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perdas e ganhos

Quem disse que palhaços não choram?

QUEM DISSE QUE PALHAÇOS NÃO CHORAM?

Que dizer a uma pessoa que perde alguém querido?

Que dizer a uma mãe que perde o filho jovem tragicamente,

Uma amiga Carinhóloga, doce, engraçada, divertida e solidária?

Que dizer? O de sempre nessas ocasiões?

Que eles não mereciam, que não parece certo, que não é certo!

Que ele agora está com o Pai, que aos poucos ela aprenderá a lidar com a saudade?

Que Deus sabe o que faz, que a vida é assim mesmo, que tem direito de chorar?

Que deve ser forte e confiar nos desígnios do Alto?

Parece tudo vazio por ser verdadeiro, mas nada trazer alento…

Que dizer? Tudo isso? Nada disso?

Que imaginamos a dor, mas que não temos o poder de tirá-la com as mãos?

Que mães não têm poder de segurar a vida do filho

Quando o Pai o chama de volta?

Quem disse que palhaços não choram?

Que fazer para o sorriso voltar a brilhar?

Não sabemos! Não sei!

Podemos te abraçar, te beijar, dar carinho, chorar e orar junto.

Estar disponíveis, ser colo, ser ombro, ser alma afim,

Ser irmãos, enfim.

E aguardar juntos a dor arrefecer…

Somos todos pequenos, impotentes,

Mas, estou aqui, estamos aqui!

Conte conosco,somos palhaços Carinhólogos

Nos sorrisos, nas lágrimas, nos abraços…

Alda M S Santos

#carinhologos

Perdas e ganhos

PERDAS E GANHOS

Uma vida, qualquer uma, é cheia de perdas

E acabamos nos acostumando a elas

Perdemos as chaves, os óculos, dinheiro, documentos

Perdemos o emprego, o viço, a energia

Perdemos amigos, familiares, amores

Perdemos a noção do certo e do errado, do bem e do mal

Fazendo com os outros o que não gostaríamos que fizessem conosco

Perdemos a saúde, a ilusão, a juventude, a fé na humanidade

Perdemos o tempo enquanto torcemos para que ele passe logo…

Quando estamos prestes a nos perder de nós mesmos

Quando ferimos nossa própria essência

Quando não percebemos que cobramos dos outros mudanças que deveriam ser nossas

Quando “sentamos em nossos próprios rabos e puxamos os rabos alheios”, como diria minha avó

Nós passamos a buscar no olhar do outro aquilo que tememos não ver mais em nós

Ou aquilo que precisamos para nos reafirmar e não vemos mais tão claramente em nossos espelhos

Toda e qualquer perda pode ser danosa ou proveitosa

Mas nada é tão desastroso e tão cruel

Quanto a perda da fé em nós mesmos

E da consciência de pouco fazer para melhorar nossas vidas e do próximo

Da nossa capacidade e esperança de gerar mudanças

A perda da sensibilidade de ver no outro, nas suas diferenças

Um ser humano como nós, que erra e acerta, perde e ganha

O bem e o mal nascem primeiro em cada coração como pequeno broto

Somos nós que os irrigamos, alimentamos e os trazemos à luz, às sombras ou à escuridão

Ele é nosso alimento diário

Ganhamos quando fazemos das perdas um grande aprendizado…

Aprendemos com elas quando cuidamos para não causar mais perdas para nós ou para os outros…

Alda M S Santos

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