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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Amor

Não vivo sem

NÃO VIVO SEM

Podem ser muitas as coisas sem as quais não vivemos

Não vivo sem meus filhos, partes essenciais de mim

Não vivo sem meus pais, refúgio certo

Não vivo sem o abraço e sorriso de meus amigos, colo e abrigo fundamentais

Não vivo sem a natureza por perto, ar que respiro

Não vivo sem trabalho, sem solidariedade, ocupações vitais

Não vivo sem Deus, alimento da alma

Não vivo sem amor, companhia necessária para todas as horas

São tantas as coisas essenciais

Aquelas que o dinheiro não compra!

Mas a principal de todas:

Não vivo sem mim mesma!

Preciso me encontrar, me admirar, me ajudar

Ser a alegria e força que nascem lá de dentro

Pois para viver e valorizar todo o resto

Preciso existir para mim…

Todos nós precisamos!

Alda M S Santos

Pérolas aos porcos

PÉROLAS AOS PORCOS

“Não lanceis vossas pérolas aos porcos”!

Quem são as pérolas, quem são os porcos?

Podemos tanto lançar pérolas aos porcos

Quanto sermos porcos às pérolas que nos são lançadas!

E há pérolas e pérolas, porcos e porcos.

Qual vale mais: um porco verdadeiro, do qual se sabe o que esperar

Ou um cordão de pérolas falsas a nos enganar?

Alda M S Santos

Quantas vezes?

QUANTAS VEZES?
Quantas vezes nos doamos?
Quantas vezes sorrimos para o outro para alegrá-los
Abraçamos alguém para acalentá-los
Dizemos palavras encorajadoras para animá-los
Damos atenção, carinho, silenciamos, para compreender a dor
Cedemos ao outro nossos ombros, nosso colo, nossa presença para secar lágrimas,
Se tudo que queremos e precisamos é de alguém
Que nos sorria, nos abrace, nos diga palavras sábias
Nos encoraje, nos dê atenção, colo, presença, amor…
Ou apenas silencie e acalme nossas angústias?
Quantas?
Exatamente o mesmo número de vezes
Que, ao nos doarmos, acabamos por receber muito em troca…
Quantas vezes?
Não sei! Sei que todas valeram cada segundo!
Alda M S Santos

Era apenas um pesadelo?

ERA APENAS UM PESADELO?

“Você não tem medo, você já é grande”!

Falam-nos nossas pequenas crianças

Que em nós buscam auxílio para seus medos

Do escuro, dos monstros debaixo da cama, do lobo mau

Dos animais peçonhentos, das pessoas estranhas,

De perderem o amor dos pais, de serem esquecidas na escola…

Mas enganam-se muito ao pensar que não temos medo!

Quiséramos não tê-los!

E nossos medos são muito reais!

E nem sempre buscamos ajuda!

Medos de ordem física ou emocional, social ou financeira.

Elas não sabem, mas também temos nossos escuros,

Nossos lobos maus, nossos estranhos peçonhentos,

Também tememos perder alguém,

E temos também nossos monstros,

Tanto dentro quanto fora de nós,

E são também assustadores, quase invencíveis.

Queríamos que se afastassem ao acendermos a luz,

Ao chamarmos um super-herói,

Ou ao recebermos um abraço de “era apenas um pesadelo, estou aqui”.

Alda M S Santos

Quase morrer

QUASE MORRER

Não se expor, não falar, não demonstrar, não pedir ajuda,

Não se expressar, se fechar, se calar, se esconder, ser forte…

Ficar cada um na sua! Bem pequenino, quase invisível!

Recolher-se para dentro de si mesmo!

Essa é a ordem! Que nos impõem, que nos impomos.

Até quando?

Até esquecermos como é ser autêntico.

Ou até esse mundo insano entender que vida não se oprime,

Que vida oprimida é quase morrer, ou matar!

Quantas mortes são necessárias para se valorizar uma vida?

Alda M S Santos

Te amarei para sempre

TE AMAREI PARA SEMPRE

Amo você para sempre…

Que pensa uma pessoa que diz tais palavras?

É possível afirmarmos isso? Acreditarmos nisso?

Como saber até quando vai o “para sempre”?

Num mundo de sentimentos fugazes,

Em que as emoções são atestado de fraqueza,

Em que a razão ou falta dela é que comandam o espetáculo,

O que pensa quem diz isso?

Pouco pensa, muito sente: ama de verdade!

Para sempre? Não tem como saber!

Essa parte se atribui à intensidade do amor,

Ao desejo imperioso de que assim seja.

Se o sempre for daqui a um ano, dez, trinta ou cinquenta anos,

O que vale é o amor.

Quem ouve é privilegiado, quem diz é afortunado,

Quem diz e ouve, abençoado!

Alda M S Santos

O quanto dói o que mais dói?

O QUANTO DÓI O QUE MAIS DÓI?

Dor de dente, cólicas renais, parto, coluna,

Enxaquecas, ressacas, crises de abstinência, nervo ciático,

Luto, amor, saudade, solidão, compaixão, ingratidão…

São tantas a doer!

Dores são bem democráticas

Quase sempre distribuídas a todos

O grau de cada uma e o que fazemos delas

É o que nos difere uns dos outros.

Tantas pessoas sorridentes por aí

Com dores que uns julgam pouca coisa

E outros sequer pensariam em suportar.

Qual a dor que mais dói?

Aquela que sabemos que também dói no outro,

Ou a que sabemos suportar sozinhos?

A dor que mais dói é certamente a que sentimos no momento.

O quanto cada dor dói, só quem a sente é capaz de dizer.

Nunca subestimar a dor ou sofrimento do outro,

Não potencializar a nossa, tampouco fingir que não existe,

São bons modos de encarar esse mal comum a todos.

Uma injeção de amor também seria o ideal!

Alda M S Santos

Simplesmente, viva!

SIMPLESMENTE VIVA

“Simplesmente viva… tem uma energia

De beija-flor as suas fotos e poesias…”

Definição de um poeta blogueiro (Anovamente)

Ao indicar o ‘Vida, Intensa Vida’ para um prêmio.

Como se aproximou da realidade!

Energia de beija-flor que, intenso, agitado

Precisa de alimento para o corpo e a alma

Para manter sua essência, para estar vivo…

E a busca nos lugares mais lindos

Perfumados, coloridos e encantadores

Os jardins…de flores ou de pessoas…

Simplesmente, viva!

Alda M S Santos

No outro, em nós…

NO OUTRO, EM NÓS…

No outro podemos encontrar o estímulo

Em nós encontramos a energia

No outro podemos encontrar um apoio

Em nós encontramos a força

No outro podemos encontrar a amizade

Em nós encontramos o amor próprio

No outro podemos encontrar a palavra

Em nós encontramos a fé

No outro podemos encontrar a admiração

Em nós encontramos nosso real valor

No outro podemos encontrar a dor

Mas ela só doerá em nós se houver amor…

No outro, em nós…

Tudo repercute, tudo alegra, tudo dói,

Tudo se mistura quando a massa é a mesma:

O amor!

Alda M S Santos

Um dia…

UM DIA

Um dia a angústia pode queimar o peito

Um dia as lágrimas podem inundar a fé

Um dia a tristeza pode fechar o sorriso

Um dia a desesperança pode secar a alegria

Um dia o amor pode ser só dor e saudade

Um dia a amizade pode não corresponder

Um dia um abraço, um beijo, um olhar podem não ser suficientes,

Um dia a amargura pode calar nossa voz,

Um dia a vida pode se assemelhar a um chão de folhas secas e mortas.

Quase sempre é um dia, alguns dias, semanas, meses…

Nesses dias é que precisamos buscar um pouquinho de alegria no fundo de nós

Sempre há!

E focar nela, regá-la, nutri-la

E, aos poucos, bem aos pouquinhos,

Ela se encarregará de inundar o resto.

Basta ter fé e esperar…

Alda M S Santos

Torço por você!

TORÇO POR VOCÊ!

Torço por você!

Às vezes falamos para os outros

Torcida é bom, fortalece, encoraja, anima

Mas bom mesmo é ter alguém a mais em campo

Um jogador ao nosso lado

Que jogue no mesmo time

Na defesa ou no ataque, na retranca ou na ofensiva

Não importa!

O que vale é lutar conosco nossas lutas

Comemorar juntos nossas vitórias

Chorar conosco nossas derrotas

E aguentar a apatia dos empates!

Mudança de time ou desistência do esporte é que não dá

Torço por vocês da arquibancada!

Mas, se precisarem, entro em campo e bato um bolão

Mesmo contundida!

Alda M S Santos

Poesia

POESIA

Poesia é energia em estado bruto

Que o poeta lapida e transforma em poema.

Quem tem sensibilidade vê seu brilho,

Sente as emoções que ele partilha

Internaliza, complementa com lágrimas, sorrisos

Saudades, alegria ou amor e o espalha por aí….

Alda M S Santos

Tanta estrela por aí…

TANTA ESTRELA POR AÍ…

De hoje até terça uma chuva de meteoros Oriônidas cortará o céu

Nossas tão queridas estrelas cadentes

Aquelas que ao serem avistadas

Fazemos um pedido secreto

E muitos garantem:

Pedido feito ao ver estrela cadente

É pedido realizado

Vê-las(los) já é um espetáculo

Mas não custa fazer um pedido

“Oh! Oh! Oh! Seu Moço

Do disco voador

Me leve com você

Pra onde você for

Oh! Oh! Oh! Seu Moço

Mas não me deixe aqui

Enquanto eu sei que tem

Tanta estrela por aí”

Alda M S Santos

Imagem google

Labirinto

LABIRINTO

A cada passo tecemos em fios finos

Um labirinto belo e complexo para caminharmos.

Por vezes assustador, com curvas perigosas

Com retornos e vias incertas e enganosas.

Buscamos sempre a saída,

Mas a saída derradeira ninguém quer.

Nem sempre sabemos ou podemos voltar à largada.

Devemos enxergar uma saída

Em cada encruzilhada perigosa desse labirinto.

Ainda que seja retornando, andando em círculos.

Num labirinto, nunca se sabe exatamente o que é seguir em frente.

Muitas vezes, parar, voltar, reiniciar de determinado ponto

Pode ser o melhor meio de prosseguir,

Sem ser engolido pelo medo do que encontrará na próxima curva.

Alda M S Santos

Professores: profissão de amor

PROFESSORES: PROFISSÃO DE AMOR

Entre várias profissões que não permitem simplesmente o exercício da técnica

Que exigem muita vocação, dom, entrega e amor

Está o magistério.

Ensinar pede que se crie uma relação de afeição entre educandos e educadores

E manter a alegria e o prazer de ensinar,

Mesmo lutando contra todas as dificuldades diárias.

Onde há alguém disposto a ensinar,

Sempre haverá alguém desperto para o aprendizado.

Independente de ser uma profissão, um ganha-pão

Ensinar sempre será um ato de amor!

Alda M S Santos

Não dá pra mensurar

NÃO DÁ PARA MENSURAR!

Há coisas que por mais que se tente, não conseguimos mensurar!

O tamanho da dor que aperta no peito de quem perde um amor,

Ou o vazio na vida de uma mãe que não poderá mais abraçar seu filho,

Não dá pra mensurar!

A culpa de alguém que não pôde proteger a quem amava,

Ou a saudade que machuca no peito dos apaixonados,

Não dá pra mensurar!

A tristeza e revolta que acompanham os perseguidos,

A dificuldade de seguir em frente com fé, quando tudo que se quer está no passado,

Ou o medo de caminhar rumo a um futuro incerto e sem brilho,

Não dá pra mensurar!

A verdade é que só se pode mensurar

Aquilo que está dentro de nós!

O que se passa com o outro,

Podemos apenas imaginar…

Alda M S Santos

Quando a vida vale mais?

QUANDO A VIDA VALE MAIS?

Quando a vida vale mais?

Saber que há ao menos um alguém nesse mundo que daria a própria vida por você?

Saber que já houve Alguém que há mais de 2000 anos deu a vida por você?

Ou saber que você, sem demagogia, seria capaz de doar a própria vida por vários alguéns, literal ou figurativamente?

Sua vida vale muito, não é?

A minha também!

Alda M S Santos

Divididos

DIVIDIDOS

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre o ir e o ficar, entre o prosseguir ou voltar atrás

Entre um e outro querer

Até mesmo o de nada querer?

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre nosso gosto e o gosto de outro alguém

Entre mergulhar fundo ou ficar na superfície

Entre o medo e a coragem,

Até mesmo a total covardia?

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre a força e a energia que nem sempre vem,

Entre a razão e a emoção,

Entre a descrença e a fé?

Quantas vezes essa divisão nos coloca inertes perante tudo,

Vontade de desistir ou deixar que tudo se resolva à nossa revelia?

Quando vezes ficamos divididos na vida,

E tudo acabou por se resolver?

Quantas?

Alda M S Santos

Anjinhos meus

ANJINHOS MEUS

Neles a gente encontra alegria

Com eles qualquer dor pede colo

Qualquer esfolado cura com beijinho

Desânimo se transforma em pega-pega

Lágrimas se enxugam na manga da blusa

Um sorvete é bálsamo da vida

Uma bola, mil possibilidades…

Qualquer história lida, contada ou escrita tem final feliz!

Em que parte pedimos para mudar de fase?

Que botão apertamos para voltar?

Alda M S Santos

Infância

INFÂNCIA

Quanto tempo dura a infância?

Até a troca definitiva dos dentes de leite,

Ou até o corpo se transformar pelos hormônios?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto se empanturrar de doces sem se preocupar com formas redondas,

Ou até cair nas armadilhas da mente e do coração?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto a brincadeira de bonecas for mais interessante que paquerar um “boneco”,

Ou até o guarda-roupas não ter mais nada que agrade?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto uma mágoa durar apenas alguns minutos,

Ou até o perdão ser uma ação mais complicada?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto um beijinho curar qualquer ferida,

Ou até ser comum dormir chorando e acordar sem vontade de levantar?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto a valsa da bailarina for a maior preocupação do dia,

Ou até os sonhos bons serem atropelados mais vezes por pesadelos?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto um copo de leite for mais saboroso que uma taça de vinho,

Ou até o joelho ralado doer mais que coração partido?

A infância já ficou bem lá atrás quando nos fazemos todas essas perguntas,

Mas se for uma nostalgia e saudade gostosa,

Conservamos uma alma infantil,

Isso é que vale!

Alda M S Santos

Abraços e desejos de felicidades a todas as crianças, de qualquer idade! 🙏🏼🙏😘😘👶👦🏼👧👨🏻👩🏻👵🏼👴🏼

Preciso cuidar mais de mim

PRECISO CUIDAR MAIS DE MIM

Precisando cuidar mais de mim

Coração muitas vezes apertado, dolorido, choroso

Cuidando de tantas dores e sofrimentos alheios

Que nem sempre entendem, aceitam

Ou estão preparados para receber ajuda

Precisando fortalecer meu coração…

Pois ele é meio paradoxal!

O que fazer se só me sinto cuidando de mim

Quando estou cuidando do outro?

Alda M S Santos

Mãos que se tocam

MÃOS QUE SE TOCAM

Todo amor começa e caminha por nossas mãos,

Logo depois dos olhares.

Pelo toque suave de duas mãos diferentes que se atraem

Mãos que se dão, que se medem, se alongam

Se tocam, se acariciam, se escalam

Brincam, dedos com dedos

Espalmadas, cruzadas, se exploram

Ora calmas, ora ansiosas, grudadas.

Ficam íntimas, tornam os donos mais íntimos,

Se aquecem, se abraçam, se beijam,

Buscam o brilho do olhar, o sorriso

Mãos que se paqueram, que se querem, se namoram

Se convidam, se oferecem, fazem amor…

A despeito dos observadores casuais ou propositais

Tudo em simples toques

Que antecipam nos contatos de dedos e palmas

Um contato que se pretende mais amplo, mais intenso.

Nossas mãos se amam bem antes de tudo o mais

Pela atração e prazer das mãos

Se mede a intensidade do amor.

Alda M S Santos

Inspire amor

INSPIRE AMOR

Quando o amor está solto no ar,

Inspire! Leve amor para dentro de si.

Quando o amor estiver preso lá dentro,

Expire! Leve o amor para fora!

Amor deve ser cíclico para crescer,

Amor deve ser compartilhado

Para alimentar vidas.

Amor preso é vida que se perde…

É vida que morre aos poucos.

Inspire, expire, ame!

Alda M S Santos

Onde me encontro?

ONDE ME ENCONTRO?

Não importa onde eu esteja

Quer seja em casa, na rua, na academia, numa festa

Na visita a amigos, a um asilo ou hospital, na igreja,

Em alto mar, num voo internacional, num trem

No meio do mato, no lombo de um cavalo,

Posso estar onde estiver, com quem estiver

Independente de todos os caminhos que percorra

Só vou me encontrar dentro de mim mesma.

E esse caminho só eu posso traçar

Só eu posso percorrer

Seja qual for o “transporte”,

Passando por atalhos ou não,

Regada a sorrisos ou lágrimas,

Sozinha ou acompanhada,

Só eu posso me encontrar,

E somente depois, talvez me encontre dentro de outro alguém…

Alda M S Santos

O que você fez do amor que lhe confiei?

O QUE VOCÊ FEZ DO AMOR QUE LHE CONFIEI?

E se nos for perguntado noutro plano,

Noutra dimensão, no paraíso, como preferirem:

O que você fez do amor que lhe confiei,

Das várias oportunidades de amar que te ofereci?

O que você fez com o amor que lhe dediquei?

Cuidou, regou, adubou, fez florir,

Negou, abandonou, negligenciou, deixou morrer?

O que teremos a dizer a nosso favor?

Há algo que nos abone, que nos mostre dignos?

Alda M S Santos

Sonhos e pesadelos

SONHOS E PESADELOS

Se os sonhos e pesadelos existem para resolvermos algo no inconsciente

Que o consciente não dá conta de resolver

Sou uma pessoa muito mal resolvida, de consciente problemático.

Se por outro lado, existem para acelerar algumas soluções

Eu não deveria ter qualquer pendência!

Entre sonhos espetaculares e dignos de se tornarem reais,

E pesadelos escabrosos, de tirar o sono e deixar uma sensação ruim o dia todo,

Transitando da consciência à inconsciência, do real ao imaginário,

Pintando o rosto, sorrindo ou chorando,

Feliz ou sofrendo,

Vou vivendo…

Alda M S Santos

Doutores do amor

DOUTORES DO AMOR

No mês dos médicos somos “doutores” do amor

Prescrevemos Xarope da Alegria

Aplicamos injeções de ânimo

Auscultamos corações saudosos

Abraçamos corpos cansados

Ouvimos com atenção sonhos e desejos

Sorrimos diante de muitas histórias repetidas

Nos emocionamos diante de histórias de vida,

Histórias de dor, de amor…

E assim vamos escrevendo nossa própria história!

Alda M S Santos

#carinhologos

O coração selecionou

O CORAÇÃO SELECIONOU

“Amigos em apuros eu já chego dando voadora,

Depois o amigo explica o que houve, se quiser explicar”.

Uma das mais lindas defesas de amizade que já ouvi.

Se é amigo,o coração já selecionou, já ama.

Sabe que é humano, que é passível de erros e acertos,

Que possui fraquezas, forças, belezas e feiúras,

Que ri, que chora, que precisa de colo,

E de um amigo bom de palavras e de atitudes.

Não importa se o amigo acertou ou errou

É amigo! Merece defesa!

Ser amigo de gente bonitinha e perfeitinha é fácil,

Ser amigo para todas as horas poucos conseguem!

Alda M S Santos

Saudade não tem idade

SAUDADE NÃO TEM IDADE

Abraço sempre restaura energia

Traz carinho verdadeiro, calor que acalma

Se vier acompanhado de

“Fico com muitas saudades de você todo dia”,

É capaz de trazer alento, alegria

E percebemos que a saudade é sentimento que já nasce desde as fraldas

Não tem idade!

E com ela viveremos a vida toda

Mas sempre irá doer,

Sempre dará vontade de chorar,

Ainda que a gente sorria…

Alda M S Santos

Atracar

ATRACAR

Nadando, remando ou navegando

À bombordo ou a estibordo

À barlavento ou à sotavento

Num barquinho ou num navio

Sempre em alto mar, sempre a trabalhar

Lança velas, iça velas, controla o timão

Para algumas vezes, se estende na proa

Ou mergulha em águas calmas

Em contraste com águas internas turbulentas

Esse marujo não pensa em naufrágio

Deseja num porto, num momento atracar

Enquanto o porto for mais temeroso que o alto mar

Ele continuará a navegar…

Alda M S Santos

Ser Amor

SER AMOR

Enquanto cuidamos das dores alheias

Enquanto dos outros nos ocupamos

Alguém lá em cima sara nossa feridas e se ocupa de nós

E, através de nós, atinge os outros

“Eles não são pesados, são nossos irmãos”.

Alda M S Santos

Desisto

DESISTO!

Última vez! Agora desisto!

Quantas vezes afirmamos isso na vida?

Quando o trabalho é pesado demais,

Quando a incapacidade nos assola,

Quando a fé vai embora,

Quando o outro mente ou nos decepciona,

Quando nos sentimos sozinhos,

Quando até pensar no assunto dói,

Quando não temos perspectivas ou esperanças…

Afirmamos convictos: desisto!

Mas quantas vezes não cumprimos o prometido?

Do nosso interior, cedo ou tarde, nasce uma força, uma luz

Nova coragem, novo ânimo

Jorram como água límpida sobre nós, para nós

Isso dependendo da real importância do almejado

Do grau de amor envolvido

Fica apenas adormecido lá no fundo

E sempre algo o traz à tona

Cedo ou tarde

E acreditamos:

Vou tentar só mais essa vez!

Alda M S Santos

Quando os versos não saem

QUANDO OS VERSOS NÃO SAEM

Vontade danada de escrever, de organizar esse caos

Colocar pra fora o que se espreme aqui dentro.

Mas é tanta coisa misturada, tanta pressão!

Não há uma válvula de escape,

Não há saída de emergência,

E todos os sentimentos, toda essa poesia em mim

Que poderiam vir a ser um poema,

Ficam travados em frases sem nexo,

Se confundem num texto complexo,

E os versos não se materializam,

Se apertam na saída, barram a passagem

A magia e encanto se perdem.

E nada sai…

Quando os versos não saem,

Morre um pouco a poesia,

Morre um pouco de mim…

Alda M S Santos

Quero a certeza do Sol

QUERO A CERTEZA DO SOL

Quero a certeza do Sol

Aquela que o faz se “apagar”

Todos os dias, sempre belo…

Ou humilde ficar atrás das nuvens

E aguardar as tempestades passarem

Sabendo que na manhã seguinte

Ou no dia, semana, mês ou ano seguinte

Tudo será como antes:

Brilho, calor, beleza, vida.

Quero a certeza do Sol!

Alda M S Santos

Reencontro

REENCONTRO

O melhor reencontro de todos é o que acontece conosco mesmos

Aquele reencontro com partes de nós que julgávamos perdidas

Com pedaços de nós que admirávamos

E que ficaram escondidos, deram uma volta por aí

Ou simplesmente abriram espaço a outras

Aquela parcela de nós que transformava nossos medos em confiança e fé

Nossas lágrimas em esperança e sorrisos

Nossas culpas e frustrações em aprendizados e recomeços.

Saberemos quando olharmos com certo distanciamento

Que essas partes não se perderam, estavam ali

Foram resgatadas no momento que mais precisávamos

E nos ajudaram a levantar

Cambaleantes ainda, frágeis, chorosos,

Porém, com força potencial interna

Transformados pelo vivido ou pelo “quase” vivido

Percebemos que não nos perdemos de nós tão facilmente!

Em frente! Com fé!

Alda M S Santos

Quer que desenhe?

QUER QUE DESENHE?

Para compreender

Há quem entenda olhares

Muitos precisam das palavras

Vários necessitam que desenhe

Outros, nem colorindo…

Alda M S Santos

Sorte e sabedoria

SORTE E SABEDORIA
Por onde formos,
Saber escolher é necessário,
Deixar-se escolher, importante,
Combinar ambos é sorte, 
Dirão alguns descrentes
Combinar ambos é sabedoria,
Dirão outros mais sagazes,
Escolher e ser escolhido em perfeita sintonia
É combinação rara
Quase tanto quanto aliar sorte à sabedoria.
Alda M S Santos

Dias difíceis

DIAS DIFÍCEIS

Para dias difíceis, pessoas fáceis.

Na falta, fique consigo mesmo!

Ainda que você não seja muito fácil,

É alguém que conhece há mais tempo que se pode lembrar,

Que aturou cada sorriso, cada lágrima, cada dor ou prazer,

Mesmo que não esteja uma boa companhia,

Sempre será alguém com que se pode contar!

Não se abandone!

Alda M S Santos

Minando

MINANDO

Algumas coisas têm o dom de nos minar as forças

De sugar nossas energias, de nos deixar no caos:

Dores físicas nos tiram o foco, o raciocínio,

Sustos nos atropelam, nos lançam fora de órbita,

Sorrisos excessivos nos mantêm na “alegria” forçada,

Lágrimas intensas ou represadas nos deixam secos, apagados,

Dores da alma são capazes de nos lançar no fundo do poço.

Mas, tudo isso, se bem trabalhado e respeitando o tempo de cada um,

Pode ser extremamente benéfico e trazer nova luz e alento.

Afinal, somos baldes nessa vida: um eterno descer e subir de poços.

Alda M S Santos

Pesos

PESOS

O que pesa mais:

Uma cabeça cheia de pensamentos e ideias,

Ou um coração recheado de sentimentos e esperanças?

O que pesa mais?

A razão que tudo entende, aceita, se conforma,

Ou um coração que ama, sofre, mas agradece?

Leve ou pesado, fácil ou difícil

Tudo sempre irá depender

Das forças de cada um…

Alda M S Santos

Ele sempre está presente

ELE SEMPRE ESTÁ PRESENTE!

Quando a gente sente a proteção Dele

Numa curva qualquer da estrada

Num ambulatório hospitalar,

Nas palavras pronunciadas com sabedoria,

Ou até mesmo com raiva,

No silêncio oportuno dentro da gente,

Nas lágrimas que caem e quase tudo levam,

E deixam o que tem de valioso em nossa alma,

Aparente, ou não…

Na resposta sempre providencial,

Ainda que não nos pareça a mais adequada,

Ele está!

Basta confiar em Seu amor!

Deus tem modos especiais de nos manter perto Dele,

De Sua bondade, de Seu perdão.

É preciso confiar e agradecer!

Alda M S Santos

Questões

QUESTÕES

Sempre tidas como afirmativas

Algumas questões ainda são levantadas:

O amor em tudo crê mesmo,

É capaz de suportar qualquer coisa,

Aventura-se por mares desconhecidos,

Não desiste, persiste, se entrega,

Busca colo, oferece colo,

Arrisca a vida, desafia a morte?

Afirmativas ou negativas,

Tudo vai depender de quem ama ou desama.

Até mesmo o amor é processado de modos diferentes,

Dependendo de sua morada,

Pois todo telhado é posto à prova nas tempestades.

Alda M S Santos

Que tens a oferecer?

QUE TENS A OFERECER?
Que tens a oferecer?
A cola que alucina, a esmola paliativa,
Ou a mola que impulsiona e leva pra frente?
Que tens a oferecer?
O pão, a fruta, o doce que alimentam o corpo
Ou a doçura, a base que acalentam
E encorajam a buscar algo produtivo?
Que tens a oferecer?
Uma roupa que não quer mais, um calçado que aperta,
O cobertor puído, qualquer descarte,
Ou a atenção que busca dentro de si e entrega com prazer?
Que tens a oferecer?
Um coração para amar, um sorriso para alegrar,
Ou uma lágrima para enxugar, um ombro para chorar?
Pureza, amor solidário, saudade, tristeza, alimento
O que vier, se vier do coração,
Recarrega e abastece a alma…
Que tens a oferecer?
Alda M S Santos

Quarto vazio

QUARTO VAZIO

Um quarto vazio a mais na casa

Um espaço “desocupado” na alma

Daqueles desocupados que ocupam muito espaço

E que parecem estar mais cheios que os demais.

Um quarto vazio a mais na casa

Um quarto vazio dentro de mim

Olho para ele, fecho a porta, prefiro não ver.

Dói menos.

Olho novamente, sou atraída,

Abro a porta, entro, sento na cama,

Relembro, sorrio, é bom, saudades…

E choro. Dói também.

Qualquer espaço vazio é muito ocupado

Preenchido por inúmeras lembranças.

Tatuadas na alma da gente

No quarto vazio dentro de nosso coração.

Alda M S Santos

Morrer por amor?

MORRER POR AMOR?

Nada de Romeu e Julieta,

Esse romantismo exacerbado,

Amor impossível, que se mata para permanecer “junto”.

Mas que há muitos que se envenenam dia a dia,

Pelo outro, para o outro,

Isso não se pode negar!

A cada vez que você se nega,

Que deixa de lado algo que ama,

Que abre mão, que cuida, que se descuida,

Que tolera coisas que não gosta,

Que deixa espaços vazios,

Que se conforma com a falta de algo,

Que “cede” sua felicidade para proteger o outro,

Para ver o outro bem,

Um pouco de “veneno” é ingerido.

Há muitas maneiras de “morrer” para manter vivo a quem se ama!

Há muitas maneiras de “viver” para não matar a quem se ama.

Alda M S Santos

Doar-se é egoísmo?

DOAR-SE É EGOÍSMO?

Receber, ganhar, são sensações muito boas, bem sabemos!

Mas perdem para o prazer de doar, de se doar, de oferecer o que temos, o que somos…

Qualquer bem a qualquer um!

Será que tudo não passa de uma atitude egoísta, afinal?

Doar para fazer bem a si mesmo?

Que seja!

Doando, se abrindo, enfeitando, florindo por aí,

Ao menos o prazer é compartilhado!

Alda M S Santos

Casa cheia

CASA CHEIA

Casa cheia é sempre bom

Lotação total, nos divertimos, sorrimos

Interagimos, distraímos

Quase não nos notamos, perdidos em meio a tudo e todos.

Em “casa cheia” acabamos escondidos de nós mesmos,

E quando todos se vão,

Em meio à nostálgica solidão, nos vazios de uma “casa cheia”,

Podemos nos reencontrar

Ou ao menos tentar fazê-lo,

E ser felizes, ou não…

Alda M S Santos

Poetas do amor

POETAS DO AMOR

Falar de amor é quase sempre controverso

Posto que muitos não amam ou amam de modos diversos.

Mas escrever sobre o amor pode ser polêmico

Visto que uma parte considerável nunca entende os versos, ou o amor que se mostra,

Acham brega, piegas ou algo qualquer similar.

E há ainda os que colocam em questão o poeta:

É algum frustrado que não ama- afirmam!

Ou talvez seja alguém que ama escondido -acusam!

Pois ninguém normal fala assim de amor-concluem!

E de questão em questão

Os poetas do amor vão observando e escrevendo

Sentindo, amando e compondo,

À revelia dos que sequer entendem o amor,

Pois para entendê-lo, ou fazer dessa linda poesia um poema,

É preciso mergulhar, se molhar por inteiro, vivê-lo, ou ao menos tê-lo vivido,

Intensamente!

Alda M S Santos

É que um carinho às vezes(sempre) cai bem

É QUE UM CARINHO ÀS VEZES (SEMPRE) CAI BEM!

Tudo pode parecer ruir e o mundo estar nublado

E querermos apenas a nós mesmos num cantinho qualquer

Acreditando que nada irá mudar.

Mas nada, nada mesmo nessa vida

Tem o poder de derrubar qualquer muralha

Furar qualquer blindagem

Enxugar ou amenizar o fluxo de qualquer lágrima,

Reduzir cansaço ou tristeza crônica

Despertar a força interior

Fazer abrir um sorriso,

Que um abraço, um beijo, uma palavra doce, um olhar terno.

Mesmo os mais durões e resistentes sabem e aceitam:

“É que um carinho às vezes (sempre) cai bem!”

Abraços grátis a todos!

Alda M S Santos

No mesmo compasso

NO MESMO COMPASSO

As melhores danças da vida quase nunca são solo

São danças aos pares, em grupos, grandes ou pequenos

Bem coreografadas ou livres

Mas sempre acompanhadas.

Manter o mesmo compasso é fundamental

Para uma boa apresentação

Nesse grande palco chamado vida.

Alda M S Santos

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