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SACI-PERERÊ

SACI-PERERÊ

O saci-pererê age no imaginário infantil
Um moleque danado, nada sutil
Seu gorro vermelho onde está sua magia
Se o tiram, perde poderes e sua energia

Pulando num pé só e surgindo em redemoinhos
Em noites de luar ele chega de mansinho
É levado, azeda o leite, assusta animais
Fazer travessura é sua marca, deixa sinais

Se você tem medo ele não se importa
Ele ri com seu cachimbo na boca torta
É o negrinho das lendas do nosso folclore

As crianças gostam de o imitar
Vivem num pé só a pular
É nossa história, é Brasil, vamos divulgar

Alda M S Santos

Mula sem cabeça

MULA SEM CABEÇA

Uma mulher, um pecado, uma maldição
Entregou-se a um padre por paixão
Virar uma mula sem cabeça foi a sanção
Vagando solitária na escuridão

Há apenas fogo no lugar da cabeça
Quem a vir talvez enlouqueça
Não é uma imagem bonita pra se ver
É lenda do nosso folclore, bom aprender

Em sua solidão relincha alto, chora
Nas ferraduras de prata cavalga, parece que implora
Vem nas noites de quinta e só na sexta vai embora

Lenda divulgada para assustar
E o comportamento feminino controlar
Sejam as moças que querem namorar
Ou aqueles que querem dela se aproveitar

Alda M S Santos

Lendas

LENDAS

Entre tantas lendas, tantas crendices

De bruxas, fadas, ogros, muitas sapequices

Um fato, uma história, um conto

A cada relator aumenta-se um ponto

Transmuta-se o fato que era real

A cada acréscimo vai ficando surreal

E toda a gente que gosta de algo especial

Da lenda é fã incondicional

Há Saci, Curupira, Cuca,

Mula-sem-cabeça, lobisomem,

A Iara que encanta

Atrai com sua beleza e seu canto

E te leva para águas profundas

Há tantas…

Já eu quero ser apenas uma lenda

Aquela que diga e afirme que

Aconteça o que acontecer, sob qualquer oferenda

Sempre serei eu a sua prenda…

Alda M S Santos

Nos braços do Juquinha

NOS BRAÇOS DO JUQUINHA

Onde ele viveu, como ele viveu

Cercado das serras de Minas

Na Serra do Cipó, grande atração eternizada numa estátua

Parada obrigatória para se maravilhar com a vista

Saborear um frango com quiabo ou tropeiro numa taberna

E estar nos braços do Juquinha

Aquele que, gentil, entregava flores às moças

Andarilho, amante da natureza, apegado às montanhas

Que, uma vez morto, voltou e viveu mais um pouco, cataléptico,

Maravilhosas estradas de Minas,

Onde hoje, José Patrício, o Juquinha, tornou-se lenda…

Alda M S Santos

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