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Reciprocidade

Equalizando

EQUALIZANDO

Decepções são como os favores

Nem sempre recebemos ou retribuímos a quem nos “presenteou”

Recebemos favores de um ali

Devolvemos a outro mais na frente

Decepcionamos alguém aqui

Somos decepcionados por outro acolá

Essas são as voltas desse mundo tão cíclico

Ainda que possa parecer cruel

É seu jeito de ser leve e equalizar as coisas…

Alda M S Santos

Apenas isso…

APENAS ISSO…

Por sermos humanos demais, com tudo que esse título carrega

De bom ou de ruim

Cobramos mais daqueles a quem mais oferecemos

Exigimos deles muito além do que pedimos aos demais

Daqueles pelos quais mais nos sacrificamos

Aqueles a quem mais amamos,

Dos quais mais precisamos

Que estão ou deveriam estar conosco todo o tempo…

Talvez a lógica dissesse para exigir menos, já que lhes dedicamos amor

Que o amor é paciente, compreensivo, incondicional…

Mas somos humanos demasiadamente, limitados e imperfeitos excessivamente

E pensar mais no outro que em nós nem sempre impera

Um olhar atravessado de quem amamos rasga o peito como adaga, mais que o de um “qualquer”

Uma palavra ou silêncio inoportunos por quem demos tudo nos evisceram dolorosamente …

Quem disse que amor humano é perfeito, que sabe de tudo?

Amor objetiva nos fazer melhor do que somos

Apenas isso…

Alda M S Santos

O amor na ausência

O AMOR NA AUSÊNCIA

O amor é sentimento tão ímpar

Que é sempre identificado

Ainda que na sua ausência.

Onde ele encontra morada

Tudo é luz, brilho, resplandecer

Cor, forma, contágio, alegria

Visível até aos mais incrédulos

Onde ele não é percebido

Notamos as pegadas de sua ausência:

Secura, tons acinzentados, amargor

Opacidade, escuridão, tristeza

Lágrimas, espaços vazios, vácuos

Mas ele está lá, em forma de semente

Pronta para germinar à primeira gota d’água

Ao calor do primeiro raio de sol

Ao cuidado de um mínimo gesto de reciprocidade

Vira broto, desenvolve raiz, cresce

Torna-se flor, árvore frondosa

Sem precisar fazer sombra ou derrubar outras “árvores”…

Alda M S Santos

Amor multiplicado

AMOR MULTIPLICADO

A importância que temos ou tivemos na vida de alguém

Sempre fica impressa em seu modo de ser e agir

Os conselhos, mesmo calados, que soube ouvir,

Os cuidados que passou a ter diante da vida

A coragem em enfrentar certas situações ou fugir de outras

O momento de saber se recolher e esperar

O respeito ao que o outro é  e  considera certo ou errado

O cuidado em não magoar por bobagens

Vemos o amor que o outro soube receber

Quando notamos um pouco de nós impresso neles

Nós nos multiplicamos naqueles que amamos

E que souberam nos amar…

Alda M S Santos

Quantos?

QUANTOS?

De quantos sorrisos, lágrimas

Abraços, beijos, cuidados,

Ou palavras doces se faz um amor? 

A quantidade não importa, 

O que o torna real e duradouro

É que seja recíproco e prazeroso! 

Alda M S Santos

Ecos

ECOS

Ecos são a resposta sonora que chega até nós depois de emitirmos qualquer som.

Há ecos bem vindos como os emitidos pelos radares e sonares,

E outros indesejáveis, como aqueles que recebemos nos aparelhos telefônicos.

Nossos relacionamentos são como os radares ou sonares,

Eles desejam emitir eco, precisam receber eco.

Se possível, reverberados, em muitas reflexões “sonoras”.

Nas nossas relações de amizade, de amor, familiares ou de trabalho,

Precisamos que nossas ações produzam ecos

Que sejam ouvidas e atendidas na mesma medida

Que produzam efeito positivo no outro. Esse é o eco.

Gostamos quando nossas palavras, beijos, abraços e carinhos

Obtêm ecos de palavras, beijos, abraços e carinhos…

Eco é correspondência, eco é reciprocidade.

Se se joga flores, o eco não pode ser de pedras.

Uma relação sem ecos é uma relação incompleta, vazia

Uma relação onde sempre alguém estará insatisfeito

Onde alguém acabará por “gritar” mais em busca deles,

Ou, por fim, se calar…

Alda M S Santos
 

Ping-pong

PING-PONG

Nossa vida se assemelha a um jogo de ping-pong ou frescobol. 

Mas um jogo por brincadeira, não por competição. 

Divertido é manter a bola no ar. Lancá-la de um modo que o outro receba e rebata de volta para nós, assim sucessivamente.

É frustrante quando não atinge seu objetivo, não volta.

Prazeroso é acertar o alvo, ser o alvo.

Vencem ambos se a bola é rebatida e se mantém no ar.

Perdem ambos se ela for mal lançada e cair ao chão.

Se não a lançarmos bem, o outro terá dificuldade para receber e relançar. A recíproca também é verdadeira. 

Se cair ao chão sucessivamente cansamos da brincadeira e partimos para outra.

Somos assim. Muitas vezes lançamos palavras, boas ou ruins, carinhos, sentimentos. 

Algumas vezes voltam, outra não.

Iremos preferir a brincadeira correspondida. 

Brincar sozinho não tem graça! 

Pensemos nisso! 

Alda M S Santos

Amor sob reforço 

AMOR SOB REFORÇO

Amor é como vacina, precisa de reforços periódicos para se proteger,

Proteger das inseguranças, desconfianças e más interpretações.

Amor é retribuição, é troca, é doação, é interação

De papos, de passeios, de beijos, abraços e carinhos,

Para manter-se em atividade e não se apagar.

Amor “exige” bilateralidade

De palavras e olhares de apoio, de admiração, de incentivo, de desejo,

Para não se embaçar e tornar-se fosco nas tempestades da vida.

Amor que se propõe à eternidade

É só aquele que vem acompanhado da reciprocidade

Não aquela silenciosa, que se cala, que deixa o outro adivinhar ou perceber por si só,

Mas a que demonstra, que verbaliza, que não permite que se desmanche, e não se envergonha do amor que sente. 

Alda M S Santos

Só tem amor quem sabe amar “

“SÓ TEM AMOR QUEM SABE AMAR”
Quantas vezes na vida nos entristecemos, choramos, lamentamos um amor ofertado e não devidamente recebido, valorizado ou correspondido? Isso nos acontece desde a infância, quando nosso amigo preferido escolhe brincar com outro e ficamos emburrados.
Aprendemos? Não. Apenas aprimoramos o modo de lidar com a dor e a frustração para que não nos derrube.
Disfarçamos, buscamos outros interesses, olhamos para frente, tentamos ignorar aquela angústia lá no fundo de nós e partir para outra.
Por isso tantas pessoas mudam, tornam-se amargas, fechadas, desconfiadas, inseguras, resistentes ao amor e às demonstrações de carinho e afeto. É a autoproteção.
Outras, porém, permanecem do mesmo jeito. Amam, se entregam, demonstram carinho, são sinceras, sensíveis.
Não importam os envolvidos no ato de amar: entre pais e filhos, entre irmãos, entre amigos, entre casal.
Até podem sofrer por um tempo, mas percebem, sabiamente, que quem ama nunca perde. O amor é sublime, soberano, mágico. Quem o sente é privilegiado. Quem não soube receber é que ficou no prejuízo.
Nunca lamentemos por amar! A vida sem amor é vazia e seca. Não tem cor nem brilho. Amor é bumerangue! Amor se autoabastece. Quem não ama não sabe acolher o amor que bate à sua porta.
“Só tem amor quem sabe amar”!
Alda M S Santos

Eu amo você!

Eu amo: Uma expressão tão bonita, mas tão indevidamente utilizada que tem se tornado sem sentido, descartável, desvalorizada. Tornou-se corriqueira, trivial. Eu amo dormir, amo viajar, amo pizza, amo ginástica, amo vinho, amo dançar, amo Denzel Washington e amo você! Será que poderíamos colocá-los assim, no mesmo grau de importância? 

Para mim, coisas e situações a gente gosta. Pessoas a gente ama. E não são todas também não. Algumas a gente apenas gosta, aprecia, outras nem isso, são indiferentes ou até desgostamos. 

Nesse caso não sei se Denzel Washington seria pessoa ou coisa! 

Já parou para pensar a quantas pessoas poderíamos verdadeiramente dizer “eu amo você”? Confesso, já disse que amo, quando deveria dizer que gosto, para coisas, tipo amo aquele livro ou filme. Mas nunca disse que amo para uma pessoa sem verdadeiramente amá-la. 

Como saber se realmente amamos alguém? Claro, tem aquelas máximas: quando ela está sempre no nosso pensamento, viver sem ela é um tormento, a distância machuca e a presença torna tudo brilhante, queremos contar tudo pra ela, precisamos que nos conte sobre si, necessitamos fazer parte de sua vida, a urgência de tocar e ser tocado é grande… Esse “amor” mais passional, que quase todos conhecem, pode até nem ser amor, só o tempo é capaz de dizer. 

Às pessoas que eu amo, sempre tenho necessidade de dizer que amo, mesmo que não consiga! Apenas um bate-papo, um encontro, um alô, sempre têm que terminar com um “eu te amo”, “Deus te abençoe”, “se cuida”. Se isso não for feito, fica faltando algo. A elas desejamos o melhor, lutamos por sua vida, caminhamos juntos. São aquelas que nos despertam sorrisos facilmente, sentimos aquele bem-estar só de estar em sua presença. Mas também são as capazes de provocar as dores mais profundas, de nos arrancar lágrimas. Quando o mal as atinge é como se atingisse a nós mesmos. Quando nos magoam, dói, sofremos. E fazemos por elas coisas inimagináveis. 

Esse, de certa forma, é um amor condicionado à reciprocidade. É preciso retorno para se manter. Pode haver entre pessoas próximas ou distantes, mas precisa de alimento. 

Há ainda o amor soberano, o amor incondicional, aquele que não espera nada em troca, nem perfeição, nem reciprocidade. Aquele que Jesus tem por nós. O amor que nos permite dar a vida pelo outro. Literalmente, morrer no lugar do outro, se preciso for, ou não, apenas dando tudo que temos de melhor. 

 Nós, humanos, somos capazes de sentir tal amor? Se o verdadeiro amor fosse apenas esse, a quantas pessoas poderíamos dizer realmente, sem exageros, “amo você”?

Independente disso, somos humanos, falhos, e o amor que somos capazes de sentir não deve ser escondido ou aprisionado. Se sentimos que amamos de verdade, devemos dizê-lo. 

Ah, e Denzel Washington é uma pessoa que gosto!  

A vocês que eu amo, certamente sabem, pois digo sempre: eu amo vocês! 

E você, já disse a alguém hoje “eu amo você”?

Alda M S Santos

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