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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Amor

Se for capaz, conserve

SE FOR CAPAZ, CONSERVE

Se for capaz de te despertar sorrisos

Se te faz querer ser mais e melhor

Se for capaz de te emocionar com um simples gesto

Se te faz mais sensível e caridoso

Se for capaz de te aquecer com um olhar ou palavra

Se te enche de energia e vontade de lutar

Se for capaz de te fazer mais amável e cuidadoso

Se te acorda para a sua vida e para a de seu semelhante

Se for capaz de te fazer verter lágrimas de dor, saudade ou alegria

Se te faz avaliar a razão de seu viver…

Se for capaz de te fazer sonhar, acordado ou dormindo

Se te faz mais vistoso e alegre

Se for capaz de te fazer amar uma simples casinha na roça

Se for seu pensamento constante…

Se for capaz de tudo isso e outras coisas mais

Conserve…não se afaste! 

Isso é amor! 

À disposição de qualquer um

Mas poucos o encontram. 

Alda M S Santos

E se…

E SE…

E se o Sol esquecesse de nascer,

Ou a Lua se escondesse pra sempre na Nova? 

E se as flores não tivessem cor

Ou as mães não doassem amor? 

E se os pais não se amassem, os animais não cruzassem 

Ou os filhos não se mudassem? 

E se o mar sossegasse, a maré estagnasse,

Ou a noite não chegasse? 

E se as árvores não florissem, o rio não corresse,

Ou o sorriso esmorecesse? 

E se o abraço não acalentasse, o beijo não aquecesse,

Ou o olhar não falasse?

E se o namoro fosse dispensável, o amor descartável,

Ou só sexo bastasse, fosse saciável? 

E se tudo fosse fácil, o caminho limpo e plano

Ou a vida do jeitinho que a gente quer? 

Se pararmos pra pensar tudo tem sua razão de ser… 

Tudo é exatamente do modo que deve ser!

E se pudéssemos escolher,

Não a teríamos feito melhor.

Podemos melhorar nosso jeito de olhar para ela

Podemos mudar nosso modo de amá-la!

Alda M S Santos

Podas

PODAS

Se quisermos cortar regalias, podamos.

Se quisermos dar força posterior, podamos.

Se quisermos exterminar, é preciso extrair pela raiz.

Sentimentos ruins alastram sem precisar ajuda. 

Podar não adianta, é preciso exterminar. 

 Já o que é bom precisa ser cuidado, regado, adubado…

Precisa ser admirado e ter seus excessos aparados.

As mais lindas roseiras são podadas com carinho.

Quanto mais delas se conhece, mais se cuida, mais se ama.

Os mais belos sentimentos exigem ter conhecimentos aprofundados, arestas aparadas, podas que fortalecem realizadas.

A roseira e o jardineiro se beneficiam.

Sempre! 

Alda M S Santos

AMOR CULPOSO x AMOR DOLOSO

Amor culposo ou Amor doloso? Qual a pena?

Tudo bem, amor não é delito, não é ato impróprio, tampouco crime.

Acredito, porém, que, como nos homicídios, há o dolo, a culpa, a intenção de amar, que caracterizam o amor doloso. 

E há também o amor que se comete sem a intenção, ama-se por imperícia, imprudência, negligência ou falta de atenção ou cuidado que caracteriza o amor culposo.

No primeiro caso, no dolo, nós escolhemos o amor, nós cometemos o ato de amar. Nós buscamos, conquistamos, cativamos, prendemos. 

Já no segundo, no culposo, o amor nos escolhe , desatentos e desavisados somos alvejados, quando nos damos por nós, já fomos atingidos. Cativos, ficamos à sua mercê! 

Nesse tribunal superior do amor, como fazer acusações ou defesas? Que testemunhas arrolar? A quem responsabilizar? Como julgar? Que tipo de penalidade aplicar? 

Fundamental: quem pode ser o juiz? Quem tem cacife pra isso?

Há de se saber duas coisas:

Primeiro: se há vítimas.

 Segundo: havendo, deve-se levantar a seguinte questão: na possibilidade de retroceder, elas teriam escolhido não amar? 

Quase sempre ao se fazer essa pergunta a resposta é “não, não abriria mão do amor”.

 O “julgamento” é cancelado, tribunal encerrado, ausência de vítimas ou réus, “crime” não constante dos autos ou código penal. 

Entretanto, se a resposta for “sim, teria escolhido não amar”, somente quem poderá avaliar ônus, bônus, danos ou prejuízos físicos, morais ou emocionais são os próprios envolvidos. 

Ninguém mais! 

Só a eles cabe definir, aplicar, aceitar e cumprir a pena: juntos ou isolados. 

Sem caber recursos, dá-se por encerrada a sessão. 

Alda M S Santos 

O quanto você aguenta?

O QUANTO VOCÊ AGUENTA?

O quanto de tons de verde ou de azul do céu eu aguento?

Por quanto tempo eu suporto o silêncio que vem de fora?

O quanto de sossego sou capaz de aturar? 

Por quanto tempo consigo ficar sem ouvir a voz dos outros?

O quanto eu aguento de sons de pássaros, cigarras, galinhas d’angola, galos, macacos?

O quanto eu tolero dessa brisa que acaricia minha pele, disputando espaço com os mosquitos?

Por quanto tempo ficaria deitada aqui, apenas a observar?

O quanto de cores e sons eu preciso para viver? 

Tudo depende de quanta paz interior eu tenha!

Tudo depende da minha capacidade de conviver comigo mesma!

Tudo depende da minha (in)dependência dos outros. 

O quanto você aguenta?

Alda M S Santos

Por quê?

POR QUÊ?

Por que é tão fácil achar soluções para os problemas dos outros e tão difícil aplicá-las a nós mesmos?

Por que os filhos crescem, os pais envelhecem?

Por que o perto pode estar longe e o longe pode estar perto?

Por que a saudade dói, se o vivido foi bom?

Por que o amor chega, aparentemente, fora de hora?

Por que sofremos tanto por amor, se amor é bênção?

Por que sempre estamos querendo algo fora de nosso alcance?

Por que derramamos tantas lágrimas pelo que não vale a pena?

Por que poupamos sorrisos e carinhos?

Por que damos tanto ouvido a quem não nos interessa?

Por que perdemos tanto tempo com coisas sem valor?

Porque isso é a vida! 

Quando tivermos todas as respostas, provável que estejamos próximos do fim, ou não mais por aqui.

Não precisamos de todas as respostas. 

Precisamos de vida e, como tudo que é belo, ela é uma eterna e adorável incógnita!

Alda M S Santos

Viagem

VIAGEM 

Viajar é muito bom. 

 Há várias maneiras de fazê-lo! 

Viajamos de ônibus, de carro, de trem, de avião, de navio, de livro…

Nas páginas de um livro vamos mais longe, é muito prazeroso e com pouco gasto. 

Mas se quisermos viajar por aí acompanhados é só fincar raízes nos corações dos outros. 

As pessoas que moram no coração das outras nunca ficam pra trás. 

Vão com elas onde quer que elas forem. 

Sempre serão lembradas, faladas, queridas, saudadas…

Ando viajando por aí…

Levo viajantes por aqui…

E seguimos nossa viagem até o destino final. 

Alda M S Santos 

Simplesmente 

SIMPLESMENTE

Eu queria ser…

Suave como o beijo do beija-flor

Natural como a cor de uma rosa

Potente como as águas de uma cachoeira

Eu queria ser…

Forte como o sol do meio-dia

Cálida como a luz do luar

Misteriosa como a escuridão da noite

Eu queria ser…

Brilhante e colorida como uma esmeralda

Paciente como a ostra que produz a pérola da própria dor.

Sábia como a natureza que sempre se renova

Eu queria ser…

Serena como o orvalho que brilha prateado

Confiante como as aves que se recolhem e esperam a tempestade passar

Amorosa o bastante para nunca duvidar do poder do amor…

Eu queria… simplesmente isso.

Mas Deus me fez 

Simplesmente eu…

Ora forte, ora frágil

Ora brilhante, ora fosca

Ora esperta, ora tosca

Ora amarga, ora doce

Ora segura, ora perdida

Ora fria, ora quente…

Sempre crente no hoje 

E num amanhã que virá sempre melhor 

Ele me fez assim,

Simplesmente…

E assim me ama. 

Sou grata! 

Alda M S Santos

Amor pirata?

AMOR PIRATA?

Há amor de todo tipo

Amor que chega de mansinho

Como uma pluma flutuando e pousa.

Há amor que faz que não quer, luta, briga

Acaba por “perder” a briga, nocauteado.

Há amor medroso, que foge, se esconde, não vê, não fala, inerte

Até vencerem seu medo e tornar-se de uma coragem de guerreiro ninja.

Há amor que invade com toda sua fúria,

Como um tsunami, abre espaços à força

Mas só conquista quando as águas baixam e vê o que restou.

Há amor roubado, pirateado? 

Não!

Amor não é obrigação, desprazer, insatisfação.

Amor é doação, alegria, êxtase!

Amor é conquista!

Se foi roubado ou pirateado

Certamente não foi amor, não é amor! 

Alda M S Santos

Digo sim

DIGO SIM

Digo sim para a luz do alvorecer

Para os recomeços e também

Para os tropeços que nos guiam o caminhar 

Digo sim para a chuvinha fina e constante que irriga 

E, pacientemente, abastece lençóis freáticos,

Digo sim para as tempestades, raios e trovões

 Que nos amedrontam, alertam e encantam.

Digo sim para o amor

Para as alegrias que proporciona

E também para a dor que venha a causar.

Dor que nos faz crescer, avaliar e ser melhores a cada dia. 

Digo sim para vocês

Que caminham comigo e enchem meus dias de emoção e carinho.

Digo sim para a saudade, o prazer revivido em cada lembrança

Saudade que abastece nossa alma daquela dorzinha profunda que diz:

Valeu a pena, eu vivi!

Alda M S Santos

Somos assim

SOMOS ASSIM

Um claro, o outro escuro

Um dia, o outro noite

Um terra, o outro mar

Um frio, o outro cobertor

Um quer beijo, o outro colo

Um pede amor, o outro sexo

Um fala, o outro se cala

Um ora e pede, o outro agradece

Um campo, o outro cidade

Um lê livros, o outro a vida

Um canta, o outro dança

Um escreve, o outro aprecia

Como o sol e as estrelas

Revezam-se…

Revezando-se, complementam-se.

Complementando-se 

Se amam…

Alda M S Santos

Não fui convocado! 

NÃO FUI CONVOCADO!

Vida injusta, acusamos nós!

Não nos convidou para o baile, 

Fomos esquecidos

Não nos chamou para o passeio

Fomos preteridos

Não nos escolheu para o amor

Fomos marginalizados

Não nos convocou para o jogo da final 

Fomos descartados

Quantas vezes reclamamos?

Difícil entender uma recusa.

O não pode ser sim

O sim pode ser não.

Convocação pode ser vida, vitória!

Pode também ser morte, fim de jogo…

Entender nossos limites

Lutar pelo que vale a pena

Não se aborrecer pelo que não temos controle

Fazem toda a diferença em nosso viver. 

As águas do rio encontram obstáculos, mas nunca param, seguem em frente.

Cedo ou tarde, compreendemos. 

Alda M S Santos

Magia da Criação

MAGIA DA CRIAÇÃO

Deus nos fez completos

Completos em nossa incompletude.

Com o eterno desejo de ser plenos,

Buscamos no outro, mesmo sem saber 

Aquilo que nos falta.

Quando encontramos, grudamos

Tentamos em vão entender, não depender

Mas a magia está presente

E quem a entende é apenas o Mágico

Somos apenas coelhos e chapéus em Suas mãos

Fazendo parte desse belo espetáculo

Que encanta a quem assiste

Que absorve quem o vivencia

Completa e definitivamente.

Alda M S Santos 

Música e Amor

MÚSICA E AMOR

Música boa é como o amor

Seja qual for o ritmo

Doce, delicada, tocante ou forte

O que vale é que toque o coração

Comece num ritmo calmo

Ou numa batida forte

Que aqueça e leve todos a dançar

Num ritmo lento ou alucinante

Numa explosão de alegria e prazer

E deixe a sensação de tranquilidade e relaxamento.

Perfeita harmonia…

E a vida se faz poesia.

Alda M S Santos

Despertar

DESPERTAR

Sorrir é prazeroso, receber sorrisos, idem

Ver sorrisos onde antes reinavam a tristeza

A amargura, a dor e o sofrimento é divino

Saber que você despertou tal sensação

Traz uma leveza no coração

Uma vontade de sair só fazendo coisas boas por aí! 

Despertar sorrisos, fé, amor,

Confiança que nem tudo está perdido

É incomparável. 

Alda M S Santos 

O amor

O AMOR

O amor é o sentimento mais democrático que existe.

Contempla a todos, independente de gênero, raça, nacionalidade, religião, posição social, financeira, estado civil, faixa etária…

Atinge a inocência e simplicidade das crianças,

A energia e destemor dos jovens,

A malícia e maturidade dos adultos,

A sabedoria e resignação dos mais velhos.

Quando chega, melhor não resistir, não enfrentar,

O jeito é agradecer e se entregar…

Deixá-lo ocupar todos os espaços em nós

E saber usufruir de tudo que ele pode oferecer.

Amor é vida!

Alda M S Santos

Quando Deus criou o mundo

QUANDO DEUS CRIOU O MUNDO

Quando Deus criou o mundo e tudo que nele há, Ele resolveu mandar todos os sentimentos descerem para irem se adaptando.

A tristeza quis logo voltar, achou tudo muito triste. A alegria queria aproveitar tudo, encantada com tanta maravilha. O pessimismo disse que nada criado em sete dias poderia ser mesmo bom. O otimismo achava que tudo era perfeito e possível, sem problemas.

A calma achava que teria toda a eternidade para tudo conhecer. A impaciência conheceu tudo em apenas meio dia. 

A paz sobrevoava e a tudo observava do alto das nuvens.

A vida seguia e todos esperavam que Deus aparecesse. 

A mentira vivia soando alarmes falsos.

Quando todos estavam cansados, alguém propôs uma brincadeira de pique-esconde para distrair. 

A loucura logo quis contar. Como todos sabem que mais louco é quem discute com louco, deixaram-na contar. 

E ela começou a contagem. 1, 2, …49, raiz de 77, 17…

A impaciência escondeu-se pertinho. Não tinha paciência para procurar outro lugar. A dúvida não conseguiu se decidir onde esconder, ficando um tempão no caminho. A mentira fez até mapa, mas escondeu-se noutro canto.

A alegria procurou um lugar bem alto nas árvores amando a brincadeira e a todos cumprimentando. A paz escondeu-se nas nuvens.

E a loucura contava: 100! Lá vou eu! O que estou fazendo aqui mesmo? E recomeçou a contagem. 

Quando acabou, logo a impaciência se entregou cansada e reclamando da brincadeira chata.

E a loucura, mesmo louca, foi encontrando um a um. A traição ajudou entregando vários esconderijos. A alegria se apresentou quando viu tantos sentimentos juntos.

Quando todos perceberam que faltava o amor. E, procura daqui, procura dali e nada. 

Ela fez ponta num galho de árvore e foi à caça do amor. 

E nada de encontrá-lo! Até que viu uma moita que se agitava. O amor certamente se divertia ali.

 Louca, desconfiada, a loucura foi apanhá-lo. E fincou com força o galho pontudo na moita. 

Logo, o amor levantou-se com os olhos ensanguentados e cego. 

“Veja o que fez comigo, loucura! Deus me encarregou de entrar em cada coração humano, por mais duro que fosse. E você me cegou! ”

A loucura, apesar de insana, foi criada com a bondade e o perdão, e quis fazer algo para se redimir. Disse ao amor para pedir qualquer coisa que ela faria.

O amor pediu: ande sempre comigo, que seja meu guia e esteja comigo ao entrar em cada coração. 

E assim foi feito! Onde o amor entra, a loucura está junto. Todo amor carrega consigo a loucura, a ausência de razão. Não há amor sem loucura.

…..

O amor e a loucura estão lado a lado na educação. Sejam amorosas, sejam loucas, mas amem! 

A todas vocês, especialmente à Alda que encerra sua carreira e usou e abusou do amor-louco, meu abraço! 

….

História contada por Pablo Simões na formação de professoras EMVAM.

MUITO OBRIGADA! 

Alda M S Santos

Vida sem ternura

VIDA SEM TERNURA

Vida sem ternura é …

Poço sem água, árvore sem folhas, 

Sol sem calor, frio sem cobertor, 

Boca sem sorriso, mãos sem trabalho, 

Braços sem abraços, olhos sem brilho,

Oração sem gratidão, fome sem pão,

Casa sem morador,

Coração sem amor… 

Existem…

Mas não têm sabor…

Alda M S Santos

Apenas um piscar de olhos

APENAS UM PISCAR DE OLHOS

Morte mexe com com a sensibilidade de todos

Futebol mexe conosco, brasileiros, com nossas emoções

Morte e futebol, juntos, nos paralisam

Tragédia dessa dimensão nos assusta!

Além da surpresa, da dor, da alegria subtraída

Da sensação de impotência

Ficam três certezas:

Ninguém sabe a hora ou está a salvo

Essa vida é fugaz, passa num piscar de olhos

Vamos amar e viver hoje tudo que temos direito!

Que Jesus os receba no paraíso! 

Alda M S Santos

Primeira parada

PRIMEIRA PARADA 

Quando nos faltar algo, não importa se bem material, físico ou emocional e não soubermos onde procurar, o melhor caminho é Deus. 

Deus é “depósito” de estradas, de luz, de inspiração, de sabedoria. 

Nele temos a certeza do colo, do carinho, da compreensão, do amor, do perdão…

Em qualquer circunstância, se ele não for a primeira parada do caminho, tudo fica mais difícil. 

Se O levarmos conosco, Ele será nosso guia e não nos perderemos mais! 

Que seja nosso companheiro inseparável! 

Alda M S Santos

Guanhães -MG

Pares perfeitos

PARES PERFEITOS

Há coisas que são boa pedida :

Pão com manteiga, frango com quiabo, 

Queijo com goiabada, arroz com feijão.

São a dupla ideal:

Roberto e Erasmo, Sandy e Júnior, 

Vinícius e Ipanema, Tonico e Tinoco

Atraem-se como ímãs:

Dedo do pé e quina dos móveis, carro lavado e chuva

TV e sono, rede e livro.

Não vivem uma sem a outra: 

Cão e gato, Tom e Jerry,

Cinema e pipoca, muros e amassos.

São sinônimos:

Segunda-feira e preguiça, sexta e chopp

Sábado e balada, domingo e pelada. 

São belezas naturais:

Criança e bola, dor de cotovelo e música brega

Praia e pôr-do-sol, viagem e romance. 

Simples e gostosos:

Papai e mamãe, chuva e caminhada

Férias e cama, amigos e risadas

Inexistem um sem o outro:

Remédios e caretas, dentistas e frio no estômago

Apertos e orações, prova e dor de barriga.

São pares perfeitos: 

Jesus e a humanidade, mãe e filho, 

Trabalho e descanso, você e eu…

Alda M S Santos

Na dança

NA DANÇA

Dizem que na dança o cavalheiro conduz a dama. Nunca concordei muito com isso. Gosto de “participar”. 

Às vezes, é a dama que melhor conduz, guia, faz melhores passos, gira, tem maior jeito e desenvoltura.

Por que deveria esperar pra ser conduzida por alguém que não sabe muito bem como fazê-lo? 

Há pares e pares. E nem sempre o cavalheiro é apto o suficiente na condução, a dama o faz melhor e ele precisa aprender a deixar-se levar para fazerem um bom número.

Na dança da vida acontece justamente isso. Ambos revezam-se na condução. 

A dama pode ser apta na condução de alguns “ritmos” e “estilos”: samba, pop, rock. 

O cavalheiro pode sobressair-se na valsa, tango, bolero, danças de salão! 

Saber qual o momento de conduzir e de ser conduzido, tomar as rédeas da situação ou deixar-se levar, é um aprendizado importante e que facilitará nossos relacionamentos.

Assim, tanto a dança de salão como a dança da vida tornam-se lindas e harmônicas! 

Alda M S Santos

Anjos

ANJOS

Parece que algumas pessoas estão previamente determinadas a fazer parte da vida umas das outras. 

Isso explicaria o porquê de algumas pessoas distantes serem mais próximas, importantes e necessárias do que outras com as quais convivemos horas e horas por dia.

Com essas nada há em comum, nada se sabe ou se quer saber delas. São dispensáveis!

Já aquelas, ahhh! 

Elas são como gotas de chuva numa tarde quente…

Um chá quente na noite fria…

Um raio de sol na janela ao despertar. 

Um luar para os amantes.

Um copo d’água que mata nossa sede.

Um abraço caloroso que aquece nossa alma e restaura nossas forças. 

São a prova do amor e cuidado de Deus! 

Ele sempre nos manda exatamente aquilo que precisamos.

São anjos disfarçados de gente.

Obrigada aos meus anjos de todos os dias! Por estarem sempre por perto. 

Eles sabem quem são, pois os agradeço incansavelmente. 

Alda M S Santos

Alheios

ALHEIOS

Anoitece, chuva fina

À beira-mar eles caminham, sozinhos…

Juntos, mas sozinhos

Alheios a tudo à sua volta

Sequer percebem a chuva que gruda suas roupas ao corpo.

Param, olham-se, choram…

A expressão de dor os denuncia

Reencontro, despedida? 

Dão-se as mãos, o olhar atravessa o outro.

Abraçam-se, grudam-se, giram por muito tempo

As lágrimas cedem lugar aos sorrisos

Beijam-se…

Não só os lábios, atingem as almas.

Percebem a chuva, olham para o alto

Abrem os braços, gargalham.

Deitam-se na areia, lado a lado

Recebem toda a chuva que cai forte em homenagem a eles.

Ela lava qualquer mal entendido

E o tempo perdido

Abraçam-se e deixam-se ficar ali, mãos dadas.

Viram-se um para o outro, 

Reencontro…

Alda M S Santos 

Desistir é preciso

DESISTIR É PRECISO

Tudo bem, persistência é uma virtude, coragem idem. Mas ter discernimento para saber a hora de parar de insistir em algo que nunca dá certo é sabedoria.

Muitas vezes insistimos em algo que não está funcionando. Mudamos as armas, as estratégias, os aliados, e não conseguimos o que almejamos. 

É como querer calçar um sapato menor ou vestir roupa maior.  

Além de machucar, ferir, causar bolhas, ou ficar parecendo um espantalho, acabamos por perder o amor-próprio. 

Até que percebemos que aquele calçado não era tão confortável, melhor é ficar descalço.

Aquela roupa não era para nosso tipo físico. Melhor vestir simples calça e camiseta. 

Isso vale para qualquer desejo: material, físico ou emocional.

Para aquele emprego, aquele carro, aquele curso, aquele amigo, aquela viagem, aquele amor…

Necessário é manter totalmente livre o coração para entender se o que queremos é realmente o que precisamos. Se não é apenas um luxo. 

O que queremos agora pode não ter nenhuma importância amanhã.

E o que insistimos hoje, amanhã pode ficar ultrapassado. 

Se existem duas certezas na vida são: a irreversibilidade do tempo e a sensação de não ter vivido tudo que havia pra viver e, consequentemente, arrependimento e frustração.

O caminho pode parecer longo, mas passa muito rápido. 

Portanto, busquemos e gastemos nossa energia e tempo somente no que vale realmente nosso esforço. 

Alda M S Santos

Sentimentos

SENTIMENTOS

Não devemos ignorar qualquer sentimento que nos acometer. 

Todos têm sua razão de ser. 

Alguns iremos querer sentir

Outros sentiremos sem querer.

Só precisamos saber que muitos deles são compartilháveis, outros não. 

Alguns existem para ser curtidos, vividos e trabalhados com todos… 

Outros, somente conosco mesmos.

Ou por serem tão preciosos que não possam ser divididos, 

Ou tão mesquinhos que não mereçam ser extravasados.

Vivê-los é esgotá-los, esgotar-se…

Mas tudo sempre se renova…

Alda M S Santos

Amor graduado

AMOR GRADUADO

Amo mais que você

Possa dizer que me ama

Porque te aceito assim

Do jeitinho que és: 

Ora falante, ora calado,

 Sempre ciumento, 

Sorridente, carinhoso, 

Cricri, meio possessivo,

Cuidadoso, amoroso, 

Meio radical, às vezes intransigente.

Desligado de certas coisas

Muito preocupado com outras…

Nunca desligado de mim.

Mas aprendi que não tem como medir sentimentos.

Não tem como graduar o amor,

Pois não há referencial.

Pessoas não são iguais!

Elas sentem de modos diferentes, inclusive o amor,

Principalmente o amor. 

Meu 100% nunca será igual ao seu.

O que vale é que estejamos, ambos, entregues 100%. 

Essa é a medida ideal: 

Eu inteira, você inteiro.

Isso é amor! 

Alda M S Santos

Quando o coração fala

QUANDO O CORAÇÃO FALA 

Quando o coração fala

Há quem não ouça, por não entender.

Há quem ignore, por não saber. 

Há quem não o atenda, por não querer.

Há quem o afronte, por sua razão desconhecer.

Quando o coração fala

Há quem se alegre, mesmo sem entender.

Há quem o dê atenção, mesmo sem perceber. 

Há quem o acolha, mesmo sem conhecer.

Há quem corresponda, por livre vontade. 

Quando o coração fala

Usa linguagem singular, da emoção…

Usa sorrisos, lágrimas, silêncios ou gritos sussurrados. 

Usa a simplicidade de uma flor…

 O brilho do olhar, um andar vacilante, 

Braços que se enlaçam, lábios que se tocam.

Quando o coração fala

Palavras nem sempre são necessárias.

É diálogo de almas

Só almas afins compreendem. 

Alda M S Santos 

Que imagem carregas consigo?

QUE IMAGEM CARREGAS CONSIGO?

Que imagem carregas consigo? 

Ao abrir os olhos pela manhã, ou aos cerrá-los antes de dormir? 

No sorriso que ostentas, nas lágrimas que derramas? 

Que imagem carregas consigo?

Nas expectativas que crias, no desejo que alimentas? 

Na tristeza que machuca, na alegria que irradias?

Que imagem carregas consigo? 

No abraço que imaginas, na saudade que sustentas? 

Gravada na tela do celular, guardada na carteira ou na mente? 

Que imagem carregas consigo? 

Estampada na camisa, tatuada na pele?Grudada no coração ou impregnada na alma? 

Essas imagens são luz

São razão, são vida! 

Enquanto existirem em você, você viverá!

Em si mesmo e na sua imagem nelas refletida! 

Alda M S Santos

Bálsamos

BÁLSAMOS

Há dias em que nos sentimos muito sós, 

Queremos estar sós, ou pensamos assim…

 Ficamos à espera da ajuda divina.

Clamamos por Ela, mesmo que silenciosamente.

Sequer notamos um amigo que se aproxima, 

Um familiar que fala com carinho, 

Um sorriso ou abraço de um colega. 

Uma brincadeira de nosso amor…

Há pessoas que são bálsamos em nossas vidas. 

Vê-las, tocá-las, falar com elas, 

Até mesmo pensar nelas,

Nos acalma, nos alegra, 

Nos conforta, nos alenta, nos orienta…

Retomamos nosso rumo, nosso prumo! 

Percebemos que a ajuda pedida está ali. 

Deus atua através de nós mesmos.

Somos instrumentos do bem em Suas mãos.

Há mais bálsamos por aí que pensamos.

Buscamos bálsamos,

Somos bálsamos sem perceber! 

Alda M S Santos

Seguindo o fluxo

SEGUINDO O FLUXO

Ao volante, vidros abertos, cabelos ao vento, música no volume máximo. 

A estrada é longa, vários veículos à frente, atrás, outros no contra-fluxo.

E ela segue o fluxo… 

Canta algumas canções, tamborila e tenta dançar outras, dentro das possibilidades, sorri, sente dores, saudades, se impacienta, chora…

Começa a cansar daquele ritmo, daquela estrada, não quer seguir ninguém, quer estar só.

Desvia, ultrapassa um, outro, até tomar a dianteira. 

Uns reclamam, xingam, mas ela segue seu caminho. Pisa fundo, quer outras matas, outras metas, outros rios, outro céu. 

Quer encontrar seu destino…

No final das contas o destino final é o mesmo. Os caminhos, rotas, trilhas, desvios que pegamos ou caronas que oferecemos é que fazem a diferença. 

Às vezes, quando cansados, precisamos apenas passar para o banco do carona, nos recostar, dormir, confiar, e nos deixar levar.

Pode ser que a gente se surpreenda com a nova rota e o novo condutor. 

É muito bom conduzir, mas deixar-se conduzir por Aquele que nos ama é certeza de chegar bem ao destino. 

Alda M S Santos

Autópsia

AUTÓPSIA

Se pudéssemos acompanhar uma autópsia dos nossos corações, o que veríamos? 

Tudo bem, sei que autópsia se realiza em seres que já morreram.

Mas, e se fizéssemos, se fosse possível? 

Será que haveria diferenças de um coração para o outro? 

Talvez alguns fossem mais moles, maleáveis, daqueles que levaram a vida mais tranquilamente, sem grandes sobressaltos ou estresses, amores leves, pacíficos.

Outros poderiam estar mais firmes, endurecidos, rígidos, de difícil manuseio. Foram se enrijecendo como autodefesa, meio usado para suportar o sofrimento, o desamor, as mágoas e solavancos da vida. 

 A maior parte acredito que se assemelharia a uma colcha de retalhos, pedaços grandes, pequenos, coloridos e disformes, ou a um terreno muitas vezes remexido, um asfalto muitas vezes reparado, uma árvore muitas vezes podada. 

Apresentaria áreas quase intocadas, por receio, finas, frágeis, delicadas, imaturas, sem alegria.

Outras partes estariam endurecidas por cima, capa de proteção, e amolecidas por dentro, cicatrização à força. 

Haveria ainda aquelas áreas estriadas, fortes, porém, flexíveis, que começaram a endurecer, mas seu “dono”, sempre corajoso, insistia no uso, não permitindo a rigidez ou a moleza excessiva. 

Quantas dessas partes tem nossos corações? Façamos essa autópsia em vida! 

Não queremos um coração imaturo, tampouco rígido. Um coração mole parece não ser opcional, ou vem de fábrica ou nada feito. 

Resta-nos o coração colcha de retalhos. Parece bonito, não? Colorido, enfeitado. Cada pedacinho um amor vivido, outro perdido, uma amizade autêntica, outra que se foi, pais, filhos, irmãos, cônjuges, uma vida que passou por nós, que ficou em nós. E que passa mais ligeira que um passo de dança, tão rápida quanto um sorriso.  

Quero que quando minha “autópsia” for realizada de verdade, seja onde for, espero que demore, meu coração tenha muitas lindas histórias para contar.

Alda M S Santos 

Afinidades

AFINIDADES

Interessante como algumas pessoas são para nós mais transparentes: decodificamos suas palavras, a escolha delas, se muitas ou poucas, olhares ou o desvio deles, simples atos, expressões corporais, jeito de andar, e até mesmo o silêncio, principalmente o silêncio, mesmo que de longe. 

Alegrias, tristezas, preocupações, angústias, mágoas, ciúmes, admiração, desejo, amor, nada nos passa despercebido.

Enquanto outras são verdadeiras incógnitas. Podem passar a vida ao nosso lado e serem sempre indecifráveis, fechadas em concha, intransponíveis. Por mais que façamos, o que conseguimos não é confiável. 

Claro que há diferenças de personalidade, características individuais, estilos de vida. Mas é algo além disso. 

Certo também é que essa relação é construída, é uma via de mão dupla, tem que haver reciprocidade. Mas, principalmente, penso que o que determina essa relação é a afinidade das almas. A atração exercida por essa afinidade que gera amor, carinho, amizade. 

Consequentemente, o desejo de compartilhar tudo que somos ou temos. 

Nesse caso, não há necessidade de muitas explicações.

A gente vive e agradece a grande oportunidade. 

Amigos, amores, almas afins não são para qualquer um. 

Alda M S Santos

Nossa estrela 

NOSSA ESTRELA

A cada olhar afetuoso, 

Sorriso sincero, abraço amigo… 

A cada palavra doce ou de estímulo, 

A cada conversa atenciosa,  

A cada gesto de generosidade que doamos aos nossos semelhantes, 

Deus se alegra e planta uma estrela 

No céu de nossa alma. 

E é essa estrela que ilumina nosso caminho, 

Que irradia seu brilho de nossos olhos,

E nos torna encantadores aos olhos dos que nos cercam… 

Doemos sem medo! 

Amor não se economiza! 

Alda M S Santos 

Chuvinha

CHUVINHA

Ela continua…ininterrupta

Irrigando terras e vidas.

Que todos tenham teto

Que nos molhemos apenas por opção

Que nossos corpos e mentes

Estejam protegidos e abrigados

Que possamos ser abrigo para quem precisar

Para o corpo, para a mente, para a alma…

Bom dia, amores…

🙏🏼🙏🏼😘😘

Perspectivas 

PERSPECTIVAS

Tão importante quanto enxergar é a perspectiva que se tem do que é visto. 

Tudo que olharmos com um pouquinho mais de atenção, poderá nos dar diferentes perspectivas.

Um simples cacho de uvas, por exemplo. O primeiro de nosso “grande” parreiral. 

Vários poderão ser os olhares: “que lindo, como a natureza é perfeita”, “não fizemos nada e ela cresceu tanto”, “precisamos fazer um estaleiro”, “vai ocupar espaço demais”, “prefiro as roxinhas”, “nossa, isso vai dar muito trabalho”, “poderemos fazer vinhos deliciosos”, e por aí vai…

Em tudo na vida é assim. Sempre haverá olhares diferentes. 

Haverá olhares de espectadores, de admiração, de reclamação, de expectativas… 

Haverá quem queira curtir o momento, quem lamentará o passado, quem ignorará o que se apresenta, quem irá vislumbrar oportunidades para o futuro. 

Agimos assim diante das oportunidades que a vida nos apresenta. 

Quantas vezes só lamentamos o trânsito ruim, vemos problemas nos colegas de trabalho, reclamamos da quietude ou agitação de nossos filhos, nos rebelamos contra uma doença, brigamos com um parceiro ciumento ou insensível, xingamos uma pia cheia ou banheiro sujos, choramos um amigo ou amor distantes…

E brigamos…choramos, ficamos inertes, deixamos de caminhar…

Que tal tentarmos olhar com outra perspectiva, sob outra ótica? 

Está certo, não é fácil! Mas é preciso se quisermos crescer, aprender, evoluir. 

Tudo, tudo tem um ângulo melhor, uma posição em que parece mais leve, mais belo, menos doloroso, mais proveitoso. 

Precisamos apenas nos abrir para a vida… 

Que tal? 

Alda M S Santos

Quem ama cuida! 

QUEM AMA, CUIDA!

Quem ama, cuida! Parece redundante, óbvio. Amar e cuidar estão interligados, mas nem sempre é de fácil entendimento ou aceitação.

Quem ama quer o bem do outro, acima de seu próprio bem. Ver, sequer imaginar o sofrimento do ser amado, é inadmissível. Os olhos do amor são perspicazes e veem longe. 

Por isso, quem ama costuma ser meio superprotetor. Acalentar, afastar dos riscos, dos perigos seu bem mais precioso é sua rotina. Mesmo que isso implique em fazer algo que o outro não entenda como proteção, que considere invasivo, se chateie ou até brigue devido a tais atitudes. 

Nada há que cause mais dor a quem ama que ser a causa do sofrimento do outro, mesmo que involuntária. Contra isso, luta com todas as suas forças. Se preciso, protege e ampara de longe, mesmo que sofra com a ausência. 

Quem ama vibra com sorrisos, alegrias e dádivas de seu amado, como suas, mas se as lágrimas existirem, se enternecem, choram junto e fazem questão de secá-las.

Viver o amor é saber que seu coração bate noutro corpo também, e que há outro batendo no seu. 

Portanto, tudo que ele sentir, de bom ou ruim, será duplamente sentido por si mesmo.

 Viver o amor é não querer outra vida! 

Alda M S Santos

Simplicidade

SIMPLICIDADE

Uma mansão pode ser linda, mas prefiro o aconchego de uma casinha na roça. 

Um restaurante da moda pode ser chique, mas prefiro a mesa cheia na varanda. 

Um longo de festa pode ser estonteante, mas um vestido florido de algodão e sandálias é delicado e confortável.

Um rosto maquiado e penteado armado ficam maravilhosos, mas rosto lavado e rabo de cavalo têm sua beleza.

Um banho e sono numa suíte de cobertura pode ser gostoso, mas nada mais relaxante que tomar um banho de cachoeira e dormir na rede sob a Lua. 

Dar umas voltas de limusine pode ser divertido, mas um passeio de moto com o vento no rosto é incomparável! 

Luxo pode ser tentador, atraente, mas não há nele conforto.

A beleza está na naturalidade, na simplicidade. 

Nas coisas mais comuns, com as pessoas mais simples é que nos sentimos bem, podemos ser nós mesmos, sem sofisticação! 

O mais chique é o que nos proporciona mais prazer, e isso só conseguimos onde nos sentimos à vontade, onde há simplicidade! 

Quer seja com roupas, acessórios, lugares ou pessoas. 

Quero viver onde e com quem possa me sentir à vontade, confiante, amada e sinceramente feliz! 

Disso não abro mão! 

Alda M S Santos 

Estoque de amor

ESTOQUE DE AMOR

Nosso organismo é perfeito. Mantemos um estoque de reserva. 

O que vem em excesso em alimentação, após metabolismo e geração de energia, acumulamos em forma de gordura para períodos de vacas magras. Precisou, o corpo libera a energia reservada automaticamente. 

Mas, e quanto ao nosso coração, nossas emoções, nossa alma? 

Temos conseguido, após usar e usufruir, estocar, reservar sorrisos, carinho, atenção, amor, companheirismo, doces palavras, beijos e abraços? 

Se analisarmos que um alimento, após metabolizado, é descartado, e que o bem estar advindo de um abraço não se perde, deveria ser mais fácil usar esses que aqueles. 

Mas não é o que acontece! 

A diferença é que o estoque emocional precisa ser buscado conscientemente. Momentos bons vividos, que ficam gravados em nossa alma, podem e devem ser acionados. 

Nos momentos em que o coração doer, a tristeza e apatia quiserem fazer morada em nós, busquemos em nossa alma um estoque de sorrisos, carinhos, amor e doçura. 

A alma é mais sábia que nosso organismo. Nada descarta. Mas precisamos buscar.

Que saibamos também abastecê-la de sentimentos maravilhosos! 

Somente assim estaremos salvos quando o período for de balanço e reconstrução. 

Alda M S Santos 

De repente é amor… E é pra sempre

DE REPENTE É AMOR… E É PRA SEMPRE!

Tantos buscam por ele

Outros tantos dele fogem

Por ele muitos sofrem

Sem ele ninguém vive! 

Esse é o amor, inerente ao viver!

Pode ser leve e suave como uma brisa

Forte e barulhento como uma tempestade

Mas sempre visível!

Pode chegar pelo olhar que demora um segundo a mais

O abraço que não quer se soltar

As palavras que saem como torrentes

O sorriso que ofusca pelo brilho

O silêncio que tanto diz…

Quando se assusta ele tomou posse. 

Acomete crianças inocentes, jovens afoitos, adultos atarefados, idosos descrentes…

Com 5, 15, 25, 45 ou 70, não importa! Ele não tem preferências…

Entre pais e filhos, irmãos, amigos, homem e mulher…

De repente, é amor…

Se é amor, é pra sempre! 

Ele nos fará sofrer, chorar, nos magoar, tentar nos esconder.

Mas, sobretudo, nos fará sorrir, nos alegrar, vibrar, ajudar, acalentar, nos compadecer, acreditar que tudo é possível. 

De repente, é amor… E é pra sempre. 

Por isso, sou forte, tudo enfrento, tudo supero…

E percebo qual o propósito de Deus para minha vida, para todas as vidas: aprender a viver o amor, seja ele qual for! 

Alda M S Santos

Brincar de viver

BRINCAR DE VIVER

Precisamos urgentemente reaprender a brincar, brincar de viver. 

Não no sentido de irresponsabilidade, mas de leveza.

Existe alguém triste, estressado, preocupado ou infeliz quando brinca? 

Levamos a vida tão a sério!

Fazemos muitas coisas por obrigação, poucas por prazer. 

Desaprendemos a arte de sorrir diante de um tombo. 

Ignoramos a sabedoria infantil de insistir no que vale a pena,

Ou a habilidade delas de brincar com outra coisa quando ouvem um

não. 

Antecipamos problemas futuros, nos prendemos em traumas passados, 

Esquecemos do hoje, ficamos emburrados e travados entre o ontem e o amanhã. 

Somos uma sombra da criança que fomos. 

E a julgar pela nossa carranca séria de hoje, estresses e preocupações, seremos apenas um vulto no futuro. 

Se ele chegar…

Mais sorrisos, mais amor, mais alegrias, por favor! 

Um joelho esfolado ou coração machucado não se cura com cara amarrada, mas com sorrisos, carinhos, beijinhos e muito amor! 

Vamos brincar de viver! 

Alda M S Santos

Amar é errar

 AMAR É ERRAR

Amar é errar quando queremos que o outro seja a personificação dos nossos desejos.

Amar é errar quando projetamos no outro todos os nossos sonhos, mais ainda quando exigimos a mesma projeção. 

Amar é errar quando perdemos nossa individualidade, mas é erro maior quando retiramos do outro a sua individualidade.

Amar é errar quando tomamos posse do outro, quando invadimos sua intimidade, quando não confiamos. 

Amar é errar quando exigimos exclusividade de tempo, espaço, pensamentos e ações. 

Amar é errar quando as tristezas, dores, culpas ou arrependimentos são maiores que as alegrias. 

Amar é errar quando impomos condições para amar, quando amamos apenas as qualidades do outro.

Amar é viver, viver é errar, aprender…

Amar é ser humano, ser falho, ser imperfeito. 

Apenas o amor divino é perfeito! 

Mas podemos buscar um amor mais profundo e verdadeiro, que sangre, que chore, que sofra, mas que sobretudo, gere alegrias e crescimento, para si e para o outro. 

“Amor-perfeito é flor”, linda, mas é flor! 

O amor é lindo em suas imperfeições e possibilidades! 

Sou imperfeita, erro e amo! E amo muito! 

Alda M S Santos 

Se eu deixar de existir

SE EU DEIXAR DE EXISTIR

Se um dia eu deixar de existir

Busque-me na natureza

No perfume das flores

Nas asas das borboletas azuis

Na chuva forte que cai

Numa cachoeira barulhenta

Num rio tranquilo e caudaloso

No bico de um beija-flor

Se um dia eu deixar de existir

Ouça-me no sorriso de uma criança

Veja-me no olhar sábio de um idoso

Sinta-me no amor de uma mãe que amamenta

Se um dia eu deixar de existir

Busque-me dentro de você

Procure-me no seu coração bagunçado

Parte da bagunça ou da organização

Certamente lá eu estarei

Só deixarei de existir

Quando você não mais me procurar dentro de si…

Aí, morrerei!

Alda M S Santos

Amor: nasce ou desperta?

AMOR: NASCE OU DESPERTA? 

Amor é um sentimento tão simples, tão natural, tão espontâneo que nós, humanos, com nossa mania de complicar tudo, o transformamos num bicho de sete cabeças.

Tanto que muitos de nós fugimos léguas dele! 

Ele nasce ou é despertado? 

Se nasce, pode morrer? Se é despertado, pode adormecer? 

Se acreditarmos que ele nasce estaremos admitindo que não o possuímos. Que se formos terra fértil ele será plantado em nós e, se cuidado e regado, irá crescer. 

Como tudo que nasce, irá crescer, envelhecer, definhar e um dia certamente irá morrer.

 Tal qual uma árvore, por maior e mais linda que seja, um dia morre. 

Se por outro lado acreditarmos que é despertado, ele já está em nós. O amor seria inerente ao ser humano. Nossa essência! Assim, ficaria letárgico, adormecido e seria despertado ao longo de nossas vidas. 

Não o amor, os amores. Ele é rico, diverso, múltiplo. Pode ocorrer entre pais, filhos, irmãos, amigos, casais…

A cada vez que nos deparamos com pessoas ou situações que nos são afins, ele acorda e mostra sua força, interage com o amor que há no outro, se alimentam e ficam cada dia mais vivos.

Ao contrário do amor que nasce, esse não morre, porque é nosso, não depende do outro, de ser regado ou cuidado. Apenas pode adormecer em alguns momentos de afastamento ou dificuldades, mas desperta com força total!

O amor despertado não exige nada em troca, é incondicional. Não cobra sequer reciprocidade, mas atinge o nirvana na terra se a conseguir. 

E para vocês que fogem léguas do amor, um recadinho: não adianta! Ele está dentro de vocês! Se chegar a hora ou o “despertador” certo, ele irá acordar. Então, durmam enquanto podem!  

Alda M S Santos 
 

Fogo brando?

FOGO BRANDO?

Tempo vale ouro. Desperdiçá-lo é crime. Aproveitar cada segundo é a lei. Quanto mais rápido realizarmos uma tarefa, melhor, mais tempo vai sobrar para…

Para que mesmo? Para inventar novas tarefas apressadamente. Tempo ocioso é considerado crime. Sensação de inutilidade, de culpa. Ninguém quer parar para curtir a própria companhia, refletir, ler…

Uma hora livre é ruim, um dia é uma piada, um final de semana, uma heresia.

Saudade de sentar na calçada e prosear com alguém, ouvir música boa, curtir a letra, a melodia, preparar quitandas deliciosas, deitar preguiçosamente numa rede… Sem prestar contas ao relógio!

Todo mundo gosta de comida preparada no fogão a lenha. Ela é cozida lentamente, fica mais saborosa e permanece aquecida por mais tempo.

Mas alguém tem tempo ou paciência para prepará-la? Aliás, ninguém prepara nada. Tudo se compra pronto.

No mundo dos fast-food tudo é rápido e descartável. Ritmo de micro-ondas.

Conversas rápidas e superficiais, quase sempre on-line, trabalhos em linha de produção, zero reflexão, amores rápidos e finitos, vida a jato.

Economizamos tanto o tempo, mas nunca o temos e, quando temos, não sabemos mais aproveitá-lo.

Chegam as doenças mentais, comportamentais, síndromes do mundo moderno.

Eu quero minha vida cozida lentamente. Quero pouco, mas bem aproveitado! Quero-a como um fogão a lenha: quente, saborosa, duradoura, que atraia e agregue todos para junto de si.

Um cafezinho e uma rede depois cairiam bem também.

Quero fogo brando! Que eu aprenda a conquistá-lo!

Alda M S Santos

Caleidoscópio mágico 

CALEIDOSCÓPIO MÁGICO

Um lindo conjunto de imagens, informações, cores, luzes, sombras, brilhos. 

Tudo vai depender do modo como olhamos, para onde olhamos, em qual ângulo, sob qual ótica. 

É praticamente unanimidade que as imagens refletidas pelo caleidoscópio para nossa apreciação são maravilhosas. 

Podem vir meio distorcidas, incompletas, confusas, mas sempre são encantadoras. 

O mais interessante é que ele é formado por fragmentos de vidros coloridos, que refletem a luz através de espelhos inclinados. Quanto mais fragmentos, mais imagens, mais beleza. Quanto mais movimentos, maior a riqueza do espetáculo.

Nossa vida também costuma nos oferecer esse “show.” 

Tantas vezes tudo nos parece quebrado, confuso, misturado demais. Digno de se jogar no lixo. Não vislumbramos nada. Tampouco apreciamos. 

Nessas horas, vale lembrar a lição do caleidoscópio. Precisamos nos mexer, mudar de posição, trocar o olhar, nos movimentar. Assim, talvez possamos ver o que queremos e precisamos. 

Um caleidoscópio parado oferece poucas opções. A vida é um lindo caleidoscópio mágico. Quanto mais “quebrada”, mesmo que difícil, melhores as chances de vislumbrarmos nela uma linda imagem. Basta que nos movimentemos. 

Que tal olharmos por essa ótica? 

Alda M S Santos 

Ônus e bônus

ÔNUS E BÔNUS

Como ser feliz? Não criar tantas expectativas sobre as coisas, tantos diriam! 

Acho isso tão frustrante!

É o mesmo que dizer a uma criança: se não quiseres esfolar os joelhos, ficar descabelada ou suja, não brinques na rua. 

É certo que não irá se machucar, assim como também não se machucarão aqueles que não criam expectativas, não sonham. 

Mas será esse nosso objetivo nessa vida? Aguardar dentro de casa, preservar-se, não se arriscar, não ir à luta, não sonhar? 

Posso dizer por mim, prefiro as cicatrizes nos joelhos, os cabelos rebeldes e os pés sujos à beleza artificial da criança que assiste as outras brincarem. 

Prefiro o rosto marcado pelas lágrimas, o coração dolorido de saudade, a alma impregnada de emoções à opacidade, nebulosidade e frieza de alguém que não criou expectativas, não sonhou, não lutou, não amou. 

Por medo de sofrer, não se arrisca..

Por medo de se arriscar, sequer vive! 

Se as lágrimas são o preço a se pagar por viver, não fico em dívida, eu pago! E ainda posso ter muitos sorrisos e alegrias de bônus! 

Alda M S Santos

Vista definitiva

VISTA DEFINITIVA

Nada melhor para levar-nos a refletir, a pensar nossa existência, encontrar soluções para nossos problemas, neutralizar uma raiva, viver uma saudade, curtir nossa própria companhia, orar, do que se presentear com uma vista definitiva. 

Olhar ao longe… Nada na frente além do horizonte a ser observado. Uma brisa suave, um vento mais forte, sons de isolar os barulhos de dentro da gente.

Natureza, apenas natureza. No alto de uma serra, o mar lá embaixo, ou simplesmente tudo verde, muitos tons de verde. Um rio corrente, pássaros de voo rasante. Nuvens que desenham no céu azul nossos desejos, que só nós vemos. Ou nuvens carregadas que apostam corrida. 

Sentada olhando ao longe…

Deitada olhando o céu…

Abraçando meus joelhos, abraço a mim mesma.

Faço as pazes com meus monstros, meus medos, peço uma trégua.

Assim, vejo tudo mais claro dentro de mim.

Restaurada, volto para o mundo (ir)real. 

Uma certeza apenas: de definitiva só a vista. Logo voltarei para novas reflexões…

Alda M S Santos 

Quando for amor 

QUANDO FOR AMOR

Quando for amor

Haverá medo, sim

Mas, sobretudo, haverá coragem…

Quando for amor

Haverá tristeza, lágrimas, dor…

Mas, sobretudo, haverá sorrisos, alegria, êxtase.

Quando for amor

Haverá dúvida,

Mas a bondade, a solidariedade, a doação irão prevalecer. 

Quando for amor, 

Haverá erros, porque amar é viver ao máximo

E viver é errar, é aprender com os erros. 

Quando for amor, mesmo

Não haverá fuga

Haverá entrega. 

Pois amor é soberano

Vem do fundo, forte, certeiro, abre caminho

A ninguém maltrata,

Mas descarta o que não é bom. 

Alda M S Santos 

Para viver

PARA VIVER

Para viver, há que se desejar

Com o pensamento, com o olhar

Com as palavras, com o silêncio…

Com as mãos, o orar ou caminhar…

Para seguir em frente ou desistir

Há que se desejar.

Mas, realizar…

Só se vier com a força e profundidade da alma e do coração…

Isso, só nós mesmos podemos buscar.

Alda M S Santos

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