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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Dor

Dalia

DALIA

Vermelho vibrante, linda, chamativa
A Dalia assim enfeita jardins
Quem a vê assim tão bela
Não imagina que boa parte do ano
Concentra sua força só na raiz
Parece morrer para o mundo
Mas na época certa brota em linda flor
E encanta todos onde estiver
Nunca devemos menosprezar nossos momentos raiz
Aqueles que parecemos morrer para todos
Se houver fé, esperança, sabedoria na dor
Cuidarmos de nosso interior como flor
Logo seremos beleza, força, luz, resplendor…

Alda M S Santos

Coração calado

CORAÇÃO CALADO

Uma angústia, uma sensação de pesar

Peito apertado, coração calado

Não sei de onde vem esse “inexistir”

Que às vezes dá vontade de sumir

Premonição, certeza de um porvir

Que nem sempre será belo, pode ferir

Mas talvez traga um certo avanço, crescimento

Que nos permita mais rápido evoluir

Sol meio incerto de sua posição

Parece saber que haverá momento de reclusão

Quando o coração for chamado à ação

Céu carregado, nuvens pesadas

Uma alma elevada, às vezes cansada

Mas segura de sua caminhada

Alda M S Santos

Também somos responsáveis

TAMBÉM SOMOS RESPONSÁVEIS

Quando não ouvimos os gritos que imploram por socorro

Também somos responsáveis

Quando não entendemos o olhar que nos implora atenção

Também somos responsáveis

Quando nos calamos diante do silêncio sugestivo e de alerta

Também somos responsáveis

Quando ignoramos um pedido de perdão

Também somos responsáveis

Quando fechamos os olhos para a escuridão que se avizinha

Também somos responsáveis

Quando usufruímos do objeto/produto que possa causar dor ao outro

Também somos responsáveis

Quando não gritamos, não entendemos, não agimos

Quando somos tomados pelo comodismo e pela inércia

Também somos responsáveis

Não importa de onde venha a lama ou a tragédia

Ou de onde os escombros caiam

Se ocorre no trabalho, na igreja, na vizinhança

Em nosso próprio lar ou dentro de nós mesmos

Somos, no mínimo, corresponsáveis

Que cada qual possa assumir sua cota de culpa

E mudar…

Alda M S Santos

Foi assim…

FOI ASSIM…

Eu tinha tanto medo que sequer me mexia

O peito gritava em silêncio

As lágrimas escorriam ininterruptas

Tinha cuidado para elas não fazerem barulho

E chamar a atenção daquele que me prendeu ali

Recolhi-me em mim mesma e rezei

Pedi a Deus para me tirar dali bem rápido

Pois a ansiedade me consumia, apavorava

Se possível que me levasse para minha vida de antes

Ou logo para perto Dele, se merecesse

Não tinha medo de morrer

Tinha medo de deixar sozinhos aqueles que amava

Que sofreriam com minha ausência

Minha cabeça sangrava, meu corpo doía apertado ali

Com hematomas e violência sofrida

Minha mente tentava manter-se alerta a qualquer barulho

Meu coração parecia a ponto de explodir,

Minha alma morria aos poucos por dentro

E o carro sacolejava…

Perdi a consciência e acordei com o porta-malas sendo aberto

Fui retirada dali vestida de nuvem, flutuando

Levada pelas mãos por aquele que me sequestrou, também vestido de nuvem

Anjo, tornado demônio, anjo de novo “Fui convocado para te buscar” – ele justificou sorrindo em resposta ao meu olhar questionador

Num espaço paradisíaco e inimaginável

Vi todos aqueles que amei me esperando “Só faltava você”! E vieram flutuando me abraçar…

Chorei, sorri, morri, vivi…

Foi assim…

Alda M S Santos

Quebra-cabeça

QUEBRA-CABEÇA

Imagino que Deus tenha diante de si um quebra-cabeças gigante

Daqueles de milhares e milhares de peças

De todas as cores, tamanhos e formatos

Que Ele vai escolhendo uma a uma, montando, encaixando com amor e cuidado junto conosco

Respeitando nossas decisões e escolhas…

Sabendo do que realmente precisamos

Ele encaixa peças importantes, disponibiliza outras, retira umas completamente fora de contexto

E nós daqui tentando encaixar o que não cabe, bagunçando tudo

Entortando peças, inutilizando umas, estragando outras

Quando nosso quebra-cabeças estiver difícil de montar

Paremos um pouco, aguardemos, respiremos fundo

Melhor colocá-lo sobre a mesa e esperar

Deixar espaço para enxergar as peças que Ele tira e coloca à nossa disposição

Ele tem a visão geral de interdependência que nós não temos

Ele sabe a peça que nos falta, a que sobra

As peças que não são do nosso tabuleiro

Que nunca se encaixarão, são de outro quebra-cabeças

Às vezes o agir consiste em parar e esperar

Aguardar a peça faltosa, abrir mão daquela que está torta

Isso é sabedoria e maturidade!

Alda M S Santos

Uma brisa leve

UMA BRISA LEVE

Saudade só é boa quando a lembrança não dói mais

Quando traz alegria e não tristeza

Quando fazemos as pazes com quem ou o que foi embora

Quando a partida do outro ou de um tempo bom

Nos irriga de alegria, de gratidão, faz-nos bem por ter existido

Enquanto alimentarmos raiva, tristeza, revolta ou decepção

A saudade será como um desastre ambiental dentro de nós

Daquele tipo que percebemos a chegada

Mas não temos forças para evitar…

Saudade não pode ser uma tempestade destruidora

Saudade deve ser como uma brisa leve e suave

A balançar nossos cabelos, aquecer nossos corações

Arrepiar de prazer nossa pele, iluminar nosso sorriso de amor

Fazer brilhar nos olhos o reflexo de uma alma em paz…

Alda M S Santos

Provações

PROVAÇÕES

Quando entendemos a razão de cada provação, dor ou sofrimento

A parte que nos cabe, a nossa responsabilidade em tudo que vivemos

Fica menos pesado enfrentá-las, aceitá-las, nos fortalecer

Precisamos evitar a facilidade de apontar o dedo para os erros alheios e olhar para os nossos próprios erros

Assim, podemos evitar produzir novamente as razões do sofrimento causado em nós e nos outros…

É muito clichê, mas “sofrimento ensina” para quem se dispõe a aprender

Assumir os próprios erros exige caráter e maturidade

Corrigi-los e evitá-los gera sabedoria…

Alda M S Santos

Quem sofre mais?

QUEM SOFRE MAIS?

Eu era ouvinte involuntária de um debate

Quem sofre mais:

Aquele que, sabendo-se culpado, paga sua pena

Ou o que paga uma pena sendo inocente?

Em defesa do inocente: nada é pior que sofrer por algo que não fez!

Em defesa do culpado: nada é pior que o peso da própria consciência acusadora!

O primeiro sente-se injustiçado, mas a alma está leve

O segundo tem o de fora e o de dentro a martirizá-lo

Que pesa mais, a injustiça ou a consciência?

Quem sofre mais?

E o debate seguia…

Alda M S Santos

A dor

A DOR

A dor é o óleo que deixa

As engrenagens do coração lubrificadas

E o tornam sensível e propício para viver

As posteriores alegrias intensamente,

Sem trepidações ou danos à sua mecânica.

Cuidado com a falta ou o excesso do óleo!

Alda M S Santos

Quando o amor diz: afaste-se!

QUANDO O AMOR DIZ: AFASTE-SE!

Sempre imaginamos o amor como algo que une

Aquele sentimento poderoso capaz de atrair vidas

Uma emoção acima de qualquer mal

Ou seja, quem ama nunca fica longe!

Sempre entende e aceita o modo de ser do outro.

Certo?

Falácia!

O amor puro sim, esse é soberano, mas raridade.

Poucos chegam nesse nível de amor incondicional.

O amor que quase sempre lidamos carrega agregados.

Muitas vezes é amizade, carinho, respeito, admiração,

Mas, noutras, os agregados não são bem vindos:

Ciúme, inveja, possessividade, opressão

Cobranças, desconfianças, ameaças e medos

Se tivermos paciência, sabedoria e amor suficientes, vamos vencendo um a um

Caso contrário, o amor pondera e diz: afaste-se!

Mesmo que seja por uns tempos

Por um, por ambos…

Proteção, cuidado, maturidade!

Se o amor for forte o bastante

Ele certamente voltará: sinto saudades, preciso de você,

Você é importante para mim…

Estar longe nem sempre é sinal de desamor,

Pode ser justamente o contrário!

Pra isso estamos aqui nessa nau

Para amar e crescer ajudando e aprendendo uns com os outros.

Alda M S Santos

Tão eu!

TÃO EU!

Andar na chuva, amar a chuva, ouvir música alta,

Dirigir com vento nos cabelos, sonhar acordada

Agitada, impaciente, falante, esbaforida…

Tão eu!

Dormir com a TV ligada, de óculos, deitada sobre um livro,

Ter pesadelos bem reais, acordar chorando,

Ocupar a cama toda, comer de tudo…

Tão eu!

Gostar de sorrisos, amar abraços, andar apressada,

Encantar com as crianças, emocionar com a velhice,

Rir por tudo, gargalhar de graça, chorar sem motivo…

Tão eu!

Subir em qualquer árvore, escalar montanhas,

Banhar em rios, mares e cachoeiras sem saber nadar,

Admirar bichos e plantas, fazer pedido pra estrela cadente,

Tão eu!

Preferir o dia, gostar de uma boa conversa, escrever,

Sentir falta de dançar, dos amigos, ter fé imensa em Deus,

Amar gente, oferecer ajuda, não pedir ajuda,

Tão eu!

Viver e amar, amar e viver…

Mesmo que em momentos tristes ou doloridos,

Escolher sempre a vida!

Alda M S Santos

Creche Gente Inocente

CRECHE GENTE INOCENTE

Percebe-se a insignificância da vida

Quando crianças inocentes sofrem atrocidades

Sem qualquer explicação razoável!

Um “doente” funcionário quer morrer e as leva junto covardemente,

Uma corajosa professora, mãe de três filhos, quer viver, quer que elas vivam

E também se vai…

Para cada covarde nesse mundo há ao menos um corajoso?

Creche Gente Inocente:

Que nome mais apropriado!

Alda M S Santos

Melhor companhia do mundo

MELHOR COMPANHIA DO MUNDO
Viver é a habilidade de nos refazer sempre
Curtir cada momento, eternizando-os
Ou transformando-os em algo tolerável,
Que não nos machuque, não nos domine.
Viver é a capacidade de mergulhar em todos os sentimentos,
De neutralizar alguns, refazer outros, transformar outros tantos.
É manter-nos de pé, enquanto a roda da vida gira forte
Ou levantar, quando cair, mesmo que ainda tonto.
Viver é, principalmente, quando se está no chão, sofrido,
Ainda ser capaz de estender a mão e ajudar.
Viver é saber valorizar as companhias que se tem, todas elas,
Mas, essencialmente, estar acompanhado, ainda que só,
É encontrar em si mesmo a melhor companhia do mundo.
Alda M S Santos

Lágrimas

LÁGRIMAS

Lágrimas, quase sempre associadas a sentimentos negativos,

Nada é capaz de expressar tanto sentimento, nada.

Da dor a alegria, do prazer a tristeza

Da angústia a saudade, da raiva a satisfação

Do alívio a culpa, da esperança ao desespero, 

Da vergonha ao orgulho, do amor ao ódio.

Dificilmente se controla, quase nunca se disfarça.

Sufocá-las é contraproducente,

Liberá-las e buscar entendê-las é maturidade. 

Parece nos esvaziar, deixa vácuo,

Espaço para o novo se irrigar, brotar e crescer.

Alda M. S Santos

Quando até respirar dói

QUANDO ATÉ RESPIRAR DÓI

Quando a alma está machucada

E até respirar dói

Só as lágrimas limpam e lavam o caminho

Para encontrarmos o remédio

No silêncio de nós mesmos. 

Alda M S Santos

No rancho raso

NO RANCHO RASO

Não precisa ser fundo, basta ser rancho,

Tampouco pra lá do fim do mundo, pode ser logo ali.

Não precisa haver dor ou saudade,

Mas se houver, que sejam passageiras.

Que a natureza seja sempre fiel companheira,

Pássaros, árvores, bichos, gente,

Mantenham sempre a harmonia.

Nem precisam ser abundantes,

Mas que a beleza e o amor,

Da Lua e dos companheiros,

Não sejam por esmola.

Com ou sem segredos,

Com ou sem viola,

Que a cantoria e a alegria sejam constantes,

Nesse rancho raso no meio do mundo.

Alda M S Santos

Carinhos

CARINHOS 

Qualquer dor torna-se menos doída

Se vier acompanhada de um toque

Um abraço, um olhar, um beijo…

Qualquer dor se desfaz aos poucos
No calor de um colo ou palavra amiga.

Alda M S Santos

Entre sorrisos e lágrimas

ENTRE SORRISOS E LÁGRIMAS

 Sorrisos são superestimados.

 Lágrimas são subestimadas.

Explico: Tantas vezes ouvimos pessoas encantadas com sorrisos. Sorrisos são unanimidade, todos gostam, todos valorizam, todos querem dar e receber. Expressam alegria, satisfação, amor, prazer. Sorrir faz bem pro coração, pra pele, pra alma. Nossa e dos outros. Desde um leve puxar de lábios, o sorrir com os olhos, até uma gargalhada. Quem sorri mais, atrai mais pessoas. Aparenta viver mais e melhor, ser feliz.

E as lágrimas? Quando são derramadas?

Os motivos podem ser os mais variados: dor física, exaustão, superação, vitória, derrota, alegria, tristeza, frustração, expectativa, ansiedade, revolta, raiva, injustiça, vergonha. Por si mesmos, pelo outro.

Que as lágrimas sejam derramadas quando sentimos dor, raiva, tristeza, frustração, impotência, vergonha, entendemos. Lágrima está quase sempre associada a algo ruim. As mais dolorosas são aquelas que nos deixam impotentes perante a dor daqueles que amamos, pelos quais daríamos parte de nós, ou nossa vida, para que ficassem bem.  Essas lágrimas todos entendem. O melhor jeito é abraçar, dar colo, palavras de incentivo, orar, chorar junto e aguardá-las passar.

Mas, e quando as vertemos, sem controle, num casamento, no nascimento de um filho, na formatura, ao tirar carteira de motorista,  passar no vestibular,  fazer uma oração, ou ao ouvir uma declaração de amor?

Simples: só o que atinge fundo a emoção gera lágrimas. Ou seja, quanto mais lágrimas tivermos derramado nessa vida, mais intensa em emoções ela terá sido. Não devemos desvalorizá-las ou dispensá-las. Devemos recebê-las, “curti-las”. A cada torrente de lágrimas, quase sempre algo novo e bonito surgirá. Penso que Deus as permite para limpar e irrigar o terreno, para que possamos receber as novas bênçãos.

Valorizemos, sim, o sorriso sem, contudo, desvalorizarmos as lágrimas. Assim, em breve, será possível surgir um belo sorriso, daqueles que todos amamos.

Alda M S Santos

 

Sensibilidade à flor da pele

SENSIBILIDADE À FLOR DA PELE
Um garotinho chorava e andava atrás da mãe apressada no supermercado.
Pequeno, uns dois anos, no máximo. Passos ainda inseguros.
Uma menininha, pouco mais velha, aguardando o pai que estava na fila do açougue, onde eu me encontrava, cutucou o pai, apontou para a criança. O pai não notou. Fiquei observando. Adoro ver as atitudes infantis.
Olhou para o pai e saiu devagarzinho, sempre olhando para trás para conferir se o pai não iria impedir seu afastamento.
Chegou perto do garoto que chorava, fez-lhe um carinho limpando as lágrimas e o abraçou.
Não ouvi o que dizia. A menininha falou algo e estendeu o bichinho de pelúcia que carregava.
O garotinho o segurou, deu aquela suspirada funda e parou de chorar. A menininha voltou saltitante para perto do pai.
Pouco depois, vem a mãe com o garotinho no colo e fala para o pai: “acho que é da sua filha”!
A menininha mais do que depressa: “é porque ele estava triste”!
Todos ao redor se emudeceram! Sorrisos amarelos, até meio envergonhados.
Será que pensaram no quanto também precisavam de um ursinho de pelúcia?
Quem sabe refletiram em quantas vezes poderiam ter feito o mesmo por alguém?
Cá entre nós, quantos ursinhos de pelúcia mantemos guardadinhos dentro de nós?
Vale lembrar que carinhos foram feitos para circular.
Guardados perdem o efeito!
Amo “ursinhos de pelúcia”!
Dar ou receber.
Alda M S Santos

Esqueça

ESQUEÇA

Esqueça! 

A angústia que aperta o peito

A saudade que dói

Aquela necessidade que não passa.

Há coisas que só esquecendo!

Esqueça!

 O trabalho que só te suga

A amizade que não era tão verdadeira

O amor não correspondido.

Melhor não lembrar!

Esqueça!

A ingratidão que recebeu em troca

O afastamento de alguém especial

O amor que te magoou…

Aquele sonho inalcançável! 

Lembrar cansa!

Esqueça!

Mas se for impossível, 

Lembre-se!

Ative a coragem, a força

E lute!

Essa luta possui muitos rounds! 

E jogar a toalha antes da vitória ou do nocaute

Não demonstra espírito esportivo!

1, 2, 3, 4…! 

Alda M S Santos 

Quando o amor não é o bastante

QUANDO O AMOR NÃO É O BASTANTE

Quando vemos tantas pessoas que amam e, ainda assim, sofrem, podemos chegar a uma difícil conclusão: o amor é supervalorizado.

Vejamos uma mãe que luta dia após dia por um filho dependente químico, que o ama, acredita, investe, recomeça incansavelmente e, ainda assim, ele retorna ao vício, maltrata-a, maltrata-se. O amor dela se mantém, porém, nem sempre alcança seu objetivo.

O amor de um filho pelos pais que o ignoram, que não assumiram a função tão sublime recebida de Deus, deixando-os crescer à própria sorte. Mesmo assim, tantos filhos tentam, pelo amor, tirar os pais de vidas desregradas e infelizes.

Uma esposa que, independente dos adjetivos que receba de todos, insiste no amor ao marido que em nada a dignifica, que trai, que ofende física e psicologicamente, que não a completa, ou em nada ajuda relacionado aos filhos, ao lar ou à família.

Uma pessoa que trabalhe num asilo, que dedique seus dias a dar amor, atenção, carinho, e só vê simples rasgos de brilho naqueles olhos cansados e nebulosos pela tristeza do abandono.

Finalmente, talvez o maior de todos, alguém que ame outro alguém, romanticamente, e espera que esse amor seja o bastante para fazê-los estar juntos, porém, não é o que acontece. Muitas vezes não há reciprocidade, noutras há empecilhos diversos que impedem a aproximação. Tantas vezes o momento não é o adequado, ou a distância, a saúde, as famílias, o trabalho…

Certo é que o que mais vemos, até mais que amores plenos, são amores frustrados. Será que isso acontece porque supervalorizamos o amor, ou porque esperamos que ele faça milagres?

Avaliando essas situações chego a três conclusões.

Primeiro, o amor não poderia resolver tudo sozinho. Não salva um filho das drogas, os pais da infelicidade, os idosos do abandono, a esposa amargurada ou os amantes frustrados.

Segundo, o amor faz, sim, muitos milagres. O filho drogado, os pais desregrados, os idosos abandonados, os amantes, todos estariam muito piores se não fosse o amor que recebem, sentem ou distribuem.

E terceiro, quem recebe amor é privilegiado, mas quem é capaz de senti-lo ou doá-lo é quem sai no lucro, verdadeiramente. Pode até não obter grandes resultados, pois depende de vários sentimentos que estão no outro, dos quais não tem controle, mas impede que a situação do outro seja ainda pior.

Há também muitos que se salvaram com o amor recebido; pais, filhos, cônjuges, idosos, amantes. O amor é incansável!

Jesus sempre pregou o amor acima de tudo. Sempre sofreu e deu o máximo do amor por nós: Sua Vida.

O amor que se doa sempre retorna em dobro. Coração que ama está sempre cheio, vivo, vibrante, ainda que seja de lágrimas ou saudades.

Supervalorizar o amor pode parecer ingênuo, porém, subestimar sua força e seu poder certamente não é muito inteligente!

Alda M S Santos

Mais no meu blog http://www.vidaintensavida.wordpress.com

Só o Amor

Amor 

Ele está em qualquer lugar

Para quem vê com os olhos da alma

Pode ser de qualquer cor

Desde que seja amor

Ele está dentro de nós

Está em nossas mãos

Com ele pode até doer

Mas sem ele não existe o viver…

Alda M S Santos

Dorme que passa

Sabe quando a gente quer algo, insiste, chora, pede, reza e, nada? Uns até brigam, chantageiam, causam confusões, deprimem. Lembro- me da infância, quando expressávamos alguma vontade mirabolante, para o olhar adulto, ou, simplesmente, uma vontade de brincar na rua e nossos pais diziam, “dorme que passa”. E não é que passava mesmo? Tudo era tão simples! Mesmo que tivéssemos ido dormir chorando, ao amanhecer nem lembrávamos mais.

Não sei se era a cama, a confiança, o carinho recebido. Talvez outros desejos tomassem a frente, ou os “problemas” e desejos fossem mais simples mesmo. Fato é que quase tudo se resolvia depois de uma noite de sono.

Mas a gente cresce. Os desejos e vontades tornam-se grandes também. Tentamos alcançá-los, refletimos, lutamos, buscamos ajuda, rezamos. Muitas vezes, conseguimos, substituímos ou desistimos. E ficamos bem.

O problema se dá quando a vontade insiste, o desejo de obter algo é forte. Pode ser qualquer coisa, material, profissional, pessoal, emocional, não importa. Muitas vezes, insignificante para o outro, mas fundamental para nós. Gostaríamos de ter à mão a eficácia da receita de nossos pais. Dormir e, ao acordar, tudo ter passado.

Tudo isso faz um pouco de sentido. O sono descansa o corpo, acalma a mente, apazigua a alma. Pode não resolver os problemas, tornar reais os sonhos ou realizar os desejos, mas nos torna mais aptos a nos encarar sem eles ou mais fortes para correr atrás do desejado.

Quando estivermos “down”, vamos dormir? Pode ser que passe!

Alda M S Santos

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