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Sinto, logo…

SINTO, LOGO…

Sinto tanto, sinto muito, sinto com força

Dor, tristeza, mágoa, decepção

Sinto, logo…sofro!

Sinto tanto, de todas as formas e grandezas

Vontades, desejos, saudades, lembranças

Sinto, logo…espero!

Sinto tanto sem querer, por querer, quase desisto

Descrença, desânimo, desalento, descaso

Sinto, logo…resisto! Choro, sorrio…

Sinto tanto a qualquer hora, a qualquer tempo, a todo tempo

Cheiro de flor, cheiro de amor, de encanto, de alegria e fé

Sinto, logo…vivo!

Alda M S Santos

Insanas produções

INSANAS PRODUÇÕES

Sofrer é um modo louco, insano de viver

Foge ao controle de qualquer ser humano

Cada qual lida como consegue, como suporta

Compulsivamente, muitas vezes, amargamente, noutras

Fechando-se em si mesmos, usando alucinógenos variados

Exigindo muito de si, fisicamente, em atividades esportivas

Hibernando, mergulhando no mais escuro e profundo do ser

Criando, desenhando, pintando, compondo

Plantando ideias de amor, de fé, de compaixão

Sofrimento insano gerando obras de artes

Plásticas, da literatura, da música…

O quanto de lindo deixado para a posteridade não é fruto de sofrimento produtivo

Como ostra produzindo lindas pérolas

Como lagartas em casulo transformando-se em borboletas leves e coloridas?

Não temos como fugir ao sofrimento

Inclusive ao sofrimento de quem amamos, que dói muito também em nós

Mas podemos usá-lo como combustível, inspiração, força

Escolher o que queremos fazer com ele:

Insanas e lindas produções artísticas

Ou loucas produções bélicas, destruições próprias e alheias…

Na verdade, fingir que o sofrimento não existe

É que é o modo mais insano, doloroso e improdutivo de sofrer…

Alda M S Santos

Sofrimentos

SOFRIMENTOS
Há duas maneiras das pessoas encararem as duras penas da vida
Algumas sabem o peso de determinado sofrimento
E jamais querem o mesmo para alguém, próximo ou não
Outras, como sofreram aquilo, não se importam com o outro
Às vezes, desejam que o outro passe pelo que passou,
Até, muitas vezes, causam no outro a mesma dor
Na tentativa errônea de sofrer menos, não sabendo-se só
Como se ao doer no outro doesse menos em si próprio
São os modos diferentes que a alma de cada um
Mais evoluída, ou menos, lida com o próprio sofrimento!
Mas aprende, cedo ou tarde, que a dor de cada um é única
E deve ser enfrentada dentro de si mesmo,
Até ir apagando aos pouquinhos…
Alda M S Santos

O quanto dói o que mais dói?

O QUANTO DÓI O QUE MAIS DÓI?

Dor de dente, cólicas renais, parto, coluna,

Enxaquecas, ressacas, crises de abstinência, nervo ciático,

Luto, amor, saudade, solidão, compaixão, ingratidão…

São tantas a doer!

Dores são bem democráticas

Quase sempre distribuídas a todos

O grau de cada uma e o que fazemos delas

É o que nos difere uns dos outros.

Tantas pessoas sorridentes por aí

Com dores que uns julgam pouca coisa

E outros sequer pensariam em suportar.

Qual a dor que mais dói?

Aquela que sabemos que também dói no outro,

Ou a que sabemos suportar sozinhos?

A dor que mais dói é certamente a que sentimos no momento.

O quanto cada dor dói, só quem a sente é capaz de dizer.

Nunca subestimar a dor ou sofrimento do outro,

Não potencializar a nossa, tampouco fingir que não existe,

São bons modos de encarar esse mal comum a todos.

Uma injeção de amor também seria o ideal!

Alda M S Santos

Ônus e bônus

ÔNUS E BÔNUS

Como ser feliz? Não criar tantas expectativas sobre as coisas, tantos diriam! 

Acho isso tão frustrante!

É o mesmo que dizer a uma criança: se não quiseres esfolar os joelhos, ficar descabelada ou suja, não brinques na rua. 

É certo que não irá se machucar, assim como também não se machucarão aqueles que não criam expectativas, não sonham. 

Mas será esse nosso objetivo nessa vida? Aguardar dentro de casa, preservar-se, não se arriscar, não ir à luta, não sonhar? 

Posso dizer por mim, prefiro as cicatrizes nos joelhos, os cabelos rebeldes e os pés sujos à beleza artificial da criança que assiste as outras brincarem. 

Prefiro o rosto marcado pelas lágrimas, o coração dolorido de saudade, a alma impregnada de emoções à opacidade, nebulosidade e frieza de alguém que não criou expectativas, não sonhou, não lutou, não amou. 

Por medo de sofrer, não se arrisca..

Por medo de se arriscar, sequer vive! 

Se as lágrimas são o preço a se pagar por viver, não fico em dívida, eu pago! E ainda posso ter muitos sorrisos e alegrias de bônus! 

Alda M S Santos

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