OUTON(ANDO)

Cores amarronzadas, folhas secas, leves, caídas

Levadas pelo vento friozinho que arrepia a pele

Deixo-me levar suavemente

Tal qual folha caída da gigante árvore

Busco um repouso num cantinho qualquer

Encolhimento, proteção, recolhimento

Tempo de hibernar, dormir, voltar para dentro de si

Repor energias, reabastecer o corpo

Tudo é silêncio, cuidado, organização do caos

Aquecendo a alma e o coração vou outon(ando)

Aguardando um casulo crescer, a borboleta se formar

Linda e necessária estação

Lá fora e cá dentro…

Até um novo florescer…

Alda M S Santos