PARCERIAS
Parcerias…
No jogo, no amor, na vida…
São elas que determinam nossas conquistas.
E nosso parceiro primeiro somos nós mesmos
Não podemos desistir de nós
De nossos gostos e vontades.
Esses que fazem com que estejamos inteiros para os outros
Para que possamos ser parceiros do outro.
Alda M S Santos
QUANDO ATÉ RESPIRAR DÓI
Quando a alma está machucada
E até respirar dói
Só as lágrimas limpam e lavam o caminho
Para encontrarmos o remédio
No silêncio de nós mesmos.
Alda M S Santos
CORAÇÃO NA MÃO
Onde bate seu coração?
No próprio peito, tranquilo e em paz?
Na mão, temeroso e ansioso?
Em trânsito, corajoso e perdido, em busca de abrigo?
Noutro peito, como inquilino provisório, sempre em dívida?
Dividindo morada, batendo aqui e lá, ao mesmo tempo, em sintonia, em uníssono?
Coração é forte, mas quando bate junto é insuperável!
Escolha onde quer deixar que o seu bata!
Alda M S Santos
CAUSANDO
Causar, abafar, abalar, agitar!
Entre tantas novas ondas,
Que vão e que vêm, que fazem barulho, que se esvaem,
Prefiro ser aquela água fresca que chega devagar
Refresca e deixa-se absorver pela areia
E, sem qualquer estardalhaço, unem-se
Como dois amantes,
Tornando a paisagem mais linda!
Alda M S Santos
Amar é…
Desafiar a lei da gravidade
É viver em constante suspensão
É tornar o sonho, realidade
Ignorando a força que vem do chão.
Alda M S Santos
BEIJOS, LINGUAGEM UNIVERSAL
Beijos são linguagem universal, vários tipos, vários significados.
Há o beijo na testa, representa cuidado e proteção.
O beijo na mão quer dizer respeito e admiração.
O beijo rápido no rosto é de alguém que se apresenta para o outro.
O beijo nas bochechas, cujas mãos seguram a cabeça, um abraço se segue, fazem um carinho, é o que diz: tudo bem, estou aqui, conte comigo!
O beijo de nariz é o beijo da cumplicidade e bom humor.
O beijo selinho, toque rápido de lábios com lábios, é cumprimento mais íntimo e carinhoso, de almas afins.
O beijo na boca, sempre acompanhado de abraços, carícias, é o encontro das almas numa só morada, onde gostariam de habitar para sempre.
Beijo é linguagem de um idioma só:
O Amor.
Alda M S Santos
CIÚME É AMOR?
Se pudéssemos escalonar, organizar os sentimentos
Em ordem de relevância, aceitabilidade e produtividade
O ciúme estaria nos últimos lugares.
Até depois do ódio.
Porém, apresentaria uma diferença crucial:
O ódio é reconhecido como 100% negativo, unanimidade.
Já o ciúme ainda é tido como prova de amor.
Definitivamente, não é!
A reação de cuidado com o outro, de proteção, de medo de perder,
Isso não pode ser chamado de ciúme. É até saudável.
O ciúme é maléfico, danoso, desconfiado,
Coisa de uma mente doente, possessiva e insegura.
E, quase sempre, evolui para o ódio.
Contudo, em diferentes graus, quase ninguém está a salvo;
De ser o ativo ou o passivo dos ciúmes.
E nenhuma das duas alternativas é agradável.
O ciumento sofre e faz sofrer, pois usa vendas
E só enxerga o que sua mente doente quer ver.
Desconfia, acusa, maltrata, fiscaliza, prende.
E nunca, nunca mesmo pode ser benéfico, visto que é irracional.
Ciúme é fogo que consome aos poucos o que há de bom no amor.
Se o intuito for prender, segurar o outro,
Quase sempre fracassa e o tiro sai pela culatra
Acaba por afastar seu “objeto” de adoração.
Quem sofre com os ciúmes, ativo ou passivo,
O ideal é que se faça um tratamento ou fuja dessa relação.
Alda M S Santos
AMOR/AMIGO
O que se espera de um amigo/a?
Mais ainda do que se espera de um amor.
Pois a amizade é um amor especial, diferente, mais leve,
Sem tantas cobranças, ciúmes ou desatinos.
Amizade tem confiança, confidências, lamentos, congratulações.
Não há necessidade de impressionar, há naturalidade, transparência.
Há ouvidos atentos, braços abertos, ombros largos, expressão calorosa.
A alegria na companhia do outro salta aos olhos de qualquer um, por mais diferentes que sejam entre si.
Onde há ao menos dois amigos/as juntos há risadas, gargalhadas, zombarias.
Também há papos sérios, conselhos,
puxões de orelhas, lágrimas, logo enxugadas pelo outro.
Há carinhos, abraços, toques, sorrisos…
Acima de tudo, os amigos acreditam uns nos outros.
Defendem-se perante tudo e contra todos.
Conhecem todos os seus defeitos e qualidades.
E tudo faz parte do mesmo pacote de amor.
Qualquer coisa boa ou ruim que lhes aconteça pensam logo nos amigos/as. Sabem que nunca os decepcionarão.
Torcem pelo sucesso um do outro e as competições, se houver, são saudáveis!
Um amor para ser completo precisa ser um amor/amigo.
Já a amizade basta por si só, pois o amor incondicional é sua essência.
Amizade verdadeira assim é coisa de alma!
Muito raro de encontrar!
Alda M S Santos
AMOR, AMAR!
Amor é substantivo abstrato, pois designa um sentimento:
“Amor é dor que desatina sem doer”
Amor é adjetivo, pois qualifica um ser agradável:
“Ela é um amor de pessoa”!
Amor é objeto direto, pois completa o sentido do verbo:
“Não há quem não goste de fazer amor”.
Amor é advérbio de modo, pois modifica o verbo:
“Cuida dele amorosamente, independente do que faça”.
Amor é sujeito: aquele que age sobre o verbo
“O amor cura todas as feridas”.
Amor é predicado: o que se diz sobre o sujeito:
“Aquele senhor não é muito amoroso!”
Mas principalmente, o amor é verbo.
Ele não poderia ser mais nada se não sofresse nossa ação direta ou indireta.
Amor é construção diária! Eu amo, tu amas, ele ama!
Eu sofro, tu és feliz, ele acredita! Não importa!
Verbo amar! Quero conjugar!
Em todos os tempos, modos, vozes e espaços!
Alda M S Santos
O QUE MATA O AMOR?
O que mata o amor? Quem disse que amor não morre?
Morre sim, definha, sofre de inanição, desidratação.
Amor é algo vivo, e tudo que é vivo pode um dia morrer.
Alguns ficam em fase terminal no CTI por anos a fio,
E morrem…
Outros sofrem morte súbita, violenta, trágica.
Uma palavra mal dita aqui, um descaso ali, um esquecimento acolá,
Uma pequena indiferença, um olhar sem ver, uma desconfiança,
Uma dúvida não esclarecida, discussões inoportunas e sem tato,
Um silêncio fora de hora, uma impaciência a qualquer hora,
Um abraço que não toca, uma pessoa que não se toca!
O amor nasce nas pequenas coisas, quando percebemos, amamos
E não sabemos explicar porque, normalmente listamos inúmeras coisinhas…
Sua morte também se dá da mesma maneira,
De pequenas em pequenas coisinhas,
Quase sempre as mesmas de outrora, que amamos, e foram-se embora.
Aquele sorriso cativante, aquele olhar carinhoso, aquele abraço terno,
As palavras doces, calmantes e oportunas,
A atenção que se esqueceu de prestar atenção…
Desidratando, desnutrindo, definhando, morrendo…
A boa notícia é que mesmo pacientes no CTI podem se recuperar e sobreviver!
Alda M S Santos
PÍLULA COLORIDA!
Capazes de aumentar o interesse,
E promover bem estar a dois, ativar os relacionamentos
Muitos se apresentam como opções
Catuaba, ginseng, mel, castanhas,
Canela, pimenta, chocolate, gengibre
Até uma milagrosa pílula azul surgiu.
Há os tradicionais e infalíveis:
Beleza, sorriso, alegria, atenção, dedicação…
Uma boa conversa e inteligência têm também seu lugar
Mas não existe afrodisíaco maior que o amor e a confiança
Essa é a pílula colorida
Não se engarrafa, não se comprime, não há contra indicações, nem risco de super dosagem.
E o sabor é doce…
Não se vende, se conquista!
Cuidado com os genéricos!
Alda M S Santos
AMAR É…
Amar é respeitar…
Respeitar o tempo do outro, as fases,
Os momentos de alegria, de exposição de ideias, de sorrisos
De palavras, de autoconfiança, de fé.
Amar é aceitar, ainda que doa
A necessidade de introspecção,
De silêncio, de mergulho em si mesmo,
De recusas, de certas ausências,
De baixa autoestima, de dúvidas ou descrenças.
Amar é entender, compreender
Que cada modo de ser carrega um modo de amar
Que a sinceridade é essencial, sempre
Que as palavras têm peso, as atitudes, idem.
Amar é querer reciprocidade, sim,
Pois é ela que abastece, que nutre, que aduba,
Que irriga, que faz crescer o amor.
Amar é, acima de tudo, confiar
Confiar na eternidade do amor do outro
De longe ou de perto,
Pois mesmo que pareça adormecido em alguns períodos,
Ele apenas hiberna para romper mais belo e forte.
Alda M S Santos
SOBRE O AMOR
O amor é o sentimento mais complexo que existe.
Tanto que muitos não escolheriam vivê-lo, se pudessem.
Ele carrega consigo a carga da perfeição. E isso é muito difícil de lidar.
Além do mais, há vários tipos, intensidades, além da necessidade de aliados para se manter.
Outros são bem mais fáceis.
Ódio é ódio e pronto! Feio, mas “puro”! Sem misturas. Não há tipos de ódio. Apenas um, e mortal.
Amizade é amizade, linda, leve, plural, recíproca, verdadeira. Não exige nada. Quanto mais, melhor.
O amor tem vários tipos e é exigente.
Há amor declarado, possessivo, amor secreto, amor platônico, amor duplo, egoísta.
Pode ficar letárgico uma vida inteira, esperando um sopro de vida para acordar. Pode ser assassinado pelo descuido.
Amor exige reciprocidade, exige fidelidade, exige beleza, sensualidade, confiança, respeito, presença constante.
Amizade pode ser muitas ao mesmo tempo, o amigo pode ser feio, rabugento, desde que te faça sorrir, fica lindo.
O amor exige atenção direta, que desperte paz de espírito e solte borboletas no estômago.
Exige que tenhamos gostos parecidos, romantismo, que caminhemos pro mesmo lado, que coloquemos o outro como prioridade e que nossos olhos tenham apreciação única.
Confunde a mente, aperta o coração, deixa a alma vazia, se não correspondido.
Tão imperfeito, porque vive dentro de seres imperfeitos!
Enquanto quisermos sua perfeição, sofreremos.
Essa é nossa falha!
Apesar disso, é lindo e poderoso.
Frágil e delicado como uma borboleta, insistente e barulhento como um grilo, forte e feroz como um leão.
Pode estar à mão ou distante do nosso toque.
Uma vez sentido, nunca mais iremos querer dele abrir mão.
Uma vida sem amor é uma vida sem cor e sem brilho.
Alda M S Santos
ENCONTRO
Ele a aguardava no início de um longo caminho
À frente descortinava-se paisagem paradisíaca
Céu azul e nuvens branquinhas, um por-do -sol de tirar o fôlego, gramíneas e árvores frondosas no caminho.
Ela chega, ele estende a mão para recepcioná-la, olhos nos olhos, falam silenciosos
Mãos dadas iniciam lentamente aquele longo caminho.
Às vezes se olham, sorriem, se entendem.
Qualquer dúvida, receio ou problema tinha ficado para trás.
Vestes leves, esvoaçantes, pés descalços
Os dela estavam machucados, ele se abaixa, faz um carinho em seus pés feridos.
Levanta-a no ar num longo abraço…
Poderiam ficar sem respirar, a energia fluía de um corpo ao outro, de uma alma à outra.
Parece querer absorvê-la, não deixá-la nunca mais sair de perto.
Cabeça encaixada em seu ombro, ela sorri e chora ao mesmo tempo.
Enfim, estão no lugar certo, tão desejado!
Cenário cinematográfico: silhuetas abraçadas ao por-do-sol.
Hora das letras FIM aparecerem,
Porém, o que aparece é
RECOMEÇO
E vão desaparecendo lentamente, abraçados, juntos, ao longe.
Alda M S Santos
ALÉM DO HORIZONTE
Os anos passam, a tecnologia avança, as pessoas crescem
A medicina evolui, o amor e o romantismo se transformam…
Todos para melhor, certo? Há sérias controvérsias!
No que tange ao amor e ao romantismo houve transformações
Mas, para melhor? Analisemos!
Basta uma simples “apreciação” nos nomes pensados para atrair
Entre “bondes”, “gaiolas” “popozudas”, “safadões”, “créus”,
“Fogosas” e “quebra-barracos”
Ainda podemos encontrar “letras” que atingem fundo:
“Meu p. te ama”, “piranha recalcada”, “late, que eu to passando,”,
“Um otário para bancar”, “encaixa nela”…
Todas dessa estirpe!
Como diria o “ultrapassado” Roberto Carlos, são muitas emoções.
Como ficam o amor e o romantismo, a sedução, o namoro no portão?
A conquista, o dar-se as mãos, as poesias num cartão, as rosas?
“Aquelas rosas que não falam, mas exalam o perfume que roubam de ti”?
São as mesmas as “amadas amantes” de hoje?
Prefiro um amor velhinho e ultrapassado
“Esse amor demais antigo, Amor demais amigo, Que de tanto amor viveu”
Mesmo os amores não vividos eram lindos, poesia pura!
“Tentei deixar de amar, não consegui/Se alguma vez você pensar em mim
Não se esqueça de lembrar/Que eu nunca te esqueci”.
Alguém aí entendido de “bondes”, pode me informar
Onde passa o próximo com destino ao passado?
Vou a “120, 150, 200km por hora”…
“Além do horizonte deve ter algum lugar bonito pra viver em paz”
“Não deixo marcas no caminho pra não saber voltar”…
Alda M S Santos
AMOR SOB REFORÇO
Amor é como vacina, precisa de reforços periódicos para se proteger,
Proteger das inseguranças, desconfianças e más interpretações.
Amor é retribuição, é troca, é doação, é interação
De papos, de passeios, de beijos, abraços e carinhos,
Para manter-se em atividade e não se apagar.
Amor “exige” bilateralidade
De palavras e olhares de apoio, de admiração, de incentivo, de desejo,
Para não se embaçar e tornar-se fosco nas tempestades da vida.
Amor que se propõe à eternidade
É só aquele que vem acompanhado da reciprocidade
Não aquela silenciosa, que se cala, que deixa o outro adivinhar ou perceber por si só,
Mas a que demonstra, que verbaliza, que não permite que se desmanche, e não se envergonha do amor que sente.
Alda M S Santos
AME, DO SEU JEITO, MAS AME!
“Vou te ensinar a amar”, pensamos, superiores, ou ouvimos, meio tristonhos.
Existe um modo único e certo de amar?
Crer nisso já é meio caminho perdido.
Tudo bem, algumas características são inerentes a todo modo de amar.
Querer o bem do outro, cuidar, incentivar, desejar, preocupar-se, colocá-lo como prioridade…
Porém, algumas características são bem individuais.
Há amor expansivo, que extravasa, carregado de carinhos e mimos.
Há amor meio possessivo, ciumento, controlador, cuidadoso.
Há amor carente, que cobra, que liga, que pede, que chora.
Há amor sensual, que aquece, que dá prazer, que satisfaz.
Há amor contido, calado, introspectivo, tipo “não tô nem aí”.
Há amor incondicional, acima de todas as qualidades e defeitos, é “superior”.
As pessoas são diferentes entre si, portanto, o amor que sentem será sempre diferenciado.
Cobrar do outro um amor igual ao nosso é minimizá-lo.
Porém, precisamos perceber o que o outro “precisa” e tentar nos aproximar disso.
Amor é complementaridade. Quem ama quer ser feliz fazendo o outro feliz. Isso é parte de sua felicidade.
Aceitar as diferenças implica em aceitar os modos diferentes de amar.
O que nos torna humanos mais completos é o amor.
Sendo assim, ame, do seu jeito, mas não deixe de amar.
Alda M S Santos
A MAIS LINDA MELODIA
Musicista e seu instrumento fazem parte um do outro.
Mãos que tocam e retiram das cordas a vibração desejada
Baquetas que bem movimentadas produzem sons graves, agudos, longos, suaves
Dedos que se alternam nas teclas e geram a resposta pretendida
Bocas que sopram no ritmo e momento certo, fazendo que o movimento do ar produza maravilhas musicais.
Um instrumento não “existe” sem o instrumentista
O instrumentista sem o instrumento não produz uma linda melodia.
São interdependentes.
Assim também são os amantes…
Como músicos e seu instrumento,
Um produzindo no outro a mais linda canção.
A beleza da melodia dependerá da afinidade e sintonia entre ambos.
Por mais perfeito que seja o instrumento, sem um bom instrumentista torna-se desperdiçado.
Em contrapartida, o desempenho de um músico torna-se sofrível se o instrumento não estiver à sua altura.
Contudo, juntos, a prática, o treino, a persistência e o amor pelo que faz
Formam bons músicos.
Produzem bons amantes.
Criam a mais linda melodia: a que vem do amor.
Alda M S Santos
OS MUROS DO AMOR
Por Alda M S Santos
Há muitos e muitos anos atrás, um rei muito bondoso, preocupado com a fome que assolava todo seu povo, e com a taxa de natalidade que crescia assustadoramente, baixou um decreto polêmico.
Com o intuito de estabilizar a natalidade e reduzir a fome, dividiu seu reinado com uma muralha. A partir dos quinze anos de idade, todas as moças e rapazes deveriam ficar em lados opostos dos muros. Não teriam qualquer contato com o sexo oposto. Exceto seus pais, que poderiam transitar pelos dois lados.
Assim, moças e rapazes passaram anos e anos convivendo apenas com outros do mesmo gênero.
A taxa de natalidade caiu muito e a fome foi controlada. A tristeza impedia uma alimentação mais consistente e a própria procriação dos casais já formados.
Passado algum tempo de isolamento, a taxa de mortalidade entre esses jovens cresceu assustadoramente, principalmente entre os rapazes, agora homens, o que preocupou bastante o rei.
Um médico foi chamado e nada se notou de doença física que pudesse ter causado tais males.
Teve início uma análise profunda da mente dos jovens remanescentes, os que estavam em melhor estado e aqueles que estavam em tristeza profunda.
Observou-se que a morte tinha ocorrido entre parcelas dos jovens que tinham mantido uma relação mais próxima com outro do sexo oposto antes do confinamento.
Porém, uma parcela menor, que também manteve contato com o gênero diferente do seu, estava em bom estado de saúde emocional.
Nesses, os médicos concentraram seus esforços e o que descobriram mudou toda a história.
Uma jovem, todas as manhãs, ao acordar, dava “bom dia” ao sol numa reverência, e “”boa noite” à lua. Muitas das outras a consideravam louca.
Questionada pelo médico, ela explicou que ao fazer aquilo sentia-se próxima do seu amado que tinha ficado do outro lado do muro. Antes de serem separados à força, todos os dias e noites ambos reverenciavam juntos o sol e a lua de mãos dadas: “Que esse sol que nos ilumina e aquece, mantenha sempre em nós o brilho do nosso amor”. O mesmo era dito à lua.
Ainda em dúvida, o médico verificou entre os rapazes que o que estava em melhor estado era o beneficiário do amor da jovem em questão. Ele também fazia o mesmo ritual.
O doutor acabou por verificar vários outros casos similares: jovens que cultivavam rosas, escreviam poemas, liam livros, nadavam ou exerciam alguma atividade que os conectasse, de alguma forma, aos parceiros do outro lado. Tendo a comunicação cerceada, os jovens arranjaram uma forma de manterem viva a sintonia entre eles.
Diagnóstico: causa mortis: tristeza e saudade. A natureza masculina e feminina necessitava uma da outra para manter sua vitalidade, sua saúde física e emocional.
O rei, arrependido do decreto, mandou que os muros fossem derrubados e que a natureza fosse restabelecida.
Os lindos casais formados tomavam todo cuidado para não formar um muro invisível entre eles.
Aprenderam, a duras penas, que em matéria de amor, tão importante quanto a proximidade física, é manter a comunicação, a sintonia, a proximidade emocional.
CUIDADOS DE AMOR
Pode ser um olhar penetrante, sapeca ou uma leve piscadela …
Um abraço apertado, que te levanta do chão, um tipo conchinha ou, simplesmente, que dure dois segundos a mais…
Um beijo longo e demorado, um selinho ou beijinho soprado de longe…
Um leve toque no rosto, mãos que se dão, dedos que se cruzam…
Um bom dia ou boa noite, uma mensagem a qualquer hora, um telefonema…
Um botão de rosa, bombons, um livro, um perfume…
Um “se cuide”, “fique bem”, “Deus te proteja”…
Um “lembrei de você”, “achei a sua cara”, “estou com saudades”…
Um “não se vá”, “fique”, “senti sua falta hoje”, “como está?”…
Um “preocupado com você”, “quero ajudar”, “conte comigo”…
Uma parte maior da pizza, do edredom ou do sorvete…
O poema, a música, o filme ou livro preferidos de surpresa…
Sua foto na carteira, na tela do celular, num arquivo secreto, na mente, no coração…
Aquela apertadinha safada, uma bobagem sussurrada no ouvido, dentes cerrados para não morder…
Um apelido carinhoso, aquela brincadeira ou código que só ambos entendem, cúmplices…
Não há desculpas…
Muitas são as maneiras de dizer “eu te amo”!
Ainda assim, as palavras são importantes.
Vão direto ao coração, sem escalas!
Não permitem a solidão ou abandono.
Já disse “eu te amo”, hoje?
Alda M S Santos
ENTRELAÇAR
Amar é se entrelaçar
Sempre…
Não só entrelaçar as pernas, os corpos
Bem mais que isso!
Amar é grudar nos pensamentos,
É juntar as emoções,
Partilhar desejos e sonhos
Entrelaçar almas em sintonia
Mesmo que não se entenda
Que não se explique
Apenas se sinta…
Entrelaçar no amor é
Formar laços entre dois seres
A ponto de não se identificar onde começa um ou termina o outro.
Alda M S Santos
SE FOR CAPAZ, CONSERVE
Se for capaz de te despertar sorrisos
Se te faz querer ser mais e melhor
Se for capaz de te emocionar com um simples gesto
Se te faz mais sensível e caridoso
Se for capaz de te aquecer com um olhar ou palavra
Se te enche de energia e vontade de lutar
Se for capaz de te fazer mais amável e cuidadoso
Se te acorda para a sua vida e para a de seu semelhante
Se for capaz de te fazer verter lágrimas de dor, saudade ou alegria
Se te faz avaliar a razão de seu viver…
Se for capaz de te fazer sonhar, acordado ou dormindo
Se te faz mais vistoso e alegre
Se for capaz de te fazer amar uma simples casinha na roça
Se for seu pensamento constante…
Se for capaz de tudo isso e outras coisas mais
Conserve…não se afaste!
Isso é amor!
À disposição de qualquer um
Mas poucos o encontram.
Alda M S Santos
AMOR PIRATA?
Há amor de todo tipo
Amor que chega de mansinho
Como uma pluma flutuando e pousa.
Há amor que faz que não quer, luta, briga
Acaba por “perder” a briga, nocauteado.
Há amor medroso, que foge, se esconde, não vê, não fala, inerte
Até vencerem seu medo e tornar-se de uma coragem de guerreiro ninja.
Há amor que invade com toda sua fúria,
Como um tsunami, abre espaços à força
Mas só conquista quando as águas baixam e vê o que restou.
Há amor roubado, pirateado?
Não!
Amor não é obrigação, desprazer, insatisfação.
Amor é doação, alegria, êxtase!
Amor é conquista!
Se foi roubado ou pirateado
Certamente não foi amor, não é amor!
Alda M S Santos
MÚSICA E AMOR
Música boa é como o amor
Seja qual for o ritmo
Doce, delicada, tocante ou forte
O que vale é que toque o coração
Comece num ritmo calmo
Ou numa batida forte
Que aqueça e leve todos a dançar
Num ritmo lento ou alucinante
Numa explosão de alegria e prazer
E deixe a sensação de tranquilidade e relaxamento.
Perfeita harmonia…
E a vida se faz poesia.
Alda M S Santos
PARES PERFEITOS
Há coisas que são boa pedida :
Pão com manteiga, frango com quiabo,
Queijo com goiabada, arroz com feijão.
São a dupla ideal:
Roberto e Erasmo, Sandy e Júnior,
Vinícius e Ipanema, Tonico e Tinoco
Atraem-se como ímãs:
Dedo do pé e quina dos móveis, carro lavado e chuva
TV e sono, rede e livro.
Não vivem uma sem a outra:
Cão e gato, Tom e Jerry,
Cinema e pipoca, muros e amassos.
São sinônimos:
Segunda-feira e preguiça, sexta e chopp
Sábado e balada, domingo e pelada.
São belezas naturais:
Criança e bola, dor de cotovelo e música brega
Praia e pôr-do-sol, viagem e romance.
Simples e gostosos:
Papai e mamãe, chuva e caminhada
Férias e cama, amigos e risadas
Inexistem um sem o outro:
Remédios e caretas, dentistas e frio no estômago
Apertos e orações, prova e dor de barriga.
São pares perfeitos:
Jesus e a humanidade, mãe e filho,
Trabalho e descanso, você e eu…
Alda M S Santos
AMOR GRADUADO
Amo mais que você
Possa dizer que me ama
Porque te aceito assim
Do jeitinho que és:
Ora falante, ora calado,
Sempre ciumento,
Sorridente, carinhoso,
Cricri, meio possessivo,
Cuidadoso, amoroso,
Meio radical, às vezes intransigente.
Desligado de certas coisas
Muito preocupado com outras…
Nunca desligado de mim.
Mas aprendi que não tem como medir sentimentos.
Não tem como graduar o amor,
Pois não há referencial.
Pessoas não são iguais!
Elas sentem de modos diferentes, inclusive o amor,
Principalmente o amor.
Meu 100% nunca será igual ao seu.
O que vale é que estejamos, ambos, entregues 100%.
Essa é a medida ideal:
Eu inteira, você inteiro.
Isso é amor!
Alda M S Santos
AMAR É ERRAR
Amar é errar quando queremos que o outro seja a personificação dos nossos desejos.
Amar é errar quando projetamos no outro todos os nossos sonhos, mais ainda quando exigimos a mesma projeção.
Amar é errar quando perdemos nossa individualidade, mas é erro maior quando retiramos do outro a sua individualidade.
Amar é errar quando tomamos posse do outro, quando invadimos sua intimidade, quando não confiamos.
Amar é errar quando exigimos exclusividade de tempo, espaço, pensamentos e ações.
Amar é errar quando as tristezas, dores, culpas ou arrependimentos são maiores que as alegrias.
Amar é errar quando impomos condições para amar, quando amamos apenas as qualidades do outro.
Amar é viver, viver é errar, aprender…
Amar é ser humano, ser falho, ser imperfeito.
Apenas o amor divino é perfeito!
Mas podemos buscar um amor mais profundo e verdadeiro, que sangre, que chore, que sofra, mas que sobretudo, gere alegrias e crescimento, para si e para o outro.
“Amor-perfeito é flor”, linda, mas é flor!
O amor é lindo em suas imperfeições e possibilidades!
Sou imperfeita, erro e amo! E amo muito!
Alda M S Santos
SE EU DEIXAR DE EXISTIR
Se um dia eu deixar de existir
Busque-me na natureza
No perfume das flores
Nas asas das borboletas azuis
Na chuva forte que cai
Numa cachoeira barulhenta
Num rio tranquilo e caudaloso
No bico de um beija-flor
Se um dia eu deixar de existir
Ouça-me no sorriso de uma criança
Veja-me no olhar sábio de um idoso
Sinta-me no amor de uma mãe que amamenta
Se um dia eu deixar de existir
Busque-me dentro de você
Procure-me no seu coração bagunçado
Parte da bagunça ou da organização
Certamente lá eu estarei
Só deixarei de existir
Quando você não mais me procurar dentro de si…
Aí, morrerei!
Alda M S Santos
O QUEBRA-CABEÇA E OS RELACIONAMENTOS
Observando os relacionamentos à minha volta chego à seguinte conclusão: nós, e a pessoa que nos é destinada, somos compostos pelas peças de um mesmo quebra-cabeça. O objetivo na vida é encontrar qual pessoa tem as peças que irão nos completar e vice-versa.
Passamos a vida montando esse quebra-cabeças, encaixando as peças em lugar errado, retirando, tentando de novo, acertando e tornando a errar. O problema é que, às vezes, passamos boa parte da vida tentando encaixar peças erradas, peças que não se completam.
Imagina um cachorro tentando encaixar uma perna de gato. Fica manco! Por isso existem relacionamentos tortos! Passam a vida forçando peças não afins a se completarem.
Quando veem que não vai dar, partem para outra. Aí, as peças já estão desgastadas, desbotadas, e, ainda assim, lutam para se encaixar em outro quebra-cabeças…
Devemos fazer como as crianças que misturam peças de quebra-cabeças diferentes. Dá trabalho, mas vale a pena separá-las para poder brincar direito.
Resumindo: o que vale é se divertir nessa brincadeira. Rir e aprender juntos com os erros e comemorar os acertos. Como em toda brincadeira, se deixou de ser divertido é hora de parar de brincar antes de começar a briga…
Alda M S Santos
NÃO BASTA
Não basta olhar, tem que enxergar além, sorrir, encantar.
Não basta tocar, tem que fazer sentir, arrepiar.
Não basta falar, tem que dizer algo que emocione, saber silenciar.
Não basta abraçar, é preciso enlaçar a alma com doçura, aquecer.
Não basta beijar, é preciso trocar bons fluidos, mergulhar.
Não basta provar o amor, é preciso despertar o amor no outro…
O amor que caminha lado a lado, no mesmo compasso e sintonia, se basta…
Alda M S Santos
QUANDO O AMOR NÃO É O BASTANTE
Quando vemos tantas pessoas que amam e, ainda assim, sofrem, podemos chegar a uma difícil conclusão: o amor é supervalorizado.
Vejamos uma mãe que luta dia após dia por um filho dependente químico, que o ama, acredita, investe, recomeça incansavelmente e, ainda assim, ele retorna ao vício, maltrata-a, maltrata-se. O amor dela se mantém, porém, nem sempre alcança seu objetivo.
O amor de um filho pelos pais que o ignoram, que não assumiram a função tão sublime recebida de Deus, deixando-os crescer à própria sorte. Mesmo assim, tantos filhos tentam, pelo amor, tirar os pais de vidas desregradas e infelizes.
Uma esposa que, independente dos adjetivos que receba de todos, insiste no amor ao marido que em nada a dignifica, que trai, que ofende física e psicologicamente, que não a completa, ou em nada ajuda relacionado aos filhos, ao lar ou à família.
Uma pessoa que trabalhe num asilo, que dedique seus dias a dar amor, atenção, carinho, e só vê simples rasgos de brilho naqueles olhos cansados e nebulosos pela tristeza do abandono.
Finalmente, talvez o maior de todos, alguém que ame outro alguém, romanticamente, e espera que esse amor seja o bastante para fazê-los estar juntos, porém, não é o que acontece. Muitas vezes não há reciprocidade, noutras há empecilhos diversos que impedem a aproximação. Tantas vezes o momento não é o adequado, ou a distância, a saúde, as famílias, o trabalho…
Certo é que o que mais vemos, até mais que amores plenos, são amores frustrados. Será que isso acontece porque supervalorizamos o amor, ou porque esperamos que ele faça milagres?
Avaliando essas situações chego a três conclusões.
Primeiro, o amor não poderia resolver tudo sozinho. Não salva um filho das drogas, os pais da infelicidade, os idosos do abandono, a esposa amargurada ou os amantes frustrados.
Segundo, o amor faz, sim, muitos milagres. O filho drogado, os pais desregrados, os idosos abandonados, os amantes, todos estariam muito piores se não fosse o amor que recebem, sentem ou distribuem.
E terceiro, quem recebe amor é privilegiado, mas quem é capaz de senti-lo ou doá-lo é quem sai no lucro, verdadeiramente. Pode até não obter grandes resultados, pois depende de vários sentimentos que estão no outro, dos quais não tem controle, mas impede que a situação do outro seja ainda pior.
Há também muitos que se salvaram com o amor recebido; pais, filhos, cônjuges, idosos, amantes. O amor é incansável!
Jesus sempre pregou o amor acima de tudo. Sempre sofreu e deu o máximo do amor por nós: Sua Vida.
O amor que se doa sempre retorna em dobro. Coração que ama está sempre cheio, vivo, vibrante, ainda que seja de lágrimas ou saudades.
Supervalorizar o amor pode parecer ingênuo, porém, subestimar sua força e seu poder certamente não é muito inteligente!
Alda M S Santos
Mais no meu blog http://www.vidaintensavida.wordpress.com
Quando queremos dizer que duas pessoas não combinam dizemos que parecem cão e gato. Mas será que isso é mesmo verdadeiro? Digo, os cães e os gatos.
Já vi muitos cães e gatos que brigam. É fato. Mas também já vi cães que brigam entre si, gatos que brigam entre si. E, o que pode parecer surpreendente para muitos, cães e gatos que combinam entre si, são afins, “amigos”, brincam juntos, se acariciam, comem e até dormem juntos.
Quem determinou que cães e gatos não combinam foram os seres humanos. E os animais ignoram isso e convivem bem, contrariando o ditado vigente. Salvo os casos em que uns pertencem à cadeia alimentar do outro.
Penso que não há norma ou poder que possa afastar dois seres que se propõem a conviver, se amar e se dar bem. Nem religião, política, futebol, raça, sexo, idade, nível social ou qualquer diferença que seja.
O que vai determinar que dois seres se atraiam, convivam bem, se tolerem ou se amem é a disposição de querer fazê-lo, ignorando preconceitos ou pré-disposições impostos e enraizados.
Se você é um gato, tenha um novo olhar para aquela cachorrinha. Mesmo ressabiado, chegue devagar, surpreenda , ensine e aprenda. A diversidade tem muito a nos ensinar!
Alda M S Santos
Eu amo: Uma expressão tão bonita, mas tão indevidamente utilizada que tem se tornado sem sentido, descartável, desvalorizada. Tornou-se corriqueira, trivial. Eu amo dormir, amo viajar, amo pizza, amo ginástica, amo vinho, amo dançar, amo Denzel Washington e amo você! Será que poderíamos colocá-los assim, no mesmo grau de importância?
Para mim, coisas e situações a gente gosta. Pessoas a gente ama. E não são todas também não. Algumas a gente apenas gosta, aprecia, outras nem isso, são indiferentes ou até desgostamos.
Nesse caso não sei se Denzel Washington seria pessoa ou coisa!
Já parou para pensar a quantas pessoas poderíamos verdadeiramente dizer “eu amo você”? Confesso, já disse que amo, quando deveria dizer que gosto, para coisas, tipo amo aquele livro ou filme. Mas nunca disse que amo para uma pessoa sem verdadeiramente amá-la.
Como saber se realmente amamos alguém? Claro, tem aquelas máximas: quando ela está sempre no nosso pensamento, viver sem ela é um tormento, a distância machuca e a presença torna tudo brilhante, queremos contar tudo pra ela, precisamos que nos conte sobre si, necessitamos fazer parte de sua vida, a urgência de tocar e ser tocado é grande… Esse “amor” mais passional, que quase todos conhecem, pode até nem ser amor, só o tempo é capaz de dizer.
Às pessoas que eu amo, sempre tenho necessidade de dizer que amo, mesmo que não consiga! Apenas um bate-papo, um encontro, um alô, sempre têm que terminar com um “eu te amo”, “Deus te abençoe”, “se cuida”. Se isso não for feito, fica faltando algo. A elas desejamos o melhor, lutamos por sua vida, caminhamos juntos. São aquelas que nos despertam sorrisos facilmente, sentimos aquele bem-estar só de estar em sua presença. Mas também são as capazes de provocar as dores mais profundas, de nos arrancar lágrimas. Quando o mal as atinge é como se atingisse a nós mesmos. Quando nos magoam, dói, sofremos. E fazemos por elas coisas inimagináveis.
Esse, de certa forma, é um amor condicionado à reciprocidade. É preciso retorno para se manter. Pode haver entre pessoas próximas ou distantes, mas precisa de alimento.
Há ainda o amor soberano, o amor incondicional, aquele que não espera nada em troca, nem perfeição, nem reciprocidade. Aquele que Jesus tem por nós. O amor que nos permite dar a vida pelo outro. Literalmente, morrer no lugar do outro, se preciso for, ou não, apenas dando tudo que temos de melhor.
Nós, humanos, somos capazes de sentir tal amor? Se o verdadeiro amor fosse apenas esse, a quantas pessoas poderíamos dizer realmente, sem exageros, “amo você”?
Independente disso, somos humanos, falhos, e o amor que somos capazes de sentir não deve ser escondido ou aprisionado. Se sentimos que amamos de verdade, devemos dizê-lo.
Ah, e Denzel Washington é uma pessoa que gosto!
A vocês que eu amo, certamente sabem, pois digo sempre: eu amo vocês!
E você, já disse a alguém hoje “eu amo você”?
Alda M S Santos