O TEMPO CURA?
O tempo não cura nada
Ele passa, passa, e algumas coisas ficam mais leves
Ele, sabiamente, nos permite cobrir as feridas
Com uma grossa cicatriz de proteção
Perdem o tom vermelho brilhante
Tornam-se mais rosadas até quase parecerem sumir
E ela fica ali para ser vista e relembrada
Algumas cicatrizes todos podem ver
Outras, são muito internas
E só quem as possui tem acesso
Ficam escondidas atrás de sorrisos
De uma alma que se doa, de mãos que trabalham
O tempo não cura!
O tempo nos ensina a lidar com o que não tem cura
O tempo nos permite olhar para as cicatrizes
E retirar dali aprendizado em meio ao que já foi dor aguda
O tempo pode até nos ajudar
A fazer de uma cicatriz algo novo, útil e belo
Uma obra de arte que merece ser vista por todos
Cada qual lida do seu jeito
Com as feridas, o tempo e suas cicatrizes
Tornando-os aliados ou adversários…
Alda M S Santos
SOU DE MINAS GERAIS!
Sou serras, sou montes, lindas montanhas
Sou brincadeiras, molecagens, sou façanhas
Sou barroco, rococó, sou história
Sou Aleijadinho, sou riqueza, sou glória
Sou sotaque, sou habilidade, sou arte
Sou gente simples, sou memória, sou parte
Sou igreja, sou fé, sou ciclo do ouro
Sou tempo passado e tempo vindouro
Sou trilhas na mata, geladas cachoeiras
Sou trabalho, sou força, sesta, sou canseira
Sou alegria, cerveja, sou pinga, sou alambique
Sou doce de leite, queijo, pau a pique
Sou artesanato, na janela, bonita namoradeira
Sou quem cuida com carinho da jardineira
Sou boa prosa, sou amizade, sou jardim
Sou muitos caminhos, destinos, sou um fim
Sou trem, sou Maria-Fumaça, sou simplicidade
Sou fogão a lenha, sou alimento, religiosidade
Sou coração do Brasil, ah, tantos minerais
Sou pouco, sou muito, sou de Minas Gerais!
Alda M S Santos
MEDOS
Tenho medos, alguns já são de estimação
Tenho medo de perder aqueles que amo
Mais ainda de me perder de mim mesma
Pois é em mim mesma que encontro todos eles
Tenho medo de perder as forças, a energia, a saúde
Mais ainda de perder o sorriso, a alegria de viver
Tenho medo de ficar dependente dos outros
Mais ainda de não ter ninguém de quem possa depender
Tenho medo de perder a visão
Mais ainda de perder a capacidade de ver com o coração
Tenho medo de adoecer de tanto me envolver
De tanto querer mudar algo nesse mundo desigual
Mas tenho mais medo ainda de perder a capacidade de me importar
Tenho medo de perder minhas lembranças
Mais ainda de não ser capaz de gerar novas boas memórias
Tenho medo de morrer muito cedo
Mais ainda de sobreviver àqueles que me são caros
Tenho medo de morrer de saudades, de viver de lágrimas
Mais ainda de não ter nada do qual possa sentir falta
Tenho medo de ir embora e deixar os outros na mão
Mais ainda de não fazer falta a ninguém…
Tenho muitos medos
Mas enquanto eles existirem é sinal que existo também
Uma vida sem medos
É uma vida sem nada valioso a ser perdido
Uma vida de fé, com medos, mas enfrentados
É uma vida que vale a pena ser vivida
Assim, sigo meu caminho…
Alda M S Santos
EH, TREM BÃO!
Temos trem para tudo quanto é trem
Trem de guardar, trem de descartar
Trem de coisar todas as coisas
Trem de ajeitar todo tipo de trem
Trem de lembrar os trem bão
E trem de sarar os trem ruim
Temos trem de namorar, trem de paquerar
Trem que dá no coração dos apaixonados
Trem que te deixa todo cheio de trem
Trem de rezar, trem de trabalhar
Temos os trem de comer e os trem de beber
Trem de dormir e trem de divertir
Trem de ficar e trem de fugir
Temos trem silencioso e trem que faz piuíííí
E temos até trem de ferro que carrega os trem
Trem de passear que traz alegria e faz fumaça
E atrai toda gente por onde passa
Café com pão, bolacha não…
Oh, trem bão!
Alda M S Santos
MARIA-FUMAÇA
Vem vindo toda poderosa a Maria-Fumaça
Atraindo gente de mãos dadas lá da praça
Carregado de histórias esse trem centenário
Hoje é atração turística, nosso belo relicário
Um passeio de doze km em seus muitos vagões
Diante de belas paisagens, moçoilas e varões
De Tiradentes a São João Del Rei, vai e volta
A alma faz dentro da gente uma cambalhota
O olhar encantado avista a Serra de São José
Descansa o coração, cheirinho de leite e café
Desfila século XIX em belíssimas arquiteturas
Museu Ferroviário, rotundas e conjecturas
Sobre trilhos nossa história é contada
Minas Gerais é terra ímpar, abençoada
Vagarosamente segue o velho trem
E a gente, feliz, deseja seguir também
Alda M S Santos
PAIS HERÓIS
Sempre ouvimos de nossos pais: quando tiverem seus filhos irão entender o que é ser pai e mãe.
E é verdade! Desde que fui mãe entendo melhor meus pais.
Quando crianças eles são nossos super-heróis, vencem os inimigos e nos defendem de tudo e todos, nos protegem.
Quando adolescentes ou jovens essa capa de herói cai e os criticamos. Até odiamos, às vezes!
Nos sentimos frustrados por eles nos terem enganado!
Não vencem tudo, percebemos! Não podem nos defender de tudo! São frágeis e errados em muita coisa! Contraditórios, falíveis!
Não podem mais tirar os monstros de debaixo da cama!
Tudo fica mais difícil!
Quando somos pais, o dia-a-dia vai nos mostrando e reconstruindo a capa dos pais-heróis novamente.
Não têm super poderes, visão de longo alcance, peito de aço, velocidade flash, super carros, aviões ou qualquer coisa do tipo.
Têm uma visão que antecipa nossos sofrimentos ou sucessos, um peito paradoxal, forte e frágil, que aguenta nossas alegrias e lágrimas, a velocidade da luz e da oração para nos amparar.
Usam as próprias pernas, o próprio corpo apenas e um único super poder: o amor incondicional.
Esses super-heróis nos dão “quase nada”, podemos pensar, mas nos dão tudo que têm.
E como qualquer super-herói, nos dariam a vida se preciso fosse.
Sempre serão nossos super-heróis, para sempre, com 30 ou 90 anos!
E, se olharmos bem, os olhos deles têm o alcance que precisam: nossa alma!
A todos eles, os pais, os “pães”, meu abraço e agradecimento.
Alda M S Santos
PÔR DO SOL
Os olhos dela repousam no horizonte
Maravilhoso espetáculo atrás dos montes
Do mar, da floresta, no horizonte
Luz que vai, que se esconde, rica fonte
Energia, magia, vida que se inicia
Todo o tempo, não desiste, a cada dia
Ensinando a circularidade, o encanto, a poesia
O amor que se aquece, se abastece, sintonia
Um delicioso mistério, uma promessa
Voltará amanhã, sem pressa
Deixa a Lua a aquecer os amantes
O Sol é para nós um eterno viajante
Alda M S Santos
EM ALGUM LUGAR DO PASSADO
Por aqui o tempo parece lento, quase parado
Em algum lugar do passado ficou estacionado
Alma vai e volta, rodopia nessa louca sensação
Quer pouso nas vielas estreitas de um coração
Nem precisa esforço para ouvir as carruagens
Os cascos dos cavalos abrindo passagens
Ouve-se o farfalhar dos vestidos compridos
Ao longe o som de cansaço, alguns gemidos
As sombrinhas, chapéus e luvas das senhorias
E a tez atenta de suas jovens companhias
Senhores sérios, barbados e bem trajados
Traçavam destinos de tantos desafortunados
A história está registrada em cada canto
Museus, becos, casarões, igrejas e seus santos
Marcas políticas, sociais, religiosas, culturais
Deixando em cada um de nós os seus sinais
Nossa história precisa ser nossa maior mestra
Daquela que ensina, até mesmo adestra
Tatuados em nós estão alegrias e sofrimentos
Que fiquem também os grandes ensinamentos
Alda M S Santos
SERIA MUITO?
Seria muito imaginar que fui o sonho de alguém
Que minha existência foi planejada
Que antes de aqui chegar eu existi em outro lugar
E foi a mente, a alma, o coração
A imaginação e o desejo de um alguém
Que me tornaram possível viver por aqui?
Será que estive antes no coração de meus pais
Que tudo estava combinado previamente
Que para esta dimensão eu viria
E que teria por aqui um trabalho a fazer?
Seria muito pensar que me materializei nesse plano
Para tornar real o amor de um alguém?
Seria muito imaginar que esperam algo de mim
Que me “vigiam” o existir e o fazer
Na esperança de que eu caminhe sempre para e pelo bem?
Sendo assim, seria muito pedir
Que me perdoassem os atos falhos
Os caminhos sem saída que peguei
As trilhas com inúmeras bifurcações que me enveredei
A luz que outras vezes ignorei?
Seria muito pedir, a quem sonhou comigo
A quem permitiu meu existir
Que estivesse sempre a meu lado
Levando-me pelas mãos para o melhor caminho
Que não me permitisse fugir
Orientando-me com palavras de doçura e carinho
Alertando-me aos buracos nas vias existenciais
Preparando-me para o porvir
Dando-me colo, atenção, amor?
É que pareço forte, sabe
Mas, a verdade, é que tantas vezes só quero um pouquinho de colo
De apoio e da certeza de que não estou só
Seria muito pedir?
Alda M S Santos
(CON)VIVER
Ato ou efeito de viver com o outro
Não perto dele, mas junto com ele
Não apenas no mesmo espaço físico
Mas dentro do outro…
Conviver é interagir, é trocar
É ensinar, é aprender
É gargalhar juntos, chorar mais juntos ainda
É ouvir mesmo quando falta a sintonia
É ser colo quando o outro chora
É ser brisa quanto tudo parece pesado
É encontrar no outro o sorriso quando tudo está sisudo
É rir das próprias bobeiras e fraquezas
É orar juntos, beber juntos
É se perdoar, seguir o caminho mesmo cansado
Passear de mãos dadas, viajar, mesmo “na maionese”
É entender o outro apenas num olhar
É decifrar silêncios, é pedir explicações
É ser carinho e segurança, mesmo na corda bamba
É saber oferecer, mas também saber pedir, aceitar
É poder discordar, debater, brigar, se preciso for
É dormir e acordar lado a lado, é ser prazer, é fazer amor
É ter medos juntos, enfrentar o adversário no mesmo time
É nunca ter medo um do outro
É saber que somos uns para os outros aqui
Os maiores presentes que poderíamos ter recebido
E quando Ele em algum momento nos perguntar
“Que fez dos presentes que te confiei”?
Possamos responder com convicção
“(Con)vivi bem, respeitei, sobretudo, amei”!
Alda M S Santos
DE SONHO EM SONHO
Há sonhos que machucam, fazem sofrer
Há sonhos que curam, fazem vencer
Há sonhos que alegram, fazem sorrir
Há sonhos que desanimam, fazem desistir
De sonho em sonho vamos vivendo…
Há sonhos que despertam, fazem desejar
Há sonhos que encorajam, fazem acreditar
Há sonhos que amedrontam, para esquecer
Há sonhos amalucados, fazem enlouquecer
De sonho em sonho vamos vivendo…
Sofrendo, esquecendo, enlouquecendo
Amando, desejando, querendo
Machucando, curando, acreditando
Sorrindo, seguindo, a vida realizando
De sonho em sonho vamos vivendo…
Alda M S Santos
TOMA LÁ, DÁ CÁ!
Seria bem matemático se a vida fosse assim
Um toma lá, dá cá, noves fora, equacionar, enfim
Mas não sou tão adepta das Ciências Exatas
Sou da área de humanas, nem sempre tão sensata
Prefiro lidar com sentimento, emoção
O que ofereço aqui não precisa reposição
Se o bem fluir livre para outro alguém
Estarei feliz desse jeitinho também
Fico pensando se Deus fosse assim tão matemático
Em sua avaliação fosse tão exato e prático
Se quisesse nos cobrar na ponta do lápis o que ofereceu
Será que a conta bateria certinho, seu Dirceu?
Gosto de ser assim: o que tenho me foi doado
Veio da Criação, até mesmo o que foi conquistado
Se puder fazer melhor a vida de outro ser humano
Penso que estarei realizando algo bom nesse plano
Alda M S Santos
AO APAGAR DAS LUZES
Meu tempo por aqui já está se esgotando
Já vejo as luzes se apagando
Misto de alegria e dor no peito
Alegria pelo tempo concedido
Tristeza por algum mal feito
Quisera poder voltar lá atrás
Com a sabedoria de hoje
Mas com nova energia, novo gás
Poder editar ou reescrever
Apagar ou dar nova cor
Pintar com outros matizes e amor
Esse jardim que foi exposto ao tempo
Tantas intempéries e contratempos
Que fizeram dele uma obra de arte
Abstrata, clara, real, antiga ou contemporânea
Um olhar atento conseguirá identificar
Cada pontinho de lágrima ou dor
Cada momento de colo, ombro ou cobertor
Ah, minhas luzes estão quase se esvanecendo
Talvez eu já não volte amanhã
Mas meus registros e marcas nesse espaço
São uma história, minha trajetória
Entrelaçada a tantas outras histórias
Tantos novos capítulos ou temporadas
Fazendo dessa viagem uma grande maratona
Daquelas que cada um segue no seu ritmo
Da largada até o destino final: a chegada
Cheguei chorando por aqui
Espero voltar sorrindo
Sou grata por todo esse tempo.
A gente se vê numa nova viagem!
Até breve!
Alda M S Santos
QUANTO TEMPO O TEMPO TEM?
Lembro de uma trova de quando era criança
Parecia tão confuso questionar o tempo, a esperança
O tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem
Será onde estará a resposta que nos convém?
Percebo que a medida que o tempo tem
Varia de pessoa para pessoa, do alguém
Faz diferença de quando se questiona também
Se é na juventude ou maturidade que se faz bem
O tempo pode ser rígido, elástico ou flexível
Quase tudo dentro dele torna-se possível
A imaginação viaja para trás e para frente
Esticando aquilo que queremos que dure eternamente
Já sei qual a medida, qual a extensão do tempo
É do tamanho certinho do meu pensamento
Aquele determinado pelo meu real sentimento
É que dá a exata dimensão do (contra)tempo
Alda M S Santos
MEU MUNDO PARA
Nas mil voltas que esse mundo maluco dá
A gente vai tentando não cair, nos segurar
Apegando-nos a algo que nos faça seguir
Que não nos trave no mesmo lugar
Tantas vezes queremos tocar a campainha
Dar um sinal que avise que queremos parar
Cansados estamos, tontos, só queremos descer
Arrumar um cantinho, encolher para descansar
Girando por aí para todos os cantos
Notamos que tantas vezes precisamos é nos soltar
De algo a que nos apegamos e nos prende no mesmo lugar
Por não querer seguir, se envolver, participar
Tantas as travas, tantas as tristezas
Que podem fazer nosso mundo parar…
Urge focar nas alegrias, nos estímulos, no belo
No amor que precisamos para fazer nosso mundo girar…
Alda M S Santos
DE ALGUÉM
Aquela senhora idosa que você ignora na fila
É a avó de um alguém
Aquele velhinho cuja lentidão você faz pouco
É o pai, o avô de um alguém
Aquela mulher que trabalha e você explora
É a mãe de vários alguéns
Aquele jovem que você trata com desdém
É o filho, o neto de alguém
Aquela garota que você desrespeita e abusa
É a filha, a neta, a irmã de alguém
Aquele homem que você não valoriza, inferioriza
É o pai de família, o apoio, o esteio de alguém
Aquele cachorro que você quase atropela
É o animal querido de um alguém
Aquela criança que você grita ou se impacienta
É o bebê, o filho, a razão de viver de um alguém
Todos nós somos alguém para um alguém
Somos especiais, importantes na vida de alguém
Vale sempre lembrar o que sentiríamos
Com o tratamento recebido ou ofertado
Como filhos, pais, mães, avós, família de alguém…
Alda M S Santos
NESSA CAMINHADA
Vou a cada passo me cansando um pouco mais
Também vou me fortalecendo, sem desistir jamais
As flores me fazem parar, me encantam
As pedras ensinam-me a saltar, a buscar novas trilhas
Nessas novos caminhos encontro novas companhias
Vou aprendendo a conquistar, a ser conquistada
A cada amanhecer me sinto abençoada
Caí, levantei, ganhei, perdi, prossegui
Juntei algumas coisas, mas são só coisas
O que me tornei, o que permiti sentir
Os corações em que faço morada
Os moradores que permito morar em mim
Essas são as maiores conquistas nessa caminhada
E não são mensuráveis, não em números
A medida de uma vida bem vivida está no pulsar do coração
No sorriso que é motivo de alegria e união
Na alma que carrega paz e gratidão
Alda M S Santos
GENTE QUE FAZ BEM
Tão bom encontrar gente como a gente
É bom lidar e aprender com gente diferente
Mas em casa nos sentimos é com gente que é parecida com a gente
Ou que em sua diferença nos inspira confiança
Nos faz sentir bem, sem medos, boa aliança
Que podemos dormir no colo a qualquer hora
Acordar descabelada ou mal humorada
Sem correr risco de não se sentir amada
Gente que olha nos olhos e reflete admiração
Gente que brinca, que briga, que se irrita,
Mas não vive sem você não…
Gente que você sente que tem muita afinidade
Que pode até ser o oposto, não haver muita similaridade
Mas que prevalece o respeito e a amizade
Porque o amor é que dá o tom do sonho e da realidade
Gente que é brisa suave ou cobertor pesado
Que sabe a hora certa, não te deixa de lado
Gente que te aplaude, te estimula a crescer
Que sabe que estar perto não te deixa esmorecer
Gente que você confia que irá te levantar quando estiver frágil
Que não irá te abandonar quando já não for tão ágil
Gente que Deus enviou para que nunca se sentisse sozinho
E que pudessem se cuidar com amor e carinho…
Gente que você ama, que faz a vida ser leve…e feliz…
Alda M S Santos
O PREÇO
Qual o preço que se paga?
Por cada tristeza, pela boca amarga
Pelo peso nas costas, cansativa carga
Pelo viver sempre correndo, acelerado
Ou por tantas vezes se sentir estacionado?
Qual o preço que cobram da gente?
Por ser fiel à sua essência, ter autenticidade
Por seguir o próprio caminho com naturalidade
Por não comprar brigas desnecessárias
Por não saber quem são seus párias?
Qual o preço que se paga?
Por acreditar num mundo bom, por ser Polyana
Pela fé num mundo que muitas vezes engana
Por fazer o jogo do feliz e do contente
E ignorar o que falam da gente?
Qual o preço que cobram da gente?
Tudo por aqui tem seu preço
Nem sempre teremos por ele algum apreço
Mas vale mesmo é buscar o que tem valor
E isso, não há quem tire da gente…
Alda M S Santos
CURA DE AMOR
Ele é nossa cura, nossa profilaxia
Sabe onde dói, onde fere ou angustia
Ele é o remédio para todo mal
Com Ele o tratamento é universal
É preciso boa dosagem para melhor ação
Não existe qualquer contraindicação
Dê tempo para a medicação agir
Sinta o poder do Alto nesse momento intervir
Ele disse que nunca estaríamos sozinhos
Que nos carregaria nos difíceis caminhos
Ter fé que tudo está onde ele mandou
Aproveitar as lições, tudo aquilo que ensinou
Bom lembrar que quando estendo a mão
Elevo os olhos ao alto, faço minha oração
Acelero o processo quando ajudo meu irmão
E nessa cura de amor, ofereço meu coração
Alda M S Santos
MUITO A AGRADECER
Minha dor é só minha, é pessoal
Meu modo de lidar com ela é individual
Não posso fugir delas, posso enfrentá-las
Do meu jeitinho, chorando baixinho
Debaixo do cobertor macio e quentinho
Ou lá fora em busca de energia e luz
Ou do voo e canto de um passarinho
No meu tempo, à mercê dos contratempos
Vou me fortalecendo e aprendendo
Posso escolher quem eu quero comigo
Onde estarão a compreensão e abrigo
Na hora certa, ainda que pareça incerta
Encontrarei a natureza brotando em mim
E ela é forte, se renova, se refaz
Tal qual fênix ressurgindo das cinzas…
Me ajuda quem me ouve e ampara
E não me julga, apressa, exige ou repara
Saber que tem alguém ali nos longos caminhos
É a certeza que a dor que espeta hoje
Pode ser a flor perfumada ao amanhecer
Certamente nesse vai e vem da vida
Terei muito a aprender e agradecer…
Alda M S Santos
POR AÍ…
Ando por aí…
Ora concentrada, absorta
Ora distraída, dispersa
Atenta ao que parece não importar
Mas, na verdade, quero a todos motivar
Ando por aí…
Notando cores, construções, edificações
Percebendo também destroços, demolições
Ando por aí…
Tentando parear com quem caminha só
Buscando direcionar o passo de quem parece perdido
Ando por aí…
Levando abraços, sorrisos, um pouco de fé e esperança
Porque nessa vida o que mais pesa na balança
O que mais nos trará valor positivo
É aquilo que de nós foi amor, foi abrigo
Ando por aí…
Alda M S Santos
DA COR QUE A GENTE PINTA
Verde, vermelho, amarelo ou azul
A vida tem a cor que a gente pinta
Roxo, branco, preto ou laranja
Cinzenta ou multicolorida, talvez a gente a sinta
Se as cores que recebermos não forem suficientes
Vamos misturar, agitar, novas cores criar
Como as crianças dizem “quero de todas as cores” pintar
Vamos escolher melhor nossas paletas
Um jardim de muitas flores em várias facetas
E tingir nosso céu de azul anil
Nosso chão de marrom terra infantil
Nossas emoções de delicada violeta
Nossas lágrimas de clara magenta
Nosso sorriso de dourado amizade
Nossa esperança de verde solidariedade
Nosso amor de vermelho forte, vibrante
Nossas dores de amarelo calmante
Nossa alma furta-cor, multicor
Fazer do nosso e do mundo à nossa volta uma tela abstrata, repleta de amor
E quando tudo cinzento e tempestuoso parecer
Um arco-íris no céu de nossas emoções iremos fazer
Onde todos possamos nosso pote de ouro buscar
E o tesouro brilhante e valioso de uma vida em paz encontrar!
Alda M S Santos
ARCO-ÍRIS SEMPRE VEM
Não posso garantir que não haverá tempestades
Ela vêm, mas sempre vão, não por maldade
Posso lembrar que sempre terá arco-íris também
(In)felizmente eles com certeza vão e vêm
Prometo estar contigo enquanto chover
Raios e trovões antecipando o anoitecer
Garanto um abraço carinhoso e apertado
Enquanto aguardamos o arco-íris lado a lado
Não posso fazer a chuva parar
Tampouco impedir a lágrima de rolar
Mas posso oferecer meu doce carinhar
E quando a chuva também permitir
Podemos nela dançar, com leveza curtir
Tudo Deus sabe, aguardemos o porvir
Alda M S Santos
SOMOS TODOS POESIA
Em nosso caminhar do dia a dia
Tristes, felizes, falantes ou calados
Tranquilos, afoitos, solitários ou acompanhados
Somos todos poesia…
Carentes, completos, amantes ou amados
Profundos ou superficiais, intensos nessa louca travessia
Juntos, separados, magoados ou abandonados
Somos todos poesia…
Doentes, sadios, loucos ou apaixonados
Sentados no caminho, subindo numa árvore, seguindo ou parados
Lutando por uma fantasia ou sofrendo de paralisia
Somos todos poesia…
Poesia aberta a quem possa apreciá-la
Poesia que carece de alguém que a leia, que a sinta
E possa transformar nosso avesso em versos
Que organize nossa confusão em rimas
E que faça de nós um poema, sua maior obra-prima
Somos todos poesia…
Alda M S Santos
ACHO QUE FOI DEUS
Acho que foi Deus que mandou o céu azul
Também as nuvens de algodão ou a densa escuridão
Foi Deus que mandou a tela branca para eu pintar
Mas me deu a lua e as cores para eu poder brincar
Acho que foi Deus que mandou toda a natureza
Tanto encanto, sutileza e beleza
Acho que foi Deus que me colocou exatamente nesse lugar
Ele tinha um propósito para meu caminhar
Acho que foi Deus que fez tudo que há
Mas ele está junto, afasta da gente as coisas más
Foi ele que nos deu todos os sentidos,
Para sermos para nós mesmos bons abrigos
Acho que foi Deus que me permitiu cada companhia
Cada um do meu caminho para aprendizado e alegria
Ele quis me mostrar que está sempre comigo
Brilha e me aquece através de cada olhar doce de um amigo
Acho que foi Deus…
Alda M S Santos
QUEM MORRE E QUEM VIVE?
Quem morre e quem vive
Quem não recebe um sorriso ou quem nem o oferece?
Quem morre e quem vive
Quem dedica-se ao trabalho que não gosta procurando apreciá-lo, ou quem o suporta?
Quem morre e quem vive
Quem viaja pela imaginação ou quem fica no chão por medo de voar?
Quem morre e quem vive
Quem aspira o perfume de uma rosa ou quem a evita por medo de insetos?
Quem morre e quem vive
Quem mergulha fundo em busca das pérolas ou quem se conforma com a impossibilidade de obtê-las?
Quem morre e quem vive
Quem planta e não colhe ou quem sequer planta?
Quem morre e quem vive
Quem ama e se arrisca a chorar ou quem sequer ama?
Quem morre?
Quem vive?
Quem?
Aos poucos vamos vivendo,
Aos poucos vamos morrendo…
Alda M S Santos
RE(ENCONTROS)
Fico encantada com os (re)encontros que a vida permite
Aqueles que você pensa: teve a mão de Deus aqui
Não é simples coincidência, é Jesuscidência
Reencontros de almas, de outras fases desse existir
Ou até mesmo de outras eras, vale investir
Parece que a vida tem um belo propósito por aqui
A Terra vai girando e tudo se encaixando
Como uma grande nave girando no espaço sideral
Em cada lugar ou momento vai possibilitando algo especial
Encontros que irão fazer a diferença na vida de alguém
Alguns curtos, outros longos, se eternizando também
Cada pessoa que a vida me permite encontrar
Aprender, ensinar, trocar, amar
Procuro refletir; não existe coincidência ou acaso
Quero aproveitar o que puder, não sei qual o prazo
Uma coisa é certa: a vida se encarrega de unir
Aquilo que tem algo bom para juntos construir
Por alguns momentos ou por todo o existir
Alda M S Santos
NINGUÉM ROUBA DE NÓS
O bem estar de saber-se num bom caminho
A satisfação de poder ajudar, doar carinho
A coragem de nas lágrimas nos aliviar
A capacidade de aprender com as falhas e recomeçar
Ninguém rouba de nós…
A saudade de um tempo bom, de alguém
Um passado de dores e amores, sem dever ninguém
A humildade de conseguir pedir perdão
A esperança de um amanhã com mais união
Ninguém rouba de nós…
A indignação diante de uma injustiça com alguém
A hombridade em nada ter tirado de ninguém
A liberdade de poder escolher companhia ou solidão
A felicidade que há em amar um irmão
Ninguém rouba de nós…
A honestidade de nunca deixar ninguém para trás
A serenidade de uma alma criança, em paz
A crença num Deus de amor, nossa fé
A delícia de ser quem se é…
Ninguém rouba de nós…
Só se a gente deixar que o façam …
Alda M S Santos
VIAJAR
Aquele desejo constante de ir para algum lugar
Fazer as malas e por aí poder viajar
Qual seria pra você um canto alegre pra pousar
Até onde vai seu querer, seu imaginar?
Algum lugar que tenha praia e sol
Ou pode ter chuva fininha, um farol
Gostaria de cachoeira, mata bela e densa
Será que o viver sempre compensa?
O transporte pode ser por ar, água ou chão
O que vale é o que leva no coração
Nas ruas da cidade ou noutro hemisfério
Ir desvendando aos poucos por aqui o mistério
Viajar para qualquer lugar, não como fuga
Em passos de lebre ou de tartaruga
Importante é levar a si mesmo nesse passeio
Satisfazer qualquer desejo ou anseio
Vamos viajar?
Alda M S Santos
O SOL BRILHA PARA TODOS
No céu, no mar, na terra
Há espaço para todos
Aviões bimotores, helicópteros, teco-tecos, supersônicos
A enfrentar os ventos no céu
Barquinhos a vela, lanchas, escunas, navios e grandes veleiros
A navegar em águas calmas ou bravias
Bicicletas, motocicletas, carros, caminhões e ônibus
A trafegar no solo firme debaixo de nossos pés
O espaço, democrático, abriga a todos
Nossos corações também deveriam ser assim
Forte como o céu, a água ou a terra
Não excluir nada ou ninguém a priori
Elástico, deveria caber a todos que quisessem entrar e fazer dele sua morada
Como o sol que sempre brilha para todos
No céu, no mar, na terra…
Alda M S Santos
UM ESCRITOR, UM POETA…
Uma semente, um broto, uma ideia
Sob o sol ou a lua uma bela panaceia
É dor, é lágrima, é sorriso, é cura
É catarse, é entrega, é sentimento que perdura
Pulsa na mente uma forte inspiração
Aliada a uma extrema admiração
Pelas letras, pelas palavras, uma certa solidão
Se juntar a isso uma alma recheada de emoção
Estão aí os ingredientes para o escritor
O poeta que deixa nos versos seu amor
Pela vida, pela natureza, pela criação
Ele dá voz ao silêncio que grita
Sacode os movimentos internos, ele agita
Se perguntado como isso acontece
Não sabe responder, só sabe que padece
Dessa vontade de colocar tudo para fora
No papel, na tela, o que o faz vivo antes de ir embora
É um modo bonito de se eternizar
Deixando por aqui suas marcas, seu jeito de ser e amar
Alda M S Santos
CAOS DOS ESCRITORES
Textos, poemas, histórias…
Para muitos pode parecer um monte de palavras amontoadas e sem sentido
Para outros pode transparecer sentimentos confusos e caóticos,
Mas para o escritor, escrever é organizar o próprio caos.
Quem entende essa complexidade de vida em modo literário
Adentra a alma do escritor
E costuma querer ficar ali.
Localizar-se, identificar-se naquele aparente caos
E fazer daquele espaço a sua morada,
Sua própria organização.
Assim, escritor e leitor se interdependem,
Quase se tornam um,
E fazem desse mundo um lugar um pouquinho melhor de se viver…
Alda M S Santos
AUTENTICIDADE
Gosto de gente autêntica, de verdade
Que erra, que acerta, que falha, não julga
Pois aqui estamos em busca de felicidade
Os caminhos construídos não nos subjugam
Ser amor, ser afeto, ser amizade, dedicação
Exige de nós sabedoria e bondade de coração
A diferença não nos tira a humanidade
Enaltece, enriquece, se for nossa naturalidade
Cada qual em seu caminho, suas trilhas
Se for de verdade, se houver partilha
Haverá crescimento em diferentes cartilhas
Sensibilidade no trato mostra nobreza
Aceitação das adversidades é a certeza
De que em toda evolução há grandeza
Alda M S Santos
DEFINA SAUDADE!
Algo tão fácil de sentir, tão difícil definir
Seria uma dor, uma ausência, uma dormência?
Um lugar onde a alma ficou, quer voltar
E o corpo sabe que não haverá lugar?
Saudade de algo imaginado e sonhado
Que já deixou de ser planejado
Mas ainda causa aquela nostalgia
Será que um dia traria alegria?
Seria aquela ausência sempre presente
Um vazio que não se preenche, excludente
Seria a vontade chegando de assalto
Em busca de um propósito do alto?
Lá na infância um desejo de passear
Na adolescência poder o coração apaziguar
Aqueles momentos de cansaço e magia
Como vivemos com força e alegria?
Será que pode ser um arrependimento
Por algo que não houve desprendimento
Um excessivo peso ou apego
Àquilo que sempre foi desassossego?
Seria uma análise ou compreensão
Da dor, do medo, da falta, um perdão
Um olhar mais maduro e apurado
O viver passado a limpo, alinhado?
Afinal, saudade é ruim ou é boa?
Vale a pena dar corda quando a mente povoa
Momentos em que o corpo não acompanha
A alma que noutro tempo se assanha?
Defina saudade!
Alda M S Santos
SER OBRA DE ARTE
Ah, você é uma pessoa que transmite felicidade!
Quantas vezes ouvimos afirmações assim com amabilidade
Bom saber que se passa ao mundo essa impressão
Todos precisamos de um pouquinho de motivação
Mas não há quem seja todo o tempo totalmente feliz
Independente do que se parece, do que se diz
Lá no fundo sempre há alguma dor ou inquietação
Algo que gostaria de rasgar, reescrever, ser a solução
Vontade de apagar o que parece feio e borrado
O que machuca a humanidade ser descartado
Tanta coisa que nos deixa questionamentos
Como diminuir para todos os sofrimentos?
Reeditar a fé num poder forte e superior
Abraçar a simplicidade, ser colo, ser cobertor
Ver o potencial de amor de cada ser humano
Ser obra de arte, desenhar sorrisos nesse plano
Alda M S Santos
VAMOS TRANSFORMAR O MUNDO
Vamos transformar esse mundo frio
Aquecendo cada coração carente que se aproximar
Vamos transformar esse mundo amargo
Sendo sorriso para cada cara amarrada que encontrar
Vamos transformar esse mundo sério, tolo e feio
Sendo brincadeira, sendo criança, sendo alegria
Vamos transformar esse mundo individualista
Sendo abraço, sendo colo a cada olhar opaco que baixar
Vamos transformar esse mundo faminto
Oferecendo o que pudermos para alimentar
Vamos transformar esse mundo doente da alma
Sendo a paz, a serenidade e a luz para curar
Vamos transformar esse mundo injusto
Sendo a mão que tenta as diferenças equalizar
Vamos transformar esse mundo incrédulo
Sendo a fé e o amor divino a quem precisar
Vamos transformar esse mundo de tanta angústia e dor
Sendo o bálsamo calmante e apaziguador
Vamos transformar esse mundo, sim
Como?
Pelo exemplo, pelo contágio, pelo amor
Devagarzinho, um ser humano de cada vez…
Alda M S Santos
UMA CARTA PARA MIM
Quero escrever uma carta para mim
Para que eu possa abri-la numa outra vida
Mesmo que não seja possível saber que eu mesma que enviei
Mas de um modo que eu acredite que deverei confiar
Uma carta para me alertar
De caminhos que não levam a lugar nenhum
De estradas que levam a buracos difíceis de sair
De brilhos que não são do olhar, não são duradouros
De luzes da ribalta que acabam nos cegando
Das pessoas que são anjos enviados e precisam ser ouvidas
De outras pessoas que ficarão por um tempo
Mas que não têm desejo de se eternizar em nós
Daquelas pessoas que serão praticamente partes essenciais de nós
Do amor que chega devagar, suave e para o qual podemos abrir as portas sem medos
Das trilhas que me afastam dEle
De como identificar quem e o que realmente importa na vida…
Uma carta que possa alertar a mim
E a quem puder dela se beneficiar
Para que possam aproveitar melhor o tempo por aqui
Viver, ser feliz, amar, evoluir
Antes que ela esteja muito perto do fim…
Apenas um alerta de amiga…
Alda M S Santos
NÃO COMBINAM
Há coisas que não se encaixam, não combinam
É preciso esforço para ver se se acertam
Praia e chuva pedem uma dose extra de coragem
Lua e estrelas sem um amor parecem bobagem
Cachoeiras e rios que não chegam ao mar são desperdício
Ausência de humor, muita pirraça são na vida mau indício
Sol sem alegria, sem animação é bobagem
O vento que não leva o negativo é só friagem
Vitória com preguiça é embromação
Amizade com mentira é decepção
Amor sem parceria, com mentira é solidão
Gaiolas e asas são um insulto à liberdade
Sorriso que não chega aos olhos é falsidade
Amor sem acolhimento, não é alimento, não é de verdade
Alda M S Santos
VOCÊ TEM UM AMIGO?
Você tem um bom amigo, não só colega
Aquele cuja conexão ímpar não nega
Não nasceu na família por ironia do destino
Um amor simples e belo, aceita os desatinos
Se tens um amigo assim nunca estará sozinho
Serão leves as alegrias e percalços do caminho
Amigos são jardins que florescem na alma da gente
Lembrando a todo tempo que Deus se faz presente
Alda M S Santos
AMIGOS…
Amigos,
O jeitinho especial de Deus dizer que não estamos sozinhos
São anjos enviados por Ele nos momentos mais diversos
Que nos trazem a palavra de conforto, um sorriso
Um abraço, um olhar, um carinho, um alerta
São a leveza quando tudo está pesado
A brisa suave quando o calor tá de matar
O cobertor quando o frio tá de congelar
São a companhia nas festas ou na solidão
Riem juntos, choram também
São um lar quando o sentimento é de desabrigo
São confidentes, são ouvidos, são amor
Aquele amor especial que se eterniza…
Amigos,
O jeitinho especial de Deus dizer que não estamos sozinhos…
Meu amor a todos vocês!
Alda M S Santos
DIA DOS AMIGOS
Há amigos de todo tipo na vida da gente
Amigos que a família nos dá
Amigos que a igreja nos traz
Amigos de escola, de trabalho
Amigos da juventude, amigos de amigos
Amigos que puxam orelhas, que abraçam
Amigos que são sintonia, magia, sinergia
Amigos tranquilos e serenos, são paz
Amigos crianças, adultos e idosos
Amigos virtuais, amigos de farra
Amigos de gostos comuns ou nem tanto
Amigos da magia, da viagem, da poesia
Amigos que vão embora e deixam um buraco vazio
Uma saudade danada na alma da gente
Amigos de segredos, de troca, de tempos idos
Amigos que são abrigo, consolo, aconchego
Amigos de altas e gostosas risadas
Amigos que riem juntos das próprias misérias
Amigos que são palavras encorajadoras na dor
Que enxugam nossas lágrimas, que brigam por nós
Principalmente amigos que amam por nós, que lutam para estar conosco
Amigos que nos protegem a despeito de si mesmos
Amigos de longe e de perto
Amigos que são amigos quando nem nós mesmos nos aguentamos
Amigos/namorados/casados eternizados no carinho
Amigos que são uma trilha de amor
Até o coração da gente…
Há amigos de todo tipo
Só não há ex-amigo!
Uma vez amigo, para sempre amigo…
Amo todos vocês meus amigos de todas as épocas
De longe ou de perto, da infância, da juventude, da maturidade, para sempre…
Alda M S Santos
CERTEZAS
Por aqui vamos acumulando certezas
Parece que isso nos dá mais segurança
Ignoramos que são aquelas incertezas
Que nos instigam a evoluir, a virar a mesa
Certeza do que é adequado ou não
Daquilo que nos leva para a contramão
Isso é bom, acreditar na própria intuição
A vida é bem cheia de dúvida, de senão
O que não é válido é no outro querer incutir
A certeza que eu conquistei para meu evoluir
Cada qual tem seu tempo, seu espaço
Suas lutas diárias, seu próprio compasso
Aquela certeza que se conquista sozinho
Tem mais força e luz no caminho
A única certeza válida é que elas podem mudar
Vou seguindo aberta para aprender e continuar
Alda M S Santos
DÓI
Dói não acreditar quase em nada
Também dói investir em canoa furada
Dói se espetar no espinho da rosa, machuca
Dói mais ainda não ter uma roseira, vida maluca
Dói sofrer por um amor não correspondido
Mais doloroso é não amar, é tempo perdido
Dói ver o mundo com tanta desumanidade
E que ainda não aprendemos a viver com dignidade
Dói não realizar os sonhos, os desejos
Dói mais ainda já não sonhar com abraços e beijos
Dói ver por aqui tanta indiferença e desigualdade
E por mais que se faça, não amenizar essa realidade
Viver é por vezes pesado e doloroso
Mas não desistir faz o mundo mais prazeroso
Amar, amar, se doar é o único caminho
Para doer menos, não se sentir inútil e sozinho
Alda M S Santos
MELHOR LUGAR
Se te perguntassem um lugar
Onde gostaria de sempre estar
E nada seria capaz de te afastar de lá
Como seria para você esse lugar?
Teria sol ou chuva, ou tanto faz
Mata ou asfalto, rural ou urbano
Sob estrelas ou um teto iluminado
Quem gostaria que estivesse ao seu lado?
Nesse lugar valeria o espaço físico, o exterior
Ou importaria mais o que tem no interior
Lá fora teria influência no que traz cá dentro
Ou importa mesmo o que traz no pensamento?
Gosto muito de mata, de água, do natural
Prefiro a simplicidade, ativa o emocional
Mas a companhia faz o melhor lugar
A começar pela minha, saúde, paz e bem-estar
Alda M S Santos