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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Ser professora

SER PROFESSORA

Nessa vida só se faz bem aquilo que se faz com prazer, com amor, com paixão. Vale para a vida pessoal, vale para a vida profissional.

Claro que há o compromisso, o profissionalismo, a responsabilidade. Isso é importante em qualquer profissão. Mas o diferencial quem dá é a paixão.

Algumas profissões vão exigir esse envolvimento mais que outras. Aquelas que lidam com vidas, no caso do magistério, vidas em formação, é uma delas.

Não quero nem tocar aqui nas questões de valorização da classe, investimento em formação, recursos financeiros e tantos outros problemas que todos sabemos. 

Falo sobre o profissional! 

Magistério é uma profissão que exige vocação. É ela que gera a paixão, o prazer de ensinar, de despertar o gosto pelo conhecimento, de ver a satisfação do aluno ao aprender, de contribuir com sua formação pessoal, cultural e moral. 

O professor não se desliga de sua turma quando vai para casa. Não tem como deixá-los para trás. Leva consigo suas histórias, suas dificuldades. Em todo o tempo pensa numa maneira de atingir aquele que está alheio, à parte. 

O crucial e que faz toda a diferença, que separa o bom professor dos demais, é que ele sabe e gosta de criar uma relação de afeição com o aluno. Criança aprende muito mais fácil quando gosta de seu mestre.

Nesse dia dedicado aos mestres, minha profissão há quase 27 anos, tenho três desejos. 

Primeiro, que quem não tem vocação ou paixão pelo ensino, que busque outra profissão. 

Segundo, que todos os meus colegas da área mantenham a paixão em meio às adversidades. 

E, por último, que eu possa sempre marcar positivamente a vida de meus pequenos alunos.

Parabéns a todos nós e que Deus nos abençoe!  

Alda M S Santos

O Sol está em nós

O SOL ESTÁ EM NÓS

 Ainda que tudo pareça nublado, frio, triste, o Sol está lá! Desistir, se apagar não é uma opção! 

Desde que o mundo é mundo vivemos em crises: políticas, religiosas, financeiras, territoriais, culturais, existenciais, emocionais, de caráter… 

Esperar o fim delas para fazer algo produtivo por nós mesmos e pelos outros não deveria ser uma opção! 

Muitos sabem extrair algo de bom das adversidades, até as aproveitam como combustível para mover o motor da vida, enfrentam a revolta e tristeza geradas de tais crises com mais amor, compreensão e atitudes positivas. Acendem, mesmo com dificuldade, o sol dentro de si. 

Em tempos de crise é que nós, humanos, devemos nos mostrar melhores… 

Não é fácil! Não, mesmo! A vontade de chutar o balde é grande. De se esconder dentro de si mesmo, idem. 

Porém, a parte que nos cabe em tais momentos é ilimitada! 

Grandes coisas foram criadas em tempos de crises, qualquer que tenha sido. A possibilidade de evolução espiritual e emocional é gigante. Para nós e para os que de nós se aproximarem. 

Que passe logo! E que Deus nos ajude a nos ajudarmos. 

Alda M S Santos

Balanços da vida

BALANÇOS DA VIDA
Não há quem não se encante com um balanço, uma gangorra. Eles nos remetem à infância, a brincadeiras, sorrisos, amigos, frio na barriga.
Os melhores são aqueles de madeira e corda amarrados numa árvore bem alta num quintal de terra batida. Se não for possível, um de ferro numa praça urbana também é válido.
A cada ir e vir da gangorra a árvore chia, folhas caem, pássaros revoam, a gente geme e gargalha. Por vezes, um amigo empurra.
Vejo nossa vida assim: um grande balanço.
Ora estamos no alto, ora embaixo, outra vez no alto…
Algumas vezes estamos sós, muitas vezes acompanhados. Tantas vezes precisamos de um empurrãozinho amigo para nos manter no ar!
Nisso consiste o viver. Derrubaremos folhas, afastaremos pássaros, faremos nossa árvore chiar, atrairemos amigos querendo brincar, amores para balançar junto, teremos muitos gemidos e gargalhadas, de prazer ou dor.
Só altos ou só baixos não é gangorra. Balanço não foi feito para ficar parado.
Quando a inércia, a letargia ou apatia quiserem de nós se apossar, além de um simples momento de descanso, devemos nos lembrar que balanço bom é o que está em constante movimento.
Portanto, inclinemo-nos para trás, estiquemos as pernas, olhemos para o alto, fechemos os olhos, se preferirmos…
A emoção toda consiste em balançar-se, sorrir, gritar e se entregar!
Alda M S Santos

Nosso Jardim

NOSSO JARDIM
Quando não conseguir enxergar a beleza ao seu redor, procure-a, primeiro, em seu interior.
Ainda que não a sinta, não a veja.
Entre, sente-se em seu jardim íntimo, retire as folhas secas, afofe a terra, mude algumas flores de lugar, pode alguns galhos, retire as ervas daninhas, regue, acaricie… Reaproveite a terra, misture-a com as folhas velhas que virarão húmus.
Quase nada se perde em nosso jardim íntimo!
Abra espaço para pássaros, beija-flores e joaninhas.
Não se preocupe com as lagartas, elas logo serão lindas borboletas!
Ame! O jardim de sua alma é miniatura do jardim do mundo!
Quando seu jardim secreto estiver bem cuidado, você abrirá espaço para os encantos dos outros e conseguirá admirar o grande jardim da Criação que o cerca!
Alda M S Santos
Bom diaaa!

Há receitas?

HÁ RECEITAS?

Para estar de bem com a vida
Não há receitas, não há tutoriais.
Cada pessoa exige ingredientes diferentes
O “ponto” de cada massa é diverso
O tempo que se leva para “assar” é variável
Mas há ingredientes que são unanimidade:
Boas companhias, um lugar agradável e Deus.

Alda M S Santos

Entrega

ENTREGA

Todos precisamos de ajuda,

De apoio, de alianças,

De confiança, de auto-confiança,

De entrega, de vida!

A natureza nos ensina.

Sempre. Só observar!

Boa noite!

Alda M S Santos

 

 

Quando tive saudades

QUANDO TIVE SAUDADES

Quando tive saudades, teu canto ficou mais harmônico e doce…
Quando tive saudades, teu cheiro foi mais forte e inebriante…
Quando tive saudades, teu gosto foi mais saboroso e suave.
Quando tive saudades, teu toque foi mais aveludado e macio.
Quando tive saudades, a beleza que emanas foi mais encantadora…
Quando tive saudades, com sentidos potencializados,
Eu a matei!
Alda M S Santos

Voos de amor

VOOS DE AMOR
Sentir-se amado é um prazer indescritível. Qualquer de nós sabe a sensação maravilhosa que é sentir-se cuidado e protegido pelo outro.
Sentimentos expressos num olhar que acaricia a alma, num abraço um pouco mais demorado que protege, num beijo que aquece o coração, num toque simples que diz “estou aqui”, em palavras que regam nossa emoção de satisfação.
Porém, amar o semelhante é grandioso! Ter esses atos de carinho para com o outro é inenarrável. O prazer de doar é maior e maravilhoso!
Contudo, o amor completo é aquele que goza da reciprocidade, cujas asas são completas. Só assim voar é possível. Uma asa só torna o amor fixo, não alça voos.
O amor do Pai muitas vezes é de uma asa só. Ele nos ama incondicionalmente e, tantas vezes, não retribuímos, ignoramos.
Ele se declara em cada ato de doação e proteção todo o tempo: “Ninguém te ama como Eu! Olhe pra cruz, essa é a Minha grande prova, ninguém te ama como Eu!
Quando descobrirmos a grandiosidade do voo de um amor completo, especialmente com Deus, seremos verdadeiramente felizes!
Bom diaaa!
Alda M S Santos

 

Trajetórias

TRAJETÓRIAS

O destino é o mesmo,

Mas são tantas as trajetórias…

Longas, curvas, cheias de atalhos,

Alegrias, lágrimas, dores, saudades.

Muitos obstáculos, emoções, lutas…

Pequenas vitórias, enormes tropeços, grandes amores…

Valiosas lições, aprendizados ricos

Nas nossas, especialmente nas trajetórias dos outros…

Muitos milagres, bênçãos sem fim.

Tantas vezes estamos nas trajetórias alheias!

Podemos ser o amor, o sorriso, a lágrima

A alegria, o obstáculo

A lição ou a maior emoção.

Que saibamos deixar marcas eternas e positivas nos corações daqueles que tocarmos!

Alda M S Santos

Mais ímãs, menos esponjas

MAIS ÍMÃS, MENOS ESPONJAS

Ao longo de nossas vidas, algumas vezes agimos como esponjas, outras vezes como ímãs.
Quando esponjas, absorvemos tudo à nossa volta, sem critério: sentimentos, lugares, situações e pessoas das mais variadas formas e tipos.
Quando ímãs, atraímos nossos afins, o que nos agrega, nos completa, nos realiza: sentimentos bons, pessoas encantadoras, lugares maravilhosos, situações agradáveis, ou seja, atraímos a luz e repelimos o que representa a tristeza, a escuridão.
A esponja logo, logo fica cheia, pesada e se arrasta, cai. Já o ímã, bem seletivo, se mantém intacto.
Cuidemos para ser mais ímãs do que esponjas em nossas vidas…
Bom diaaa!
Alda M S Santos

Do tamanho do meu desejo

DO TAMANHO DO MEU DESEJO
Sexta ou segunda-feira
Ensolarada ou chuvosa
Isso eu não escolho
Mas posso escolher a
Forma, a cor e o tamanho que ela terá
Posso optar pela alegria ou pela apatia
Pela simpatia ou pela antipatia
Pela coragem ou pelo desânimo
Debaixo do chuveiro quentinho
Deixo a água levar o que for negativo
E decido:
Hoje será maravilhoso!
Bom diaaaaa!
Alda M S Santos

Fênix: Em escala de cinza

FÊNIX- EM ESCALA DE CINZA

Quero pedir licença para ter meus dias cinzentos. Sem precisar explicar nada, falar nada. Simplesmente ficar em escala de cinza. Pelo tempo que quiser ou julgar necessário.

A natureza, sempre tão colorida, tem períodos de recolhimento, de seca. O Sol se põe e abre espaço para a escuridão da noite. O mar tem períodos de ressaca. A Lua tem a fase Nova. A terra tem períodos inférteis.

Nenhum deles tem que dar explicação. São aceitos como são!

Por que eu, uma simples mortal, tenho que justificar, esconder, disfarçar ou me envergonhar de meus dias cinzentos?

A Lua, O Sol, as estrelas, o mar, toda a natureza, têm seus momentos de brilho e opacidade, por que eu não posso?

Quero sentar num canto, invisível, chorar se quiser, dormir 24 horas seguidas, sequer me olhar no espelho. Apenas desligar de tudo e de todos. Ficar em modo de espera, em coma induzido. Acinzentar-me!

Agradeceria se não me enxergassem. Se me vissem, não me perguntassem nada. Se questionassem, aceitassem meu “tudo bem”.

Não ê grosseria ou ingratidão. É respeito próprio. Independente se minha tristeza ou dor é maior ou menor que a sua, é minha. Pra mim tem valor.

Sem piadinhas, por favor! Brigou com o marido? Dormiu comigo? Acabou a bateria? Vou ignorar, por educação.

Posso garantir que vai passar. Sou parte da natureza, mesmo pequena e mortal, eu me refaço. Como fênix, renasço das cinzas.

Prometo que quando os dias cinzentos forem seus, eu os presentearei com o mesmo respeito.

Agradeço os olhares coloridos e cinzentos que dirão silenciosos “estou aqui”. Eles me bastarão.

Alda M S Santos

Aprendendo a pescar 

APRENDENDO A PESCAR

Nossa vida é uma grande pescaria. Numa hora pegamos um peixe tão pequenino que, insatisfeitos ou compadecidos, o devolvemos ao rio.

Noutra, passamos um tempão na beira do lago, gastamos empenho e paciência para pescar um grandão e nos decepcionamos.

Há ainda as vezes em que sequer percebemos os peixes que, insistentes, mordem nossa isca, e os ignoramos.

Também existem aqueles que nos oferecem, gratuitamente, mas, orgulhosos, dispensamos.

Ter a paciência para esperar e identificar o peixe certo morder nossa isca é habilidade de poucos.

Saber qual peixe devolver ao rio, num ato “caridoso”, também!

Estar atento para não deixar passar em branco aqueles insistentes é importante. Pode ser o “peixe” de nossa vida!

Pescar é divertido, mas dispensar o peixe gratuito, salvo se não for de boa procedência, pode não ser muito inteligente.

Nessa grande pescaria que é a vida, as oportunidades, as pessoas, as situações, são os peixes. Somos apenas um entre milhões de pescadores. Todos queremos pescar!

O rio é grande, nem sempre limpo ou caudaloso, mas há peixes para todos que têm paciência e habilidade.

Devemos nos concentrar em nossa cesta e esquecer a cesta do pescador vizinho. Ela não melhorará nossa pescaria.

Finalmente, lembrar que também somos peixes pode ser muito útil na hora de pescar.

Qualquer dúvida, há grandes lições do maior pescador de almas que já houve: Jesus. Encontram-se num “manual” chamado Bíblia!

Boa pescaria a todos!

Alda M S Santos 

Espelhos da alma

ESPELHOS DA ALMA

Não existe nada mais cativante no ser humano que os olhos. Sem querer desfazer de um corpo bonito, um rosto de traços harmônicos, um coração bondoso, uma mente inteligente, uma alma elevada.

E não estou falando de sua anatomia, de sua beleza estética, formatos e cores. Refiro-me à sua capacidade expressiva. Não há olhos que mentem! Há olhos que tentam disfarçar, e isso já é expressivo.

Há olhares curiosos, alegres, que querem tudo perceber, sem se fixar. Deixam-nos à vontade. Há os distraídos, que observam aleatoriamente e se detêm apenas quando convém. São seletivos e nos pegam desprevenidos. Há ainda os atentos, sensíveis, que parecem invadir, tudo captam: pequenos detalhes, diferentes sentimentos, qualquer humor…

Se encontrarmos olhares atentos, fugir deles é impossível. Eles perceberão qualquer emoção que estiver ali. Não saberão a razão, mas reconhecerão a emoção, aquela disfarçada pelo sorriso ou forçada pelas lágrimas.

Notarão a ansiedade, a preocupação, a culpa, a tristeza, o medo, a decepção, a afobação… São olhos com uma camada de nebulosidade. Por vezes, úmidos.

Perceberão a alegria, a euforia, o prazer, a satisfação, a vitória. São olhos com brilho intenso, cores vivas, transparentes.

Captarão em alguns olhares a censura, a inveja, a raiva, a crítica, a cobrança, a avaliação, o julgamento. São olhares com ar de superioridade. Olham por cima.

Sentirão olhares carregados de desejo, admiração, atração, paixão. São olhos quentes, brilhantes, agitados, pidões.

Serão atraídos por olhares de compaixão, amor, carinho, solidariedade… São olhares doces, tranquilos, pacíficos.

Espelhos da alma, ou não, eles refletem o que se passa em nosso interior. Os dos homens costumam ser mais expressivos, talvez por serem mais focais. Os das mulheres costumam ser mais perceptivos, por serem mais periféricos. As crianças os têm claros, transparentes e cristalinos. É natural delas, não escolhem. São maravilhosos e cheios de expectativas. Os idosos já não querem mais esconder nada, seus olhos são quase tão expressivos quanto os das crianças. Por eles, deixam extravasar a emoção dos anos vividos. Sabem que não adianta esconder. Mergulhar nos olhos de um idoso é entender sua história: rica, bonita, carregada de alegrias, tristezas, frustraçōes e culpas. É como ler um livro.

E, entre crianças e idosos, estão os adultos que “aprenderam” a disfarçá-los. E vão vivendo acreditando enganar a todos sobre o que sentem. Até conseguem, muitas vezes, mas não os olhares atentos e sensíveis.

Mas o mais bonito e emocionante da vida é quando olhares perceptivos e expressivos se encontram em uma via dupla. Olhares atentos de ambos os lados se percebem, trocam sentimentos, energias, desejos, amor, carinho, amizade, paz, sonhos, esperança, tudo sem ser necessário trocar uma palavra sequer. Se olham, se entendem, se aproximam, se abraçam. Aqueles que dizemos que “o santo bateu”. Na verdade, os olhares bateram! As almas se encantaram.

Enfim, todos os olhares são lindos, em todos os olhares há uma poesia a ser lida, uma vida a ser descoberta. Olhar nos olhos não é para qualquer um. Olho no olho é para quem tem coragem!

Alda M S Santos

 

Alheia chuva

ALHEIA CHUVA

Lá fora ela cai constante, despretensiosa.

Sabe-se fundamental.

Alheia àqueles que não a apreciam.

Aumenta, diminui, lava, limpa, irriga…

Gera vida!

Leva consigo o que há pelo caminho.

Não escolhe beneficiários, atende a todos, sem exceção.

Tantos correm para não se molhar,

E eu, cá dentro, não recebo suas gotas na pele,

Mas na minha alma ela cai, penetra fundo.

Nostalgia, saudade, preguicinha boa,

Reflexão, oração, prazer…

Lá fora continua seu tamborilar, incontrolável.

Cá dentro, a certeza de nossa pequenez perante tal magnitude!

É infinita a gratidão por fazer parte disso tudo.

Alda M S Santos

Cais

CAIS
Toda embarcação, grande ou pequena, de carga ou passageiros, de trabalho ou passeio, necessita de cais. Um local em que possa atracar, aportar para carregar ou descarregar mercadorias ou passageiros, abastecer, realizar reparos, ou, simplesmente, descansar entre uma jornada e outra. As embarcações não foram feitas para viver atracadas todo o tempo, precisam sair da costa, enfrentar o mar, buscar novos ventos, cumprir sua jornada. Elas saem mais seguras quando têm o cais para retornar. A certeza de um porto que é seguro e confiável.
Nós somos como as embarcações. Estamos sempre em alto-mar: nossa vida, nossa jornada. Podemos, muitas vezes, navegar tranquilamente, baixar as velas, lançar âncora, relaxar. Porém, vezes sem conta enfrentaremos tempestades, ventos contrários, o breu da noite, icebergs, maremotos. Nessas horas, precisamos de nosso cais. Mas, e se ele estiver inacessível, distante, danificado ou ocupado? Perdemos o norte, navegamos sem rumo, arriscamos a causar danos à própria estrutura ou perda de carga.
Visando a auto-preservação, necessário é que tenhamos vários cais. Não podemos apostar todas as nossas fichas num único dado. Se tivermos um cais em cada porto, em qualquer lugar que estivermos, sejam quais forem os danos sofridos, teremos o conforto do cais para atracar.
Há pessoas que dizem “não vivo sem fulano, ele é minha vida”! Isso é ter um único cais. Além do risco de sobrecarga do cais, pode-se perdê-lo por um motivo qualquer alheio à nossa vontade. Aí, estaremos à deriva!
Não estou pregando a autossuficiência. Nós, seres humanos, nunca o seremos. Como seres gregários, precisamos uns dos outros, todo o tempo, uns mais, outros menos. O que acredito, e em que aposto, é que precisamos, além de ser cais para os outros, buscarmos vários cais para nós mesmos. Não é preciso tantos. Qualidade aqui vale mais que quantidade. Alguns cais são óbvios: familiares, cônjuges, alguns amigos. Há ainda aqueles cais que abandonamos, nos esquecemos e que, numa hora de sufoco, nos atracamos nele e percebemos que nunca deveríamos tê-lo relegado. Dependendo de onde estivermos, do que estejamos precisando, escolhemos o cais mais adequado. O que possibilita um descanso, uma vista maravilhosa, uma palavra sábia, um ombro para chorar, uma recarga de energia, uma descarga de maus fluidos, enfim, para cada necessidade, um cais diferente.
Ter vários cais nos dá mais segurança, a quase certeza de que não estaremos sós. Quase! A qualquer hora o cais que acreditávamos possuir pode falhar, não estar disponível ou danificado. Nossa mãe, cais mais confiável, pode adoecer ou falecer, o cônjuge, pode não ser o mais indicado no momento, os amigos, estarem ocupados demais…
Muitas vezes, só poderemos contar com dois deles: nós mesmos e Deus. Teremos que saber acioná-los. Deus estará sempre a postos e nos indicará a nós mesmos. Precisamos ativar nossas reservas, necessitamos de autoabastecimento, de um gerador próprio de energia até encontrarmos outro cais.
Sempre teremos o cais preferido, aquele em cuja presença sorrimos, e cuja falta nos leva às lágrimas. Aquele no qual nos encaixamos perfeitamente, que supre nossas necessidades maravilhosamente, nos enriquece, abastece, dá brilho, renova as forças. Nunca devemos abandoná-lo, mas é preciso não esquecer que ele também é falível.
Finalmente, se um cais nos mantiver atracados por tempo demais há algo de errado com ele ou conosco. Não devemos nos esquecer que nossa essência é de navegantes.
Vamos recolher âncoras, içar velas, que mais uma jornada vai começar. Que tenhamos um mar mais calmo e vários portos com cais mais seguros. É o que precisamos, é o que desejamos!
Alda M S Santos

Há dias

HÁ DIAS

Há dias em que a estrada parece longa, interminável, quase infinita…

As pernas cansadas, os pés inchados, os calçados tão gastos quanto a coragem.

Há dias em que tento mirar a chegada, parece inalcançável.

Vontade de sentar à beira da estrada e apenas observar.

Descansar!

Sinto-me só…

Há dias em que os atalhos e desvios não são animadores.

Há dias em que quero voltar à largada.

Respiro fundo e percebo que a bagagem pesa.

Deixo alguns itens desnecessários para trás.

E sigo, mais leve.

Não preciso ser a Lebre ou a Tartaruga.

Vou no meu ritmo.

Apesar dos expectadores, concentro-me em mim mesma.

Há dias em que sinto que a força tem que vir de mim, de dentro.

Esqueço a chegada, tiro o foco.

Não há pote de ouro no fim do caminho.

As moedas douradas encontram-se na estrada.

Devo pegá-las e usá-las no percurso.

O final pode ser a qualquer momento.

Olho para frente, limpo os olhos, e sigo.

Há dias, que percebo, feliz, afinal, que minha melhor companhia nunca me abandona.

Ela brota de dentro.

Ela se chama fé,

Ela atende por Jesus!

Alda M S Santos

Ser maduros

SER MADUROS
A contagem do tempo é uma só, mas ele não se passa da mesma forma para todos. Há pessoas que se detêm nos pequenos prazeres, as que correm atrás de grandes gozos, e ainda aquelas que ficam atoladas na lama dos problemas e momentos difíceis.
Todos temos os três: pequenos e grandes prazeres e atribulações. O que nos difere, nos faz crescer, amadurecer e aparentar que carregamos uma carga mais leve é o tempo que dedicamos a cada um deles.
Maturidade não é idade cronológica, mas quase sempre coincide com ela. O tempo, cedo ou tarde, nos mostra que sempre saímos de uma situação, boa ou ruim. Se está bom, mergulhemos de cabeça, se está ruim, vamos prender a respiração e aguardar a onda passar. Se apertar, basta acessar nosso estoque de emoções que veremos por quantas já passamos.
Quando tudo parecer difícil cercar-nos de pessoas “luz”, crianças, natureza, bichos, esses seres sinceros, quase sempre traz paz. Outros preferem músicas, livros, filmes, jogos ou recolhimento.
Além do mais, nossa habilidade de escolher caminhos menos atribulados também se aprimora. Ser “verde” é bom, mas ser maduro pode ser excelente se soubermos extrair da maturidade o que ela, quase sempre, traz de melhor: a sabedoria.
Vamos lá?
Alda M S Santos

Quando

QUANDO

Quando o coração está em paz,

O som do despertador parece música,

Quando a luz vem de dentro,

Dias nublados são brilhantes

Quando a esperança nos acompanha,

Uma cara feia é apenas uma oportunidade de ajudar

Quando a fé na humanidade é nosso guia,

Um “bom dia” torna-se um “eu te amo”! 

Quando Deus está conosco,

Até a maior tempestade é pacífica.

Quando somos amor,

Somos alma, somos sorriso, somos paz! 

Bom diaaaaa! 

  1. Alda M S Santos 

Sonhar é antecipar felicidade

SONHAR É ANTECIPAR FELICIDADE
A felicidade bate à nossa porta tantas vezes, de tantas formas…
E não atendemos! Ocupados estamos procurando-a em outros cantos, em variadas distrações, coisas ou pessoas.
Quase sempre, está nas coisas bem simples:
No sorriso de um filho, no abraço de um irmão,
Na gentileza recebida no trânsito, no beijo apaixonado de bom dia,
Na paz de uma oração, na “festinha” feita por nosso cãozinho ao nos ver,
Num elogio no trabalho, na nostalgia de um dia chuvoso,
Na beleza do sol nascente, na preguiça após o almoço,
Na magia do desabrochar de uma flor, no balançar dos galhos de uma árvore,
No aconchego de nossa cama, na sinceridade de um “eu te amo”,
Na saudade de alguém, na esperança na realização de um sonho…
Isso mesmo! Felicidade também é ter expectativa, é sonhar! Quem vive, sonha!
Esse é o caminho, essa é a felicidade. Não adianta ir longe.
Ela está bem ao nosso alcance, bem pertinho de nós todos os dias…
Basta ter olhos para ver, coração para sentir, alma para absorver…
Alda M S Santos

Apenas um lugar

APENAS UM LUGAR
Se nos fosse perguntado onde seríamos mais felizes, em Paris ou em Belo Horizonte? Numa praia paradisíaca ou no clube do bairro? Numa mansão no Belvedere ou numa casinha num subúrbio?
O que responderíamos?
Eu devolveria a pergunta: com quem?
Nada contra Paris, praias paradisíacas ou mansões.
Mas todas elas perderiam metade da beleza e encanto se eu não estivesse cercada pelas pessoas certas.
Sem demagogia! Pensemos em nosso dia-a-dia ou em passeios já realizados! Os que mais nos alegraram foram aqueles cujas companhias eram encantadoras, que nos davam prazer com seu sorriso, bom humor, amor e carinho.
Determinados lugares, sempre lindos e prazerosos, perdem boa parte do encanto quando perdemos aqueles que ali nos acompanhavam.
Felizmente, qualquer lugar pode se tornar “o lugar” quando estamos com as companhias certas: aquelas que amamos e são razões de nossas alegrias.
Vamos escolher os acompanhantes. O lugar, seja qual for, se tornará “o lugar”!
Alda M S Santos

Criador e criaturas

CRIADOR E CRIATURAS
Não importa o tamanho, a simplicidade, a cor, o perfume.

Foi pensada com carinho em cada detalhe pelo Criador, portanto, é bela.

Assim também somos nós! Especiais, únicos e importantes para Ele.

Seu olhar para nós é de carinho e amor.

Que possamos olhar assim para nossos “pares”.

Que possamos olhar assim para aquela pessoa que nos encara,

sorri ou desvia o olhar no espelho todas as manhãs.

Boa noite! Com Deus!

Alda M S Santos

Pés no chão e coração nas alturas

PÉS NO CHÃO E CORAÇÃO NAS ALTURAS

A vida está aí!

Muitas são as oportunidades, os desafios, as chances, os perigos, os riscos…

Sabendo mesclar equilíbrio, pés no chão e uma boa dose de loucura, somos capazes de alcançar alturas inimagináveis!

Bom dia! 

Alda M S Santos

Cuidados e amor de Pai

CUIDADOS E AMOR DE PAI

Ele não nos tira nada. Ele permite certas coisas, desvia algumas, redireciona outras, permite-nos escolher, mas orienta. 

Como todo filho, achamos que tudo sabemos, queremos o impossível, damos murros em pontas de faca, usamos viseiras para não ver o que não queremos. 

Tantas vezes nos entristecemos, nos rebelamos, fugimos ou não reconhecemos todo o Seu amor.

E o Pai, sempre amoroso e cuidadoso, segue nossos passos amparando, cercando por todos os lados, retirando do caminho “objetos” que nos levem ao tropeço e ao tombo. 

Quando insistimos e caímos, Ele está lá, limpa nossos esfolados, enxuga nossas lágrimas, coloca-nos no colo. Ele é aquela vozinha que diz: “eu sabia que não devia ter ido por ali”. 

Paciente, dá-nos a mão, a coragem, a perseverança. Levantamos e seguimos em frente. 

Aprendemos? Que nada! Erraremos outras vezes, cairemos de novo, nos machucaremos tantas outras. O Pai nos permitirá passar por alguns caminhos, fazer certas escolhas que, mesmo dolorosas, nos levarão ao aprendizado. Voltaremos chorando, tristes, derrotados. 

Porém, nunca nos abandonará. Ele conhece cada filho, sabe de suas forças e limites. Puxa o muito atirado, instiga o tímido, encoraja o mais fraco, dá mais carinho e amor ao mais carente. 

Quando estivermos tristes com algo que “perdemos” ou que não saiu como esperávamos, analisemos. Pode ser a mão do Pai retirando aquele brinquedo do tapete que nos levaria de testa ao chão, ou isolando aquela tomada que nos daria um choque tremendo.

Pensar nisso, pode fazer a “perda” doer menos. 

Alda M S Santos

O mundo não para

O MUNDO NÃO PARA
O mundo não para porque eu sinto-me parada.
O ônibus segue seu caminho, mesmo que eu desça.
O Sol continua a brilhar, mesmo que eu não veja.
As rosas continuam a perfumar, ainda que eu não sinta.
A alegria continua a existir, mesmo que ao meu redor.
O jogo continua, mesmo que eu não esteja em campo.
Os amigos continuam a existir, mesmo longe de mim.
O carinho continua nos outros, mesmo que eu o dispense.
Deus continua aqui, ainda que o ignore.
O mundo não para porque eu estacionei.
Minha apatia não cessa a roda da vida. Paralisa apenas meu viver.
A vida segue seu rumo com quem tem coragem para acompanhá-la.
Uns vão arrastados, outros ficam.
Aqueles que caíram, independente dos observadores, limpam os joelhos, ou coração esfolados, e retomam a caminhada. Tal qual criança que volta para a corda que continuou a bater e ignorou seu tombo. Insegura, olha para o alto, observa seu vai-e-vem, levanta as mãos, avalia, se prepara e volta a pular.
Com coragem pula até cem!
Alda M S Santos

Porque escolhi viver

PORQUE ESCOLHI VIVER

Porque escolhi viver nem sempre serei sorrisos.

Viver implica aceitar um pacote de possibilidades.

Tantas vezes é meter a cara onde parecia arriscado.

É pegar o ônibus em movimento.

Acordar cedo, dormir tarde, nem dormir…

É enfrentar humores oscilantes, humanos vacilantes.

É chorar de dor de dente, de dor de amor, sofrer pela dor do outro.

É dormir orando de preocupação ou agradecimento.

É ter dias nublados e outros ensolarados.

É encharcar-se até a alma nas tempestades próprias.

Poderia ter escolhido me recolher, não me envolver, não participar.

Sentar na janela e só observar a paisagem…

Mas eu escolhi viver.

Por isso, sou assim

Multifacetada…

Ora lágrimas, ora sorrisos…

Ora prazer, ora saudade…

Nem sempre sorrisos

Mas quando eles existem…

Sua luz é capaz de gerar brilho por dias…

Porque escolhi viver…

Alda M S Santos

Eclipse humano

ECLIPSE HUMANO

Tal como a Lua, algo ou alguém pode vir a encobrir parcialmente a luz que recebemos. Entrarmos em eclipse pessoal.

Visível a olho nu, essa sombra, ao contrário da Lua, nem sempre é bonita. É dolorosa!

Recolhemo-nos em nós mesmos, meio “apagados”, querendo que o eclipse seja total e por tempo indeterminado.

Passageiro ou duradouro, parcial ou total, precisamos desfazer o alinhamento de corpos que permite tal sombra, que cria nosso eclipse interior.

Enquanto isso, recolhidos em nós mesmos, buscamos um gerador de luz pessoal que nos mantenha “acesos”

Assim, alinhamento desfeito, nossa luz interna se unirá à externa e, mais fortes, tudo voltará a brilhar.

Intensamente!

Alda M S Santos

Com alma sempre

COM ALMA SEMPRE 

Com alma, sim!

Com calma é ela quem vai dizer…

Cada alma pede algo diferente 

De acordo com sua essência, suas necessidades…

Suas farturas e faltas. 

Calmaria ou nervosismo?

Devagar ou depressa?

Só ela pode dizer!

Sempre com amor!

Nossa alma! 

Escutemos! 

Boa noite!

Alda M S Santos

Tudo depende do nosso olhar

TUDO DEPENDE DO NOSSO OLHAR

Como alguém nos parece, feio ou bonito?
O que nosso amigo diz é chato ou instigante?
Aquele colega é proativo ou aparecido?
O trabalho é cansativo ou produtivo?
O amor que se vive nos anima ou nos maltrata?
Se tudo parece triste e desanimador…
O problema pode estar em nosso olhar.
Sim! É ele que dá vida, beleza e valor ao que está fora de nós.
O nosso olhar carrega significado para aquilo que apreciamos ou não.
Tentar olhar com amor, ou ao menos sem tanto desgosto, para alguém ou algo que não nos agrada pode melhorar nosso dia.
Quando algo parecer ruim, pensemos: não estou com um olhar “armado” demais sobre isso?
Mudar o nosso olhar pode fazer toda a diferença! Um bom olhar transforma uma imagem inóspita numa paisagem dos sonhos.
Se não der certo, o máximo que pode acontecer é vermos mais coisas belas por aí!
Alda M S Santos

Meteorologia da alma

METEOROLOGIA DA ALMA

Alma ensolarada, com períodos de nebulosidade, sujeita a chuvas passageiras? 

Alma nublada, fria, com neblina baixa e muita umidade no decorrer do período?

Alma quente, abafada, seca, sujeita a ventanias, tempestades, raios e trovões? 

Quem saberia fazer essa previsão?

Se soubéssemos, ao acordar, qual a previsão do “tempo” para nossa alma, talvez pudéssemos optar entre continuar na cama ou enfrentar o dia com guarda-chuvas, jaquetas e galochas ou camisetas, bermudas e sandálias. 

O tempo depende de variadas condições climáticas.

Nossa alma também está sujeita às interferências externas. 

Porém, diferentemente do tempo, nela podemos ter influências. 

Somos equipados com fatores internos que neutralizam certas influências externas.

Um pouco de carinho neutraliza a secura, uma palavra amena baixa o tom dos raios e trovões, uma gargalhada ilumina a nebulosidade, um abraço quente aquece a friagem da neblina, uma dose de amor transforma em brisa qualquer ventania. 

Portanto, se a previsão do “tempo” para o dia da sua alma não parece animadora, levante-se assim mesmo. Vista seu melhor sorriso e coragem! Condições desfavoráveis não se mantêm diante de uma alma determinada a fazer tudo dar certo.

Alda M S Santos

Festa em mim

FESTA EM MIM
Gosto de festas, na verdade adoro festas!
Não qualquer festa!
Gosto de festas íntimas, em que conheço todo mundo.
Aquelas em que posso bater um papo e rir com todos.
Estar à vontade, ouvir boa música, dançar, me divertir.
As melhores festas são as preparadas dentro da gente.
Aquelas que planejamos com antecedência, sonhamos…
Imaginamos nossas vestes, penteados, perfumes e maquiagens.
Conseguimos nos ver nítidos, claros e transparentes através delas.
Imaginamos cenários, condições do tempo, sensações, cheiros.
Inserimos alguns personagens, retiramos outros.
Somos os donos da situação, da festa.
Escolhemos as falas, as risadas, as interações.
Acrescentamos carinhos, abraços e beijos…
Dançamos com quem queremos, escolhemos a música.
Descartamos quem não nos agrada.
Colocamos quem tem algo a acrescentar.
Criamos início, meio e fim, como um enredo.
Assim é a alma de quem se dispõe a escrever.
Alma em festa.
Íntima, mas em festa!
Alda M S Santos

Meu futuro é hoje

MEU FUTURO É HOJE!

Que a gente se prepare para a alfabetização, mas não deixe de brincar de roda.

Que a gente se prepare para o vestibular, mas não deixe de curtir os segredos entre amigos, os beijos roubados e hormônios fervilhantes! 

Que a gente se prepare para o casamento, mas saiba aproveitar as deliciosas loucuras do namoro. 

Que a gente se prepare para um bom emprego, mas que faça com amor o trabalho que nos couber.

Que a gente se prepare para constituir uma família, mas que não a perca se preparando.

Que a gente se prepare para a aposentadoria, sabendo usufruir de tudo que foi conquistado até aqui.

Que a gente se prepare para a velhice, vivendo…intensamente!

Sabendo ser jovem! 

Assim nos preparamos para a eternidade! 

O risco de uma vida de preparação é sempre se preparar…para algo que pode não vir.

E se esquecer de viver…

Preparemo-nos para o futuro, um futuro certo:

Preparemo-nos para hoje! 

Alda M S Santos

Quero os dedos e os anéis!

QUERO OS DEDOS E OS ANÉIS

Tantas vezes fomos treinados na técnica da compensação, da conformação, da aceitação. 

Não sou tão competente, mas sou responsável.

Não tenho o emprego dos sonhos, mas conformo-me com o que consegui.

Não tenho inteligência bastante, nem adianta estudar, fico assim mesmo.

Não tenho quem amo, mas aceito aquele que me ama. 

Não sou feliz, mas vivo alguns momentos felizes. 

Tudo bem! Todos nós precisamos saber lidar com as frustrações. Muitas vezes não teremos tudo que queremos. Nossas vontades não são soberanas. 

Porém, aceitar o imutável é uma coisa, nem tentar mudar é outra. 

Precisamos buscar, lutar, acreditar naquilo que queremos, que nos fará mais felizes, nos tornará um ser humano melhor. E aceitar ajuda é parte do processo. Deus não nos fez solitários! 

O risco de quem se conforma com a falta dos “anéis” é culpar quem os conseguiu e tornar-se amargo. 

Façamos assim: se os “anéis” foram perdidos, devemos valorizar os “dedos” que ficaram, sim, mas buscar, na medida do possível, novos anéis, e não apenas se conformar com sua falta. 

Deus nos criou para sermos felizes. Buscar o que pode proporcionar tal felicidade é parte do processo, portanto:

Eu quero os dedos e os anéis! E é atrás deles que eu vou! 

Alda M S Santos

Ele poderia estar entre nós

ELE PODERIA ESTAR ENTRE NÓS

Seríamos capazes de identificar um herói, um gênio, uma grande personalidade, até mesmo alguém especial entre nós?

Depois dos caminhos trilhados, fatos transcorridos, tramas esclarecidas, desfechos revelados, tudo torna-se claro, compreensível.

Porém, no momento em que a história está sendo construída, quantos de nós temos esse discernimento?

Quantas vezes algumas personalidades importantes em variadas áreas, admiradas e ovacionadas pelo mundo todo, não foram e não são reconhecidas entre os seus?

Como se precisássemos de um aval externo a dizer “vejam como fulano revolucionou a medicina, a educação, a política, a literatura, a arte, a fé”!

Isso aconteceu até mesmo com Jesus, “Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra”.(Marcos 6,4).

Necessário é que estejamos atentos. Retirar a venda dos olhos, aguçar o olhar, o coração. Pertinho de nós pode estar “crescendo” alguém que irá revolucionar o mundo, independente da área de atuação. Podemos contribuir, podemos usufruir.

Se Jesus nascesse novamente entre nós, ou se aparecesse no nosso meio, convivesse conosco, seríamos capazes de identificá-Lo? Em sua simplicidade? Aceitaríamos se Ele se destacasse? Teríamos que ver para crer?

O quanto de preconceito com o que, ou quem, é diferente de nós ou se destaca, há ainda em nós?

Sejamos sinceros!

Alda M S Santos

Caminhos difíceis

CAMINHOS DIFÍCEIS

Há dias em que tudo parece mais difícil. A estrada mais longa, caminhos mais sinuosos, sol escaldante a minar a resistência. O objetivo torna-se longe e quase inalcançável. Oásis? Só na imaginação. 

Nesses momentos, vale olhar para o caminho já percorrido. Veremos as curvas em que quase caímos, o sono nas subidas íngremes, as pernas bambas nas descidas derrapantes, mas, sobretudo, lembraremos claramente dos momentos em que ultrapassamos os obstáculos e das pessoas que nos ajudaram quando seguimos em frente. 

Olhando de fora, como um observador casual, conseguiremos ver as dificuldades, mas, principalmente, apesar dos momentos em que não acreditávamos, ver as vitórias. Deus estava lá. Deus está aqui. Vencemos outrora, venceremos novamente! 

Não esperemos um caminho tranquilo e florido todo o tempo. Estando preparados para as intempéries, superaremos mais facilmente cada obstáculo. E com a experiência adquirida, poderemos até ousar curtir a paisagem e os caminhantes, prováveis oásis, desse caminho.

Boa caminhada! 

Alda M S Santos

Meu coração não é meu! 

MEU CORAÇÃO NÃO É MEU

Meu coração muitas vezes pulsa forte

Vibrante, feliz, transbordante, inflado.

Tão cheio de amor e sempre espaçoso.

Meu coração às vezes pulsa fraco,

Dolorido, sofrido, sangrando!

Parece não caber nem o ar que necessito.

Tantas vezes vibra por amores de uma vida inteira, parceiros de alegrias e tristezas…

Noutras se enternece e sofre por amores fraternos.

Aqueles que Deus nos envia para receber acalento.

Ou para nos dar mais alento…

Missão cumprida,

Ou ficam, ou se vão…

Nossos corações são instrumentos poderosos nas mãos do Senhor!

Utilizados para gerar compaixão, produzir vida.

Nossos corações são de amores diferentes, não de amores exclusivos!

Nossos corações são daqueles que deles necessitam.

Assim, canto com Pe Zezinho:

“Toma, Senhor, que ele é teu, meu coração não é meu”!

A Ti o confio, em Ti ele está bem cuidado!

Alda M S Santos

 

A luz da escuridão

A LUZ DA ESCURIDÃO

A luminosidade é linda! Nela, tudo podemos enxergar: cores, formas, brilhos. Porém, os olhos ficam dispersos em meio a tantas informações visuais. 

Na escuridão tudo parece breu. A ideia é de que nada se pode ver. Mas a partir do momento em que se acostuma a vista, percebemos o importante, captamos o essencial, enxergamos algo nunca visto na claridade. Enxergamos o que pode ter passado despercebido em meio à luz intensa. 

Penso que Deus permite que enfrentemos a escuridão para enxergarmos algo de bem valioso. Em Sua sabedoria nada é por acaso. 

Devemos continuar curtindo a luz. Mas quando tudo parecer escuro, que possamos firmar a vista e enxergar o que importa. Deus quer chamar nossa atenção para o essencial. 

Que sejamos capazes de enxergar a luz que há em toda escuridão! 

Alda M S Santos 

Ser feliz é ser simples

SER FELIZ É SER SIMPLES

Gosto de acordar cedo, ainda ao romper da aurora, ir à padaria, observar o burburinho e movimento do dia que se inicia… Gosto de dirigir pro trabalho agradecendo a Deus pelas bênçãos concedidas e pedindo proteção para o novo dia. Adoro chegar à escola, ser recebida por sorrisos e abraços dos amigos e pela doçura, agitação e carinhos sinceros dos meus pequenos. Depois de toda a correria do dia, do trabalho entremeado de torpedos carinhosos para familiares e amigos, e a certeza do dever cumprido, ainda encontrar energia para academia, caminhadas e afazeres domésticos. E assim, encerrar o dia, dando e recebendo colo, na paz e aconchego do lar. É na simplicidade de nossos dias que encontramos a felicidade, pois não precisamos de muito para sermos felizes, basta extrair o melhor do que a vida nos proporciona. Expectativas sobre o que não temos, e que muitas vezes nem devemos ter, só nos trazem infelicidades… 

❤❤

Alda M S Santos

Quero colo

QUERO COLO

Se estou triste, quero colo.

Se estou frágil, peço colo.

Se estou feliz, dou colo.

Se estou forte, ofereço colo.

Em qualquer situação há troca de calor, de aconchego, de carinho, de amor.

Viemos do útero, quentinho e aconchegante.

Chegamos ao mundo num colo materno acolhedor e amoroso. 

Crescemos sendo acalentados e acolhidos em colos protetores. 

 Nunca devemos esquecer de nossa essência amorosa! 

Com o tempo, passamos a selecionar o colo que queremos. 

Porém, há um sempre disponível: o colo de Jesus! Ele sempre acolhe, acalenta, perdoa, incentiva e acredita em nós novamente! 

Façamos o mesmo com nosso semelhante e, principalmente, conosco mesmos! 

Peçamos colo! 

Doemos colo! 

Alda M S Santos 

Viver melhor

VIVER MELHOR

Vive melhor quem enxerga a beleza existente nos ambientes mais inóspitos, ainda que por detrás das lágrimas; quem ouve a melodia suave entre sons indecifráveis e faz dela sua trilha sonora; quem diz doces palavras em resposta a amargas situações; quem consegue ser primavera, mesmo nos mais rigorosos invernos; quem sabe ser amor, calor, esperança, paz e luz nos corações onde reinam a descrença, a frieza, a desesperança, o desamor e a escuridão.

 Tudo tão necessário, nem sempre fácil!

 Estar em comunhão com o Pai torna as coisas mais leves. 

Faz-nos ver amor em qualquer circunstância. 

Vive melhor quem deixa Deus fluir através de si. 😍😍

Alda M S Santos

Olhe para o Alto

OLHE PARA O ALTO

Para frente tudo parece tão distante, tão difícil!

As pernas estão cansadas. A alma precisa de tempo. 

Para baixo tudo é amargura e cinza. Nada se vê de belo.

Mas se olhar por muito tempo, vicia. Risco de mergulho profundo na tristeza.

Para trás, quase nada se vê! Apenas atrasos…

Para dentro de si, tudo é confuso, conflituoso… 

Precisa-se encontrar a paz! 

Olhemos para o Alto!

Braços, olhos e coração abertos.

Coragem! 

A Luz que vem de lá é poderosa. 

Aciona o que há de melhor em nós! 

E poderemos dar o primeiro passo, seguir em frente…

Corpo, mente e alma numa só sintonia! E, finalmente, encontrar a paz! 

Alda M S Santos 

Quero ficar aqui!

QUERO FICAR AQUI! 

Ah, quero ficar aqui. 

Coração angustiado, cabeça pesada, corpo dolorido, vontade de hibernar como um urso. Tempo indeterminado.

É preciso que o desejo de nos “levantarmos” apareça primeiro no coração, na mente, para que o corpo obedeça.

Vontade de ficar aqui! 

Por quê? Sei lá! 

Ignoro o -“Vamos, um lindo dia te aguarda lá fora!”- que ouço de uma vozinha interior. 

Quero o direito de me entristecer, de chorar, de me lamentar, de gritar, de ter dúvidas, de ser preguiçosa, se for o caso. 

Quem disse que precisamos ser fortes todo o tempo? 

Quero virar para o canto, enfiar-me embaixo do edredom, voltar-me para mim mesma. 

Tantas vezes precisamos dessa limpeza! Que seja à base de orações, reflexões, lágrimas ou cama! 

Que o trabalho espere! Que o mundo espere! 

Eu sem mim mesma não sou nada para ninguém! 

Até breve! 

Alda M S Santos 

Sentimentos não se prendem

SENTIMENTOS NÃO SE PRENDEM!
Não somos guarda-volumes, caixas-fortes ou depósito de sentimentos. Sentimentos existem para serem expressados, transformados, sublimados ou eliminados, nunca estocados.
Se forem sentimentos ruins, negativos, que nos fazem mal ou aos outros, precisamos trabalhar para transformá-los ou eliminá-los. É o caso do ciúme, da inveja, da raiva, da negatividade, da superioridade, da possessividade. É necessário investigar as causas, analisá-las a fundo, buscar substituição por sentimentos melhores tipo confiança, fé, bondade, compaixão e amor.
Se forem sentimentos nobres, mas que, de alguma forma, não têm feito bem, é preciso alguma ação sobre eles. É o caso da fé cega, da compaixão, da solidariedade, da alegria, do amor. Sim! Eles também podem fazer mal.
A fé cega costuma gerar superioridade e preconceitos para com os demais. Ela precisa transformar-se em ação, humildade e compaixão. A fé sozinha, sem ação, é inútil!
A compaixão e a solidariedade excessivas podem paralisar e tornar dependentes aqueles que delas necessitam. Oferecer ajuda é carregar no colo primeiro, em seguida dar as mãos, mas depois deixar livre para seguir. E não pode também paralisar a vida de quem ajuda.
A alegria contagia, faz vibrar, mas perto de quem está muito mal soa “ofensiva”, portanto, não deve ser escondida, mas dosada.
O amor sempre será positivo. Sempre. Para quem sente e para quem o recebe. Porém, há os casos em que o amor tem que vir com uma dose de cobrança, de firmeza, como no caso do amor paternal. Mas nunca deve se esconder atrás da severidade.
Há os casos em que ele ocupa um só coração, então, deve ser transformado em amizade ou “direcionado” para outro beneficiário.
Há ainda os casos “proibidos”, se é que existe amor proibido. Pode ser por um esporte, inadequado fisicamente para quem o aprecia, por um hobby, oneroso demais para se manter, por um objeto, viciante, por uma pessoa, inacessível. Nesses casos, há a sublimação. A força desse amor deve ser sublimada em outra atividade que lhe dê prazer. Um “amor” excessivo ao fumo, por exemplo, pode ser sublimado numa habilidade musical. O amor por uma pessoa inacessível pode ser sublimado numa energia de amor fraternal e solidária, e por aí vai…
Não estou querendo de modo algum simplificar. Apenas afirmo que sentimento preso e estocado não produz coisas boas, ao contrário, pode gerar doenças.
Precisamos nos cercar de pessoas alegres e sábias que, de uma forma ou de outra, sempre nos ajudam.
Podemos pensar que não somos responsáveis por sentimentos que brotam em nós. Não somos mesmo! Sentimento é vivo, nasce, cresce, se expande, está em constante movimento. Brota por algum motivo. Mas uma coisa é certa, podemos escolher o que fazer com eles, quais vamos alimentar, deixar crescer e manter como nossa marca registrada.
Que seja o amor!


Alda M S Santos

 

Obra-prima

OBRA-PRIMA

Não importa o tamanho, a forma,  a cor, o perfume, a delicadeza, a simplicidade… 

Nota-se cuidado, carinho e dedicação em cada detalhe. 

É criação de Deus e, como tal, lindas! Uma obra-prima! Assim são as flores, assim somos nós!  

Valorizemo-nos! 😘

Alda M S Santos

Tapetes de Amor

TAPETES DE AMOR

A noite foi chuvosa, a manhã está fresquinha, depois de uma tarde muito quente no dia anterior.   

Céu nublado, ruas molhadas, lindos ipês floridos formam tapetes coloridos sobre a calçada. 

Algumas pessoas se escondem em agasalhos, semblante fechado, chateadas por terem que se levantar. Outras se “colorem” e se “abrem” para o novo dia, assim como as flores receberam o calor, a chuva, a brisa suave, a queda das flores. 

Deus, como Pai zeloso, prepara nosso caminho. Ouvimos “bom dia” da natureza, das pessoas… Até um tapete de flores Deus prepara para o nosso caminho. 

A natureza confia e espera. Nós, humanos, tão sábios, tantas vezes, ao invés de agradecer a chuva, nos enraivecemos com o trânsito que apresenta problemas, enxergamos as ruas com lixo acumulado, mas não notamos as árvores que agradecem a bênção recebida, reclamamos de tantas folhas e flores que sujam o quintal e as ruas, mas não admiramos o lindo tapete perfumado que formam, resmungamos ou acenamos a cabeça a um bom dia simpático que recebemos, ao invés de agradecer por estar vivo, poder se levantar, ter a chance de sempre recomeçar.

Seja de flores ou não, Deus sempre prepara um tapete para nosso caminho. Basta que a gente mantenha olhos e coração abertos para identificá-lo e curti-lo. Pode ser a família, o trabalho, um amigo, a natureza…

Qual é seu tapete hoje?  

Alda M S Santos 

SERES MÚLTIPLOS 

Uma mesma pessoa pode se tornar inúmeras, dependendo das necessidades e do olhar das outras com as quais interage. Podemos representar ao mesmo tempo tudo ou nada, amor ou rancor, alegria ou frustração, prazer ou insatisfação. Podemos atraí-las inspirando paz, felicidade, disposição, aconchego, carinho, ou podemos afastá-las, representando perigo, angústia, inveja, tristeza, desamor. Por isso, mesmo que difícil, não deveríamos nos surpreender ou entristecer com pessoas que se aproximam tanto e com outras que se afastam repentinamente. A conclusão é que somos para os outros aquilo que cada olhar, cada ser necessita em nós. Isso depende pouco de nós, mas depende muito da alma carente e das necessidades de cada um. A recíproca também é verdadeira. Precisamos nos concentrar no amor, na bondade, na autenticidade, na alteridade e na luz que temos, e prosseguir sempre em frente e com Deus no coração. Cercar-nos de pessoas iluminadas. Assim, nossa luz brilhará sempre. Alguns serão atraídos por ela, outros precisarão de tempo para se acostumar, já outros, simplesmente não poderão com ela. ♥♥Alda M S Santos 

Onde buscar a paz…

ONDE BUSCAR A PAZ

Não adianta transitar dos lugares

Mais simples aos mais requintados

Em busca de paz, em busca de Deus,

Se não olharmos pra dentro de nós mesmos,

para o irmão tão próximo que sofre.

No olhar dos nossos semelhantes,

no fundo do nosso coração dolorido ou compadecido

Está Deus, está a paz.

Vamos remexê-lo.

Alda M S Santos

 

 

Declarações de Amor

DECLARAÇÕES DE AMOR
Você já recebeu uma declaração de amor? Não? Claro que sim! Certamente as recebe todo dia! 

Talvez não ouça as palavras “eu amo você”! Preste atenção à sua volta. Seja cuidadoso(a)! 

Ao abrir os olhos e ver os raios de sol pela janela, Deus diz: “amo você”! 

Ao receber um beijo de bom dia de seu cônjuge, mesmo se for um rabugento cumprimento de segunda-feira, ele diz: amo você! 

Quando os filhos te olham zangados por acordá-los, também dizem “amo você”!  

Seu cachorro que abana o rabinho e salta feliz ao te ver diz “amo você”!

Ao notar o olhar de aprovação, admiração e cuidado dos amigos, eles dizem: “amo você”! 

Ao quase tombar com um abraço nas pernas vindo de uma criança, ela diz: “amo você”! 

A natureza toda, através de suas belezas, diz “amo você”. 

Uma cartinha infantil com um coração e uma flor dizem “amo você”! 

Seu nome escrito na areia por uma criança de quatro anos, a quilômetros de distância, dizem “amo você”. 

Não é mais fácil acreditar no amor com tantas declarações assim? 

A linguagem corporal diz, sorrisos, olhares, cuidados, palavras similares dizem.

Mas nada elimina um “eu te amo” gritado ou sussurrado. Cobre, exija, ofereça, diga! O dia está apenas começando: 

Eu amo você!!!❤️

Excelente segunda a todos! 

Alda M S Santos 

Ele está no arco-íris

ELE ESTÁ NO ARCO-ÍRIS

Desconheço quem seja capaz de ignorar a beleza das cores, da luz e da vida que um arco-íris irradia. 

Por mais forte que tenha sido a tempestade, quando ele aparece tudo se renova! É o modo de Deus nos dizer que tudo ficará bem. 

Se pudéssemos pensar nas lindas cores durante a tormenta, passaríamos mais incólumes por ela. 

Se fôssemos capazes de sentir Deus, tanto na tempestade quanto no arco-íris, teríamos mais fé, mais força, seríamos mais felizes. Quem passa pela tempestade valoriza mais o arco-íris! 

Vê-Lo no arco-íris é fácil! Identificá-Lo na tempestade é bênção! Obter aprendizados de ambos é dádiva: Ele não nos abandona nunca! 

Alda M S Santos 

Acordando

ACORDANDO

Acordar, preparar um café, ir à padaria.

Sol alto, quente, brilhante

Domingo, poucos se levantaram,

Menos ainda estão nas ruas.

Sem correrias, observar quem passa.

Uns ainda sonolentos, meio emburrados.

Aqueles que dão o bom dia, sorridentes.

Outros que parecem vir de uma noite na farra,

E os que já trabalham, me recebem na padaria. 

Lanço um olhar “avaliador” sobre cada um e questiono:

Qual será o olhar que lançam sobre mim? 

O que veem?

O que pareço a cada um deles? 

Cheios de pré-conceitos, tantas vezes olhamos assim nossos irmãos. 

Julgamos.

Nesse lindo domingo,

Só dois pedidos a fazer:

Que eu possa ver cada um como Jesus vê: além da aparência,

Na impossibilidade, que possa tratá-los como Deus trata.

Se merecedora, que seja também digna desse olhar e tratamento.

Bom dia, filhos de Deus! 

Alda M S Santos

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