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Falso negativo ou positivo?

FALSO NEGATIVO OU POSITIVO?

O mundo agora está desse jeito
Há positivo, há negativo
Mas temos também além disso
Falso positivo, falso negativo
Como lidar com tudo isso?
Não dá mesmo para saber…
Ou negativo é que deveria ser?
Sei lá, preciso isso esclarecer
Se positivo ou se negativo
Vida obscura, parece castigo
Como devo ao certo proceder?
Pois se é falso positivo
Um negativo pode ser
Mas quando é falso negativo
Aí é positivo… quero nem ver!
Saudade do tempo em que sabia definir
Em cores, ou em preto e branco
Quando positivo era bom, negativo era ruim
E nao ficava à espera do porvir
Para saber como agir e seguir
No falso ou verdadeiro, negativo ou positivo
Há que se reagir, que loucura!
Você há de convir!

Alda M S Santos

Quanto tempo?

QUANTO TEMPO?
Quanto tempo é preciso
Para curar um mal?
Um vírus demora uma semana
É canja de galinha e cama
Uma bactéria com antibióticos se trata
Na hora certinha o medicamento
Acaba com ela sem sofrimento
Se é dor de cabeça ou de dente
Um analgésico é bom combatente
Uma ferida ou fratura
Também no máximo um mês já se cura
E quando o mal é do coração
Aquele que carrega emoção
E precisa curar-se da decepção?
Quanto tempo leva nessa situação?
Qual o remédio para curar frustração?
Sei não…
Acho que vai depender do coração
E do que ele carrega de montão
Mas se for amor, melhor curar não
Deixa ele lá quietinho
Não é doença que necessita medicação
Na hora certa ele tudo entende e acerta
E terá sua compensação
O amor está além de qualquer ponderação
Alda M S Santos

Dissabor

DISSABOR

Um machucado, uma fratura, uma ferida que arde, sangra, queima

Fase aguda do mal, só analgésico forte para aliviar, é normal

Um aperto no coração, tristeza, mágoa, decepção

Fase aguda da dor, que fazer para sanar desilusão?

Machucado melhora com antisséptico, anti-inflamatório e antibióticos

Um curativo, uma tala, que por um tempo isola do meio externo aquilo que está em recuperação

E quando a dor está no coração, que fazer então?

Qual o remédio, dá pra isolar do mundo externo a emoção?

Não sei, mas é bom retirar-se do meio, afastar da multidão

Buscar o interior, sanar a dor, retirar da alma a cicatrização

Ferida é sempre ferida, dor é sempre dor

Seja física, mental, emocional é sempre um mal

Passamos primeiro pelo vendaval

Em seguida vem a calmaria, levantamento de perdas, bom sinal

E, lentamente, a cura, a reconstrução

Mas todo cuidado é pouco com o remédio que se usa

Tanto para o mal físico ou emocional

Não dá para criar vícios e dependências, seria fatal

Ou cria-se raiz para novo mal, com nova aparência

Mas tudo tem seu tempo…

Logo o que era ferida é descoberta para o mundo exterior

Fica a cicatriz, o aprendizado

O coração aprende a lidar com qualquer dissabor

É a cura… e a vida segue, de preferência, sem rancor…

Alda M S Santos

Mais no meu blog vidaintensavida.com

Quando dói

QUANDO DÓI

Quando dói a cabeça, o ouvido

A coluna, o estômago, o joelho

Tomamos um analgésico qualquer e resolve

Mas quando a dor vem de um lugar

Que a gente não identifica qual é

Que fazer?

Investigar os sintomas: angústia, tristeza, desânimo

Raiva, passividade, solidão, medo?

Seja ele qual for a alma precisa de cuidado

Precisa de ter alguém especial ao lado

Em doses homeopáticas ou cavalares

Para a dor do corpo vamos à farmácia

Para a dor do coração recorremos ao abraço de um irmão …

Quer um abraço?

Alda M S Santos

Antídoto

ANTÍDOTO

Estar preparados, munidos de antídotos

Para quando a profilaxia não funcionar

E desencadear um mal em larga escala

Soro antiofídico contra picada de cobra

Fumacê contra aedes aegypti

Educação contra ignorância

Chá quente contra influenza

Bons argumentos contra má influência

Sorrisos largos contra rabugice

Família contra descrença e desamor

Amizade sincera contra solidão

Abraços ternos contra tristeza

Colo quente contra decepção

Fé e esperança contra desânimo e violência

Passeios contra o tédio e decadência

E amor, o antídoto universal

Contra todo e qualquer mal…

Alda M S Santos

Via parenteral

VIA PARENTERAL

Queremos vida leve e saudável

Para os males, cura rápida, focal e indolor

Medicações injetáveis intramusculares ou intravenosas

Rápida absorção e efeito, sem volta, eficácia garantida

Não temos paciência para tratamentos homeopáticos, vida homeopática

Via oral, doses leves, constantes, resultados lentos e demorados

Queremos alopatia na veia, doses cavalares, entorpecentes

Que nos tire a dor, que nos afaste o mal, que nos abra sorrisos

Que nos anestesie de qualquer dissabor, que apague o que machuca com precisão

Sequer nos preocupamos se nos tornamos dependentes

Ou nos matamos com o “veneno” que deveria nos curar…

Alda M S Santos

Quando abraço cura

QUANDO ABRAÇO CURA

Quando enxugar a lágrima do outro

Reduz o fluxo delas nas nossas faces

Quando um olhar de apreço ao outro

Aumenta nosso apreço por nós mesmos

Quando se atentar para o problema do outro

Tira o foco de nossos próprios problemas

Quando levar um abraço solidário e fraterno

Nos mostra que um carinho ameniza muitos males

Principalmente a indiferença, o descaso e o desamor

Pode não matar a fome do corpo

Mas sacia parte da fome da alma

Aumenta nossa autoestima, agiganta a fé na humanidade

E dá energia e esperança em dias melhores…

Abraços bons são os gratuitos e verdadeiros

Porque vêm com carinho de alma para alma…

Alda M S Santos

#AbraçosGrátis #CarinhólogosSolidáriosDeBH #Carinhólogos

Carinho também se aprende

CARINHO TAMBÉM SE APRENDE!

O ato de doar carinho, amor, atenção

É aprendido, desenvolvido, trabalha-se a emoção

O fato de ser inerente ao ser humano, a cada coração

Não implica necessariamente que todos tenham na mesma dimensão ou proporção

Uns apresentam maior dificuldade em oferecer

Já outros são inseguros, travados para receber

Mas ambos podem e devem essa habilidade praticar

Quem trabalha doando carinho e amor sabe bem valorizar

Oferecer o abraço acompanhado daquele olhar empático, terno

E de um “eu te amo” fraterno, sincero

Leva a sentir no outro e em si a grandeza e elasticidade do amor Paterno

Fluindo de nós para o outro, do outro para nós, seu poder curativo, eterno…

Alda M S Santos

#carinhologos

#carinhologossolidarios

Amor 365 mg

AMOR- 365 mg
Apresentação: diversas formas humanas ou animais.
Via de administração: oral, nasal, auditiva, visual, tópica, mental.
Uso adulto e pediátrico: a partir da concepção.
Composição: amor em estado bruto, solúvel em sorrisos, saliva, braços, abraços e fluidos corporais.
Ações esperadas: : alívio dos sintomas associados à tristeza, isolamento, depressão, mau humor, apatia. Age bem entre seres de sexos e idades diferentes ou semelhantes.
Indicações: para o bem estar físico e emocional de todo ser vivo.
Interações medicamentosas: reage bem com quaisquer outros medicamentos, neutralizando ou sendo inerte a alguns e potencializando outros.
Super-dosagem: não há risco, pois o que se acumula é logo diluído, distribuído a outros, não havendo estocagem no organismo.
Posologia: uso contínuo e máximo pelas diversas vias de administração, independente da massa corpórea.
Crianças: todo o tempo
Adultos: sempre
Idosos: ininterruptamente
Reações adversas: euforia, sorrisos largos, cara de bobo, sensação de flutuar, aumento da frequência cardíaca, pulso acelerado, cabelos e pele brilhantes, imaginação solta, sono tranquilo, borboletas no estômago, pernas bambas, entre outras.
Interrupção do uso: pode causar crises de abstinência de leves a severas, corrigidas com
a retomada da medicação.
Uso durante a gravidez ou amamentação: benefícios potencializados para a mãe e o bebê.
Contraindicações: não foram verificadas.
Cuidados na administração: em casos de medos, traumas, fobias e depressão deve ser administrado em doses gradativas para evitar choques.
Precauções: o uso associado ao trabalho e operação de máquinas e veículos pode causar de leve a média distração.
Advertências: o uso causa extrema dependência e autoconfiança.
Usando corretamente e não desaparecendo os sintomas, certamente você está usando medicamento falsificado. Mude de laboratório!
Reg: Alda M S Santos-030517

Processo de Cura

PROCESSO DE CURA

Todos sabemos o quanto dói uma ferida aberta

Um mal ativo, em fase crítica, aguda.

Todo cuidado é pouco para evitar uma patologia permanente.

Precisamos limpar, fazer curativos, trocá-los

Usar cicatrizantes, anti-inflamatórios, antibióticos…

Nessa fase vai doer muito, sangrar.

Não podemos ser masoquistas e ficar cutucando.

Serão necessários técnica e perícia ao tocar.

Depois seca, cicatriza, fica uma marca e apenas uma lembrança.

Porém, se não se passar por esse processo de cura,

O mal pode se tornar crônico e sofrermos com ele a vida toda.

Com os males emocionais dá-se o mesmo.

Ferida aberta na alma não se mexe, se trata.

Com medicamentos ora suaves, ora fortes, 

Com amor, com carinho, com perseverança.

Com amigos, com família, com fé.

Leve o tempo que levar,

As cicatrizes deixadas nos lembrarão que superamos.

Pode ser que se torne um mal crônico

Daqueles que tenhamos que aprender a conviver

Como uma hipertensão ou uma saudade

Que exige tratamento de controle a vida toda.

Vez ou outra se tornam ativos, agudos e exigem de nós força

E medidas à altura.

Assim são os males crônicos.

Assim é a vida…

Alda M S Santos

Amor genérico

AMOR GENÉRICO?

Na onda dos genéricos, o que temos visto por aí são muitos amores genéricos.

Será que surtem o efeito esperado? 

É de conhecimento amplo que os medicamentos genéricos devem produzir o mesmo efeito que o de marca a um preço mais acessível.

O mais importante é que possua a bioequivalência, ou seja, que o princípio ativo seja idêntico e na mesma proporção pra surtir o resultado esperado: eliminar a dor, reduzir os sintomas, curar a patologia.

Nessa mesma linha, surgem os amores genéricos, atraentes, convidativos, prometendo resolver todos os males a um custo irrisório, se comparado ao amor de referência.

E o que se consegue, muitas vezes, depois de um princípio de euforia, são efeitos colaterais graves e cronicidade do mal. 

Ao invés de possibilitar alegrias, sorrisos, prazer, vigor, rosto corado, satisfação pessoal, provocam dores, frustrações e mágoas. 

Há que se lembrar que um medicamento não age sozinho, ele depende da resposta do organismo do paciente.

Também é necessária atenção à dosagem ministrada, à periodicidade, às interações medicamentosas, às doenças pré-existentes. 

Em matéria de saúde física, mental e emocional valem os mesmos princípios: escolher o melhor. Com saúde não se brinca. 

Mesmo que o meu melhor não seja o seu.

E, se for percebido que não surte o resultado prometido, troca-se o produto, a fórmula, o fornecedor, a indústria…

Ainda que no caso do “medicamento” amor não haja marca de referência a se equiparar. 

Nesses casos, vale atenção aos efeitos: estamos melhor e mais felizes com ele? Ou nos tornamos amargos, céticos e descrentes?

O medicamento amor, genérico ou não, é de uso contínuo, aceita-se leves efeitos colaterais e interações com outros medicamentos. 

É o único de que se tolera certa co-dependência química, pois o “mal” que ele cura é crônico e inato.

Nem chega a ser um medicamento, mas um alimento para prevenir outros males.

Sequer aconselho usar com moderação, apenas com critério! 

Saúde!

Alda M S Santos

Cicatrizes

CICATRIZES

Sempre tidas como feias, indesejadas, até mesmo repulsivas, as cicatrizes podem despertar vários sentimentos. Tudo vai depender do nosso olhar. 

As cicatrizes são o que sobra após a cura de uma ferida que outrora esteve aberta, machucou, sangrou, doeu. 

Receptivos, aceitamos os cuidados, carinhos, lavamos, colocamos antissépticos, curativos, pomadas. Aguardamos a cura. 

Ela vem lentamente, até sobrar aquela marca mais forte ou uma simples linha tênue. 

Posteriormente, olharemos para ela e lembraremos de algo superado. 

Por que agimos diferente quando a ferida é no coração, na alma? 

Ela machuca, dói, sangra, gera lágrimas, tristeza, decepção, isolamento, até mesmo revolta. 

Por que nesses casos, diferentemente da ferida no corpo, nem sempre aceitamos ajuda, queremos resolver sozinhos, forçar e apressar a cura, ou ficamos cutucando a ferida, remoendo, dificultando a cicatrização? 

Quando a ferida for na alma, como no corpo, precisamos aguardar a cura vir aos poucos, de dentro para fora. Forçar a cicatrização de fora para dentro a tornará frágil e com risco de reabrir. Ferida reaberta é mais difícil de curar. E deixará uma cicatriz bem maior. 

Além disso, é fundamental que aceitemos as “pomadas”, os “curativos”, os “antissépticos” dos amigos. Claro que respeitando nossos limites e necessidade de tempo conosco mesmos.

Sempre é valioso lembrar que feridas e cicatrizes formam-se apenas em quem correu, subiu, caiu, amou, se arriscou, se decepcionou. 

Cicatrizes na pele são pequenas marcas…

Cicatrizes da alma são as saudades…

Ambas devem ser vistas como marcas de quem viveu e venceu…

Alda M S Santos 

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