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E o dia do homem? 

E O DIA DO HOMEM?

Perguntaram-me: por que Dia da Mulher, se não existe Dia do Homem? 

Ao longo da existência humana a mulher sofre tudo quanto é tipo de preconceitos e estereótipos.

 De criatura menos inteligente, inferior, objeto e serva do homem, percorreu um longo caminho para ter hoje direito a vez, voz, voto, valor… 

Tem uma profissão, seu espaço como cidadã, mãe, esposa/amante. 

É um ser independente física, financeira e emocionalmente. 

Não sou feminista e não prego superioridade de qualquer dos gêneros. 

Sou feminina, de rosa ou azul, pilotando o fogão ou um carrão e, como tal, defendo que homens e mulheres são seres iguais em direitos e deveres, cada um com suas semelhanças, diferenças e individualidades. 

Ambos são complementares entre si, não apenas em sua anatomia, mas em todas as áreas. 

Hoje, o desafio da mulher é enfrentar as inúmeras cobranças, inclusive as próprias, de indivíduo multifuncional. 

Não exigir tanta perfeição de si mesma como mãe, esposa, profissional, amante, dona de casa… 

E, além de tudo, estar sempre magra, linda, perfumada e sorridente. O dia é de reflexão para todos. 

Um VIVA A TODAS AS MULHERES e homens que se amam como filhos do mesmo Criador e se respeitam acima de tudo.

Alda M S Santos

Eu escolho o amor

EU ESCOLHO O AMOR

Duas garotas se beijavam no meio da rua, sentadas no passeio, encostadas no muro, alheias ao que se passava à sua volta. Não passavam de 17 anos. Pareciam em completa sintonia. 

Os comentários de dois homens que caminhavam a minha frente: “pouca vergonha”, “não há mais decência”, “falta de homem”, “uma surra daria jeito”, “mundo perdido”, entre coisas piores. 

Observei as garotas. Sequer notavam quem passava por elas. Carinho imenso. Completavam-se, ao menos naquele momento. Imaginei as lutas interiores e exteriores para se exporem daquela maneira.

Mais à frente, vi os dois senhores saltarem sobre um mendigo maltrapilho, sujo, mal cheiroso, odor nauseabundo e de álcool. 

Ali, diante de uma visão de exclusão, um ser humano marginalizado, maltratado, sem amor, não demonstraram revolta, sequer piedade. 

Não deram um segundo olhar, a mínima atenção! 

Que mundo é esse que critica o amor, apenas por não seguir o padrão, e não se indigna com a marginalização, a mendicância, a fome, a miséria, o alcoolismo? 

Quais nossos valores, nossos parâmetros? 

Quis me abaixar, levantá-lo, oferecer ajuda. 

Porém, para uma mulher é complicado até ajudar. Somos frágeis física e moralmente nesses casos. Até ao ajudar podemos correr riscos e sermos mal interpretadas.

Ajudei como podia. Pedi a um amigo do AA que alertasse o grupo de abordagem a alcoólicos.

O amor das garotas choca pela força, por ser diferente, mas não me revolta. 

A miséria e exclusão me revoltam. Não poder ajudar como gostaria me entristece!   

Observar críticas e deboches de seres que se acham superiores, que julgam o amor, mas se omitem no desamor, me envergonha da raça humana. 

Eu escolho o amor, seja de que tipo for.

Alda M S Santos

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