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poemas e reflexões da vida cotidiana

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isolamento

Impotente

IMPOTENTE

Sinto- me meio impotente tão parada
Mas não me sinto desconfortável, isolada
Por estar em casa, que tanto amo
O que me incomoda é não poder escolher
Onde e quando ficar, o que fazer
Ter a liberdade de ir e vir cercada é ruim
Sinto-me frágil, medos por aqueles que amo
Medo pela humanidade…
Mas nesse caos todo, sinto-me esperançosa
Podemos usar os dons que possuímos para ajudar
Ser aquela palavra amiga
Aquele ouvido atento
Na nossa família, entre os nossos
Um vírus que nos obriga o retorno ao lar
Que será que quer nos ensinar?
Creio que não é por acaso tudo isso
A vida sabe usar de muitos mecanismos
Para salvar a Terra e os seus
Sairemos diferentes dessa pandemia
Que possamos sair melhores
A vida se impõe
Podemos ajudar com boas conversas
Não espalhando o pânico, sendo amor e verdade
Sendo luz, levando a esperança, a caridade…

Alda M S Santos

Ilha

ILHA

Um alguém cercado de vários alguéns por todos os lados
Nem sempre sentidos ou notados
Um coração dolorido cercado de sorrisos por todos os lados
Nem sempre solícitos ou verdadeiros
Uma mente em busca de paz cercada de barulho por todos os lados
Nem sempre a resposta silenciosa que tranquiliza e precisa
Um corpo cansado cercado de bancos por todos os lados
A maioria deles impróprios ou já ocupados
Uma alma carente e aprendiz cercada de professores por todos os lados
Mas a grande parte deles não vive ou não sustenta o que diz
Tal qual ilha, um pedaço de terra cercado de água por todos os lados
Somos humanos cercados por humanos de todos os lados
Mas nem sempre compatíveis…
Que em nossos momentos ilha
Estejamos cercados do amor e do bem
Por todos os lados..

Alda M S Santos

Enquanto isso…

ENQUANTO ISSO…

Enquanto a humanidade busca suas companhias

Enquanto seleciona o amor, a família, as amizades e afinidades

Enquanto conserva, mantém ou destrói relações

Focando demasiadamente em físicos padrão, em corpos jovens, bonitos e desejáveis

O que encontramos quase sempre

São corpos sarados e (des) acompanhados

Mentes tantas vezes doentes e solitárias

Almas abandonadas e tristes

Em seres humanos tantas vezes infelizes

Que não se sentem bem consigo mesmos, que roubam o bem estar de outros

Incapazes de ser ou de fazer alguém feliz

Sem chão, perdidos…

A humanidade precisa se reencontrar…

Alda M S Santos

Medo da morte

MEDO DA MORTE

Morte, tão desconhecida e tão temida

Aquela que, mesmo sendo perda de tempo, por natureza, lutamos contra

É destino certo de todos nós

Ao menos a morte física

Mas mal sabemos que morremos todos os dias

Que tiramos vida de nós e dos outros

Quando não confiamos, quando fugimos, quando traímos

Quando acreditamos em mentiras,

Quando não nos tocamos com o sofrimento do outro

Quando alimentamos discórdias e tristezas

Quando criamos muralhas em torno de nós

Quando ignoramos a luz brilhante que se apresenta

Tantas vezes por temer a morte nós a atraímos mais e mais

Morremos quando evitamos a vida para não morrer

Morremos quando lamentamos a vida que não temos

Morremos quando invejamos ou desejamos a vida do outro

Ignorando a vida que está presente em nós

Morremos quando deixamos de amar, de nos entregar para não sofrer

De enxergar a vida que nos cerca por todos o lados

Em forma de pessoas, de seres vivos, de natureza, de sentimentos…

A vida pulsa no centro de nós como um milagre diário, não nos isolemos

A morte, apesar de certa, não precisa nos levar antes da deterioração do corpo

Não precisamos desejá-la!

Muitas vezes morremos por dentro, muito antes do corpo

Morremos diante de nosso corpo vivo

Essa morte é assustadora!

Alda M S Santos

Solidão

SOLIDÃO

Solidão não é estar só, mas sentir-se só, mesmo cercado de pessoas.

É como sofrer de insuficiência respiratória, mesmo sabendo que há oxigênio por todos os lados.

É como estar em alto mar, cercados de água, e morrer de sede. 

Não é que falte pessoas, oxigênio ou água.

A questão é que por inadequação das pessoas, do ar ou da água que se apresentam, não conseguimos absorvê-los.

O ar pode estar rarefeito, a água imprópria para consumo, as pessoas sem sintonia, sem comunhão de ideias, sem afinidades entre si. 

O problema pode estar em nós: por deficiência orgânica ou emocional, não conseguirmos processar o ar, a água, as pessoas à nossa volta.

Certo é que não vivemos sem ar, sem água, sem as pessoas. 

Portanto, em prol da vida, jamais podemos desistir de buscá-las.

“Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.”João 4:14

Uma ajuda do Alto também é sempre bem vinda e necessária. 

Alda M S Santos

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