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Utopia ou paz?

UTOPIA OU PAZ?

Não é no dia em que tivermos vencido

Todas as nossas guerras internas

Enfrentado todos os nossos monstros

Que teremos alcançado a paz

Isso é utopia!

Teremos paz quando finalmente

Aprendermos a conviver com elas

Sem nos ferirmos de morte

Sem machucarmos nossos amigos

Sem matar nossos “inimigos”

Apenas aprendendo a neutralizá-los em nós

Até dançando com eles, independente de seu tamanho

Permitindo que nossos “amigos” apareçam mais

Dando aval para nosso verdadeiro eu ter primazia

Isso é paz!

Alda M S Santos

Fugia…

FUGIA…

Ela apertava fundo o acelerador, fugia

Rodovia escura e muito curva, chovia

Um ou outro farol em sentido contrário, sequer percebia

Nas lágrimas que sem cessar, refletiam

Escapara mais uma vez, vida salva, coração acelerado

Mas o medo persistia…

E fugia!

Para onde? Não sabia!

Queria fugir para qualquer lugar

Onde o medo não imperasse

Onde a dor não reinasse

Mas sabia…

A única fuga que permite reencontro consigo

Capaz de matar ou neutralizar qualquer monstro

É a fuga consciente para dentro de si mesma

Onde pudesse novamente se fortalecer, se reencontrar

Respirar, viver, agradecer

Ficar livre de pesadelos e ter apenas bons sonhos

Ainda que irreais…

Seria utopia?

Alda M S Santos

Medos

MEDOS
Você tem medo de quê?
“Tenho medo de escuro”,” tenho medo de ficar sozinho”,
“Tenho medo de monstros”, “tenho medo de ficar perdido”,
”Tenho medo de estranhos”.
Essas são algumas respostas infantis à pergunta acima.
Guardadas as devidas proporções, nossos medos não se diferem muito.
Continuamos a não gostar de escuro, talvez não do ambiente,
Mas aquele de dentro das pessoas, de dentro de nós mesmos.
Temos ainda pavor de monstros,
Não daqueles de chifres, membros grandes, olhos exagerados,
Mas de monstros que se disfarçam de pessoas decentes e honradas e nos roubam a alegria.
Temos medo de nos perder, não na rua, na escola, no shopping, na igreja,
Mas medo de nos perder de nossos amigos, nossos familiares, de nós mesmos.
Continuamos a não gostar de estranhos,
Principalmente os estranhos que se tornam aqueles que já conhecemos muito um dia.
Temos muito medo de ficar sozinhos, e da pior maneira possível,
Aquela solidão quando estamos cercados de gente,
E permanecemos sós.
O melhor jeito de vencê-los é como as crianças fazem,
Do jeito que nós mesmos as ensinamos.
Admitir a existência dos medos e enfrentá-los de frente.
Acender nossa própria luz, espantar os monstros com nossa perspicácia,
Admitir o amor e a necessidade que temos dos amigos e familiares,
Nunca nos tornarmos estranhos para nós mesmos,
Não criarmos grandes expectativas nos outros.
Aprendermos a gostar de nossa própria companhia para nunca nos sentirmos sós.
Medo se vence com coragem.
Coragem só existe quando há medos a vencer.
Alda M S Santos

Fragilidades

FRAGILIDADES

As fraquezas fazem parte do ser humano. Todos nós temos. Cada qual reconhece as suas, identifica os sinais anteriores, de fragilidade, entrega, e posteriores, de insatisfação e culpa. 

Negá-las é perda de tempo. Reconhecê-las, aceitá-las é o primeiro passo para identificar a melhor arma e munição para lutar contra elas.

Quem se considera infalível já está vencido.

 Se vencermos nossas próprias fraquezas, fragilidades, nossos monstros interiores, os exteriores encontrarão em nós um adversário à altura. 

Esse é o começo da força e do sucesso e alegria, quer seja profissional, pessoal, emocional ou espiritual.

Alda M S Santos 

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