Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Tag

Afinidades

Poetas

POETAS

Captar um momento sublime com sensibilidade

Encantar-se com detalhes mínimos da natureza

E disso fazer belos versos com destreza

Só os poetas têm essa habilidade

Inebriar-se com um momento de sensualidade

De atração, carinho, boa vontade

Descrever o ato de amar com sonoridade

Sem vulgaridade ou maldade

Expor emoções, intimidades, sentimentos

Com a coragem ali exigida para se expressar, desabafar

Numa história sua ou não,

Só outros poetas sabem captar

É preciso saber ler o não dito

Entender o que a outros passa despercebido

Num jogo de palavras gritadas no silêncio, nas entrelinhas

Aquilo que nem sempre vale a pena ser estendido

Um poeta encontra em outro parceria, compreensão

Um alguém que faz dele um irmão

Que usa a arma, a cura mais perfeita da emoção

O ato de dividir com outro seu coração

Alda M S Santos

Em casa, onde quer que seja

EM CASA, ONDE QUER QUE SEJA

No meio do mato, perdida na mata

Ouvindo os sons do silêncio

Em casa, onde quer que seja…

Numa estrada de terra, margeada de buganvílias

Sentindo o cheiro das cores intensas

Em casa, onde quer que seja…

Mergulhada nas águas de um rio gelado

Dependurada de ponta a cabeça numa árvore centenária

Em casa, onde quer que seja…

Numa casinha de pau a pique, numa barraca de lona

Num colchonete sob céu estrelado

Em casa, onde quer que seja…

Debaixo de uma tempestade, sem energia

Ouvindo o tamborilar das gotas insistentes na janela

Em casa, onde quer que seja…

Num jardim florido e colorido, entre abelhas e borboletas

Ouvindo as cigarras agitadas e o “motor”dos beija-flores

Em casa, onde quer que seja…

No deserto, numa região árida e seca, sob sol escaldante

Em busca de um oásis sonhado

Em casa, onde quer que seja…

A sensação de estar em casa em qualquer lugar

Surge quando estamos bem conosco mesmos

Quando acalmamos nossos gritos, fazemos as pazes com nossos silêncios

Nossa verdadeira casa é aquela que carregamos conosco

Como caracóis…

Se essa casa abala alicerces, trinca paredes, desmorona, em qualquer lugar nos sentiremos intrusos

Todos queremos estar sempre

Em casa, onde quer que seja…

Alda M S Santos

Que procuras?

QUE PROCURAS?

Um mundo feito de muitas procuras

Muitas vidas feitas de poucos achados

-O que procuras, que buscas?

– Ainda não sei, mas hei de encontrar!

-Se não sabes nem o que buscas

Como queres encontrar?

-Quando encontrar saberei o que preciso

Será sintonia instantânea e atração imediata.

Essa crença que move boa parte da humanidade

É que mantém a roda da vida girando

Que procuras?

Podemos não saber, mas enquanto sentirmos a falta

Estaremos sempre em busca, sem estacionar

Ainda que pensemos ter desistido

O desejo de encontrar o que buscamos

Estará tal qual fumacinha lá no fundo

Bastará um sopro, um toque

Para tudo se acender e voltar ao fogo que atiça a vida…

Que procuras?

Um mundo feito de muitas procuras

Mas muitas vidas feitas de achados na mesma proporção

E a roda segue seu curso infinito…

Que procuras?

Alda M S Santos

Todo o tempo: sempre que nos aprouver

TODO O TEMPO: SEMPRE QUE NOS APROUVER!

De vez em quando precisamos arrumar nossas gavetas internas

Para não ficarmos tão perdidos quando precisarmos encontrar algo especial numa emergência

Colocar numa gaveta de fácil acesso aquelas “peças” que usamos todo o tempo

Que nos fazem sorrir e ver a vida mais colorida e bonita

Separar para doação aquelas “peças” que já não nos servem mais, justas ou largas,

Ou porque nosso “corpo” mudou ou nosso gosto que não é mais o mesmo

Farão outros felizes como nos fizeram

Devolver ao verdadeiro dono algumas “peças” que nunca foram nossas

Usamos por empréstimo por um tempo e quase acreditamos que eram nossas

Jogar fora as “peças” velhas, cheiro de naftalina, como moletom disforme e surrado, que já esgotaram tempo de uso

E nos fazem pensar que também estamos rotos e surrados

Guardar numa gaveta secreta aquelas “peças” que são preciosas, pouco usadas

Melhor ainda, usar tudo de valioso que temos quando melhor nos aprouver

Todo o tempo, se possível!

Fazer da vida um eterno passo de dança, como diria Sabino,

Sempre há quem goste de dançar…

Sabe-se lá quando poderá aparecer um ladrão e levá-las de nós,

Ou sermos delas levados?

Não sou boa em arrumar gavetas, de qualquer tipo

Tenho dificuldade em me desfazer das “coisas”

Mas sempre aprendo algo quando vou arrumá-las

Tenho muito mais “coisas” valiosas do que pensava…

Alda M S Santos

 

Eternidades que fazem de nós sua morada

ETERNIDADES QUE FAZEM DE NÓS SUA MORADA

Uma suave canção de ninar, braços suaves a nos embalar

Um brinquedo inseparável, cheiro de segurança quase palpável

Uma turma de amigos malucos, uma força a mais ao arrombar as portas pesadas do mundo adulto

Um primeiro amor impossível, uma paixão a nos ensinar as primeiras dores do coração

Um olhar, uma sintonia, almas que se encontram, se beijam, se afinam em deliciosa harmonia, parceria para a vida

Um choro, um pequeno ser, uma vida a nós entregue para cuidar e dia a dia nos refazer

Uma amizade, uma mão que se oferece, um olhar de apoio, aceitação que nos envaidece

São marcas, lembranças, memórias, saudades

Infância, adolescência, relacionamentos, maternidade, amizades

Pequenas grandes delícias que se eternizam em nosso ser

E nos fazem estar vivos quando tudo parecer morrer…

Alda M S Santos

Nem toda porta

NEM TODA PORTA

Nem toda porta aberta é para entrar

Nem toda porta fechada impossibilita entrada

A chave que abre qualquer porta está em nossa consciência

Na sabedoria humana de saber-se bem vindo ou não, necessário ou não

Na certeza de que, mais que extrair algo de bom dali

É preciso, no mínimo, não atrapalhar o que encontrou

Se não puder deixar algo melhor que encontrou, não entre!

Alda M S Santos

Olhar opaco

OLHAR OPACO

Encontraram-se muito tempo depois

Num espaço além-terra, fora da galáxia

Abraçaram-se longamente, sem nada dizer

Palavras desnecessárias, supérfluas, troca de calor

Encontro de corpos onde já havia afinidade de almas, intimidade de ideias

Sabiam de que barro foram feitos todos os humanos

Nem a troca de olhares era possível, córneas opacas, cegas

“Não posso mais te ver, mas posso te sentir”

“Sinto seu cheiro, ouço sua voz, o carinho que sempre me dedicou”

“Não preciso dos olhos para saber que é você, amor inigualável que recebi”

“Não chore! O amor tem muitos meios de se fazer marcante, presente”

O abraço longo, saudoso, de outra vida comprovava tudo

Em sonhos…

Alda M S Santos

Quando o ímã é o carinho

QUANDO O ÍMÃ É O CARINHO

Nenhum ser vivo se aproxima de outro por acaso

Quando o ímã é o carinho

Não importa a espécie, classe filo, gênero

Origem, ordem, reino, família, habitat

Se anda, voa, se arrasta ou se não sai do lugar

Criatura atrai criatura

Vegetal ou animal, racional ou irracional

Afinidades que apenas são sentidas

Não se explica, se curte se sente falta!

Alda M S Santos

ResPIRAR!

ResPIRAR!
Um simples observar de nossa respiração
Nos mostra nossa reação a algo ou alguém
Por vezes, o ar se prende, se solta lentamente
Outras vezes, é apenas um respirar leve e suave
Passando por uma respiração forte e entrecortada
Ou uma falta de oxigênio total,
Além daquele susPIRAR profundo…
Esse resPIRAR constante nos mostra
A raiva, a ansiedade, a alegria, a tristeza
A tranquilidade, a saudade, o desejo
A empatia, a antipatia, a compaixão
O amor…que pessoas e situações nos despertam.
Cuidado para respirar, sem pirar!
Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: