia

A dançar a dois com harmonia

Rimos dos erros e tropeços

Até novas canções passamos a tocar

Uma dança aos pares ou em grupos

Tem muito mais magia…

Posso até ter minha canção favorita

Mas ela só fará mais sentido

E se tornará ainda mais prazerosa e bonita

Se tiver alguém que aceite dançá-la comigo…

Alda M S Santos

Dança comigo?

DANÇA COMIGO?

Dança comigo esse ritmo louco

Que nos tira do chão, faz bater o coração

Ou aquele que nos enlaça, nos abraça,

Nos atrai, nos une num olhar, nos acalma, nos instiga…

Dança comigo a dança do passado ou a do momento

Que gira, que prende, que enleva, que lança para o alto

Que nos tira de órbita, nos aquece

Que faz suar, que faz sorrir…

Dança comigo a música que a vida toca

Que faz sofrer, que faz vibrar, doer e chorar

Que faz cair e levantar…

Mas dança comigo a canção que eu canto

Aquela que vem da minha alma e toca fundo

E que expresso no meio jeito de dançar

E se com a sua música eu sintonizar

Seremos um eterno e belo par…

Dança comigo uma dança nova

Que nos leve para outro lugar

Para um mundo real, porém doce e suave

Onde dançar seja apenas mais um delicioso modo de amar…

Alda M S Santos

Espetáculo da vida

ESPETÁCULO DA VIDA

Quiséramos uma sincronia assim perfeita para a vida

Entre pliés, tendus e frapés

Solo, duplas, grupos, coletivamente

Seguir sempre a coreografia

Ora girando, abaixando, grudando, leveza total

E num grande jeté sermos lançados para o alto

Na certeza que não nos deixarão cair

Que haverá um partner a nos recolher

No ritmo da música, lindamente…

Que iremos girar e girar e girar

Sem tontura, sensualmente brilhar

E o próximo passo seguirá perfeito

Exaustivamente treinados como num grande espetáculo

Todos cumprindo bem seu papel

Um sonho: que a vida fosse assim

Um ballet onde ninguém cai

Todos sabem sua participação ali

A hora certa de entrar, se apresentar, brilhar

E também de sair de cena…

Porque tudo que temos aqui é um grande teatro

Bem ou mal representado, apresentado

Não há plateia, apenas autores e atores…

Alda M S Santos

O poder de uma canção

O PODER DE UMA CANÇÃO

As canções são poderosas quando

Se trata de tocar nossas emoções

Letra, música, a melodia como um todo

Têm poderes calmantes, revigorantes, curativos,

Ou estressantes, rebeldes, massificantes

Algumas são capazes de envolver, de aliciar

Despertam nostalgia, saudade, solidariedade, amor

Canções marcam épocas, situações, movimentos de luta

Rebeldia, conquistas, identificam uma geração inteira

Fazem a trilha sonora de nossas vidas, nos levam a dançar

Marcam o amor e a dor, a alegria e a tristeza

Pelas canções que se ouve, pelo estilo musical

Podemos saber muito do modo de ser de uma pessoa

Ou de como ela se encontra naquele momento

A música é capaz de nos identificar e nos apresentar a nós mesmos

A música é capaz de nos revelar aos olhos dos outros

Alda M S Santos

Ritmo da vida

RITMO DA VIDA

Havia um burburinho por ali

No entorno ouvia gargalhadas de algumas pessoas

Numa mesa algumas mulheres sorriam contando casos

Na outra um casal se falava com os olhos e as mãos

Um grupo de homens assistia ao futebol num canto

A música que se ouvia vinha de uma pequena banda ao vivo

Um senhor sério conversava com duas mulheres bem mais jovens

Os três pareciam isolados em si mesmos

Garçons e garçonetes frenéticos procuravam atender a todos

Numa mesa, virada para a rua, estava uma mulher olhando a Lua

Bonita, vestida de si mesma, parecia esperar alguém

Olhava o relógio todo o tempo e enxugava os olhos

Chamou o garçom, entregou a ele um guardanapo onde escreveu algo

Ele se encaminhou e entregou a mensagem ao violeiro da banda

Ele ruborizou, saiu de lá, foi até a mulher

E saíram dançando entre as mesas sob aplausos

Um guardanapo caiu no chão

Havia uma marca de beijo de batom, lágrimas e um “vamos dançar”?

Seguiram dançando ao ritmo que a vida impunha

Quantas histórias haviam ali?

A vida é assim, ela impõe o ritmo

Mas somos nós que escolhemos se, como

Quando e com quem dançar…

Alda M S Santos

Há quem se divirta…

HÁ QUEM SE DIVIRTA…

Há quem se divirta de todos os modos

Há quem se divirta dançando, cantando, acompanhado

Há quem se divirta numa dança solo

Há quem se divirta dançando em grupos

Há quem se divirta vendo os outros dançarem, conversando

Há quem se divirta instigando os outros a dançarem

Há quem se divirta por estar num meio musical

Há quem se divirta escolhendo ritmos ou dançando todos eles

Há quem se divirta com o prazer das companhias, amigos

Há quem se divirta com os comes e bebes

Há quem se divirta fazendo troça e piada com todos

Há quem se divirta independente das próprias limitações

Há quem se divirta proporcionando diversão ao outro

Há quem se divirta apenas por ver quem ama se divertir

Há quem se divirta por tudo isso ou por nada disso

Mas há quem se divirta por estar vivo, ter saúde, amigos

Há quem se divirta por poder agradecer as bênçãos recebidas

Ainda que nem sempre os “bailes” que a vida nos dá

Sejam tão divertidos…

Vamos nos divertir enquanto pudermos…

Alda M S Santos

Aceita o prazer dessa dança?

ACEITA O PRAZER DESSA DANÇA?

Dançar é deixar-se levar pelo ritmo que a vida nos impõe

É bailar em harmonia, passos leves, em uníssono

É deixar a música invadir nossa alma, internalizá-la

Dançar é poder extravasar de modo prazeroso o que está em nós

É devolver ao meio o que recebemos

É buscar no meio aquilo que precisamos

Dançar é trocar, é doar o que temos de bom

É recebermos aquilo que nos falta

Dançar é resgatar a conexão perdida consigo mesmo

Dançar é conectar-se com o outro, se divertir

Um corpo que dança é bonito

Um corpo que dança em sintonia com a própria alma é divino!

Aceita o prazer dessa dança?

Esse convite deveríamos fazer a nós mesmos

Antes de fazê-lo ao nosso partner.

Alda M S Santos

Todo o tempo: sempre que nos aprouver

TODO O TEMPO: SEMPRE QUE NOS APROUVER!

De vez em quando precisamos arrumar nossas gavetas internas

Para não ficarmos tão perdidos quando precisarmos encontrar algo especial numa emergência

Colocar numa gaveta de fácil acesso aquelas “peças” que usamos todo o tempo

Que nos fazem sorrir e ver a vida mais colorida e bonita

Separar para doação aquelas “peças” que já não nos servem mais, justas ou largas,

Ou porque nosso “corpo” mudou ou nosso gosto que não é mais o mesmo

Farão outros felizes como nos fizeram

Devolver ao verdadeiro dono algumas “peças” que nunca foram nossas

Usamos por empréstimo por um tempo e quase acreditamos que eram nossas

Jogar fora as “peças” velhas, cheiro de naftalina, como moletom disforme e surrado, que já esgotaram tempo de uso

E nos fazem pensar que também estamos rotos e surrados

Guardar numa gaveta secreta aquelas “peças” que são preciosas, pouco usadas

Melhor ainda, usar tudo de valioso que temos quando melhor nos aprouver

Todo o tempo, se possível!

Fazer da vida um eterno passo de dança, como diria Sabino,

Sempre há quem goste de dançar…

Sabe-se lá quando poderá aparecer um ladrão e levá-las de nós,

Ou sermos delas levados?

Não sou boa em arrumar gavetas, de qualquer tipo

Tenho dificuldade em me desfazer das “coisas”

Mas sempre aprendo algo quando vou arrumá-las

Tenho muito mais “coisas” valiosas do que pensava…

Alda M S Santos

 

Nossos acordes silenciosos

NOSSOS ACORDES SILENCIOSOS

Levar a vida numa valsa, num forró, bolero ou rock, entregue

Absorvendo os acordes que ela toca, clara ou confusa

Expressando-se com leveza, sem nada dizer

Tudo que vai dentro de si

Nos embalos lentos, ritmados

Apressados ou velozes, corpo nos giros da canção

Dançando, girando, movendo a roda, de alma nua

A dança fala aos que sentem essa vibração

Braços, pernas, cabeça, coração

Sensualidade, simplicidade ou molecagem

Em sintonia consigo mesma, transmitindo uma silenciosa mensagem:

A vida é uma eterna música

Dançar não é apenas movimentar o corpo

É uma necessidade da alma, do coração

Dançar sem amarras, soltar-se sem reservas feito pipa no céu

É um modo de fazer amor com a vida

De fazer as pazes com o mundo

De saber-se parte desse grande e maravilhoso quebra-cabeças

Dançar é saber ouvir os acordes silenciosos de nós mesmos…

Alda M S Santos

No mesmo compasso

NO MESMO COMPASSO

As melhores danças da vida quase nunca são solo

São danças aos pares, em grupos, grandes ou pequenos

Bem coreografadas ou livres

Mas sempre acompanhadas.

Manter o mesmo compasso é fundamental

Para uma boa apresentação

Nesse grande palco chamado vida.

Alda M S Santos

Um passo de dança 

UM PASSO DE DANÇA

Sentir-se flutuar, fazer parte do ar

Estar dentro, mas livre

Estar fora, mas presa na magia

Em cada acorde, um movimento em sincronia

Em cada passo, uma expressão, um dizer com o corpo

A comunhão é do corpo com a música

A harmonia é da alma com a melodia

Afinam-se enquanto se completam

Até nos erros sintonizam-se.

Precisam-se!

Ela e a melodia tornam-se uma só

Num simples passo de dança…

Alda M S Santos

Só dançar!

SÓ DANÇAR!
Quero, gosto, preciso de algo leve, suave, delicado
Como as asas de uma borboleta
Simples, bonito, perfeito
Como um passo de dança!
Que se mexe, gira, levanta-se nas pontas dos pés
Abaixa-se e volta a se aprumar…
Que acorda, que se toca, que toca o outro,
Como o beijo de um beija-flor
Olhos fixos ao longe, enxergam dentro de si
Aumenta o ritmo, acordes fortes, passos firmes
Bota pra fora o que está em excesso
Salta, corre, escorrega, cai
E tudo é um lindo passo de dança.
Flutua em torno de si, em torno de todos,
Comunhão do corpo com a música,
Entrega de sentimentos à melodia
Sua alma determina o ritmo
Suavemente faz um volteio, alonga-se
Relaxa, sorri, extravasa em suor, sente a leve brisa
Traz pra dentro de si o que estava fora
Mas que deveria estar dentro.
E segue acreditando em Eugénia Tabosa:
“Voar sempre cansa, por isso ela corre, em passo de dança’
Alda M S Santos

Música e Amor

MÚSICA E AMOR

Música boa é como o amor

Seja qual for o ritmo

Doce, delicada, tocante ou forte

O que vale é que toque o coração

Comece num ritmo calmo

Ou numa batida forte

Que aqueça e leve todos a dançar

Num ritmo lento ou alucinante

Numa explosão de alegria e prazer

E deixe a sensação de tranquilidade e relaxamento.

Perfeita harmonia…

E a vida se faz poesia.

Alda M S Santos

Na dança

NA DANÇA

Dizem que na dança o cavalheiro conduz a dama. Nunca concordei muito com isso. Gosto de “participar”. 

Às vezes, é a dama que melhor conduz, guia, faz melhores passos, gira, tem maior jeito e desenvoltura.

Por que deveria esperar pra ser conduzida por alguém que não sabe muito bem como fazê-lo? 

Há pares e pares. E nem sempre o cavalheiro é apto o suficiente na condução, a dama o faz melhor e ele precisa aprender a deixar-se levar para fazerem um bom número.

Na dança da vida acontece justamente isso. Ambos revezam-se na condução. 

A dama pode ser apta na condução de alguns “ritmos” e “estilos”: samba, pop, rock. 

O cavalheiro pode sobressair-se na valsa, tango, bolero, danças de salão! 

Saber qual o momento de conduzir e de ser conduzido, tomar as rédeas da situação ou deixar-se levar, é um aprendizado importante e que facilitará nossos relacionamentos.

Assim, tanto a dança de salão como a dança da vida tornam-se lindas e harmônicas! 

Alda M S Santos

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