TRANSBORDAM…
O ódio, o amor, o confronto
Ainda que silencioso ele se movimenta
Tal qual água em nossos lençóis freáticos
São acessadas para saciar a sede
Sede de ódio, sede de amor
Lamentavelmente, nem sempre águas limpas
Elas jorram contra o outro
Contra nós mesmos, deixando transbordar
E, assim, vamos nos afogando em mágoas
Em dores sem nome, sem rosto
Nutrindo nossos vazios existenciais
Cuidemos! É preciso transbordar amor!
Alda M S Santos