NÃO É PRESSA, É SAUDADE!
Saudade que aperta, que oprime, que leva a falhas
Saudade que embaça o para-brisas, o olhar
Saudade que gera velocidade, imprudência
De noite ou de dia, faça chuva ou faça sol
Saudade que se arrisca, que põe o outro em risco
Saudade que visa apenas satisfazer-se
Saudade que, na (preça), fere o Português
Saudade que ignora castas ou classes
Saudade que mata quilômetros e quilômetros de rodovias
Saudade que se mata, finalmente, num olhar, num sorriso,
Se satisfaz num abraço, num colo quentinho
Saudade que tudo justifica, que se autojustifica,
Até começar tudo de novo, nas lembranças…
Alda M S Santos