Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Tag

literatura

Escrever é

ESCREVER É…
Aqueles que se dispõem a traduzir em palavras
Em versos ou prosa o que se passa dentro de si
Que tentam organizar ou dar sentido ao caos
Escritores, poetas, profissionais ou amadores
Quase sempre são acusados de excêntricos, introvertidos, superiores
Ou frágeis, confusos, donos da verdade, narcisistas
Encontraram, ou ao menos buscam, na verdade, um modo de abrandar, silenciar
Todos os barulhos que ecoam e carregam dentro de si
Caminhos que trafegam sozinhos na escuridão ou luz interior
Levando alguns leitores e seguidores afins a fazer o mesmo
Escrever não é um ato superior ou inferior a qualquer outro
Mas é, sem sombra de dúvida, um misto de prazer, alívio, dor, necessidade vital e coragem
Escrever é abrir porteiras para a luz entrar, ou a escuridão sair, tanto faz…
Escreve-se não para mudar o mundo, os outros, ainda que possa fazê-lo
Mas uma pequena tentativa, às vezes vã, de mudar a si mesmo…
Alda M S Santos

Escrevo

ESCREVO
Escrevo porque preciso
Quando estou segura ou em perigo
Ou quando tudo parece  impreciso
Escrevo para sanar o que machuca
O que aperta, fere, sangra
Escrevo para aliviar a cuca
Escrevo para extravasar os excessos
Angústia, ansiedade, medo, alegria
Escrevo para não haver retrocessos
Escrevo para espalhar belezas
Que habitam em mim, natureza
Escrevo para semear e captar pureza
Escrevo para partilhar o amor
Para levar emoção, calor
Num  mundo sem tanto pudor
Quero nos versos rabiscados na luz ou no breu
Ter registrado em tinta meu apogeu
Escrevo para cada dia me tornar mais eu…
Alda M S Santos

Convite Festival de Literatura

CONVITE

Oi gente! Neste sábado, 05/10, as 19h estarei no FLAL: FESTIVAL DE LITERATURA E ARTE LITERÁRIA -Entrevista e bate-papo online. O FLAL prestigia e divulga escritores e autores nacionais. Mais arte, mais cultura, mais conhecimento! Venham! Será um prazer ter vocês comigo!

https://www.facebook.com/flal.festivaldeliteratura/

Livro

LIVRO

Livro que faz bem, que trago sempre comigo

Livro-me da ignorância, encontro abrigo

Livro-me das dores, do perecer

Livro-me da angústia do ser ou não ser

Livro que acalma, que é luz

Livro que esclarece dúvidas e nos conduz

Livro que é diversão, é passaporte, é transporte

Para um “País das Maravilhas”, mesmo sem sermos Alice

Que pode estar a poucas milhas de nós

Quase sempre dentro de nós…

Livro que é caminho da fé, da Ciência, da religião, de Deus, do conhecimento

Livro que perpetua o amor, que é acolhimento

Livro é tão bom que dentro dele pode caber tanto um mundo de dor

Quanto trazer em si registrada a maior História de Amor

Abram um livro, percam-se nele

Encontrem-se…

Alda M S Santos

Dia Mundial do Livro

Amazon.com.br

O POEMA QUE DEU NOME AO LIVRO

Respondendo a quem quis saber o porquê do título, esse é o poema que deu nome ao livro…

QUANDO NÃO ESTOU EM MIM

Procuro-me em todos os cantos

Tento me identificar, me localizar

Saber onde me encontro

Quando não estou em mim.

Se eu não estivesse mais aqui

Onde poderia ser mais facilmente encontrada?

O que remeteria as pessoas diretamente a mim?

O que olhariam e diriam: isso me faz lembrar dela!

Uma cachoeira, uma mata densa, pássaros, borboletas, flores?

O mar, um rio, a chuva, as estrelas, a Lua cheia?

Certamente, sinto-me em casa junto a tudo isso.

Um sorriso, um abraço, uma palavra, um poema? Identifico-me.

Meus filhos? Claro, partes mais lindas de mim.

Meus pais? Sim, sou parte deles.

Meu amor, meus amigos? Alguns deles, os que me amaram, me entenderam, sintonizaram comigo.

Em cada pessoa que passou por minha vida, que me agregou valores, me fez feliz, me fez sofrer?

Sim, foram também partes de mim.

Estou em muitos lugares, em cada pedaço de chão que pisei

No ar que respirei, mas, principalmente, no amor que doei.

Se quiserem me encontrar, procurem em tudo isso,

Também no sorriso de uma criança,

Na nostalgia de um idoso, no abraço de um casal apaixonado…

De preferência, num dia de chuva.

Eu estarei lá!

Quando não estou em mim estou naqueles que amo,

Onde quer que estejam.

E estar neles, é um modo de estar em mim.

Alda M S Santos

Escrever…

ESCREVER…

Escrever uma história é se aventurar

É misturar ficção com realidade

É ler sonhos e desejos alheios

É traduzir e transcrever sentimentos

É reviver…

Escrever é viajar na imaginação

É abrir asas, flutuar, ver de cima, de fora

É mergulhar fundo e intensamente na emoção

É se eternizar…

Escrever é se tratar, se curar

É medicar, remediar, vacinar, fazer terapia

É uma catarse…

Escrever é lidar com medos, traumas, angústias, alegrias

É dar um drible na saudade, na dor, nas mágoas e decepções

É fixar aprendizado…

Escrever é também ler, ser lido, decifrar

É fazer-se entender numa história, é identificar-se nos versos do outro

É sintonizar…

Escrever é conversar consigo mesmo

É sensibilizar, é sorrir, é chorar

É um reencontro com seu próprio eu

Passando pelo eu do outro

É intensamente viver…

Alda M S Santos

Simplesmente, viaja…

SIMPLESMENTE, VIAJA…

Da janela, na janela, para o mundo

Simplesmente, viaja…

Ora em grandes navios no vasto oceano ou em barquinhos de pescadores

Ora em aviões bimotores, supersônicos ou teco-tecos

Simplesmente, viaja…

Ora em foguetes para o espaço sideral ou fugindo no calor do deserto

Ora caminha em florestas densas e fechadas ou deitada na relva sob o luar

Simplesmente, viaja…

Nas páginas de um livro, romance, poemas

Sozinha ou acompanhada, lutando ou desanimada, feliz ou nem tanto

Nas asas da imaginação, da memória

Nos capítulos felizes ou infelizes do passado

Ou nos capítulos sonhados para o futuro

Simplesmente, viaja…

Num mundo criado pelos outros, para os outros, ela se inclui

Sente-se parte, faz parte, mergulha

Vive, revive, imagina-se…

E cria, assim, sua própria viagem…

Simplesmente, vive…

Alda M S Santos

Caos dos Escritores

CAOS DOS ESCRITORES

Textos, poemas, histórias…

Para muitos pode parecer um monte de palavras amontoadas e sem sentido

Para outros pode transparecer sentimentos confusos e caóticos,

Mas para o escritor, escrever é organizar o próprio caos.

Quem entende essa complexidade de vida em modo literário

Adentra a alma do escritor

E costuma querer ficar ali.

Localizar-se, identificar-se naquele aparente caos

E fazer daquele espaço a sua morada, 

Sua própria organização.

Assim, escritor e leitor se interdependem,

Quase se tornam um, 

E fazem desse mundo um lugar um pouquinho melhor de se viver…

Alda M S Santos

Simples livros?

SIMPLES LIVROS?

Todo bom leitor tem um jeito particular de ler

Sentado, deitado na cama, na rede, no ônibus.

Rápido, lentamente, grifando, voltando atrás

Dando umas puladas por curiosidade…

Quer interagir, sugerir, interferir, participar.

Dependendo do livro, fica triste com o final

Continua imaginando a história em sua mente

Cria outros finais mais felizes, retira personagens, acrescenta outros.

Quase sempre quer que outros leiam, empresta, doa

Ou sente ciúmes daquela história e quer guardá-la só para si.

Alguns livros ficam esquecidos num canto empoeirado da estante

Sob as almofadas do sofá, numa gaveta qualquer,

Ou, mais queridos, ficam na cabeceira da cama, na bolsa

Alguns, cuja história é especial, ficam guardadas na mente,

Na alma, no coração, para sempre.

Não precisam da versão impressa, estão impressos em nós.

Cada pessoa de nossa vida é como um livro que lemos.

Há histórias grifadas, mexidas e remexidas,

As complexas e densas, que não se deixam ler facilmente

As fáceis e agradáveis de ler e interagir, as engraçadas, as tristes.

Nossa mente e nossos corações são nossas estantes

Alguns desses livros não queremos mais ler, outros estão guardados com carinho,

Há aqueles que são revisitados no fundo das gavetas,

Outros se confundem com nossa própria história, se mesclam, se fundem.

E, os mais interessantes, ainda estão sendo escritos

Ainda que a gente não se dê conta, a história continua

E é uma obra aberta com participações especiais.

E quem disse que não gosta de ler?

Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: