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Coração

Casa cheia

CASA CHEIA

Casa cheia é sempre bom

Lotação total, nos divertimos, sorrimos

Interagimos, distraímos

Quase não nos notamos, perdidos em meio a tudo e todos.

Em “casa cheia” acabamos escondidos de nós mesmos,

E quando todos se vão,

Em meio à nostálgica solidão, nos vazios de uma “casa cheia”,

Podemos nos reencontrar

Ou ao menos tentar fazê-lo,

E ser felizes, ou não…

Alda M S Santos

Toques que entocam

TOQUES QUE ENTOCAM

Magia do toque que toca fundo

Sequer precisa usar a pele

Usa as palavras ternas que arrepiam

O olhar sincero e amigo que enternece

Os ouvidos que acolhem e atraem

A disposição para colher com amor nossas dores

E transformá-las em motivo de prazer e alegria.

Toques que tocam a alma

São toques que entocam nossos corações

E não deixam ir embora!

Alda M S Santos

Até onde a vista alcança

ATÉ ONDE A VISTA ALCANÇA

Longe, muito longe podemos ver

Até onde a vista alcança…

Céu, terra, montanhas e mares

Até onde a vista alcança podemos ver!

Vales, rios, Lua e estrelas,

E o que não vemos podemos imaginar…

Perto, muito perto nem sempre conseguimos ver

Em nós mesmos, nos outros

Perto, muito perto, quanto mais perto

Menos conseguimos enxergar, entender, aceitar…

Mal, mal imaginar!

Pessoas, sentimentos, desejos, dores e amores

Perto, muito perto

Nem sempre a vista alcança!

Alda M S Santos

Bagagem de mão

BAGAGEM DE MÃO

Na viagem para dentro de nós mesmos

A saudade vai na bagagem de mão

Livre e fácil acesso

Junto ao chocolate e um batom

Enquanto estes alimentam e embelezam o corpo

Aquela “satisfaz” e encanta a alma! 

Alda M S Santos

Na dúvida

NA DÚVIDA

Quando a dúvida paira

O carinho é a melhor resposta

É o único que nunca erra

Desarma qualquer um

Vence qualquer obstáculo

Agrada a todos os corações 

Alda M S Santos 

Advertência

ADVERTÊNCIA 

Ministério da Saúde adverte:

Abuse do vício do amor,

Em suas mais diferentes apresentações. 

Vício em amar prolonga a vida

Aumenta a serotonina, a oxitocina

Melhora o humor, alivia o estresse, regula a pressão arterial

Acelera o coração,

E provoca crises de alegria.

Sem contraindicações! 

Alda M S Santos

Foto de Deva Daya

Como se mede o amor?

COMO SE MEDE O AMOR?

Como se mede o amor?

É maior o que tem mais carinho

Mais cuidado, mais ciúmes?

É maior o que mais deseja, se expressa mais no corpo, 

No contato, no sexo?

É maior o que mais se expõe, mais se arrisca, 

Mais tem a perder?

É maior o que mais demonstra, mais dedica, mais busca,

Mais está presente?

É maior o que mais admira, mais confia, mais é confiável?

É maior o que mais respeita, mais se entrega, mais se doa?

Como medir o amor?

Simples!

É maior aquele que nos satisfaz, que mata nossa sede! 

Aquele que nos deixa felizes, 

Na nossa medida e necessidade individuais! 

Alda M S Santos 

Fazer de conta

FAZER DE CONTA 

A criança vive e experimenta o mundo

Num constante faz de conta

Faz de conta que é princesa, 

Mamãe, professora, veterinária

Príncipe, super-herói, aviador,

Cientista ou astronauta…

Os idosos voltam ao faz de conta

Fazem de conta que toda dor e saudade não existem

Que decepções e abandono não doem

Que as boas lembranças bastam

E aproveitam qualquer forma de amor e carinho que se apresentam

A natureza é sábia ao apagar da mente deles muita coisa que fere

Será que fazer de conta que está tudo bem

Nesse “pequeno” intervalo entre infância e velhice

Apagar o que faz mal, desfocar o que dói 

Não seria um modo sábio de viver?

Alda M S Santos

Antessala

ANTESSALA

Todo coração precisa de um ante coração

Como as antessalas para as salas principais 

Onde são avaliadas e encaminhadas as pessoas 

Que ficarão na superfície, 

Irão para recantos secretos

Ou nem passarão da porta…

Alda M S Santos

Dois corações

DOIS CORAÇÕES

Pode-se dizer que evoluiu na compreensão humana 

Não só aquele que entende o que o outro sente

Tampouco aquele capaz de avaliar a fundo o que se passa consigo,

Mas aquele que compreende os sentimentos que envolvem dois corações humanos.   

Alda M S Santos

Parou de bater? 

PAROU DE BATER?

Quando nosso coração para de bater por alguns segundos,

É para avisar que ali está a razão

Pela qual ele bateu até então,

Pela qual baterá de maneira melodiosa e terna para sempre, 

Ou pela qual pode vir a parar de vez…

Alda M S Santos

Feche os olhos

FECHE OS OLHOS

Feche os olhos 

Assim poderá ouvir melhor os acordes de uma canção

Feche os olhos

Assim poderá sentir melhor o perfume que emana do outro

Feche os olhos

Assim poderá ouvir o pulsar de outro coração num abraço apertado

Feche os olhos

Assim poderá sentir o toque suave e forte de um beijo de amor

Feche os olhos

Assim poderá se comunicar melhor numa prece 

Abra os olhos e descobrirá que tudo torna-se mais belo

Quando os sentimos anteriormente de olhos fechados! 

Alda M S Santos

Raízes

RAÍZES

As folhas podem cair

Os galhos se quebrar, 

Flores rarearem, 

Mas se as raízes forem fortes, 

Cedo ou tarde os frutos aparecem…

E trazem de volta a alegria.

Alda M S Santos

Indo…

INDO…
Indo…

Sem saber para onde, sem saber o porquê

Apenas aquela vontade louca de seguir

Sempre em frente, sem retornos ou marcha à ré

Indo…

Cabelos ao sabor do vento, música que embriaga,

E uma estrada que parece pouca

Para a distância que se quer percorrer

Indo…

Olhos à frente, mãos distraídas, óculos escuros

Que escondem as lágrimas claras que insistem

Em descer e se alojar no peito que sobe e desce…

Indo…

Sem saber o caminho, sem conhecer o destino

Sempre em frente, engolindo quilômetros e soluços,

Construindo a própria estrada, abrindo espaços,

Na certeza que chegará onde deveria estar

Desde sempre…

Indo…

Alda M S Santos

É melhor…

É MELHOR…

Melhor que adormecer é fazê-lo suavemente nos ombros de alguém

Melhor que sorrir, é ter alguém especial para oferecer nosso sorriso

Melhor que acordar, é ter a luz do olhar de alguém a nos desejar bom dia

Melhor que nos aquecer numa xícara de chá quente, é ter alguém que nos aqueça num abraço

Melhor que não correr riscos, é ter alguém que nos ofereça proteção e cuidados, 

Melhor que ser forte, é nos dar o direito de fragilizar, de ter onde nos apoiar

Melhor que não cair, é encontrar um ponto de equilíbrio em qualquer situação

Melhor que levantar para a vida, é ter alguém que nos dê um bom motivo para viver…

Mas melhor mesmo que tudo isso, 

É termos a nós mesmos,

Sermos nosso melhor motivo para viver…

Alda M S Santos

Corações transparentes

CORAÇÕES TRANSPARENTES

Ser transparente é ser corajoso

É também ser acusado de tolo

Sempre tão aberto, tão claro, 

Não deixar dúvidas, doar-se…

Doar abraços, carinhos, colo

Proximidade, atenção,

Sentimentos, emoções…

É exaurir-se de tanta sinceridade e doação, 

Mas encher-se de tanta gratidão e prazer

Atrair sentimentos sinceros

Mas atrair também aproveitadores,

Aqueles acostumados à falsidade, 

Adeptos dos “joguinhos”. 

Amor bom é amor que não se esconde, 

Que se orgulha de aparecer.

Amor que a gente gosta é amor sincero

Amor que a gente precisa é amor transparente.

E isso não é ser tolo!

Isso é não perder tempo com o que não vale nosso tempo.

Alda M S Santos

Há-braços

HÁ-BRAÇOS

Há-braços! Tem que haver, mas não só eles.

Tem gente que pensa que abraços são só braços!

Não é qualquer um que sabe abraçar!

Alguns abraços não passam de aperto de mão.

Aliás, muitos apertos de mão são mais sinceros.

Abraçar é enlaçar devagar, encostar, segurar um tempo

Normalmente acompanhado de palavras doces.

Tanto que não dá para abraçar qualquer um.

É preciso certa intimidade!

Mas se o abraço for mesmo perfeito,

Que conecta corpo e mente,

Daqueles que enlaçam os fios da alma,

Que se não curam, ao menos amenizam qualquer mal,

Palavras tornam-se dispensáveis…

Há-braços que parecem ter lábios, são melhores que beijos. 

Há-braços que parecem ter colo, tanto que acalentam.

Todos precisamos e merecemos um abraço assim.

Todos podemos dar um abraço assim.

Alda M S Santos

Hoje é dia de amar

HOJE É DIA DE AMAR

Há dias que são “criados” com o intuito de homenagear

Dia das mães, dos pais, das crianças, da mulher,

Dia dos namorados…e por aí vai.

Movimentam o comércio de todo tipo.

Quem tem ou é mãe, pai, criança, mulher, namorado

Nem sempre se sente homenageado ou valorizado

Porque a valorização é coisa do dia-a-dia, não de uma data estipulada.

Muitos sorrisos amarelos, muitos “obrigada”, “não precisava”…

Daqueles que não atingem o coração,

Simplesmente porque são pontuais, de um dia só.

E quem não tem ou não é mãe, pai, namorado

Sente-se à parte, triste, errado, abandonado, imperfeito.

E há os que fingem não se importar, alheios, mergulham em si mesmos.

Quero que todos os dias sejam especiais

Para mães, pais, mulheres, crianças, namorados…

Ou para quem não é nada disso também!

Quero um amor verdadeiro e demonstrado para todos sempre!

Hoje, e todos os outros dias, é dia do amor, seja ele qual for.

Alda M S Santos

#carinhologos

Que bagunça!

QUE BAGUNÇA!

Dizem que nossa casa é reflexo do que somos.

Alguns, independente do tamanho, a mantêm arrumadinha.

Vou além: nosso interior é uma casa, e o tratamos como tal.

Como em nossas residências:

Temos moradores fixos ou temporários, desejados ou não.

Temos apenas transeuntes e observadores esporádicos.

Temos visitas desejadas e indesejadas, umas mais frequentes que outras, com pretensão de moradoras.

Temos pseudo moradores que se assemelham a algumas visitas, nada contribuem.

Temos alguns inquilinos temporários, ajudam por um tempo, mas deixam estragos.

Temos admiradores que gostaríamos de convidar para a sala de visitas, mas não passam da porta.

Outros que nem queremos tanto, entram, vasculham cada espaço sem convite e se vão.

Há os que chegam de supetão, barulhentos, alegres e bagunceiros, e que acabamos por nos encantar e deixá-los ficar, apenas na sala de visitas. Dão cor e movimento ao espaço.

E há ainda aqueles que chegam devagar, primeiro na porta, depois de um tempo na sala, batendo papo, na cozinha, tomando um café ou lavando uma xícara…

Quando assustamos já estão no quarto, ajeitando nossa bagunça, segurando nossas mãos e ouvindo nossos traumas, chorando com nossas dores, rindo de nossos desastres, aplaudindo nossas poucas vitórias, refrescando-se em nosso banheiro, tomando um vinho conosco.

Acabam por tornar-se moradores indispensáveis. Alegram, dão vida, perfumam, colorem, renovam o oxigênio, tiram teias de aranha, clareiam tudo. 

Como em nossas residências, mantemos em nós alguns espaços mais arrumados que outros, mais visitados que outros, alguns até secretos.

Como em nossas residências, essa seleção de visitantes e moradores é essencial para a limpeza, conservação e saúde do espaço em que vivemos.

Bom lembrar que fechar portas e janelas não é uma opção!

Nossa casa-mente-alma agradece!

Alda M S Santos

No grito?

NO GRITO?
Invadir, abrir, arrombar, conquistar.
De qualquer modo, a qualquer custo,
Na pancada, no muque, no grito,
Com a força que vem da mente,
Com a força dos músculos…
Até descobrir que o melhor músculo
A ser utilizado é o coração.
E esse age no silêncio.
Grito calado que vem de dentro.
Essa é sua maneira de gritar
De se fazer ouvir e tudo conquistar.
Mantenha-o em ação!
Alda M S Santos

Flores…

FLORES…
Em todo caminho elas estão,
Embelezam, alegram, encantam, renovam as forças,
Coloridas, perfumadas, singelas, grandes ou pequenas,
De todo tipo ou forma.
Às vezes se disfarçam de gente, de pessoas,
Mas se observarmos bem,
Pela beleza, perfume, colorido
E capacidade de encanto,
Veremos que, no fundo,
Todas as pessoas que nos encantam são flores!
Jardins nos quais queremos habitar!
Alda M S Santos

Abrigos

ABRIGOS

Uma mansão num paraíso tropical,

Uma cobertura num país europeu,

Uma casinha branca na serra,

Uma choupana num vale no outono,

Uma cabana numa montanha bem alta,

Um barraco num aglomerado qualquer…

Todos são residências! Todos!

Não importa em qual delas estaremos,

Pois o verdadeiro abrigo é aquele que encontramos

No coração daqueles que trilham conosco essa estrada.

Esses, podemos encontrar num barraco ou numa mansão.

Sem qualquer distinção!

E fazer ali nossa verdadeira morada.
Alda M S Santos

Coração na mão

CORAÇÃO NA MÃO

Onde bate seu coração?

No próprio peito, tranquilo e em paz?

Na mão, temeroso e ansioso? 

Em trânsito, corajoso e perdido, em busca de abrigo?

Noutro peito, como inquilino provisório, sempre em dívida?

Dividindo morada, batendo aqui e lá, ao mesmo tempo, em sintonia, em uníssono?

Coração é forte, mas quando bate junto é insuperável! 

Escolha onde quer deixar que o seu bata! 

Alda M S Santos

Bipolar

BIPOLAR
Ou o Sol que racha, ou o breu da noite,
Ou o amor que aquece, ou a tristeza que gela,
Ou a chuva torrencial, ou a seca que desidrata
Ou amizades que acalentam, ou inimigos que as ofuscam
Ou a fome desvairada, ou a anorexia bulímica
Ou gargalhadas contagiantes ou lágrimas tempestuosas.
E o coração sempre no mesmo polo, sempre cheio!
Ainda que pareça sair pela boca,
Ou estar tão apertado que pareça nada conter.
Antes bipolar e cheio de vida,
Que num constante polo de tristeza!
Alda M S Santos

Coração, dez?

CORAÇÃO, DEZ?
Supondo que nosso corpo fosse uma grande sala de aula,
Cujo cérebro seria o professor e as demais partes seriam os alunos,
Quem seria digno da nota dez?
Os músculos fazem bem seu papel,
Membros superiores e inferiores, idem.
A pele protege os tecidos, mantém a temperatura, é órgão do tato.
Ouvidos, olhos, boca, nariz, todos executam sua tarefa com perfeição.
Os órgãos internos também dão conta de suas obrigações.
Vez ou outra necessitam de uma medicação para expulsar invasores, mas se dão bem.
Mas e o coração? Esse é problemático.
Tudo bem! É o músculo mais importante, bombeia o sangue para todos os demais, inclusive o cérebro.
Porém, é o que mais traz problemas ao corpo todo.
Não costuma “ouvir” o cérebro, não aprende as lições e se envolve em inúmeras confusões.
É um aluno que causa mal estar aos diversos companheiros, quando gera lágrimas, mágoas, angústias, decepções e saudades.
É aventureiro, se arrisca, acredita, se envolve, se apaixona.
Mereceria a nota zero.
Porém, é ele que traz vida à classe toda, sem ele não haveria alegrias,
Emoções, prazer, bondade, compaixão…
O coração acredita no seu maior inquilino, o amor.
E faz um trabalho de equipe perfeito, pois convoca o corpo inteiro para o trabalho.
Desobediente, aventureiro, autônomo, corajoso, fiel a si mesmo, persistente, capaz!
A ele dou nota dez! Até sugeriria uma troca de lugar com o professor.
Alda M S Santos

Vazios 

VAZIOS

Vazio é incompletude, falta, desocupação

Espaço livre, desabitado, desprovido de conteúdo.

Tão cheio, nada falta, tudo tem…

É possível haver vazios onde há total preenchimento?

A falta de um espaço a preencher pode ser também um vazio?

Abarrotado, completo!

Mas será que ainda cabe mais alguma coisa?

Podemos condensar conteúdos, realocar ocupações.

São vazios ou apenas necessidades?

Vazios só nós preenchemos

Necessidades podem nos ajudar a atender.

Mas, o mais importante, é verificar o coração

Vazio ou completo é relativo

Num coração cheio sempre cabe mais um.

Coração vazio não cabe nada, não é boa morada,

Impróprio para a vida!

Alda M S Santos

Coração paradoxal

CORAÇÃO PARADOXAL 

Coração é sempre paradoxal

Sempre tão grande, tão repleto

Mas capaz de sentir-se tão apertadinho

E com espaço para recrutar ainda mais moradores

Quase sempre forte, a enfrentar batalhas pungentes

Mas sensível, frágil, emotivo

Tão cercado de gente, de emoções, 

Mas por um pode sentir-se 

abandonado num planeta vazio 

Tão iluminado, alegre, brilhante, seguro

Mas pode ser esmagado pela escuridão de alguns medos

Pode parecer irreal, irracional, duvidoso, invisível

Mas é real como a eletricidade ou a brisa suave

Que podem apenas ser sentidas.

Nessa vida de emoções enviesadas

Paradoxalmente, o coração sobrevive.

Alda M S Santos

Tem cabimento?

TEM CABIMENTO?

Tem cabimento tanta correria para chegar ao mesmo destino?

Tanto medo por algo que não se vê?

Tanta histeria pelo que não se pode mudar?

Tem cabimento nadar, nadar e morrer na praia?

Querer vestir em nós aquilo que é sob medida para o outro? 

Viajar estando no mesmo lugar?

Tem cabimento sorrir estando triste, chorar de alegria, morrer de amor? 

Tem cabimento buscar no outro o que não encontramos em nós?

Cobrar da vida uma paz que tem morada fixa em nosso interior?

Exigir de Deus a complacência e perdão que não oferecemos ao irmão? 

De ver tantas coisas ilógicas e infrutíferas,

Percebo que só o amor tem cabimento,

Em todos os lugares, em todos os corações…

All the time! 

Alda M S Santos

O coração sabe 

O CORAÇÃO SABE

Se nos deixarmos guiar pelo coração

Estaremos bem…

Ele sempre sabe, sempre!

E nos leva para onde precisamos estar

Nem sempre será onde nos agradem o tempo todo

Nem sempre será onde somos paparicados

Mas onde somos verdadeiramente amados. 

Se for doloroso onde estivermos

A questão é: quem nos levou até ali?

O que há de novo para aprender?

Qual a preciosa lição a tirar?

Se for o coração, as emoções

A travessia é válida.

O coração sabe se é querido, sente onde é amado. 

Aprendemos e crescemos na dor e nos desagrados também.

Se nos sentirmos amados, 

Deixemo-nos guiar…

O coração sabe…

Alda M S Santos

Nosso olhar

NOSSO OLHAR 

Por ele percebemos o mundo à nossa volta

Através dele nos mostramos para o mundo

São espelhos…

Refletem o que há dentro de nós

São encantadores…

Conquistam, deixam-se conquistar

De nada adianta disfarçar

Fechá-los ou desviá-los é comunicação pela ausência 

São a alma exposta

A dor, o amor, o prazer…

Desejos e necessidades

Tudo passa por eles! 

Sorrimos por eles

Choramos por eles

Amamos por eles…

Alda M S Santos

Quando o coração fala

QUANDO O CORAÇÃO FALA 

Quando o coração fala

Há quem não ouça, por não entender.

Há quem ignore, por não saber. 

Há quem não o atenda, por não querer.

Há quem o afronte, por sua razão desconhecer.

Quando o coração fala

Há quem se alegre, mesmo sem entender.

Há quem o dê atenção, mesmo sem perceber. 

Há quem o acolha, mesmo sem conhecer.

Há quem corresponda, por livre vontade. 

Quando o coração fala

Usa linguagem singular, da emoção…

Usa sorrisos, lágrimas, silêncios ou gritos sussurrados. 

Usa a simplicidade de uma flor…

 O brilho do olhar, um andar vacilante, 

Braços que se enlaçam, lábios que se tocam.

Quando o coração fala

Palavras nem sempre são necessárias.

É diálogo de almas

Só almas afins compreendem. 

Alda M S Santos 

Que imagem carregas consigo?

QUE IMAGEM CARREGAS CONSIGO?

Que imagem carregas consigo? 

Ao abrir os olhos pela manhã, ou aos cerrá-los antes de dormir? 

No sorriso que ostentas, nas lágrimas que derramas? 

Que imagem carregas consigo?

Nas expectativas que crias, no desejo que alimentas? 

Na tristeza que machuca, na alegria que irradias?

Que imagem carregas consigo? 

No abraço que imaginas, na saudade que sustentas? 

Gravada na tela do celular, guardada na carteira ou na mente? 

Que imagem carregas consigo? 

Estampada na camisa, tatuada na pele?Grudada no coração ou impregnada na alma? 

Essas imagens são luz

São razão, são vida! 

Enquanto existirem em você, você viverá!

Em si mesmo e na sua imagem nelas refletida! 

Alda M S Santos

Autópsia

AUTÓPSIA

Se pudéssemos acompanhar uma autópsia dos nossos corações, o que veríamos? 

Tudo bem, sei que autópsia se realiza em seres que já morreram.

Mas, e se fizéssemos, se fosse possível? 

Será que haveria diferenças de um coração para o outro? 

Talvez alguns fossem mais moles, maleáveis, daqueles que levaram a vida mais tranquilamente, sem grandes sobressaltos ou estresses, amores leves, pacíficos.

Outros poderiam estar mais firmes, endurecidos, rígidos, de difícil manuseio. Foram se enrijecendo como autodefesa, meio usado para suportar o sofrimento, o desamor, as mágoas e solavancos da vida. 

 A maior parte acredito que se assemelharia a uma colcha de retalhos, pedaços grandes, pequenos, coloridos e disformes, ou a um terreno muitas vezes remexido, um asfalto muitas vezes reparado, uma árvore muitas vezes podada. 

Apresentaria áreas quase intocadas, por receio, finas, frágeis, delicadas, imaturas, sem alegria.

Outras partes estariam endurecidas por cima, capa de proteção, e amolecidas por dentro, cicatrização à força. 

Haveria ainda aquelas áreas estriadas, fortes, porém, flexíveis, que começaram a endurecer, mas seu “dono”, sempre corajoso, insistia no uso, não permitindo a rigidez ou a moleza excessiva. 

Quantas dessas partes tem nossos corações? Façamos essa autópsia em vida! 

Não queremos um coração imaturo, tampouco rígido. Um coração mole parece não ser opcional, ou vem de fábrica ou nada feito. 

Resta-nos o coração colcha de retalhos. Parece bonito, não? Colorido, enfeitado. Cada pedacinho um amor vivido, outro perdido, uma amizade autêntica, outra que se foi, pais, filhos, irmãos, cônjuges, uma vida que passou por nós, que ficou em nós. E que passa mais ligeira que um passo de dança, tão rápida quanto um sorriso.  

Quero que quando minha “autópsia” for realizada de verdade, seja onde for, espero que demore, meu coração tenha muitas lindas histórias para contar.

Alda M S Santos 

Nudez

NUDEZ
Nascemos todos nus. Todos. Corpo, mente, alma, coração. Ao longo de nossas vidas vamos nos vestindo. Nossos corpos, nossas mentes, nossos corações, nossas almas, todos vão ganhando adereços.
Apesar de não ser tão difícil cobrir o corpo, temos preferências por certas cores, modelos, estilos de roupas. Tanto que nos dizem: “vi um vestido que é a sua cara”!
Nascemos nus, corpos iguais, masculinos ou femininos, mas nos diferenciamos de acordo com nosso tipo físico e nossas preferências. Às vezes, aceitamos opiniões, conselhos, mas pouco mudamos.
A nossa mente é seletiva. Muitos acessórios tentam entrar, mas ela recusa o que é supérfluo ou pouco utilizado. Desperdício de memória.
Já nosso coração é bem confuso! Quer coisas que a mente recusa. Não aceita imposições da razão.
Há certas “vestimentas” que ficam grandes demais, escondem outras “peças”, cores cinzentas, desvalorizam o que ele já tem, apertam, machucam, dão calos, sangram.
Mas ele é insistente, de opinião! Quando quer algum “modelo”, não desiste! Não importa que todos digam que não ficou legal.
Como não deveria deixar de ser, acaba por se dar mal algumas vezes. Sofrem corpo, mente, coração.
Mas o tempo ensina. Como aprendemos que certas minissaias não ficam bem em alguns tipos físicos, também aprendemos que certos “amores” não cabem em nossos corações. Entendemos que não devemos colocar qualquer um pra dentro dele.
Todo aprendizado torna-se a vestimenta da alma. Clássica, não segue modas. Ela é leve e pacífica. Quanto mais vestes, mais leve fica. Como um buquê de rosas, mesmo cheinho, é leve, colorido, lindo, encantador. A simplicidade dita a beleza da nudez da alma.
E, diferentemente do corpo, sua nudez é muito seletiva. Não se mostra pra qualquer um.
Aí está nosso maior encanto!
Alda M S Santos

Quando

QUANDO

Quando o coração está em paz,

O som do despertador parece música,

Quando a luz vem de dentro,

Dias nublados são brilhantes

Quando a esperança nos acompanha,

Uma cara feia é apenas uma oportunidade de ajudar

Quando a fé na humanidade é nosso guia,

Um “bom dia” torna-se um “eu te amo”! 

Quando Deus está conosco,

Até a maior tempestade é pacífica.

Quando somos amor,

Somos alma, somos sorriso, somos paz! 

Bom diaaaaa! 

  1. Alda M S Santos 

Meu coração não é meu! 

MEU CORAÇÃO NÃO É MEU

Meu coração muitas vezes pulsa forte

Vibrante, feliz, transbordante, inflado.

Tão cheio de amor e sempre espaçoso.

Meu coração às vezes pulsa fraco,

Dolorido, sofrido, sangrando!

Parece não caber nem o ar que necessito.

Tantas vezes vibra por amores de uma vida inteira, parceiros de alegrias e tristezas…

Noutras se enternece e sofre por amores fraternos.

Aqueles que Deus nos envia para receber acalento.

Ou para nos dar mais alento…

Missão cumprida,

Ou ficam, ou se vão…

Nossos corações são instrumentos poderosos nas mãos do Senhor!

Utilizados para gerar compaixão, produzir vida.

Nossos corações são de amores diferentes, não de amores exclusivos!

Nossos corações são daqueles que deles necessitam.

Assim, canto com Pe Zezinho:

“Toma, Senhor, que ele é teu, meu coração não é meu”!

A Ti o confio, em Ti ele está bem cuidado!

Alda M S Santos

 

Onde buscar a paz…

ONDE BUSCAR A PAZ

Não adianta transitar dos lugares

Mais simples aos mais requintados

Em busca de paz, em busca de Deus,

Se não olharmos pra dentro de nós mesmos,

para o irmão tão próximo que sofre.

No olhar dos nossos semelhantes,

no fundo do nosso coração dolorido ou compadecido

Está Deus, está a paz.

Vamos remexê-lo.

Alda M S Santos

 

 

Onde pulsa o seu coração? 

Onde pulsa o nosso coração? Muitos diriam do lado esquerdo do peito, outro tanto acredita que bate no corpo inteiro. 

Acredito que ele pulse fora do peito, fora de nós. Óbvio, com uma conexão dentro de nós. 

Sem o estímulo externo ele é apenas um órgão que bombeia o sangue para executar as dezenas de tarefas sob sua responsabilidade.

Mas o que dá a ele o pulsar da emoção é o que vem de fora. Pensemos no quanto ele “trabalha” quando está sob tensão. Quando estamos sob o “domínio” da paixão é quando ele mais pulsa. Além da paixão sensual, talvez a mais desnorteada, incontrolável e que gera prazer, há também a paixão pelo trabalho, que gera lucros e satisfação, pela família, que gera união e harmonia, por um projeto novo que gera sucesso, pela tristeza do irmão, que gera compaixão e solidariedade, pela vida, que gera amor e alegria, por Deus, que gera força e fé. 

Sendo assim, nosso coração pulsa na pessoa pela qual estamos apaixonados, no trabalho que executamos, na família a qual nos dedicamos, no irmão que nos compadece, em Deus que nos fortalece, e por aí vai. 

Coração preso dentro do peito até bate, mas não pulsa com a emoção que gera vida. Coração dentro do peito é coração vazio. 

Coração ativo vive fora do peito, fora de nós. Está naqueles que amamos. Esfola-se, machuca, sangra, dói…

Recupera-se e recomeça. 

O meu coração pulsa por aí. Onde pulsa o seu coração? 

Alda M S Santos 

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