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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Amor

Não dá pra mensurar

NÃO DÁ PARA MENSURAR!

Há coisas que por mais que se tente, não conseguimos mensurar!

O tamanho da dor que aperta no peito de quem perde um amor,

Ou o vazio na vida de uma mãe que não poderá mais abraçar seu filho,

Não dá pra mensurar!

A culpa de alguém que não pôde proteger a quem amava,

Ou a saudade que machuca no peito dos apaixonados,

Não dá pra mensurar!

A tristeza e revolta que acompanham os perseguidos,

A dificuldade de seguir em frente com fé, quando tudo que se quer está no passado,

Ou o medo de caminhar rumo a um futuro incerto e sem brilho,

Não dá pra mensurar!

A verdade é que só se pode mensurar

Aquilo que está dentro de nós!

O que se passa com o outro,

Podemos apenas imaginar…

Alda M S Santos

Quando a vida vale mais?

QUANDO A VIDA VALE MAIS?

Quando a vida vale mais?

Saber que há ao menos um alguém nesse mundo que daria a própria vida por você?

Saber que já houve Alguém que há mais de 2000 anos deu a vida por você?

Ou saber que você, sem demagogia, seria capaz de doar a própria vida por vários alguéns, literal ou figurativamente?

Sua vida vale muito, não é?

A minha também!

Alda M S Santos

Divididos

DIVIDIDOS

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre o ir e o ficar, entre o prosseguir ou voltar atrás

Entre um e outro querer

Até mesmo o de nada querer?

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre nosso gosto e o gosto de outro alguém

Entre mergulhar fundo ou ficar na superfície

Entre o medo e a coragem,

Até mesmo a total covardia?

Quantas vezes ficamos divididos na vida?

Entre a força e a energia que nem sempre vem,

Entre a razão e a emoção,

Entre a descrença e a fé?

Quantas vezes essa divisão nos coloca inertes perante tudo,

Vontade de desistir ou deixar que tudo se resolva à nossa revelia?

Quando vezes ficamos divididos na vida,

E tudo acabou por se resolver?

Quantas?

Alda M S Santos

Infância

INFÂNCIA

Quanto tempo dura a infância?

Até a troca definitiva dos dentes de leite,

Ou até o corpo se transformar pelos hormônios?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto se empanturrar de doces sem se preocupar com formas redondas,

Ou até cair nas armadilhas da mente e do coração?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto a brincadeira de bonecas for mais interessante que paquerar um “boneco”,

Ou até o guarda-roupas não ter mais nada que agrade?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto uma mágoa durar apenas alguns minutos,

Ou até o perdão ser uma ação mais complicada?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto um beijinho curar qualquer ferida,

Ou até ser comum dormir chorando e acordar sem vontade de levantar?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto a valsa da bailarina for a maior preocupação do dia,

Ou até os sonhos bons serem atropelados mais vezes por pesadelos?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto um copo de leite for mais saboroso que uma taça de vinho,

Ou até o joelho ralado doer mais que coração partido?

A infância já ficou bem lá atrás quando nos fazemos todas essas perguntas,

Mas se for uma nostalgia e saudade gostosa,

Conservamos uma alma infantil,

Isso é que vale!

Alda M S Santos

Abraços e desejos de felicidades a todas as crianças, de qualquer idade! 🙏🏼🙏😘😘👶👦🏼👧👨🏻👩🏻👵🏼👴🏼

Preciso cuidar mais de mim

PRECISO CUIDAR MAIS DE MIM

Precisando cuidar mais de mim

Coração muitas vezes apertado, dolorido, choroso

Cuidando de tantas dores e sofrimentos alheios

Que nem sempre entendem, aceitam

Ou estão preparados para receber ajuda

Precisando fortalecer meu coração…

Pois ele é meio paradoxal!

O que fazer se só me sinto cuidando de mim

Quando estou cuidando do outro?

Alda M S Santos

Mãos que se tocam

MÃOS QUE SE TOCAM

Todo amor começa e caminha por nossas mãos,

Logo depois dos olhares.

Pelo toque suave de duas mãos diferentes que se atraem

Mãos que se dão, que se medem, se alongam

Se tocam, se acariciam, se escalam

Brincam, dedos com dedos

Espalmadas, cruzadas, se exploram

Ora calmas, ora ansiosas, grudadas.

Ficam íntimas, tornam os donos mais íntimos,

Se aquecem, se abraçam, se beijam,

Buscam o brilho do olhar, o sorriso

Mãos que se paqueram, que se querem, se namoram

Se convidam, se oferecem, fazem amor…

A despeito dos observadores casuais ou propositais

Tudo em simples toques

Que antecipam nos contatos de dedos e palmas

Um contato que se pretende mais amplo, mais intenso.

Nossas mãos se amam bem antes de tudo o mais

Pela atração e prazer das mãos

Se mede a intensidade do amor.

Alda M S Santos

Inspire amor

INSPIRE AMOR

Quando o amor está solto no ar,

Inspire! Leve amor para dentro de si.

Quando o amor estiver preso lá dentro,

Expire! Leve o amor para fora!

Amor deve ser cíclico para crescer,

Amor deve ser compartilhado

Para alimentar vidas.

Amor preso é vida que se perde…

É vida que morre aos poucos.

Inspire, expire, ame!

Alda M S Santos

O que você fez do amor que lhe confiei?

O QUE VOCÊ FEZ DO AMOR QUE LHE CONFIEI?

E se nos for perguntado noutro plano,

Noutra dimensão, no paraíso, como preferirem:

O que você fez do amor que lhe confiei,

Das várias oportunidades de amar que te ofereci?

O que você fez com o amor que lhe dediquei?

Cuidou, regou, adubou, fez florir,

Negou, abandonou, negligenciou, deixou morrer?

O que teremos a dizer a nosso favor?

Há algo que nos abone, que nos mostre dignos?

Alda M S Santos

Sonhos e pesadelos

SONHOS E PESADELOS

Se os sonhos e pesadelos existem para resolvermos algo no inconsciente

Que o consciente não dá conta de resolver

Sou uma pessoa muito mal resolvida, de consciente problemático.

Se por outro lado, existem para acelerar algumas soluções

Eu não deveria ter qualquer pendência!

Entre sonhos espetaculares e dignos de se tornarem reais,

E pesadelos escabrosos, de tirar o sono e deixar uma sensação ruim o dia todo,

Transitando da consciência à inconsciência, do real ao imaginário,

Pintando o rosto, sorrindo ou chorando,

Feliz ou sofrendo,

Vou vivendo…

Alda M S Santos

Doutores do amor

DOUTORES DO AMOR

No mês dos médicos somos “doutores” do amor

Prescrevemos Xarope da Alegria

Aplicamos injeções de ânimo

Auscultamos corações saudosos

Abraçamos corpos cansados

Ouvimos com atenção sonhos e desejos

Sorrimos diante de muitas histórias repetidas

Nos emocionamos diante de histórias de vida,

Histórias de dor, de amor…

E assim vamos escrevendo nossa própria história!

Alda M S Santos

#carinhologos

Creche Gente Inocente

CRECHE GENTE INOCENTE

Percebe-se a insignificância da vida

Quando crianças inocentes sofrem atrocidades

Sem qualquer explicação razoável!

Um “doente” funcionário quer morrer e as leva junto covardemente,

Uma corajosa professora, mãe de três filhos, quer viver, quer que elas vivam

E também se vai…

Para cada covarde nesse mundo há ao menos um corajoso?

Creche Gente Inocente:

Que nome mais apropriado!

Alda M S Santos

O coração selecionou

O CORAÇÃO SELECIONOU

“Amigos em apuros eu já chego dando voadora,

Depois o amigo explica o que houve, se quiser explicar”.

Uma das mais lindas defesas de amizade que já ouvi.

Se é amigo,o coração já selecionou, já ama.

Sabe que é humano, que é passível de erros e acertos,

Que possui fraquezas, forças, belezas e feiúras,

Que ri, que chora, que precisa de colo,

E de um amigo bom de palavras e de atitudes.

Não importa se o amigo acertou ou errou

É amigo! Merece defesa!

Ser amigo de gente bonitinha e perfeitinha é fácil,

Ser amigo para todas as horas poucos conseguem!

Alda M S Santos

Saudade não tem idade

SAUDADE NÃO TEM IDADE

Abraço sempre restaura energia

Traz carinho verdadeiro, calor que acalma

Se vier acompanhado de

“Fico com muitas saudades de você todo dia”,

É capaz de trazer alento, alegria

E percebemos que a saudade é sentimento que já nasce desde as fraldas

Não tem idade!

E com ela viveremos a vida toda

Mas sempre irá doer,

Sempre dará vontade de chorar,

Ainda que a gente sorria…

Alda M S Santos

Atracar

ATRACAR

Nadando, remando ou navegando

À bombordo ou a estibordo

À barlavento ou à sotavento

Num barquinho ou num navio

Sempre em alto mar, sempre a trabalhar

Lança velas, iça velas, controla o timão

Para algumas vezes, se estende na proa

Ou mergulha em águas calmas

Em contraste com águas internas turbulentas

Esse marujo não pensa em naufrágio

Deseja num porto, num momento atracar

Enquanto o porto for mais temeroso que o alto mar

Ele continuará a navegar…

Alda M S Santos

Ser Amor

SER AMOR

Enquanto cuidamos das dores alheias

Enquanto dos outros nos ocupamos

Alguém lá em cima sara nossa feridas e se ocupa de nós

E, através de nós, atinge os outros

“Eles não são pesados, são nossos irmãos”.

Alda M S Santos

Desisto

DESISTO!

Última vez! Agora desisto!

Quantas vezes afirmamos isso na vida?

Quando o trabalho é pesado demais,

Quando a incapacidade nos assola,

Quando a fé vai embora,

Quando o outro mente ou nos decepciona,

Quando nos sentimos sozinhos,

Quando até pensar no assunto dói,

Quando não temos perspectivas ou esperanças…

Afirmamos convictos: desisto!

Mas quantas vezes não cumprimos o prometido?

Do nosso interior, cedo ou tarde, nasce uma força, uma luz

Nova coragem, novo ânimo

Jorram como água límpida sobre nós, para nós

Isso dependendo da real importância do almejado

Do grau de amor envolvido

Fica apenas adormecido lá no fundo

E sempre algo o traz à tona

Cedo ou tarde

E acreditamos:

Vou tentar só mais essa vez!

Alda M S Santos

Enfermos e enfermeiros

ENFERMOS E ENFERMEIROS

Ninguém gosta de hospital,

Mas ter alguém para cuidar da gente é desejo de todos

Imagine que enquanto vivemos

Haja alguém atento e disposto para nos aplicar esperança intravenosa

Um comprimido de alegria sublingual

Uma ampola de força intramuscular

Uma higienização da alma com palavras sábias e silêncios oportunos

Um banho que lave toda mágoa e decepção

Uma dosagem oral de amor de hora em hora

Uma pomada de fé e disposição!

A vida quase sempre é assim,

Ora cuidando, ora cuidados

Ora enfermos, ora enfermeiros.

Precisamos nos entregar…

Alda M S Santos

Sim, não, talvez…

SIM, NÃO, TALVEZ

O sim remete a alegria, estado de graça, felicidade extrema

Satisfação, prazer, gozo total.

O não quase sempre é tristeza, é dor aguda, é golpe certeiro,

Lágrimas, reclusão, introspecção

O talvez é expectativa, nem sim e nem não

Talvez é espera oscilante, vascilante

Vai do quase sim ao quase não

É uma quase alegria, uma quase tristeza

É indecisão, é dor crônica

Talvez é brincadeira de balanço,

Ora lá em cima, ora cá embaixo

E não são todos que apreciam a adrenalina dos balanços

As emoções antagônicas dos “talvez”

Preferem os pés no chão,

Sentados no banco da pracinha

Vivemos entre o sim, o não e o talvez

Podemos até abolir os “talvez”

Mas nunca seremos só sim

Nunca seremos só não

E transitar do sim para o não

Já dá o balanço doloroso ou prazeroso da vida…

Alda M S Santos

Preciso esquecer

PRECISO ESQUECER

Preciso esquecer as dores e me concentrar nos amores

Preciso esquecer o que me falta e atentar ao que me preenche

Preciso esquecer as angústias e valorizar as bênçãos

Preciso esquecer tudo e todos que de mim não se ocupam

Preciso esquecer tudo e todos que de mim se esqueceram,

Montar e seguir caminho…

Preciso lembrar de esquecer!

Alda M S Santos

Quando os versos não saem

QUANDO OS VERSOS NÃO SAEM

Vontade danada de escrever, de organizar esse caos

Colocar pra fora o que se espreme aqui dentro.

Mas é tanta coisa misturada, tanta pressão!

Não há uma válvula de escape,

Não há saída de emergência,

E todos os sentimentos, toda essa poesia em mim

Que poderiam vir a ser um poema,

Ficam travados em frases sem nexo,

Se confundem num texto complexo,

E os versos não se materializam,

Se apertam na saída, barram a passagem

A magia e encanto se perdem.

E nada sai…

Quando os versos não saem,

Morre um pouco a poesia,

Morre um pouco de mim…

Alda M S Santos

Quero a certeza do Sol

QUERO A CERTEZA DO SOL

Quero a certeza do Sol

Aquela que o faz se “apagar”

Todos os dias, sempre belo…

Ou humilde ficar atrás das nuvens

E aguardar as tempestades passarem

Sabendo que na manhã seguinte

Ou no dia, semana, mês ou ano seguinte

Tudo será como antes:

Brilho, calor, beleza, vida.

Quero a certeza do Sol!

Alda M S Santos

Reencontro

REENCONTRO

O melhor reencontro de todos é o que acontece conosco mesmos

Aquele reencontro com partes de nós que julgávamos perdidas

Com pedaços de nós que admirávamos

E que ficaram escondidos, deram uma volta por aí

Ou simplesmente abriram espaço a outras

Aquela parcela de nós que transformava nossos medos em confiança e fé

Nossas lágrimas em esperança e sorrisos

Nossas culpas e frustrações em aprendizados e recomeços.

Saberemos quando olharmos com certo distanciamento

Que essas partes não se perderam, estavam ali

Foram resgatadas no momento que mais precisávamos

E nos ajudaram a levantar

Cambaleantes ainda, frágeis, chorosos,

Porém, com força potencial interna

Transformados pelo vivido ou pelo “quase” vivido

Percebemos que não nos perdemos de nós tão facilmente!

Em frente! Com fé!

Alda M S Santos

Esperas

ESPERAS

Saber esperar é uma habilidade, um dom.

Seja qual tipo de espera for

Na fila do banco ou supermercado

Pelo banheiro quando se está apertado

Pelo resultado do exame

Ou até que passe um vexame

Pelo grito na garganta contido

Ou pela volta do amor perdido

Sentado num corredor de hospital

Na angústia de nada poder fazer

Pelo filho que demora a nascer,

Ou por seu renascer a cada situação-problema.

Saber esperar é habilidade difícil

Como tal, precisa ser desenvolvida

Alia-se à paciência, à fé.

Olhar para o céu, para o alto, para dentro

Saber esperar é saber cuidar-se, valorizar-se

É saber prolongar a vida…

Alda M S Santos

Quer que desenhe?

QUER QUE DESENHE?

Para compreender

Há quem entenda olhares

Muitos precisam das palavras

Vários necessitam que desenhe

Outros, nem colorindo…

Alda M S Santos

Sorte e sabedoria

SORTE E SABEDORIA
Por onde formos,
Saber escolher é necessário,
Deixar-se escolher, importante,
Combinar ambos é sorte, 
Dirão alguns descrentes
Combinar ambos é sabedoria,
Dirão outros mais sagazes,
Escolher e ser escolhido em perfeita sintonia
É combinação rara
Quase tanto quanto aliar sorte à sabedoria.
Alda M S Santos

É preciso permitir-se!

É PRECISO PERMITIR-SE!

É preciso se permitir sorrir para o bem propagar, o bem atrair

Mas também é preciso se permitir chorar,

Para a tristeza extravasar, a alma lavar.

É preciso se permitir amar para a vida ser plena, o coração não ser pequeno,

Mas também é preciso se permitir não gostar, se afastar do que faz mal,

Para respeitar a si e ao outro.

É preciso ser permitir falar, dizer tudo que agrada ou incomoda,

Mas também é preciso se permitir calar, silenciar, segredar,

Para não magoar, não magoar-se!

É preciso se permitir ser o que é, viver a própria essência,

Mas também é preciso saber aceitar a essência dos outros.

É preciso se permitir viver,

Mas de um modo que não fira ou impossibilite a vida alheia.

É preciso permitir e permitir-se!

Alda M S Santos

Primaveras de dentro

PRIMAVERAS DE DENTRO

Quem vê a beleza de uma rosa,

Sua frescura, sua cor e perfume

Intensa delicadeza e suavidade

Não imagina quantos obstáculos rompeu

Quantas dores sofreu, sede passou,

Insetos e pragas enfrentou,

Ou quanta persistência foi necessária

Para chegar a mostrar tamanho esplendor.

De tantas lutas ficaram os espinhos,

Lembrança de que nada se alcança,

Por mais delicada e bela, sem lutas.

Foi inverno, é primavera!

Mas nada dura para sempre!

Nem os invernos, nem as rosas, nem as primaveras,

Fora ou dentro da gente.

Alda M S Santos

Minando

MINANDO

Algumas coisas têm o dom de nos minar as forças

De sugar nossas energias, de nos deixar no caos:

Dores físicas nos tiram o foco, o raciocínio,

Sustos nos atropelam, nos lançam fora de órbita,

Sorrisos excessivos nos mantêm na “alegria” forçada,

Lágrimas intensas ou represadas nos deixam secos, apagados,

Dores da alma são capazes de nos lançar no fundo do poço.

Mas, tudo isso, se bem trabalhado e respeitando o tempo de cada um,

Pode ser extremamente benéfico e trazer nova luz e alento.

Afinal, somos baldes nessa vida: um eterno descer e subir de poços.

Alda M S Santos

Pesos

PESOS

O que pesa mais:

Uma cabeça cheia de pensamentos e ideias,

Ou um coração recheado de sentimentos e esperanças?

O que pesa mais?

A razão que tudo entende, aceita, se conforma,

Ou um coração que ama, sofre, mas agradece?

Leve ou pesado, fácil ou difícil

Tudo sempre irá depender

Das forças de cada um…

Alda M S Santos

Histórias

HISTÓRIAS

Onde moram as histórias?

Numa praça em uma cidade centenária,

Numa obra de arte, numa música,

Numa fonte luminosa, num rio corrente,

Numa escultura, num livro, num poema,

Numa estrada, num caminho tantas vezes trilhado?

Parece que sim! Mas não!

As histórias moram dentro das pessoas!

Pessoas que as criaram,

Que as escreveram, que as viveram.

Esses espaços, objetos e ambientes,

É que têm o poder de ativar as lembranças, boas ou ruins.

Ao olhar para qualquer um deles,

Algo desperta dentro da gente.

Somos recheados de histórias, de saudades,

De desejo de reviver, de nostalgia…

Nós somos a história!

Alda M S Santos

Ele sempre está presente

ELE SEMPRE ESTÁ PRESENTE!

Quando a gente sente a proteção Dele

Numa curva qualquer da estrada

Num ambulatório hospitalar,

Nas palavras pronunciadas com sabedoria,

Ou até mesmo com raiva,

No silêncio oportuno dentro da gente,

Nas lágrimas que caem e quase tudo levam,

E deixam o que tem de valioso em nossa alma,

Aparente, ou não…

Na resposta sempre providencial,

Ainda que não nos pareça a mais adequada,

Ele está!

Basta confiar em Seu amor!

Deus tem modos especiais de nos manter perto Dele,

De Sua bondade, de Seu perdão.

É preciso confiar e agradecer!

Alda M S Santos

Questões

QUESTÕES

Sempre tidas como afirmativas

Algumas questões ainda são levantadas:

O amor em tudo crê mesmo,

É capaz de suportar qualquer coisa,

Aventura-se por mares desconhecidos,

Não desiste, persiste, se entrega,

Busca colo, oferece colo,

Arrisca a vida, desafia a morte?

Afirmativas ou negativas,

Tudo vai depender de quem ama ou desama.

Até mesmo o amor é processado de modos diferentes,

Dependendo de sua morada,

Pois todo telhado é posto à prova nas tempestades.

Alda M S Santos

Que tens a oferecer?

QUE TENS A OFERECER?
Que tens a oferecer?
A cola que alucina, a esmola paliativa,
Ou a mola que impulsiona e leva pra frente?
Que tens a oferecer?
O pão, a fruta, o doce que alimentam o corpo
Ou a doçura, a base que acalentam
E encorajam a buscar algo produtivo?
Que tens a oferecer?
Uma roupa que não quer mais, um calçado que aperta,
O cobertor puído, qualquer descarte,
Ou a atenção que busca dentro de si e entrega com prazer?
Que tens a oferecer?
Um coração para amar, um sorriso para alegrar,
Ou uma lágrima para enxugar, um ombro para chorar?
Pureza, amor solidário, saudade, tristeza, alimento
O que vier, se vier do coração,
Recarrega e abastece a alma…
Que tens a oferecer?
Alda M S Santos

Quarto vazio

QUARTO VAZIO

Um quarto vazio a mais na casa

Um espaço “desocupado” na alma

Daqueles desocupados que ocupam muito espaço

E que parecem estar mais cheios que os demais.

Um quarto vazio a mais na casa

Um quarto vazio dentro de mim

Olho para ele, fecho a porta, prefiro não ver.

Dói menos.

Olho novamente, sou atraída,

Abro a porta, entro, sento na cama,

Relembro, sorrio, é bom, saudades…

E choro. Dói também.

Qualquer espaço vazio é muito ocupado

Preenchido por inúmeras lembranças.

Tatuadas na alma da gente

No quarto vazio dentro de nosso coração.

Alda M S Santos

Abandono

ABANDONO

Qualquer abandono é compreensível

Até mesmo aceitável com o tempo,

Pais, filhos, amigos, familiares,

Aqueles nos quais mais confiou na vida.

Apenas um abandono não é aceitável nunca,

Sob pena de morte em vida:

O abandono de si mesmo!

Alda M S Santos

Morrer por amor?

MORRER POR AMOR?

Nada de Romeu e Julieta,

Esse romantismo exacerbado,

Amor impossível, que se mata para permanecer “junto”.

Mas que há muitos que se envenenam dia a dia,

Pelo outro, para o outro,

Isso não se pode negar!

A cada vez que você se nega,

Que deixa de lado algo que ama,

Que abre mão, que cuida, que se descuida,

Que tolera coisas que não gosta,

Que deixa espaços vazios,

Que se conforma com a falta de algo,

Que “cede” sua felicidade para proteger o outro,

Para ver o outro bem,

Um pouco de “veneno” é ingerido.

Há muitas maneiras de “morrer” para manter vivo a quem se ama!

Há muitas maneiras de “viver” para não matar a quem se ama.

Alda M S Santos

Doar-se é egoísmo?

DOAR-SE É EGOÍSMO?

Receber, ganhar, são sensações muito boas, bem sabemos!

Mas perdem para o prazer de doar, de se doar, de oferecer o que temos, o que somos…

Qualquer bem a qualquer um!

Será que tudo não passa de uma atitude egoísta, afinal?

Doar para fazer bem a si mesmo?

Que seja!

Doando, se abrindo, enfeitando, florindo por aí,

Ao menos o prazer é compartilhado!

Alda M S Santos

Sou feita, não perfeita!

SOU FEITA, NÃO PERFEITA!

Sou feita de tudo aquilo que me cerca

Dos carinhos que recebo, das lágrimas que verto

Da luz que emito, da escuridão em que me meto,

Das emoções que compartilho, dos sonhos desfeitos,

Das esperanças que nutro, das decepções que engulo,

Dos topos que atinjo, dos tombos que levo…

Sou feita, estou sendo feita!

Sou feita, não perfeita!

Alda M S Santos

Poetas do amor

POETAS DO AMOR

Falar de amor é quase sempre controverso

Posto que muitos não amam ou amam de modos diversos.

Mas escrever sobre o amor pode ser polêmico

Visto que uma parte considerável nunca entende os versos, ou o amor que se mostra,

Acham brega, piegas ou algo qualquer similar.

E há ainda os que colocam em questão o poeta:

É algum frustrado que não ama- afirmam!

Ou talvez seja alguém que ama escondido -acusam!

Pois ninguém normal fala assim de amor-concluem!

E de questão em questão

Os poetas do amor vão observando e escrevendo

Sentindo, amando e compondo,

À revelia dos que sequer entendem o amor,

Pois para entendê-lo, ou fazer dessa linda poesia um poema,

É preciso mergulhar, se molhar por inteiro, vivê-lo, ou ao menos tê-lo vivido,

Intensamente!

Alda M S Santos

É que um carinho às vezes(sempre) cai bem

É QUE UM CARINHO ÀS VEZES (SEMPRE) CAI BEM!

Tudo pode parecer ruir e o mundo estar nublado

E querermos apenas a nós mesmos num cantinho qualquer

Acreditando que nada irá mudar.

Mas nada, nada mesmo nessa vida

Tem o poder de derrubar qualquer muralha

Furar qualquer blindagem

Enxugar ou amenizar o fluxo de qualquer lágrima,

Reduzir cansaço ou tristeza crônica

Despertar a força interior

Fazer abrir um sorriso,

Que um abraço, um beijo, uma palavra doce, um olhar terno.

Mesmo os mais durões e resistentes sabem e aceitam:

“É que um carinho às vezes (sempre) cai bem!”

Abraços grátis a todos!

Alda M S Santos

No mesmo compasso

NO MESMO COMPASSO

As melhores danças da vida quase nunca são solo

São danças aos pares, em grupos, grandes ou pequenos

Bem coreografadas ou livres

Mas sempre acompanhadas.

Manter o mesmo compasso é fundamental

Para uma boa apresentação

Nesse grande palco chamado vida.

Alda M S Santos

Amor tatuado

AMOR TATUADO

Tatuagens têm a fama de serem eternas

Uma vez tatuado, sempre tatuado

Retirar é deixar outra marca muitas vezes bem feia

Tatuar por cima apenas disfarça a imagem anterior

Os amores de nossas vidas são assim

Uma vez amor, sempre amor

Pode apagar que fica lá uma sombra leve

Pode reescrever que usa as mesmas linhas

Talvez até as mesmas palavras, nuances, cores

Bom mesmo é deixar tatuado

Marcas do que viveu, do quanto amou

Algumas “tatuagens” são tão profundas que só a gente nota

E nunca gostaríamos de apagar!

Alda M S Santos

Saber amar

SABER AMAR

Saber amar é uma arte!

Uma arte tão simples que muitos não entendem

Complicam, distorcem, deturpam, confundem

Não construímos algo para amar

Amamos algo já existente,

Ou não…

Ainda que exista apenas em nossa mente,

Apenas os descobrimos,

E, irremediavelmente,

Amamos…

Alda M S Santos

Distribuir amor

DISTRIBUIR AMOR

Distribuir amor é como plantar flor

Cedo ou tarde a flor bem regada e cuidada

Nasce, cresce, enfeita e alegra o mundo

Cedo ou tarde o amor doado,

Bem irrigado com sorrisos, lágrimas, sinceridade

Cresce, encanta, preenche e transborda

E retorna pra dentro da gente.

Ainda que a flor pareça perecer,

Ainda que o amor pareça morrer,

Apenas recolhem-se por pequenos períodos

Para voltar mais lindos, mais fortes!

Alda M S Santos

SUJEITOS DO AMOR

SUJEITOS DO AMOR

No amor há vários tipos de sujeitos:

Sujeitos comuns, aqueles que em nada diferem uns dos outros, amam igual a todos, seguem todas as normas e regras estabelecidas. Vida tranquila.

Sujeitos simples, aqueles que veem o amor em todos os lugares, do modo mais fácil, leve e alegre possível. Sorriem e se entregam. São felizes.

Sujeitos ocultos, aqueles que amam escondido, com medo, achando que algo sempre pode dar errado. Amam sofrendo.

Sujeitos compostos, aqueles que amam juntinhos, em pares, duplos, quase um só. Muito felizes!

Sujeitos indeterminados, aqueles que não assumem que amam. Não gostam de amar. Negam até a morte o amor. Muito racionais. Nunca aparecem. Vegetam.

Sujeitos são aqueles que devem exercer a ação de amar.

É preciso se sujeitar ao amor.

É preciso viver!

Alda M S Santos

Barreiras

BARREIRAS

Quantos muros construímos em torno de nós?

Quantas muralhas mantêm afastados os “inimigos”?

Quantas barreiras impedem que nos vejam como realmente somos?

Atrás de quantos sorrisos se esconde uma tristeza?

No fundo de quantos olhares ternos está entocada uma angústia?

O quanto a simpatia aparente é capaz de esconder?

Brechas se abrem por uns tempos, não entendidas, logo se fecham.

Não somos habituados a tentar transpor barreiras, derrubar muros ou enxergar além deles.

As maiores muralhas que nos afastam dos outros e de nós mesmos

São aquelas invisíveis ou disfarçadas de porteiras abertas.

Alda M S Santos

Toques que entocam

TOQUES QUE ENTOCAM

Magia do toque que toca fundo

Sequer precisa usar a pele

Usa as palavras ternas que arrepiam

O olhar sincero e amigo que enternece

Os ouvidos que acolhem e atraem

A disposição para colher com amor nossas dores

E transformá-las em motivo de prazer e alegria.

Toques que tocam a alma

São toques que entocam nossos corações

E não deixam ir embora!

Alda M S Santos

Abraços Grátis

ABRAÇOS GRÁTIS

Quem precisa pode até não identificar

Apenas sente falta de algo, um vazio

Mas quando recebe aquele abraço

Carregado de carinho e amor

De energia boa, de doação

Percebe claramente que faltava calor humano

E que pode não resolver tudo

Quase nada, aparentemente

Mas é capaz de ativar a força que está lá dentro

Afogada naquelas lágrimas represadas.

Ou num sorriso escondido atrás dos problemas e correria do dia-a-dia…

Abraço liberta! ❤️

Alda M S Santos

#carinhologos

Deixar-se amar

DEIXAR-SE AMAR

Que aprende-se a amar, todos sabemos

Mas aprende-se também a deixar-se amar

Ambas as ações se conectam, se interligam

Quem não sabe amar, não sabe aproveitar o amor que recebe

Amor bem dado e amor bem recebido se multiplicam

Aprende-se a receber amor, doando amor

E aprende-se a doar amor, amando, na prática.

Não há manuais ou receitas, talvez algumas experiências.

Ambas as vozes do amor são ativas

Não existe passividade no amor

Amor passivo é vida inativa!

Alda M S Santos

Um milhão de amigos pra quê?

UM MILHÃO DE AMIGOS PRA QUÊ?

Roberto e Erasmo quiseram ter um milhão de amigos

Se tiveram eu não sei.

Verdadeiros? Tampouco!

Sou mais simples, não me importo com a quantidade

Quero poucos, porém verdadeiros

Com os quais possa interagir, confiar, abraçar

Sorrir e chorar junto!

Assim, canto mais forte, cantamos mais forte!

Mas não dispenso um lindo verso, entre tantos, da canção:

“Quero levar o meu canto amigo

A qualquer amigo que precisar…”

Assim, eu canto, e nos encantamos!

Alda M S Santos

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