ORGANIZANDO
Organizando…
Nas gavetas de cima, aqueles que me amam incondicionalmente.
Preciso da força que me dão apenas por estarem por perto.
Nas gavetas intermediárias, os críticos, os questionadores, analíticos, julgadores.
Preciso deles para me instigar e fazer crescer.
Nas gavetas de baixo, os falsos, hipócritas, mesquinhos, que se julgam melhores e superiores.
Em todas elas quem merece e/ou precisa de amor.
Nas de cima, aqueles fáceis de amar.
Nas intermediárias, os que aprendo dia a dia a amar.
Nas últimas, aqueles que nunca devo esquecer: para nunca me tornar e para, se possível, mudá-los de gavetas.
Ninguém de nossas vidas deve ser excluído, apenas remanejado.
Não estão ali por acaso…
Nos ajudam a seguir o curso de nossas vidas.
Alda M S Santos
TODO O TEMPO: SEMPRE QUE NOS APROUVER!
De vez em quando precisamos arrumar nossas gavetas internas
Para não ficarmos tão perdidos quando precisarmos encontrar algo especial numa emergência
Colocar numa gaveta de fácil acesso aquelas “peças” que usamos todo o tempo
Que nos fazem sorrir e ver a vida mais colorida e bonita
Separar para doação aquelas “peças” que já não nos servem mais, justas ou largas,
Ou porque nosso “corpo” mudou ou nosso gosto que não é mais o mesmo
Farão outros felizes como nos fizeram
Devolver ao verdadeiro dono algumas “peças” que nunca foram nossas
Usamos por empréstimo por um tempo e quase acreditamos que eram nossas
Jogar fora as “peças” velhas, cheiro de naftalina, como moletom disforme e surrado, que já esgotaram tempo de uso
E nos fazem pensar que também estamos rotos e surrados
Guardar numa gaveta secreta aquelas “peças” que são preciosas, pouco usadas
Melhor ainda, usar tudo de valioso que temos quando melhor nos aprouver
Todo o tempo, se possível!
Fazer da vida um eterno passo de dança, como diria Sabino,
Sempre há quem goste de dançar…
Sabe-se lá quando poderá aparecer um ladrão e levá-las de nós,
Ou sermos delas levados?
Não sou boa em arrumar gavetas, de qualquer tipo
Tenho dificuldade em me desfazer das “coisas”
Mas sempre aprendo algo quando vou arrumá-las
Tenho muito mais “coisas” valiosas do que pensava…
Alda M S Santos