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poemas e reflexões da vida cotidiana

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olhar

Nunca, nunca!

NUNCA, NUNCA!

Quisera ter conseguido olhar o mundo de outrora
Com o olhar que consigo obter agora
Será que faria sentido, acertaria, daria muito fora
Ou me cansaria e naquela época teria ido embora?

Um olhar mais terno e paciente
Menos julgador, mais complacente
Caberia cá e lá, não seria meio limitante
Talvez lá fosse preciso algo mais impressionante!

Hoje tudo já tem a paz de algo construído
Ontem foi necessário conquistar, tempo investido
A energia de saber que se tem a vida pela frente
Não é a mesma de ver o tempo decrescente

Do olhar de hoje eu levaria a convicção
De que tudo deve ser feito com emoção
Não guardar mágoa, usar bem a razão
E nunca, nunca deixar de seguir o coração

Alda M S Santos

Olhar sem vergonha

OLHAR SEM VERGONHA
Há olhos e olhos, modos e modos de enxergar
Já não notamos aquela nuvem que se modela,
A sombra engraçada à nossa frente
As flores viçosas naquele jardim na calçada cimentada
Um casal idoso de mãos dadas
Os olhares opacos de quem passa, o mendigo à margem
A pessoa ao nosso lado, as rugas no rosto de nossos pais
Se um observador atento diz “que lindo o dia”
Ainda pensamos, às vezes, “onde, tá louco”?
Sequer olhamos nosso próprio rosto!
Nosso olhar não se fixa mais, exceto no vazio.
Ou para recriminar e fazer críticas negativas
O feio está cada dia mais feio,
E o bonito tornou-se corriqueiro.
Acredito que precisamos “deseducar” nosso olhar,
Afastar a superficialidade, o ver sem ver.
Olhar sem vergonhas, sem princípios,
Sem direções, sem tutoriais, sem vícios.
Precisamos olhar com olhos infantis, olhos puros,
Olhos fixos, profundos e deslumbrados…
Olhos que descobrem, desvendam, olhos da alma.
Só assim, o muito visto, se nos apresentará como novo…
E encontraremos beleza em todos os cantos e recantos.
Alda M S Santos

No fundo de um olhar

NO FUNDO DE UM OLHAR

Atravessar a grossa camada de gelo que o separa do mundo

Passar pela névoa densa que o protege, deixando-o opaco e sem brilho

Mergulhar na espessa, escura e profunda liquidez

No fundo de um olhar

E lá ficar…

Sondar espaços e ambientes, enxergar nesgas de luz

Buscar um novo ângulo, nova perspectiva, nova compreensão

Estender a mão, o abraço, um amasso, o perdão

No fundo de um olhar

Arriscando não mais voltar…

Perder-se em obscuridades e labirintos confusos

Vencendo saudades, medos, culpas e inseguranças

Reconstruir trilhas desfeitas, derrubadas

No fundo de um olhar

E novamente se encontrar…

Trazer à luz a paz retida no fundo da alma

Abrir as persianas que sombreiam a retina

Iluminar o verde da esperança que Ele nos dá

No fundo de um olhar

Resgatar a alegria

Fazê-lo novamente brilhar!

Alda M S Santos

Tudo depende do nosso olhar

TUDO DEPENDE DO NOSSO OLHAR

Como alguém nos parece, feio ou bonito?
O que nosso amigo diz é chato ou instigante?
Aquele colega é proativo ou aparecido?
O trabalho é cansativo ou produtivo?
O amor que se vive nos anima ou nos maltrata?
Se tudo parece triste e desanimador…
O problema pode estar em nosso olhar.
Sim! É ele que dá vida, beleza e valor ao que está fora de nós.
O nosso olhar carrega significado para aquilo que apreciamos ou não.
Tentar olhar com amor, ou ao menos sem tanto desgosto, para alguém ou algo que não nos agrada pode melhorar nosso dia.
Quando algo parecer ruim, pensemos: não estou com um olhar “armado” demais sobre isso?
Mudar o nosso olhar pode fazer toda a diferença! Um bom olhar transforma uma imagem inóspita numa paisagem dos sonhos.
Se não der certo, o máximo que pode acontecer é vermos mais coisas belas por aí!
Alda M S Santos

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