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Crise: o gigante está acordando?

CRISE: O GIGANTE ESTÁ ACORDANDO?

Crises servem para nos ensinar algo, melhorar, evoluir.

A greve dos caminhoneiros tem servido para lembrar aos desavisados o quanto somos dependentes uns dos outros.

Não há como dizer que isso não nos diz respeito!

“Não tenho caminhão, sequer carro, não uso combustível”!

Caminhões parados fecham estradas, impedem entrega de produtos essenciais à vida.

Falta combustível nos postos, pessoas não podem ir trabalhar.

Não há entrega de gêneros alimentícios, medicamentos.

A água não pode ser tratada por falta de produtos químicos.

Escolas param, hospitais têm atendimento mais precário que o “normal”.

Parece que todos enlouquecem: querem estocar o que conseguem.

A lei da oferta e procura eleva preços de tudo. Surgem os aproveitadores.

E o brasileiro, cansado de tantos abusos, aceita a falta, apoia os caminhoneiros.

O povo se vê representado nessa “rebeldia”.

Será que o gigante está acordando?

Quantas perdas serão necessárias para começarmos a ganhar?

Quantas “baixas” podem ser consideradas perdas de guerra?

Até que ponto será preciso destruir para reconstruir?

A história não é passado, aquela escrita nos livros apenas.

A história está sendo construída por todos!

Luta, garra, fé e sabedoria é o que precisamos!

Gigante acorda faminto e meio atrapalhado.

É preciso cuidar para não morrer ou matar!

E que Deus nos abençoe!

Alda M S Santos

GREVES E PARALISAÇÕES DE PROFESSORES: DE NOVO?

GREVES E PARALISAÇÕES DE PROFESSORES: DE NOVO?
Sou professora, pedagoga, há 27 anos. Aposentei-me agora em fevereiro, 27 anos de contribuição no magistério e 4 anos na iniciativa privada.
Ouço muito: “que sorte a sua, tão nova, mais ninguém conseguirá tal façanha antes de morrer”.
A Reforma Previdenciária a ser votada é desumana e cruel, ilógica e irracional, todos sabemos.
Porém, as mesmas pessoas que me parabenizam, dizem: “professores em greve, de novo”?
Foram incontáveis as vezes em que participei de paralisações ou manifestações ao longo de minha carreira. Independentemente se o governo era de direita ou esquerda, partido A ou B. Entrou lá, a situação é outra. O discurso muda radicalmente.
Muitos ganhos trabalhistas da categoria, ou garantia de direitos conquistados foi à custa de muita luta.
O que temos hoje aí é muito insatisfatório. Temos muito a crescer ainda em matéria de educação.
Agora, a Reforma Previdenciária vem para atingir a todos num golpe mortal e inigualável na história. Retrocesso.
O pior é que sabemos que a verdade não é ausência de recursos. É má administração e desvio dos mesmos.
Contas em paraísos fiscais, se desmanteladas, provavelmente pagariam por uns bons anos os inativos do país.
A luta pela dignidade no trabalho, de docentes e discentes, é antiga. Menina ainda, lembro-me de minha mãe nas manifestações, depois fui eu, agora uma nova categoria, de alunos meus, hoje trabalhadores, cidadãos conscientes, aí na frente de batalha.
Uma nova consciência está surgindo. Uma mãe de aluno falou um dia desses: “vocês têm que lutar mesmo, por vocês, por nós todos. Na iniciativa privada a greve é mais complicada. Lutem por todos nós, por nossos filhos”!
Quando o calo que aperta é dentro de nossos sapatos, aceitamos qualquer outro calçado que se apresente e sinalize algum conforto.
A greve não é de uma categoria. É de todo um povo!
A luta é de todos nós!
Alda M S Santos

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