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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Vida

Como o mar

COMO O MAR

Seja em maré alta ou baixa

Lua cheia, nova, minguante ou crescente

Ondas que vão e que vêm

Trazem muito com elas

Levam outro tanto consigo

Boas ou ruins…

Assim é o mar,

Infinitamente.

Assim é a vida, dia após dia. 

Quem ama o mar o aceita assim

Quem ama a vida aprende a conviver com seu vai-e-vém.

E a ama, apesar de tudo. 

Alda M S Santos

Tão fácil!

TÃO FÁCIL! 

Aparentemente tão fácil! 

Encontrar um companheiro para voar juntos

Descobrir novos espaços, novos ares,

Namorar!

Novo céu, azul intenso, sol mais brilhante…

Um lar, um ninho, simples e caprichado.

Materiais retirados da natureza!

Uma família sonhada, constituída, alimentada e amada…

Ali encontram todos os alimentos que precisam.

Têm de sobra: confiança que tudo vem

Têm em falta: preocupações e ansiedades. 

O que importa têm em fartura: 

Alegria para viver e cantar!

Tão fácil!

Em qual parte complicamos, se somos “superiores” e racionais? 

Alda M S Santos

Inspiração divina

INSPIRAÇÃO DIVINA

Cuidado, amor e proteção de mãe, de pai são incansáveis…

Racional ou irracional

Mais que instinto, é inspiração divina! 

Seja qual for o tamanho, as habilidades ou o perigo a enfrentar, o amor é soberano.

Encantador observar! 

Preservação e perpetuação da espécie, da vida.

É reflexo de um amor que vem do alto.

É simplesmente uma pequena medida do amor de Deus por nós! 

Alda M S Santos

Um bom dia para morrer

UM BOM DIA PARA MORRER

Qual seria um bom dia para morrer? 

Parece óbvio, nenhum, visto que ninguém quer morrer.  

Mas, sabendo que é a única certeza da vida, não seria “justo” que pudéssemos escolher? 

Tanta gente vai embora depois de muita luta, doenças e sofrimentos. Quase até podem imaginar o momento da partida.

Outras são subtraídas da vida no auge dela, em plena alegria e vigor, independente da idade.  

Quando criança ouvia e me impressionava muito sobre o quase fim do mundo com o dilúvio, e profecias sobre o próximo fim ser com fogo. Tinha muito medo! Falava que queria morrer dormindo e logo me arrependia pois, se Jesus, sendo perfeito, tinha morrido sob tortura, quem era eu para desejar moleza?

Mas qual seria o melhor momento? 

Depois de adquiridos todos os bens? Ter viajado muito? Gargalhado até a barriga doer? Trabalhado incansavelmente? Feito incontáveis amigos? Filhos independentes e criados? Ajudado aos mais necessitados? Vivido plenamente o amor que sentiu, que se apresentou? 

Seria melhor ir em plena saúde e energia, ou depois de ter corpo e mente definhados? 

Logo após uma grande alegria e conquista, ou num momento de perda e dor? 

Quando estamos no auge da alegria, amor, prazer, sequer pensamos nela. Tudo é vida! Pareceria injusto sair no melhor da festa! 

Quando sofremos por qualquer mal, nos entristecemos, não temos perspectivas, estamos doentes, pensamos nela com mais frequência. Não parece injusta ou assustadora. Até a encararíamos como uma amiga bem vinda! 

Sem fatalismos ou mau agouro, se ela chegasse hoje, o que pensaríamos? O que “diríamos” em nossa defesa? Ou a seguiríamos tranquilos?

Verdade é que, salvo exceções, não estamos preparados para ela.

Apesar de ninguém querer ficar entrevado numa cama, dependente dos outros, sempre pensaremos que ainda nos falta muito a viver. 

Fomos criados para defender a vida em qualquer circunstância, com ou sem sofrimentos, com 8, 18, 50 ou 80 anos! 

Ainda que em vários momentos tenhamos vontade de jogar a toalha, dizer que cansamos dessa brincadeira, que não está tão divertido assim, que queremos voltar pra casa…

Olhando por esse ângulo não é injusto não termos poder de escolha! Não saberíamos fazê-lo.

Sendo assim, seja qual for o momento que estivermos vivendo, melhor fazê-lo da melhor maneira possível. Se bom ou produtivo, intensamente, se triste ou ruim, fazendo nossa parte e torcendo para passar logo, pois, mesmo que não pareça, sempre passa.

Ideal seria que vivêssemos de tal modo a não temê-la, sequer lamentá-la! 

Ir, ou deixar ir, permitir que a luz se apague, de bom grado e com a certeza de ter feito o melhor que pudemos. 

Um bom dia para morrer? Qualquer um! Só Ele sabe! 

Alda M S Santos

Se puder, siga

SE PUDER, SIGA

Se puder, siga o caminho mais simples

Mais rústico, menos requintado

É onde há mais alegrias sinceras

Se puder, siga as pessoas que te dão as mãos, os sorrisos

A alma, o coração

São elas que recarregam suas forças quando você cai

Se der, ouça e se encante com o canto dos pássaros

Com a leveza das borboletas, as cores das flores selvagens

São alimento para a alma cansada

 Se puder, ouça, interprete e siga seu coração,

As mais importantes lições que sua mente apagou

Ele traz gravadas consigo

Se puder, siga…

Alda M S Santos

Algodão doce

ALGODÃO DOCE

Um grande algodão doce

Já repartido para nós

A vida cheia de doçuras

Para quem observa, colhe

Aproveita e divide…

Pegue seu pedaço,

Adoce sua vida! 

Alda M S Santos

Emaranhado de fios

EMARANHADO DE FIOS

A vida é um verdadeiro emaranhado de fios. 

Você puxa uma ponta, outra, muda de novo, torce, vai, volta, entra, sai e consegue, por fim, desembolar algumas partes, identificá-las, separá-las. 

Mas sempre sobra ainda um bolo de fios confusos e desconexos.

 Não adianta insistir. O jeito é deixar esse bolo “descansar”. 

Esquecer dele, temporariamente, pelo menos. 

Atentar para o que já está desembolado e construir novas conexões. 

Um dia, quando menos perceber, conseguirá puxar uma ponta do bolo e ela sairá tranquilamente, sem esforço, uma após outra. 

Às vezes, ficamos tão ocupados tentando encaixar certas partes da vida que não se encaixam que perdemos a oportunidade de brincar com o que já está pronto e montado. 

Esse é o grande desafio, curtir o que se tem e esperar, com calma, a hora certa do que é sonhado e ainda está por vir.

Alda M S Santos

Podemos ser mais

PODEMOS SER MAIS

Nunca nos limitar…

Nunca! 

Essa deve ser nossa lei.

A força na dor, a fé na dúvida,

A amizade nas necessidades.

Podemos ser mais…

Mais profissionais, mais dedicados 

Mais ternos, mais amantes…

Tudo que é estimulado renasce, cresce, 

Tudo que é relegado, murcha, definha, morre.

Podemos nos surpreender

Por apenas cuidar de nós mesmos

Como uma planta que sempre se renova

Podemos ser mais

Novas folhas, flores e frutos…

Cada dia mais bela e encantadora…

Alda M S Santos 

Deixe o vento levar

DEIXE O VENTO LEVAR

Deixe o vento levar…

As mágoas que afogam nossa alegria

Os pensamentos que tornam cinzas nossos sonhos

As dúvidas que teimam em nos roubar o sossego

Deixe o vento levar…

As preocupações com o que não temos controle

A solidão que corrói nosso interior

As pessoas que nos jogam pra baixo.

Deixe o vento levar,

Mas seguremos com carinho 

Aquilo que não deve ir … 

O sorriso bobo que brota por qualquer motivo

As pessoas capazes de despertá-lo

Ainda que, por vezes, sejam causadoras de lágrimas.

Não o deixemos levar…

Quem acredita em nós, apesar de nossas imperfeições

Aqueles capazes de ativar nossa energia, acender nossa luz…

Quem para nós é o amor em todas as suas formas. 

Deixe o vento levar as nuvens escuras para longe

Ele trará de volta o Sol

E, com ele, virá vida nova

Recheada de esperanças…

Alda M S Santos 

Essências

ESSÊNCIAS

São essências…

Fragrância de rosas, jasmins ou alecrins

Odor de orvalho, terra molhada ou mata virgem

Cheiro de colo de mãe, criança machucada ou mulher apaixonada…

Aroma de beijo de amor, ombro que consola ou abraço de pai.

Perfume de sorriso sincero, de lágrimas derramadas ou de dor escondida…

São essências…

Perceptíveis aos olfatos sensíveis, 

Aos corações enamorados,

Às almas apaixonadas,

Àqueles que estão afinados com a vida…

Essências não se apagam ou se extraem,

Se curtem, se sentem, se vivem…

Alda M S Santos

Ninhos abortados?

NINHOS ABORTADOS? 

De gravetos em gravetos, galhos em galhos, folhas em folhas

Num local cuidadosamente estudado

Casaizinhos de pássaros formam seus ninhos

Revezando-se, cuidam e protegem suas crias dos invasores

Chocam os pequenos ovinhos.

Alimentam os pequenos filhotinhos 

Até que eles possam alçar o primeiro voo

E, independentes, recomecem o ciclo.

Sequer cogitam abortar os ovinhos

Interromper a “gestação” não se cogita: antinatural! 

O papai assume seu papel fundamental. 

Vida irracional que se mantém! Se renova!

Racionais precisando seguir o exemplo.

Privilegiados somos nós: podemos ter ninho, podemos ser ninho por tempo indeterminado…

Aproveitemos! 

 Alda M S Santos

Renascimento

RENASCIMENTO

Tantos preocupam-se se há vida após a morte…

O problema não é se há vida ou esperança após a morte, a questão é que só podemos tê-la antes de morrer. 

Se há algo por fazer, que faça-se. 

A natureza nos mostra que mesmo quando, aparentemente, já não há vida, tudo renasce.

Tantas plantas ficam sem folhas, sem flores, apenas galhos. 

Mas as raízes estão lá, fortalecendo-se.

Ursos hibernam, alheios ao resto do mundo, apenas seguem sua natureza. 

Há um tempo de reserva de energias e retorno para dentro de si mesmo para voltar mais forte. 

Conosco não é diferente. Há períodos de introspecção. Mergulho profundo em nossas emoções, em nossos silêncios. Tempo de lamber nossas feridas. 

Esse tempo é só nosso. Alguns podem até ajudar, mas sem invasões. 

Nosso interior é propriedade nossa. Possui áreas virgens, desconhecidas. Precisamos desbravá-las, ou outros, menos hábeis ou cuidadosos, o farão.

A esperança de vida e renovação está aqui.

Uma alma leve e rica se dará bem antes ou depois daqui, antes ou depois da morte.

Aprendamos!

Alda M S Santos

E se…

E SE…

E se o Sol esquecesse de nascer,

Ou a Lua se escondesse pra sempre na Nova? 

E se as flores não tivessem cor

Ou as mães não doassem amor? 

E se os pais não se amassem, os animais não cruzassem 

Ou os filhos não se mudassem? 

E se o mar sossegasse, a maré estagnasse,

Ou a noite não chegasse? 

E se as árvores não florissem, o rio não corresse,

Ou o sorriso esmorecesse? 

E se o abraço não acalentasse, o beijo não aquecesse,

Ou o olhar não falasse?

E se o namoro fosse dispensável, o amor descartável,

Ou só sexo bastasse, fosse saciável? 

E se tudo fosse fácil, o caminho limpo e plano

Ou a vida do jeitinho que a gente quer? 

Se pararmos pra pensar tudo tem sua razão de ser… 

Tudo é exatamente do modo que deve ser!

E se pudéssemos escolher,

Não a teríamos feito melhor.

Podemos melhorar nosso jeito de olhar para ela

Podemos mudar nosso modo de amá-la!

Alda M S Santos

O quanto você aguenta?

O QUANTO VOCÊ AGUENTA?

O quanto de tons de verde ou de azul do céu eu aguento?

Por quanto tempo eu suporto o silêncio que vem de fora?

O quanto de sossego sou capaz de aturar? 

Por quanto tempo consigo ficar sem ouvir a voz dos outros?

O quanto eu aguento de sons de pássaros, cigarras, galinhas d’angola, galos, macacos?

O quanto eu tolero dessa brisa que acaricia minha pele, disputando espaço com os mosquitos?

Por quanto tempo ficaria deitada aqui, apenas a observar?

O quanto de cores e sons eu preciso para viver? 

Tudo depende de quanta paz interior eu tenha!

Tudo depende da minha capacidade de conviver comigo mesma!

Tudo depende da minha (in)dependência dos outros. 

O quanto você aguenta?

Alda M S Santos

Por quê?

POR QUÊ?

Por que é tão fácil achar soluções para os problemas dos outros e tão difícil aplicá-las a nós mesmos?

Por que os filhos crescem, os pais envelhecem?

Por que o perto pode estar longe e o longe pode estar perto?

Por que a saudade dói, se o vivido foi bom?

Por que o amor chega, aparentemente, fora de hora?

Por que sofremos tanto por amor, se amor é bênção?

Por que sempre estamos querendo algo fora de nosso alcance?

Por que derramamos tantas lágrimas pelo que não vale a pena?

Por que poupamos sorrisos e carinhos?

Por que damos tanto ouvido a quem não nos interessa?

Por que perdemos tanto tempo com coisas sem valor?

Porque isso é a vida! 

Quando tivermos todas as respostas, provável que estejamos próximos do fim, ou não mais por aqui.

Não precisamos de todas as respostas. 

Precisamos de vida e, como tudo que é belo, ela é uma eterna e adorável incógnita!

Alda M S Santos

Parceiros de caminhada

PARCEIROS DE CAMINHADA
Nós, humanos, somos praticamente “iguais” fisicamente. Pouquíssima coisa nos diferencia uns dos outros.
O corpo é formado das mesmas partes, para as mesmas funções…
Então, o que faz com que achemos algumas pessoas mais belas, tenhamos mais afinidades, prazer na companhia, numa conversa, num carinho de umas do que de outras?
O que nos faz precisar uns dos outros?
O que determina que algumas sejam tão necessárias e outras até dispensáveis?
Qual a beleza que tanto atrai e realmente importa?
É aquela que vem de dentro, as emoções, a luz que cada um irradia, a simpatia, o carisma, a espontaneidade, o sorriso, o prazer em viver.
E isso é único em cada uma, como uma digital.
Por isso, sentimo-nos atraídos pelas qualidades que nos são afins.
Essa escolha é inconsciente, não se explica. A gente sente e só.
Por isso, as pessoas precisam-se, sim. Precisam-se para trocar amor, carinhos, alegrias, boas energias, sonhos, divergências que possibilitem crescimento, paz…
Para trilharem juntas um caminho que, sozinho, não teria a menor graça.
Alda M S Santos

Apenas um piscar de olhos

APENAS UM PISCAR DE OLHOS

Morte mexe com com a sensibilidade de todos

Futebol mexe conosco, brasileiros, com nossas emoções

Morte e futebol, juntos, nos paralisam

Tragédia dessa dimensão nos assusta!

Além da surpresa, da dor, da alegria subtraída

Da sensação de impotência

Ficam três certezas:

Ninguém sabe a hora ou está a salvo

Essa vida é fugaz, passa num piscar de olhos

Vamos amar e viver hoje tudo que temos direito!

Que Jesus os receba no paraíso! 

Alda M S Santos

O que temos pra hoje?

O QUE TEMOS PRA HOJE? 

Eu quero poder escolher:

Aquele abraço apertado logo cedo, 

Um beijo de surpresa na nuca, 

Um sorriso largo de bom dia!

Palavras doces, olhar terno, humor positivo…

Se não for possível, 

Devemos vencer o que nos impossibilita

A “fera” que existe dentro de nós…

Uma missão quase impossível! 

Mas são três as opções:  

Enfrentá-la todos os dias, vencendo alguns rounds e perdendo outros, 

Aprendermos a conviver pacificamente com ela, 

Ou sermos totalmente dominados…

Apenas quando a controlarmos Saberemos enfrentar as feras dos outros que se apresentarem. 

O dia está aí…lindo…

Cheio de possibilidades.

Cabe a nós aproveitá-las ou passar a vez. 

Que Jesus nos abençoe! 

Alda M S Santos

Que imagem carregas consigo?

QUE IMAGEM CARREGAS CONSIGO?

Que imagem carregas consigo? 

Ao abrir os olhos pela manhã, ou aos cerrá-los antes de dormir? 

No sorriso que ostentas, nas lágrimas que derramas? 

Que imagem carregas consigo?

Nas expectativas que crias, no desejo que alimentas? 

Na tristeza que machuca, na alegria que irradias?

Que imagem carregas consigo? 

No abraço que imaginas, na saudade que sustentas? 

Gravada na tela do celular, guardada na carteira ou na mente? 

Que imagem carregas consigo? 

Estampada na camisa, tatuada na pele?Grudada no coração ou impregnada na alma? 

Essas imagens são luz

São razão, são vida! 

Enquanto existirem em você, você viverá!

Em si mesmo e na sua imagem nelas refletida! 

Alda M S Santos

Entardeci

ENTARDECI

Nossos dias são compostos de belezas sem fim para quem se dispõe a apreciá-las. 

Começamos com o amanhecer, Sol forte, radiante, recheado de promessas, expectativas, energia pura. Um longo dia se descortina à nossa frente com inúmeras possibilidades. Às vezes até nos perdemos em meio a todas elas. 

O entardecer, mais calmo, Sol alto, meio preguiçoso, baixando gradativamente, traz um pouco mais de cautela. Muito há ainda pela frente, mas o peso do que foi, ou não, realizado pela manhã, as energias gastas e a sabedoria adquirida afetarão inevitavelmente o desenrolar da tarde.

O anoitecer traz a necessidade de descanso e paz. Energias minando, tempo escasso, alguns sucessos, outros fracassos… Hora de relembrar o que passou, aprender as lições, recuperar as forças para recomeçar. 

Nossa vida é composta de amanhecer, entardecer e anoitecer. 

Não me refiro apenas ao óbvio: infância, vida adulta e velhice. Essas etapas todos nós temos conhecimento.

Refiro-me aqui aos amanheceres, entardeceres e anoiteceres que enfrentamos em várias situações da vida, quase todos os dias. 

Num ciclo sem fim vamos amanhecendo, entardecendo e anoitecendo ininterruptamente. A cada volta aprendemos mais. Diminuímos expectativas, aumentamos a cautela, não nos afetamos tanto com os fracassos. 

Descobrimos que nem sempre haverá Sol e aprendemos a curtir a chuva e a suportar as tempestades. Percebemos que tudo passa. Sempre haverá novos amanheceres, entardeceres e anoiteceres. Até a roda da vida parar de girar. Ao menos nesse plano.

Enquanto isso, continuemos nessa roda, mesmo que nos deixe tontos, é extremamente prazerosa! 

Alda M S Santos

Silêncio

SILÊNCIO

No silêncio de uma mata ativamos nosso silêncio, acionamos nosso instinto animal de sobrevivência, restauramos nossa energia, minimizamos nossos medos, potencializamos o amor e deixamos o mundo em modo de espera.

Aqui, Deus se manifesta mais nitidamente.

Voltamos quando tudo estiver em seus devidos lugares…

Alda M S Santos

Vista definitiva

VISTA DEFINITIVA

Nada melhor para levar-nos a refletir, a pensar nossa existência, encontrar soluções para nossos problemas, neutralizar uma raiva, viver uma saudade, curtir nossa própria companhia, orar, do que se presentear com uma vista definitiva. 

Olhar ao longe… Nada na frente além do horizonte a ser observado. Uma brisa suave, um vento mais forte, sons de isolar os barulhos de dentro da gente.

Natureza, apenas natureza. No alto de uma serra, o mar lá embaixo, ou simplesmente tudo verde, muitos tons de verde. Um rio corrente, pássaros de voo rasante. Nuvens que desenham no céu azul nossos desejos, que só nós vemos. Ou nuvens carregadas que apostam corrida. 

Sentada olhando ao longe…

Deitada olhando o céu…

Abraçando meus joelhos, abraço a mim mesma.

Faço as pazes com meus monstros, meus medos, peço uma trégua.

Assim, vejo tudo mais claro dentro de mim.

Restaurada, volto para o mundo (ir)real. 

Uma certeza apenas: de definitiva só a vista. Logo voltarei para novas reflexões…

Alda M S Santos 

Ciclo vital

CICLO VITAL

Somos todos nós, por força de nossa vontade

Ou à nossa revelia, partes dessa grande floresta da existência.

Somos sementeiras, quando plantamos e distribuímos nossas alegrias.

Somos água quando irrigamos a terra árida com carinhos e sorrisos.

Somos Sol quando levamos o brilho e calor do nosso amor.

Somos adubo quando enriquecemos a terra com boas palavras.

Somos chuva quando penetramos a terra com a profundidade da nossa fé.

Somos brisa que acalma e sombra que refresca no calor de nossos abraços.

Somos todos, tudo isso, quando nos abrimos para dar e receber.

Essa é a beleza da floresta: a troca.

E ela não seria tão bela se tivesse somente eucaliptos, carvalhos ou aroeiras.

Manter a riqueza dessa vida depende de todos nós!

Plantar, cuidar, curtir, colher, num ciclo eterno….

Alda M S Santos

Barreiras emocionais

BARREIRAS EMOCIONAIS
Ao longo de nossas vidas, para nos protegermos dos outros ou de nós mesmos, vamos criando barreiras que cerceiam nossa natureza, nossas emoções, nosso modo de ser.
Alguns de nós mudam tanto que já nem se reconhecem. Somos apenas cópias autenticadas uns dos outros. Originalidade zero. Para agradar a todos, deixamos de ser nós mesmos, nos afastamos de nossa essência.
Existem barreiras e diques que formamos com bases tão fortes, tão resistentes, tão impregnadas que já foram absorvidas, são parte de nossa razão e acabam por estagnar as águas de nossas emoções…
Água parada não tem muita vida. Até parece bela, mas pode putrefar, não se renova, não circula o oxigênio que alimenta a vida que a mantém.
Barreiras e diques são importantes para haver um certo controle emocional, possibilitar nosso crescimento como seres humanos, evitar grandes estragos, mas é preciso manter ativos os vertedouros e abrir um pouco as comportas vez ou outra.
Nossos familiares e amigos mais próximos são essenciais e excelentes vertedouros.
Vamos usá-los! Uma barreira ou dique que se rompe, dependendo do momento, deixa ir embora muita coisa boa.
Alda M S Santos

Para viver

PARA VIVER

Para viver, há que se desejar

Com o pensamento, com o olhar

Com as palavras, com o silêncio…

Com as mãos, o orar ou caminhar…

Para seguir em frente ou desistir

Há que se desejar.

Mas, realizar…

Só se vier com a força e profundidade da alma e do coração…

Isso, só nós mesmos podemos buscar.

Alda M S Santos

A vida tá rolando

A VIDA TÁ ROLANDO
Costumamos viver uma vida em espera. Sempre nos preparando para o futuro, para quando algo acontecer.
Quando eu me formar, vou me dedicar mais aos amigos.
Quando tiver um trabalho melhor, poderei me divertir.
Quando estiver com a cabeça boa, farei uma pós-graduação.
Quando emagrecer uso um biquíni e vou para a praia.
Quando estiver mais equilibrado, poderei amar alguém, me envolver, me entregar.
Quando trabalhar menos, ou tiver companhia, farei atividades físicas.
Quando estiver com as contas em dia, terei filhos.
Quando me aposentar, dedico mais às atividades da igreja e poderei viajar.
Quando tiver tempo e coragem, vou viver…
E por aí vai… São muitos os quandos e os ses.
Assim, vamos adiando. Adiamos o nosso viver. Porém, a vida continua rolando… Pessoas vão e vêm.
O tempo vai passando, as oportunidades também.
É certo que precisamos ponderar, refletir sobre o momento certo para muitas coisas. Mas isso não pode gerar impedimentos para agir. Não podemos viver de esperas! É preciso viver enquanto aguardamos o melhor momento, a pessoa certa, a situação favorável, a boa saúde. A qualquer hora podemos ser interceptados pelo destino.
Uma grande verdade que ignoramos, muitas vezes, é que o que temos de certo é o hoje. É nele que devemos viver.
Carpe diem!
Alda M S Santos

No Espelho

NO ESPELHO
Cedinho, escuro ainda, meio sonolenta, horário de verão!
Olho-me no espelho. Ele me devolve o olhar. Ignoro, distraída, não quero papo, tampouco olhares perscrutadores.
Mas ele continua lá. Resolvo encará-lo. Não sou de fugir da “luta”.
Desvio um pouco dos olhos. Retiro pelos imaginários dos lábios, ajeito os cabelos, estico uma ruga, passo um batom, dou um leve sorriso.
Mas o olhar está lá, investigando, avaliando. Parece perguntar: está tudo bem? O que tem feito por si mesma? Pelos outros? Olhe para mim! Olhe para si!
Encaro-o, quer dizer, encaro-me.
Fisicamente, umas ajeitadas seriam necessárias. O tempo não perdoa.
Emocionalmente, apesar da intensidade exagerada, dos atropelos esporádicos, de alguns medos, de certas confusões mentais, prevalece um certo equilíbrio.
O tempo nesse caso favorece, traz sabedoria para quem se dispõe a aprender as lições diárias.
Encaro o espelho novamente, firme, corajosa. Coração sempre à frente, acelerado.
Digo, olhos nos olhos: você é capaz de vencer qualquer coisa a que se propuser. Acredite!Sorriso largo, lanço um beijo:
Bom dia, doidinha!
Alda M S Santos

Natureza

NATUREZA
Água, natureza…
Reabastecedores naturais de energia.
Frescor, som, cheiro,
Encanto captado pelos sentidos,
Levados diretos para a alma…
Sem contra-indicações
Sem risco de super dosagem
Permite interações medicamentosas
Periodicidade individual
Eficácia de 100%.
Alda M S Santos

Frustrações

FRUSTRAÇÕES

Frustração é quando

Não conseguimos transformar o pesadelo em sonho,

O sonho em realidade…

Frustração é quando não podemos aproximar o distante tão querido,

E afastar o próximo indesejado.

Frustração é não fazer o que se ama,

Mais ainda, não amar o que se faz…

Frustração é o daltonismo diário,

Só ver cinza onde há cores! 

Frustração é não conseguir transformar amizade em amor,

Ou amor em amizade, conforme se queira. 

Mas mais frustrante mesmo é desistir 

A vida consiste em transformar frustrações

Em maravilhosas realizações… 

Alda M S Santos

Casa de vó

CASA DE VÓ
Tive um prazer imenso no pouco tempo que convivi nas casas de minhas avós quando criança.
Minha avó paterna faleceu quando eu era pequena. A avó materna tem 93 anos, mas sempre morou no interior de Minas Gerais, enquanto nós morávamos na capital. Todas as férias íamos para Guanhães. Avós, tios e primos, uma farra!
Mas as lembranças desse convívio são maravilhosas: fogão à lenha, bichos no quintal, leite tirado na hora, compras na “venda”, histórias à noite…
Até o cheiro do colchão de palha ficou gravado na memória.
A água carregada em moringas da bica. A missa, as barraquinhas da quermesse da igreja, as moedas doadas pela vó, o banho de bacia, as quitandas assadas no forno à lenha, as brincadeiras na rua na noite escura, o frio e a neblina…
E aquele jeitinho que vó tem de querer nos proteger, de não querer deixar os pais “ralharem” com a gente.
Não sei se vó é mãe com açúcar, mas que é doce, é!
A casa mudou um pouco, minha avó nem tanto, mas em meu coração terão sempre a mesma imagem: amor e saudade.
Te amo, vó Dudu!
Alda M S Santos

Balanços da vida

BALANÇOS DA VIDA
Não há quem não se encante com um balanço, uma gangorra. Eles nos remetem à infância, a brincadeiras, sorrisos, amigos, frio na barriga.
Os melhores são aqueles de madeira e corda amarrados numa árvore bem alta num quintal de terra batida. Se não for possível, um de ferro numa praça urbana também é válido.
A cada ir e vir da gangorra a árvore chia, folhas caem, pássaros revoam, a gente geme e gargalha. Por vezes, um amigo empurra.
Vejo nossa vida assim: um grande balanço.
Ora estamos no alto, ora embaixo, outra vez no alto…
Algumas vezes estamos sós, muitas vezes acompanhados. Tantas vezes precisamos de um empurrãozinho amigo para nos manter no ar!
Nisso consiste o viver. Derrubaremos folhas, afastaremos pássaros, faremos nossa árvore chiar, atrairemos amigos querendo brincar, amores para balançar junto, teremos muitos gemidos e gargalhadas, de prazer ou dor.
Só altos ou só baixos não é gangorra. Balanço não foi feito para ficar parado.
Quando a inércia, a letargia ou apatia quiserem de nós se apossar, além de um simples momento de descanso, devemos nos lembrar que balanço bom é o que está em constante movimento.
Portanto, inclinemo-nos para trás, estiquemos as pernas, olhemos para o alto, fechemos os olhos, se preferirmos…
A emoção toda consiste em balançar-se, sorrir, gritar e se entregar!
Alda M S Santos

Há receitas?

HÁ RECEITAS?

Para estar de bem com a vida
Não há receitas, não há tutoriais.
Cada pessoa exige ingredientes diferentes
O “ponto” de cada massa é diverso
O tempo que se leva para “assar” é variável
Mas há ingredientes que são unanimidade:
Boas companhias, um lugar agradável e Deus.

Alda M S Santos

Amanheceu

AMANHECEU
Amanheceu! O sol invade a janela do meu quarto.
Uma oração de agradecimento..
Que dia é hoje?
O que faz com que hoje seja diferente dos demais?
Não é o dia da semana, férias, sol ou chuva…
São as expectativas que coloco sobre ele.
É o modo como agirei sobre ele, com a ajuda Dele!
Somos nós que fazemos nossos dias, nossas vidas.
Abro os olhos, abro a janela, abro-me para a vida!
Bom diaaaa! ❤️
Alda M S Santos

Voos de amor

VOOS DE AMOR
Sentir-se amado é um prazer indescritível. Qualquer de nós sabe a sensação maravilhosa que é sentir-se cuidado e protegido pelo outro.
Sentimentos expressos num olhar que acaricia a alma, num abraço um pouco mais demorado que protege, num beijo que aquece o coração, num toque simples que diz “estou aqui”, em palavras que regam nossa emoção de satisfação.
Porém, amar o semelhante é grandioso! Ter esses atos de carinho para com o outro é inenarrável. O prazer de doar é maior e maravilhoso!
Contudo, o amor completo é aquele que goza da reciprocidade, cujas asas são completas. Só assim voar é possível. Uma asa só torna o amor fixo, não alça voos.
O amor do Pai muitas vezes é de uma asa só. Ele nos ama incondicionalmente e, tantas vezes, não retribuímos, ignoramos.
Ele se declara em cada ato de doação e proteção todo o tempo: “Ninguém te ama como Eu! Olhe pra cruz, essa é a Minha grande prova, ninguém te ama como Eu!
Quando descobrirmos a grandiosidade do voo de um amor completo, especialmente com Deus, seremos verdadeiramente felizes!
Bom diaaa!
Alda M S Santos

 

Sintonia

SINTONIA
Há quem duvide, não invista, nada perceba, mas a lei da atração, da sintonia é forte e precisa. Mantemos perto de nós aquilo que atraímos, que sintoniza conosco.
Se somos sorriso, somos empatia, somos carinho atrairemos pessoas empáticas, alegres e doces.
Ao sermos tristeza, isolamento, frieza e solidão, pessoas assim
se aproximarão.
Nossos sentimentos vibram e se harmonizam onde encontram parceria e produzem uma bela canção!
Por isso há pessoas tão empáticas e outras tão apáticas!
Até o amor, o mais forte, nobre e poderoso de todos os sentimentos, mesmo insistente e corajoso, que costuma se impor em terrenos inférteis, costuma definhar onde não encontra eco.
Não devemos ser falsos ou artificiais, tampouco ignorar uma dor. Nem sempre seremos sorrisos e alegria, mas podemos nos esforçar para deixar vibrar mais forte em nós o amor.
Ao nos alinharmos com nosso semelhante, nos alinhamos com o amor do Pai.
Ele se manifestará supremo e afastará tudo o mais.
Alda M S Santos

Alheia chuva

ALHEIA CHUVA

Lá fora ela cai constante, despretensiosa.

Sabe-se fundamental.

Alheia àqueles que não a apreciam.

Aumenta, diminui, lava, limpa, irriga…

Gera vida!

Leva consigo o que há pelo caminho.

Não escolhe beneficiários, atende a todos, sem exceção.

Tantos correm para não se molhar,

E eu, cá dentro, não recebo suas gotas na pele,

Mas na minha alma ela cai, penetra fundo.

Nostalgia, saudade, preguicinha boa,

Reflexão, oração, prazer…

Lá fora continua seu tamborilar, incontrolável.

Cá dentro, a certeza de nossa pequenez perante tal magnitude!

É infinita a gratidão por fazer parte disso tudo.

Alda M S Santos

Carinho em abundância

CARINHO EM ABUNDÂNCIA
Seja qual for o ser vivo, precisa!
Pedindo ou não, necessita!
Se não tiver, definha, seca, perde o brilho, morre…
Carinho é cíclico. Efeito bumerangue.
Quem dá, recebe.
Quanto mais duro, mais resistente, mais precisa!
Quanto mais doce, mais sensível, mais amoroso, mais doa…
Em forma de sorriso, de toque suave,
Palavras amenas, olhares, abraços e beijos…
E assim, recheamos essa vida de amor, alegria e paz!
Alda M S Santos

Façamos amor com a vida

FAÇAMOS AMOR COM A VIDA
Dar e receber prazer
Isso é fazer amor…
Se essa “técnica” fosse aplicada a tudo na vida, ela se tornaria mais linda e prazerosa.
Costumamos usar em quase tudo que realizamos em nosso dia-a-dia outra técnica: apenas toleramos, suportamos, esperamos acabar.
Muitas vezes não nos entregamos, não confiamos, não nos envolvemos o bastante: nem no trabalho, nem na família, nem na natureza. Falta tesão pela vida, sobra egoísmo. O resultado dessa equação é sempre negativo!
Esquecemos a lei básica do viver: o prazer maior está em doar.
Quem doa recebe de si, recebe do outro.
Façamos mais amor!
Alda M S Santos

Seguindo o curso

SEGUINDO O CURSO

Como as águas de uma cachoeira, assim é a nossa vida. 

Passa por sombras, luz forte, calor, frio, obstáculos variados, períodos de turbulência, vales sombrios, remansos.

Encontra objetos e pessoas que leva consigo e outros que deixa pra trás. 

Fica límpida, cristalina, se suja… 

Em alguns espaços demora-se mais, brinca, se encanta. 

Em outros passa livre, rapidamente. 

Divide-se, toma caminhos diferentes e volta a se encontrar novamente. 

Mas nunca, nunca mesmo, volta atrás. 

Está sempre em frente, independente, ou por causa, dos caminhos, desvios e paradas que encontrou.

Deixemo-nos, sabiamente, nos levar!

Alda M S Santos

O mundo não para

O MUNDO NÃO PARA
O mundo não para porque eu sinto-me parada.
O ônibus segue seu caminho, mesmo que eu desça.
O Sol continua a brilhar, mesmo que eu não veja.
As rosas continuam a perfumar, ainda que eu não sinta.
A alegria continua a existir, mesmo que ao meu redor.
O jogo continua, mesmo que eu não esteja em campo.
Os amigos continuam a existir, mesmo longe de mim.
O carinho continua nos outros, mesmo que eu o dispense.
Deus continua aqui, ainda que o ignore.
O mundo não para porque eu estacionei.
Minha apatia não cessa a roda da vida. Paralisa apenas meu viver.
A vida segue seu rumo com quem tem coragem para acompanhá-la.
Uns vão arrastados, outros ficam.
Aqueles que caíram, independente dos observadores, limpam os joelhos, ou coração esfolados, e retomam a caminhada. Tal qual criança que volta para a corda que continuou a bater e ignorou seu tombo. Insegura, olha para o alto, observa seu vai-e-vem, levanta as mãos, avalia, se prepara e volta a pular.
Com coragem pula até cem!
Alda M S Santos

Porque escolhi viver

PORQUE ESCOLHI VIVER

Porque escolhi viver nem sempre serei sorrisos.

Viver implica aceitar um pacote de possibilidades.

Tantas vezes é meter a cara onde parecia arriscado.

É pegar o ônibus em movimento.

Acordar cedo, dormir tarde, nem dormir…

É enfrentar humores oscilantes, humanos vacilantes.

É chorar de dor de dente, de dor de amor, sofrer pela dor do outro.

É dormir orando de preocupação ou agradecimento.

É ter dias nublados e outros ensolarados.

É encharcar-se até a alma nas tempestades próprias.

Poderia ter escolhido me recolher, não me envolver, não participar.

Sentar na janela e só observar a paisagem…

Mas eu escolhi viver.

Por isso, sou assim

Multifacetada…

Ora lágrimas, ora sorrisos…

Ora prazer, ora saudade…

Nem sempre sorrisos

Mas quando eles existem…

Sua luz é capaz de gerar brilho por dias…

Porque escolhi viver…

Alda M S Santos

Tapetes de Amor

TAPETES DE AMOR

A noite foi chuvosa, a manhã está fresquinha, depois de uma tarde muito quente no dia anterior.   

Céu nublado, ruas molhadas, lindos ipês floridos formam tapetes coloridos sobre a calçada. 

Algumas pessoas se escondem em agasalhos, semblante fechado, chateadas por terem que se levantar. Outras se “colorem” e se “abrem” para o novo dia, assim como as flores receberam o calor, a chuva, a brisa suave, a queda das flores. 

Deus, como Pai zeloso, prepara nosso caminho. Ouvimos “bom dia” da natureza, das pessoas… Até um tapete de flores Deus prepara para o nosso caminho. 

A natureza confia e espera. Nós, humanos, tão sábios, tantas vezes, ao invés de agradecer a chuva, nos enraivecemos com o trânsito que apresenta problemas, enxergamos as ruas com lixo acumulado, mas não notamos as árvores que agradecem a bênção recebida, reclamamos de tantas folhas e flores que sujam o quintal e as ruas, mas não admiramos o lindo tapete perfumado que formam, resmungamos ou acenamos a cabeça a um bom dia simpático que recebemos, ao invés de agradecer por estar vivo, poder se levantar, ter a chance de sempre recomeçar.

Seja de flores ou não, Deus sempre prepara um tapete para nosso caminho. Basta que a gente mantenha olhos e coração abertos para identificá-lo e curti-lo. Pode ser a família, o trabalho, um amigo, a natureza…

Qual é seu tapete hoje?  

Alda M S Santos 

Nossa trilha sonora

 Nem sempre podemos escolher a trilha sonora de nossas vidas. Tantas vezes aparece cada ritmo que não nos cabe, ficamos duros, emburrados, insatisfeitos. A vontade é sentar num cantinho afastado e escuro e aguardar a festa acabar, ou simplesmente fugir. Outras queremos desligar a música, trocá-la, apelamos com o DJ. Mas esses são apenas atos rebeldes e paliativos. Não resolvem. Se não escolhemos a música, precisamos aprender a dançar. Quando dançamos a música que não nos agrada ela “toca” mais rápido. Talvez a próxima seja no nosso ritmo preferido. 

A boa notícia é que, apesar de não escolhermos o ritmo, podemos escolher nosso par, nossos parceiros, nossa equipe de dança. 

Poder selecionar quem vamos tirar para dançar cada ritmo, ou quem vai nos acompanhar em todos eles é primordial. Isso faz toda a diferença. Seja qual for o ritmo que se apresente, sintonizemos e dancemos.

Alda M S Santos

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