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Fome

A fome

A FOME

Que sabemos da fome

Aquela que leva alguém

A subtrair algo de outro alguém

Qualquer coisa que sacie o apetite voraz

Que preencha o vazio contumaz

E que já faz qualquer coisa, tanto faz?

Que sabemos dessa fome?

Um almoço, baião de dois, peixe assado

Salada, farofa, prato enfeitado

Ela passa, vende bijuterias, meia idade

Digo: não, obrigada, sorrio, ela sem qualquer vaidade

Vejo que seus olhos estavam na refeição

Volta, pergunta sem qualquer senão

Vocês não comem a cabeça, não?

Podem me dar quando acabar, então?

A ela entregamos boa parte da comida

Senta-se atrás da gente e come, esquece a partida

Ficamos a observar a mulher desnutrida

Que, satisfeita, enchia sua barriga

Olhava pra gente, sorria, agradecida

Não causei essa fome, não tirei nada de ninguém

Não sou governante, mas sou humana

Enquanto houver outro humano com fome

Sou responsável!

Que conhecemos dessa fome?

Alda M S Santos

Fome de quê?

FOME DE QUÊ?

Você tem fome de quê?

De amor, de justiça, de igualdade social?

Na luta desesperada por mudar o que está errado

Várias receitas se apresentam

Várias massas, de muitos sabores

Juntam-se, não misturam-se, sovam-se

Mas para toda massa há o ponto certo

Só não pode passar dele senão encrua ou queima

E não se torna o produto final desejado

Cada massa visa apenas um bolo bonito, grande

Menos amargo, mais saboroso

E que possa ser repartido com todos…

Colhemos aquilo que plantamos e se pudermos repartir, melhor…

Todo cuidado é pouco para não nos tornarmos aquilo que desprezamos

E conseguirmos, cedo ou tarde, por caminhos nem sempre fáceis

Alimentar a fome de amor, de justiça, de respeito e igualdade social

Seja na vida pessoal, na religião, no esporte, na política…

Alda M S Santos

Famintos

FAMINTOS

Eis que estou a sua porta e bato

Se você abrir, entrarei e cearemos juntos…

Eu sou aquele que te faço falta, sou seu vazio

Por vezes, sou seus excessos

Posso ser sua alegria ou sua tristeza

Depende se saberá me ouvir, me notar

Eu sou aquele por quem você clama…

Todos os dias bato a sua porta

Nem sempre visto o melhor traje

Minha aparência externa é variável, muitas vezes

A interna tem mais brilho e calor

Posso ser sua felicidade, te completar

Mas precisa me aceitar, aceitar-se perante mim

Se você me perceber, me ouvir, posso entrar

Cearei contigo e você comigo

E nossa fome de toda espécie será saciada,

Eu sou aquele que você busca e não ouve

Que precisa e nem sempre enxerga

Eu sou o Amor!

Alda M S Santos

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