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poemas e reflexões da vida cotidiana

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emoções

Labirintos

LABIRINTOS

Não encontrar a saída

Não conseguir voltar ao início

Andar em círculos, avaliar

Revisitar espaços, tontear

Buscar a infância perdida

Ora estar feliz, ora triste

Até esse labirinto se tornar

A única realidade palpável

A morada mais próxima de um lar

Que existe dentro de si mesmo!

Alda M S Santos

Espaço e conteúdo

ESPAÇO E CONTEÚDO

Viver é estar sempre em busca de plenitude!

Muitas vezes somos muito espaço para pouco conteúdo

Tantas outras somos muito conteúdo para pouco espaço

Ambas insatisfatórias!

Por isso buscamos o outro

Neles fazemos essa troca

Essa transferência espaço/conteúdo em busca de equilíbrio!

Alda M S Santos

Ser humano

SER HUMANO

Ser humano é mais que pertencer à espécie homo sapiens

É mais que fazer jus ao que designa o latim: homem sábio

Ser humano é mais que ter um cérebro desenvolvido

Andar ereto ou possuir uma linguagem

Sequer ser humano é apenas dotar de capacidade de raciocínio abstrato, 

Resolver problemas ou manipular máquinas,

Ser humano é, além de tudo isso, ser dotado de emoções 

São elas que verdadeiramente nos diferenciam

Nos fazem capazes de nos ocupar com o outro

De nos doar pelo outro, de amar acima de tudo

De nos preservar enquanto espécie

De preservar as demais espécies.

Temos sido humanos?

Alda M S Santos

Grãos-de-areia

GRÃOS-DE-AREIA

Numa imensidão de mar, 

Somos apenas uma gota d’água

Nas areias que circundam a praia

Somos apenas um grãozinho,

Numa floresta de puro oxigênio,

Somos mais um a consumi-lo,

Num mundo repleto de seres humanos

De infinitas belezas e grandezas, 

Somos apenas um a mais.

Não somos mais, não somos menos.

Mas apenas a sensação de ser amado

De ser importante na vida de alguém

Faz-nos sentir maiores que o mundo,

E pequenos perante o amor. 

O amor que nutrimos pelos outros, 

Nos faz ser o próprio mar, todos os grãos-de-areia

O próprio ar que respiramos. 

Alda M S Santos

Emoção x Razão

EMOÇÃO x RAZÃO

Em pontos antagônicos de nosso ser

Ora somos emoção, ora razão

Balança que nunca se equilibra

Em alguns o natural é pender para a emoção

Noutros, a razão é que domina 

Nesse jogo de forças, 

Nessa queda de braços, 

Ou melhor, de cérebro e coração

A vida passa…

E é tarde para perceber o

Quanto essa luta pode ser  

Inglória e desnecessária,

Sem vencedores! 

Alda M S Santos 

Nave-mãe

NAVE-MÃE

Quando tudo que se nota ou percebe

É a sensação de não pertencimento

De não fazer parte dessa nau

De estar além de algumas coisas

Aquém de tantas outras

De não ser compreendida em muitas emoções

Não compreender infindas outras

Não corresponder a tanta “normalidade”

Resta esperar que a qualquer momento

Uma luz se abra em cone sobre si

E perceba na chegada da “nave-mãe”

Que uma abdução se realizará

E tudo ficará, enfim, em seus devidos lugares! 

Alda M S Santos

Precisa ser

PRECISA SER

Pode ser belo para tocar, mas precisa ser especial para encantar

Pode ser triste até machucar, mas precisa ser profundo para conseguir curar

Pode ter sido bom para apertar o peito, mas precisa ser saudade para rasgá-lo 

Pode ser sorriso para alegrar, mas precisa ser verdadeiro para ser felicidade

Podem ser lágrimas que deixam dúvidas e mágoas, mas precisam ser esclarecidas e vir da alma pra irrigar

Pode ser o caminho difícil, mas precisa ter flores para enfeitar

Pode ser abraço que aquece, mas precisa ser aconchegante para envolver vidas

Pode ser amigo que acompanhe, mas precisa ser leal para ser duradouro

Pode ser o que for, mas apenas a certeza do amor dado e, principalmente recebido,

É capaz de promover mudanças significativas

Dentro ou fora de nós! 

Alda M S Santos

Ambos

AMBOS

Uma flor é como um sorriso

Ambos são capazes de valorizar qualquer simplicidade, 

Ambos levam encanto por onde vão…

Ambos são delicados e fortes o bastante para emocionar,

Ambos precisam do amor para refletir o brilho da vida que carregam! 

Alda M S Santos

Emoções turbo

EMOÇÕES TURBO

Leve, normal, pesada ou turbo?

Qualquer máquina tem opções de velocidade e funcionamento

Em modo manual ou automático

Somos máquinas, cujas emoções também possuem essas “funções”.

Às vezes somos leves,

Noutras chegamos a turbo.

Mas dá uma vontade danada de colocar no automático

Sequer acelerar ou frear

Recostar, reabastecer, deixar o “barco” navegar,

E aguardar o destino que vier…

Alda M S Santos

Chorar para quê? 

CHORAR PARA QUÊ? 

Choro de tristeza, choro de alegria

Choro de dor, choro de prazer

Choro de decepção, choro de raiva

Choro de medo, choro de susto

Choro de solidão, choro de saudade

Choro de expectativas frustradas, choro de mágoas acumuladas

Choro de admiração diante da beleza, 

Choro de amor debaixo do cobertor.

Choro sem porquê, choro porque sim! 

E porque choro alivio a pressão

Aliviando a pressão, cabem mais coisas dentro de mim

Preferencialmente, sorrisos…

Alda M S Santos

Isso é motivo, sim!

ISSO É MOTIVO, SIM!

Se tem uma coisa que irrita qualquer pessoa que chora,

É alguém dizer “Só isso? Mas isso não é motivo para chorar”!

Quem chora sofre de alguma dor intensa, ou alegria, sei lá!

Mas quem chora sabe! E muito bem!

Pode ser dor de dente, falta de dinheiro, doença, saudade,

Unha encravada, comercial de margarina, filme romântico,

Um jardim bonito, uma palavra mal dita, um sonho frustrado,

Ônibus lotado, amizade falsa, cabelos rebeldes, coração partido…

A quem observa cabe abraçar, dar colo, chorar junto…

O dia de todo mundo chega.

Num dia a gente sorri, em muitos outros a gente chora…

E vamos querer um abraço também!

Alda M S Santos

O que nos derruba?

O QUE NOS DERRUBA?

O que é capaz de nos vencer mais facilmente?

Uma torrente de lágrimas ou um sorriso largo?

A completa miséria ou a riqueza extrema?

A ignorância completa ou a sabedoria sutil?

Uma criança saltitante ou um idoso cansado?

A simplicidade ou a sofisticação?

Uma música lenta e apaixonante ou uma bem quente para pular muito?

Um discurso intenso ou um silêncio que diz tudo?

Um lago calmo ou um mar agitado?

Uma fogueira no inverno ou uma cachoeira no verão?

Um sol escaldante ou uma chuva torrencial?

Um filme no telão ou um livro na rede?

Um abraço amigo ou um beijo apaixonado?

Uma madrugada na “balada” ou um violão sob a luz da Lua no sertão?

O ódio ou o amor?

O que atinge mais rapidamente nossa emoção?

O que é capaz de nos tirar do eixo, nos derrubar?

Alda M S Santos

Pouco a pouco

POUCO A POUCO

As mais belas esculturas, os mais belos sentimentos

Construídos na natureza: na rocha, na mata, nas águas, na terra

Ou construídos em nossos corações, nosso corpo, nossa alma,

São aquelas esculturas, estalagmites ou estalactites, 

São aqueles sentimentos, amores e amizades, que crescem pouco a pouco

Centímetro a centímetro, gota a gota, sorriso a sorriso, toque a toque

E são cimentados pela paciência, pela espera, pelo respeito, pelo carinho.

Esses se tornam firmes, encantadores e eternos.

Alda M S Santos

Lágrimas

LÁGRIMAS

Lágrimas, quase sempre associadas a sentimentos negativos,

Nada é capaz de expressar tanto sentimento, nada.

Da dor a alegria, do prazer a tristeza

Da angústia a saudade, da raiva a satisfação

Do alívio a culpa, da esperança ao desespero, 

Da vergonha ao orgulho, do amor ao ódio.

Dificilmente se controla, quase nunca se disfarça.

Sufocá-las é contraproducente,

Liberá-las e buscar entendê-las é maturidade. 

Parece nos esvaziar, deixa vácuo,

Espaço para o novo se irrigar, brotar e crescer.

Alda M. S Santos

Apêndice emocional

APÊNDICE EMOCIONAL

Todos nós temos em casa aquele espaço

Onde tudo que não tem lugar,

Ou que não ficaria tão bem se exposto

É lançado: o quartinho da bagunça.

Ferramentas, utensílios inúteis, objetos pouco utilizados,

Pequenos móveis, papéis, tudo aquilo que queremos “esconder”.

Dizem que quem não tem esse espaço em casa,

Toda ela se torna uma verdadeira bagunça.

Devemos utilizar esse critério para nossos sentimentos também.

Separar dentro de nós um cantinho da bagunça,

E deixar lá aqueles sentimentos que não são tão bonitos,

Ou que não seriam convenientes que se tornassem públicos,

Ou que são apenas nossos mesmo, muito íntimos.

Lá entraríamos de vez em quando para dar uma ajeitada,

Reorganizar, promover alguns deles para a sala de visitas,

Lançar outros fora, descartar mesmo, enterrar,

E ainda deixar outros em modo de espera, em evolução.

Ali, levar só quem puder ajudar ou for de extrema confiança.

Alguém que não se importe com a desordem,

Que sente-se num cantinho conosco e clareie alguns deles.

Para nossa alma manter-se saudável e arejada,

Precisamos desse apêndice emocional em nós.

Alda M S Santos

Galáxia Interior 

GALÁXIA INTERIOR

Numa galáxia em constante movimento

Estrelas, planetas, satélites, meteoros, astros diversos

Que giram em torno de si mesmos, dos outros, no espaço sideral

Sentimentos, emoções, sensações, 

Também não param

Ficam à deriva, perdem-se, chocam-se, caem, morrem

Causam até um big-bang

Movem-se, modificam-se, mudam de rota, de morada.

Obtêm luz, se aquecem, ficam na escuridão, sem oxigênio,

Transitam dos nossos para outros corações.

Não encontrando guarida, giram em torno de si mesmos

E, mesmo tontos, cambaleantes, continuam nesse movimento incansável

Em busca de algum pouso, de algum repouso, de um espaço só seu nessa Via Láctea,  

Ainda que temporário. 

Esse é o movimento da vida,

Nossa galáxia interior…

Alda M S Santos

Quando mais se vê

QUANDO MAIS SE VÊ
Paradoxalmente, quando a gente vê melhor,
É quando os olhos estão fechados
Pois, ao fechá-los, tapam-se os olhos racionais,
E os olhos da alma se abrem
Vendo com outros sentidos: os da emoção.
Quer ver bem? Feche seus olhos!
Alda M S Santos

Bipolar

BIPOLAR
Ou o Sol que racha, ou o breu da noite,
Ou o amor que aquece, ou a tristeza que gela,
Ou a chuva torrencial, ou a seca que desidrata
Ou amizades que acalentam, ou inimigos que as ofuscam
Ou a fome desvairada, ou a anorexia bulímica
Ou gargalhadas contagiantes ou lágrimas tempestuosas.
E o coração sempre no mesmo polo, sempre cheio!
Ainda que pareça sair pela boca,
Ou estar tão apertado que pareça nada conter.
Antes bipolar e cheio de vida,
Que num constante polo de tristeza!
Alda M S Santos

Coração, dez?

CORAÇÃO, DEZ?
Supondo que nosso corpo fosse uma grande sala de aula,
Cujo cérebro seria o professor e as demais partes seriam os alunos,
Quem seria digno da nota dez?
Os músculos fazem bem seu papel,
Membros superiores e inferiores, idem.
A pele protege os tecidos, mantém a temperatura, é órgão do tato.
Ouvidos, olhos, boca, nariz, todos executam sua tarefa com perfeição.
Os órgãos internos também dão conta de suas obrigações.
Vez ou outra necessitam de uma medicação para expulsar invasores, mas se dão bem.
Mas e o coração? Esse é problemático.
Tudo bem! É o músculo mais importante, bombeia o sangue para todos os demais, inclusive o cérebro.
Porém, é o que mais traz problemas ao corpo todo.
Não costuma “ouvir” o cérebro, não aprende as lições e se envolve em inúmeras confusões.
É um aluno que causa mal estar aos diversos companheiros, quando gera lágrimas, mágoas, angústias, decepções e saudades.
É aventureiro, se arrisca, acredita, se envolve, se apaixona.
Mereceria a nota zero.
Porém, é ele que traz vida à classe toda, sem ele não haveria alegrias,
Emoções, prazer, bondade, compaixão…
O coração acredita no seu maior inquilino, o amor.
E faz um trabalho de equipe perfeito, pois convoca o corpo inteiro para o trabalho.
Desobediente, aventureiro, autônomo, corajoso, fiel a si mesmo, persistente, capaz!
A ele dou nota dez! Até sugeriria uma troca de lugar com o professor.
Alda M S Santos

Sentimentos crônicos

SENTIMENTOS CRÔNICOS?

Nos consultórios médicos, quase sempre há diagnóstico da cronicidade de alguns males:

Doenças autoimunes, cardíacas, digestivas, respiratórias, alergênicas, circulatórias, entre outras.

Muitas doenças são agudas, ou seja, têm um pico de ação dos antígenos.

Nessa fase, os sintomas incomodam mais: dores e desconfortos vários.

Após um tempo ou tratamento com medicamentos, passam.

As doenças crônicas são aquelas que não têm cura, é preciso aprender a conviver com elas.

Há alguns medicamentos ou mudanças de hábitos que podem ajudar nesse convívio.

Porém, os doentes nunca irão se livrar do mal.

Penso que também possuímos alguns sentimentos que são agudos em nós:

Raiva, euforia, paixão, tristeza, decepção, revolta, mágoa, ciúmes…

E, como tal, não podemos permitir que se tornem crônicos. Podem matar!

Sentimentos crônicos são aqueles com os quais não podemos nem devemos deixar de conviver:

Felicidade, compaixão, solidariedade, alteridade, caridade, amizade, amor…

Nem sempre trarão alegrias, nem sempre será fácil.

Podem também causar dor e reações adversas, particularmente o amor, quando não correspondido.

Porém, ainda que fique bem guardadinho dentro de nós, que tenha suas fases agudas e retorne para seu cantinho,

Sempre fará bem, sempre, especialmente a quem o sente.

Alda M S Santos

 

 

 

 

Ventos

VENTOS

Uma brisa, um ventinho leve, uma ventania

Aprecio seus efeitos estimulantes ou calmantes.

Se felizes, senti-lo na pele é extremamente prazeroso.

Causa euforia, animação, energia.

Se tristes, tem o poder de relaxar, de acalmar.

Um desânimo, uma alma angustiada, um coração apertado

Uma saudade, uma mente inquieta, um corpo cansado…

Na sacada, no alto de um prédio,

No alto de uma montanha, sentados na relva.

Na rede, na varanda, de madrugada, olhando a lua

Pedalando furiosamente numa estrada qualquer

Numa motocicleta, sem capacete, com cuidado.

No lombo de um cavalo trotando em trilhas na mata.

Num carro, vidros abertos, música alta, velocidade máxima…

Apertando o pé e seguindo em frente.

Sentindo o vento secar as lágrimas insistentes

Desarrumando os cabelos já rebeldes.

Levando embora o que é ruim, trazendo o que é bom!

Arrumando as gavetas da alma e do coração…

Alda M S Santos

Meditação

MEDITAÇÃO

Simples ato de afastar qualquer pensamento da mente 

Voltar-se para a própria respiração

Para dentro de si mesmo.

Aparentemente simples, básico e natural, 

Não é tão fácil assim!

Nossa mente está sempre carregada

Com os ruídos de fora

Com os movimentos constantes de dentro.

Necessário, porém, principalmente quando se busca algo.

Entendimento, discernimento, calma, soluções, aceitação.

Desenvolve a concentração, melhora a disciplina, reduz o estresse. 

Esse “esvaziar-se” de tudo

Abre espaço para novos brotos germinarem

Mais fortes, mais vivos…

É uma questão de acreditar e praticar.

Pode ser muito prazeroso e benéfico.

Pode crer! 

Alda M S Santos

Liberdade

LIBERDADE

Busco a liberdade que almejo

Esse bem raro e precioso

Na simplicidade que me cerca

Deitar numa rede ou numa relva

Olhar para o céu e deixar-me levar

Soltar a mente, permiti-la voar junto àquele gavião

Viajar nos versos ternos de um poema

Ou na história triste de uma prosa.

Janelas do carro abertas, música invadindo tudo, vento nos cabelos

Pisar fundo e sentir que poderia voar pra bem longe, sem destino

Correr, dançar, soltar tudo que puder e quiser no papel

Embrenhar-me numa mata, respirar fundo, cheiro de mato

Cor de mato, sons do mato, encanto do mato…

Banhar-me lentamente num rio caudaloso, numa cachoeira, ou num chuveiro quentinho

Meus pensamentos e eu…

Encostar a cabeça nos joelhos, fechar os olhos e sonhar…

Nosso maior ato de liberdade permitido.

Que ninguém jamais poderá nos tirar…

Alda M S Santos

Barulhos de dentro

BARULHOS DE DENTRO

Eta mundo barulhento!

Muitos e muitos decibéis a invadir nossos tímpanos

De todos os tipos, timbres, inúmeros ruídos

Graves, agudos, verdadeira poluição sonora.

Nossa percepção acústica acaba por se confundir.

Frequências sem padrão,

E o efeito é um sinal complexo.

Difícil de ser caracterizado com exatidão.

Tantas vezes são bem vindos!

Principalmente quando os escolhermos

Com o intuito de confundir outros ruídos de fora

Ou, particularmente, para abafar os barulhos de dentro.

Aqueles que gritam, confusos, não os entendemos, não aceitamos,

Tampouco conseguimos silenciá-los!

Cantamos alto, desafinados, rimos, choramos, dançamos

Aquela linda canção, no volume máximo, repetidas vezes.

Que nos isola lá de fora, nos isola cá de dentro

E, em transe, no meio do caminho, ficamos.

Aguardando quem sairá vitorioso:

O barulho de fora ou o barulho de dentro…

Alda M S Santos

Hoje, não!

HOJE, NÃO!

Quando abro meu guarda-roupas todas as manhãs, escolho o que usar:

Um vestido estampado, uma sandália confortável, roupas íntimas, maquiagem, perfumes, cabelos esvoaçantes, acessórios diversos… 

Outras vezes, posso escolher cores mais escuras, sem acessórios, rosto lavado, cabelos presos…

Tudo vai depender do meu estado de espírito.

Posso, simplesmente, olhar para aquele vestido alegre e dizer: hoje, não! 

Quisera fazer isso também com os sentimentos!

Abrir a porta de minhas emoções todas as manhãs e dizer:

Fiquem aí fechadas nesse porta-sentimentos: tristeza, melancolia, saudade, sensualidade, raiva, frustração.

Hoje, não!

E abrir a caixinha da alegria, solidariedade, compreensão, paciência, amor.

Podem chegar!

Todos eles fazem parte de nós. Estão guardados lá dentro. Não temos como excluí-los, mandá-los embora. 

Alguns saem sem autorização e tentam confundir tudo. Não respeitam sua vez.

Como não são muito obedientes, o jeito é aprendermos, do modo que conseguirmos, a lidar com eles.

A experiência é nossa aliada nesse processo.

Muitas vezes os sentimentos que não queremos ficarão apenas nos tangenciando, sem grandes interferências. 

E os que mais usarmos se tornarão quase que nosso uniforme emocional! 

Assim como não saímos de casa nus, também não ficamos nus emocionalmente.

Certo é que sempre estaremos carregados deles, e são eles que passaremos para os outros, querendo ou não.

Hoje, sim! Hoje, não! Nós fazemos a opção.

Alda M S Santos

Além do horizonte

ALÉM DO HORIZONTE

Os anos passam, a tecnologia avança, as pessoas crescem

A medicina evolui, o amor e o romantismo se transformam…

Todos para melhor, certo? Há sérias controvérsias!

No que tange ao amor e ao romantismo houve transformações

Mas, para melhor? Analisemos!

Basta uma simples “apreciação” nos nomes pensados para atrair

Entre “bondes”, “gaiolas” “popozudas”, “safadões”, “créus”,

“Fogosas” e “quebra-barracos”

Ainda podemos encontrar “letras” que atingem fundo:

“Meu p. te ama”, “piranha recalcada”, “late, que eu to passando,”,

“Um otário para bancar”, “encaixa nela”…

Todas dessa estirpe!

Como diria o “ultrapassado” Roberto Carlos, são muitas emoções.

Como ficam o amor e o romantismo, a sedução, o namoro no portão?

A conquista, o dar-se as mãos, as poesias num cartão, as rosas?

“Aquelas rosas que não falam, mas exalam o perfume que roubam de ti”?

São as mesmas as “amadas amantes” de hoje?

Prefiro um amor velhinho e ultrapassado

“Esse amor demais antigo, Amor demais amigo, Que de tanto amor viveu”

Mesmo os amores não vividos eram lindos, poesia pura!

“Tentei deixar de amar, não consegui/Se alguma vez você pensar em mim

Não se esqueça de lembrar/Que eu nunca te esqueci”.

Alguém aí entendido de “bondes”, pode me informar

Onde passa o próximo com destino ao passado?

Vou a “120, 150, 200km por hora”…

“Além do horizonte deve ter algum lugar bonito pra viver em paz”

“Não deixo marcas no caminho pra não saber voltar”…

Alda M S Santos

Sonhos e mais sonhos

SONHOS E MAIS SONHOS

Tenho sonhado muito, muito mesmo!

Não sonhos acordada, também os tenho.

Mas sonhos dormindo, aqueles que não escolhemos ou controlamos.

Aqueles que são escolhas de nosso inconsciente confuso ou agitado.

Alguns são bem claros, continuação de algo vivido durante o dia.

Outros são bem misteriosos, sinistros.

Tudo parece distorcido e irreal, mesmo que seja algo bom ou desejado.

E ficamos a especular sobre o que há de real neles.

A Neurociência não explica porque eles acontecem, mas afirma que são positivos e únicos.

Alega que nossos sonhos buscam memórias novas e velhas em uma ordem que não é sequer parecida com a que elas foram adquiridas, por isso parecem estranhos. 

Tentamos entender se são prenúncio do porvir.

Se precedem futuro bom ou alguma tragédia. 

Penso que nos sonhos processamos algo que somos impedidos ou censurados de alguma forma no mundo real.

Nosso cérebro, mesmo em repouso mantém a atividade. E nem creio que o que lembramos ao acordar seja tudo.

E não podemos fazer uma interpretação genérica. Cada sonho tem significado com relação à vivência de cada pessoa.

São uma maneira inteligente do nosso cérebro de nos salvar da insanidade.

De qualquer modo, gosto muito de sonhar, acordada ou dormindo, e sempre tento analisá-los. 

Alda M S Santos

ADEUS

ADEUS

Tudo tem começo, meio e fim, 

Tempo contado, prazo de validade

Não importa!

O que vale é aproveitar, curtir, mergulhar fundo

Esgotar as possibilidades

E não se lamentar

Apenas agradecer!

À vida, a Deus, gratidão.

A essa terra, a esse mar maravilhoso, adeus! 

Até breve! 

Alda M S Santos

Memórias

MEMÓRIAS

Memórias são lufadas de ar que ventilam nossos dias

Impedindo a asfixia em alguns momentos 

São gotas de energia a irrigar nossa emoção

Com sorrisos ou lágrimas 

São páginas amareladas de nosso viver 

Capítulos revisitados, reescritos

São combustível que mantêm girando o motor da vida

Chegam quando querem, invadem, alegram, 

E se vão…deixando saudades…

Assim, continuamos a produzir nossa história,

Novas memórias…

Alda M S Santos

Resiliência

RESILIÊNCIA

Coqueiros…

Magnífico seu movimento ao sabor do vento.

Inclinam-se para um lado e para o outro

Folhas dançam ao ritmo da brisa ou ventania

Possibilitando um encantamento a mais 

Do alto, tudo veem

Raízes profundas, troncos fortes

Folhas flexíveis, frutos saborosos…

Tudo suportam…

Resiliência…

Doam seus frutos

Cedem algumas folhas

Mas mantêm firmes troncos e raízes.

Assim são as pessoas mais felizes

Aprendem, crescem, evoluem, mudam

Por si mesmas, pelos que amam,

Sabem a hora de falar, de silenciar, de recuar, de prosseguir, de se doar,

Cedem a vez, abrem caminho.

Esperam a tempestade passar

Sem perder a essência, a base, a raiz…

Encantos que traz na alma.

Resiliência.

Tudo em nome da vida

Tudo em nome do amor. 

 Alda M S Santos

Mar

MAR

Mar que é belo, infinito, tranquilo e misterioso

Mar que anima, que ativa, que energiza e instiga ânimos 

Mar que relaxa, que acalma, que apazigua e sossega corações…

Mar que se conecta com nosso interior,

Que saibamos aproveitar tudo que Deus envia

Em forma de natureza.

Alda M S Santos

Somos insanos

SOMOS INSANOS

Todos nós, humanos, somos insanos.

Em variados graus.

Qual seu grau de insanidade?

Somos a única espécie a, deliberadamente, colocar-nos em “risco”.

Por puro prazer.

Quer os cabelos sejam castanhos, louros ou prateados…

A pele lisa, branca, negra ou marcada pelo tempo. 

Liberar adrenalina, vencer os medos,

Aumentar a emoção, superar nossos limites, ser radical…

Divertindo-nos!

Qual seu grau de insanidade?

Sei que me superei!

De 0 a 4:

Insanidade: 3

Emoção: 4

Adrenalina: 4

Superação: 4

E, o mais importante:

Satisfação: 10!

Sou gente, sou “insana”!

Alda M S Santos

Com emoção?

COM EMOÇÃO? 

Com ou sem emoção, moça? Coca-cola ou guaraná?-pergunta o bugueiro cearense.

Gosto com emoção- respondo.

E partimos para nosso passeio com emoção.

Emocionante é aquilo que nos toca, nos alegra, nos diverte, mexe com nossas estruturas, nos dá prazer.

Se machucar, ferir, doer, causar medo ou ansiedade, a emoção deixa de ser prazerosa. Aí podemos dispensar.

Cada um de nós tem seus limites físicos e emocionais e seu modo de viver a emoção.

“Só de estar aqui já é emocionante”- conclui o bugueiro.

O que realmente vale é que todos os momentos sejam emocionantes para quem os vive.

Os outros são os outros… 

Outra história…

Alda M S Santos

Emoções

EMOÇŌES 

Cercados por elas, todo o tempo

Obstáculos e superação

Dor e cura

Lutas e vitórias

Dúvidas e fé 

Discussões e conhecimento 

Trabalho e conquistas

Cuidados e saúde

Tristeza e doenças

Bondade e doçura

Energia e alegrias

Experiência e sabedoria

Raiva e desamor

Solidariedade e amor

Carinho e mais carinho

Amor e felicidade.

Amor gerando amor…

Emoções que se entrelaçam

Na roda da vida…

Quanto mais tempo giramos

Mais entrelaçados ficamos

Podem aparecer sem escolhermos  

Podemos decidir quais cultivar

Quais manter em

nossos canteiros… 

Alda M S Santos

Ressaca emocional 

 RESSACA EMOCIONAL 

A ressaca, aquele mal estar que se segue aos porres, não é nada agradável. 

Sobrecarregado por um elemento exterior em excesso, o corpo sofre e reage com dores, náuseas, fadiga e tristeza.

Podemos sofrer de várias ressacas: físicas, químicas, emocionais.

Um dia de esporte intenso gera ressaca física.

Uma noite de álcool excessivo gera ressaca química.

Um período de fortes emoções gera ressaca emocional. 

A ressaca física requer repouso.

A ressaca química requer muita água para expulsar o álcool do organismo.

E a ressaca emocional? Como afastar sentimentos? Como não sentir? Quer sejam bons ou ruins aquilo que sentimos excessivamente, e por períodos maiores, é possível evitar?

Uma dor causada por doença, o afastamento de alguém querido, a perda de um trabalho, mudanças bruscas no nosso cotidiano…

E tantas vezes chegam juntas! 

Penso que para as ressacas emocionais devem valer as mesmas dicas das ressacas físicas e químicas: 

Descansar: corpo e mente. Repousar é repor energia.

Hidratar: água, líquidos ajudam o bom funcionamento do corpo todo, principalmente do cérebro. Teremos boas ideias.

Alimentar: o corpo precisa de energia para trabalhar. Privá-lo disso é dificultar sua atividade.

Ingerir açúcares: álcool e esportes reduzem açúcares no sangue que precisam ser repostos. 

Na ressaca emocional precisamos da doçura dos nossos amigos e amores. 

Só eles poderão nos ajudar a acabar com a fadiga, o cansaço, o enjoo, a desidratação e a tristeza dela originada. 

Amigos são remédios naturais e sem contra-indicações. 

Quero posologia intensa e uso contínuo. 

Alda M S Santos 

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