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A criança

A CRIANÇA

Gosto muito da criança que mora em mim
Ela me leva a passear em meus jardins
Posso gangorrar todo dia em seu balanço
E mesmo na tristeza com ela canto e danço

A menina que me faz ignorar as rugas
Os dias e  anos passados, as rusgas
Cair, levantar, sorrir, chorar, perdoar
Com joelho ralado nunca deixar de amar

Essa menina diz que a vida é leve e bela
Lembra que o hoje é liberdade, não uma cela
Transitar entre o passado e o futuro pode ser normal
Mas bom mesmo é fazer do presente algo especial

A criança que por aqui vive, em mim habita
Faz-me seguir acreditando, sem fazer fita
O corpo vai amadurecendo, tem fragilidades
A menina o faz jovem,  olhar brilhante de felicidade

Alda M S Santos

Já fui criança

JÁ FUI CRIANÇA


Fui criança
Que
Mesmo
Com dificuldades
Não perdi
A alegria
E,
Aprendi
A não
Compactuar
Com
A ignorância
Por isso
Vivo
Feliz
Com Deus
Que
Me dá luz
Em
Abundância

Já fui criança
Um dia
Faz tempo
Chorava
Sorria
Tinha
Um colo
Que
Me satisfazia
A simplicidade
Me bastava
Era feliz
Tinha amor
Carinho
Com quem brincar
Olho
Para trás
Olho hoje
Para mim
No espelho
A criança
Ainda mora aqui
Abro um sorriso
Viro
Uma cambalhota
E vou procurar
Alguém para brincar

Eduardo Lapa Alda M S Santos

Sorriso de criança

SARAU DAS CRIANÇAS

SORRISO DE CRIANÇA

O olhar brilha, é iluminado
É verdadeiro, muito encantado
Assim é o sorriso de criança
Aquece corações, traz esperança

Cabe a cada um de nós que já cresceu
Nunca se esquecer que isso é trabalho seu
Cuidar, ensinar, amar, levá-las ao apogeu
Não importa se se é religioso ou ateu

Quando se está triste ou acabrunhado
Quando parece que a vida nos deixou de lado
Basta buscar energia ficando no meio delas
São o belo caminho através de nossas janelas

Sejamos sempre gratos ao Criador
Por nos permitir cuidar com amor
Das crianças que são o Reino do Céu
E de nós todos que levantamos nosso véu

Alda M S Santos

Meu mundo infantil

MEU MUNDO INFANTIL

No meu tempo de criança o amanhecer era cheio de expectativas
Um dia longo pela frente para brincar, ser ativa
No quintal, na rua, fosse onde fosse
A vida era leve, bela, sem pesos, cargas ou culpas
Boas ações e atitudes premiadas com um doce
A certeza do amor, do amparo
Ainda que demonstrar fosse raro
Sentíamos em casa dentro de nós mesmos
Se teria Sol ou  estaria chovendo
Era nossa maior preocupação
Não existia naquele tempo o mundo virtual
Tudo era bem concreto, bem real
As risadas, as brigas, os machucados
Que se curavam sem grandes cuidados
O futuro estava longe, não gerava ansiedade
Ele chegaria no seu tempo, sabíamos dessa verdade
Sinto tanta falta dessa leveza, alegria fácil
Que permeava o mundo infantil
Um mundo colorido feito arco-íris no céu azul anil
Olho para trás e fico pensativa, em reflexão
Sou a mulher que aquela criança sonhou em seu coração?
Olhando com cuidado, carinho e atenção
Posso dizer: Aldinha, penso que fizemos um bom trabalho desde então…

Alda M S Santos
Tarde de Peosias: No meu tempo de criança

Vamos brincar?

VAMOS BRINCAR?
Dia das crianças chegando
Vamos brincar?
De bola, de pique-cola, de Maria viola
De finca, bolinha de gude ou mola maluca
Não importa, vale a diversão
Impera é o correr de pé no chão
Quer nadar no rio, escalar árvores, bambolear?
De cantigas de roda, esconde-esconde, gangorrar
Quer pedalar ou cair no poço
Quem te tira? Meu bem!
Pera, uva ou maçã, beijos ou abraços também
Pé de lata, pé de pano, sapatinho de algodão
Quem será a dona do seu coração?
Passando o anel, parando nas mãos de seu doce mel…
Vamos brincar?
De correr, de cantar, de dançar, de beijar, de amar…
De amar?
Sim, essa brincadeira é pra vida inteira
E como toda brincadeira boa
Não dá para brincar sozinho de qualquer maneira
Vamos brincar?
Alda M S Santos

Sou menina

SOU MENINA

Sou menina quando brincar me fascina
A brincadeira pode ser de esconde-esconde
Amarelinha, caí no poço, saltar na piscina
Acordando cedo para não perder o passeio nesse bonde
Sou menina quando demonstração de afeto me ilumina
Quando caio, me esfolo, me ralo, choro, não me calo
Não desisto dessa brincadeira, sigo minha sina
Sou menina quando subo em árvores, mergulho no rio
Ou quando caio dos sonhos e me afogo num mar de lágrimas
Sou menina quando carente peço um colinho
Ou quando forte ofereço um beijinho
Sou menina quando preciso de amor
Mas não quero implorar por ele, por favor
Sou menina, quando independente da noite, do sonhar
Acordo com esperanças de um novo sol, novo realizar
Pois toda menina sempre acha meios de na vida brincar

Alda M S Santos

Eu te diria

EU TE DIRIA

Olho para você e sinto saudade
Não é que aqui não seja um bom lugar
Apenas sua inocência e expectativa de felicidade
Me fazem nostálgica e levam-me a divagar

Olho para você e sinto arrependimentos
Pela coragem que não tive em alguns momentos
Ou pelos atropelos decorrentes do excesso de ousadia
Que nem sempre me trouxeram sabedoria

Olho para você e sinto orgulho
Apesar de tantas quedas e espinhos
Não nos perdemos uma da outra nos pedregulhos
Você e eu sempre traçamos juntas nossos caminhos

Olho para você e sinto alegria
Mas se pudesse, uma coisa eu te diria
Desculpe por algumas vezes ter te deixado para trás
Se tivesse deixado você agir mais
Tudo estaria mais em paz…

Olho para você, a criança que fui um dia
E sei que poderia muitas coisas te dizer
Mas é desnecessário, você me entende, há sintonia
Estivemos juntas ao nascer, no viver
E assim estaremos até morrer…

Alda M S Santos

É bom ser criança

É BOM SER CRIANÇA

Resgatar a criança que habita nos recônditos de nossa mente

Que nos faz desatar as amarras do viver

Escapar do tédio, fazer umas boas estripulias

E dos problemas esquecer…

Chamá-la quando estivermos feridos, não mais nos joelhos

E quisermos ser curados com carinho, com beijinho

Pular no colo de um alguém

Em busca do conforto que faz tão bem…

Sorrir muito, por qualquer coisa, sem rodeio

Ser aberto a todos, à amizade, ao amor

Chorar quando tiver vontade, sem receio

E quando não quiser,ou não gostar, dizer: não, por favor!

Brincar, brincar e brincar

Correr, pular, dançar, o rosto pintar

Essa regra sempre levar

E nunca, nunca se esquecer de confiar, de amar…

E se a vida não for tão boa hoje

Voltar para dentro, ir dormir

Certos que amanhã é outro dia, a aurora vai surgir

Nosso sol vai raiar, brilhar

E nova brincadeira iremos começar…

É bom ser criança todos os momentos…

Alda M S Santos

Vá!

VÁ!

Vá! Não pare!

Crie em você um recanto de brincadeira e magia

Onde todos possam encontrar a criança perdida, a alegria

Vá! Não pare!

Conserve em você um colo amigo, acolhedor

Onde todos possam enxugar as lágrimas, esquecer a dor

Vá! Não pare!

Desperte em você uma alma caridosa, que se doa, que sorri, que abraça

Onde todos possam ter esperança e sentir que todo mal passa

Vá! Não pare!

Deixe refletir o amor e bondade em cada ato seu

Onde todos possam ver ali o carinho e cuidado de Deus!

Vá! Não pare!

Um mundo melhor começa em você, em cada um de nós!

Alda M S Santos

Esconde-esconde

ESCONDE-ESCONDE

1,2,3,4….20!

Lá vou eu, quem escondeu, escondeu…

Tão divertida brincadeira de criança

Já não tem mais tanta graça assim

Não temos paciência para nada procurar

Sequer sabemos por onde começar

Quando sabemos, não queremos perder tempo

Optamos pelo mais fácil, à mão, debaixo do nosso nariz

Perdemos o prazer da brincadeira

O encanto da descoberta, da partilha

A alegria de brincar coletivamente…

Mas continuamos a nos esconder

Escondemos sentimentos, desejos, angústias

Escondemos o que somos de verdade

Escondemos dores e mágoas

Escondemos até amor e alegrias

Por medo de compartilhar e perder

Escondemos nosso verdadeiro eu

Tantas vezes até de nós mesmos

Para viver bem num mundo de hipocrisias

Assim, abrimos mão da saúde física e mental …

Saudade do tempo das brincadeiras de esconde-esconde

Aquelas em que um podia salvar a todos

Aquelas em que os maiores danos eram joelhos esfolados

E no outro dia tudo estava bem…

Alda M S Santos

Feito menina

FEITO MENINA

Feito criança pequenina quero receber a vida

Acolher com prazer o amanhecer que ela me oferece

Como menina, abrir os grandes olhos brilhantes e sorrir

Não me importar com os cabelos ou a vida bagunçados

Andar descalça, correr na grama, cair, esfolar os joelhos

Aceitar os cuidados que me forem ofertados

Desembrulhar o dia como um grande presente

Aproveitar o sol e quintal lá fora para brincar

Sentir o frio na barriga do calor de viver

Feito menina quero curtir cada minuto que tiver

Sabendo que o entardecer chega, o anoitecer idem

Mas ser leve, sem preocupações excessivas

Chorar quando sentir vontade

Mas nunca deixar de sorrir, de sonhar, de acreditar

Confiante que novo amanhecer chegará

E tudo se repetirá, ou não, (in)finitamente

Mas que ele sempre será bom como tem que ser

E, feito menina, confiar e balançar ao sabor da vida…

Alda M S Santos

Brincar para ser feliz

BRINCAR PARA SER FELIZ
Uma menina corre descalça, sapeca
Um rabo de cavalo, um sorriso no rosto
Um balanço, um quintal e um amiguinho
Igualmente descalço, levado a lhe puxar o rabo de cavalo…
Não é preciso muito para ser feliz
Criança brinca e, brincando,
Resolve seus pequenos conflitos
Torna a vida leve, a brisa suave
E se a corda arrebentar, esparrama no chão, machuca
Chora, limpa as lágrimas, ganha um beijinho na ferida
E volta a balançar, a vida segue…
Constrói e desconstrói o que é necessário para continuar brincando
Quando foi que complicamos tanto?
Os problemas mudam, é verdade, aumentam
Mas nós mudamos primeiro, “crescemos”…
Passamos a engolir lágrimas e sapos
Desaprendemos o poder de saber brincar?
Urge reaprender a brincar para ser feliz
Para não enlouquecer…
E não brincar de que se é feliz!
Alda M S Santos

Quando eu crescer

QUANDO EU CRESCER

– Por que você está chorando?

– Porque está doendo!

– Se chorar para de doer?

A garotinha parou um pouco o choro, pensou e disse:

-Não! Mas se não chorar dói mais…

E voltou a chorar

E ele a abraçou…

Assim, duas crianças de idades diferentes debatiam depois do tombo.

E, na sabedoria infantil, esclareciam as dores e curas.

Chorar pode não melhorar a dor ou curar o mal no momento

Mas não sobrecarrega a emoção de lágrimas represadas

E deixa a ferida livre para cicatrização

No tempo certo, sem maiores riscos de infecções…

Crescemos e desaprendemos de como curar um joelho ralado

E ainda temos a pretensão de curar uma emoção abalada

Engolindo o choro e fingindo que ela não existe…

Quando crescer quero ser criança

Sem medo de subir em árvores, balançar nas gangorras

E sorrir ou chorar quando for preciso…

Alda M S Santos

Adulto-criança

ADULTO-CRIANÇA

Ser criança é gostar de ouvir a mesma história inúmeras vezes

É repeti-la com as mesmas palavras, no mesmo tom

É se encantar com cada sonho bom

Fadas, princesas, príncipes, bruxas e reinados

É o bem sempre vencer, o amor prevalecer…

Ser adulto é querer também reviver histórias, recontá-las

Mas descobrir que é necessário também apagar algumas delas

Ou deixá-las guardadinhas em nossas estantes interiores

Saber que príncipes e princesas são as pessoas reais

Não num reinado, mas na vida recheada de realidades

Ser um adulto/criança é fazer de nossa realidade um sonho bom

E de nossos sonhos uma esperança…

E quando a pressão for demais buscar uma história bonita em nossos arquivos e reviver

Como as crianças: “de novo”!

Fazer do nosso um reino sempre encantado!

Desejos de uma vida de realidades sonhadas e repetidas a todas as almas crianças do mundo…

Alda M S Santos

Não sabemos amar!

NÃO SABEMOS AMAR!

Evoluímos tanto em milênios de existência, alcançamos o espaço sideral

Criamos e desvelamos recursos tecnológicos que podem muito nossas vidas facilitar

Viajamos pelo corpo humano, descobrindo cura para quase todo tipo de mal

Mas na arte de amar ainda estamos a engatinhar

O que ainda não desvendamos, não compreendemos, que ainda nos mata e poderia nos salvar

É saber e aceitar que amar não é sofrer, medrar, julgar, vigiar, desconfiar, cobrar, apossar

O que nos falta é não “evoluir”, não crescer, não desaprender a sabedoria inata e infantil de amar

Aquela que vimos em Jesus, que toda criança sabe: amar é respeitar, perdoar, se doar, confiar, se entregar…

Não sabemos amar!

Nós, adultos, precisamos ser crianças, na alma e no coração

Se quisermos viver o amor em sua plenitude, sem tanta razão…

Alda M S Santos

Enxurrada

ENXURRADA

Desce os morros, nos cantos, a princípio

Espalha-se pela rua toda, clara em alguns pontos

Muita água corre nessa enxurrada

Está tão suja, barrenta!

Veio lavando muita sujeira pelo caminho

Ainda assim, parece convidativa

Uma enxurrada, ou desperta a criança em nós,

Desejo de andar naquelas águas, molhar-se, molhar o outro, dar gargalhadas

Ou desperta um adulto frustrado e triste, resmungão

Daqueles que têm medo e nojo de tudo, amargurados

Sob o risco de contaminação por uma doença qualquer

Ainda prefiro ser o adulto/criança que brinca na enxurrada

A ser aquele adulto que já matou a criança em si

E sofre de uma outra patologia mais grave: o medo de viver…

Alda M S Santos

Anjinhos meus

ANJINHOS MEUS

Neles a gente encontra alegria

Com eles qualquer dor pede colo

Qualquer esfolado cura com beijinho

Desânimo se transforma em pega-pega

Lágrimas se enxugam na manga da blusa

Um sorvete é bálsamo da vida

Uma bola, mil possibilidades…

Qualquer história lida, contada ou escrita tem final feliz!

Em que parte pedimos para mudar de fase?

Que botão apertamos para voltar?

Alda M S Santos

Infância

INFÂNCIA

Quanto tempo dura a infância?

Até a troca definitiva dos dentes de leite,

Ou até o corpo se transformar pelos hormônios?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto se empanturrar de doces sem se preocupar com formas redondas,

Ou até cair nas armadilhas da mente e do coração?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto a brincadeira de bonecas for mais interessante que paquerar um “boneco”,

Ou até o guarda-roupas não ter mais nada que agrade?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto uma mágoa durar apenas alguns minutos,

Ou até o perdão ser uma ação mais complicada?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto um beijinho curar qualquer ferida,

Ou até ser comum dormir chorando e acordar sem vontade de levantar?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto a valsa da bailarina for a maior preocupação do dia,

Ou até os sonhos bons serem atropelados mais vezes por pesadelos?

Quanto tempo dura a infância?

Enquanto um copo de leite for mais saboroso que uma taça de vinho,

Ou até o joelho ralado doer mais que coração partido?

A infância já ficou bem lá atrás quando nos fazemos todas essas perguntas,

Mas se for uma nostalgia e saudade gostosa,

Conservamos uma alma infantil,

Isso é que vale!

Alda M S Santos

Abraços e desejos de felicidades a todas as crianças, de qualquer idade! 🙏🏼🙏😘😘👶👦🏼👧👨🏻👩🏻👵🏼👴🏼

Criança

CRIANÇA
O bom em ser criança

É que a idade delas nunca importa

Tá liberado rir ou chorar

Amar e demonstrar

Qualquer erro é engraçadinho

E a sinceridade nunca é punida.

Se quiserem, basta estender os bracinhos

Ou fazer um meigo beicinho,

Que um delicioso colinho as acolhe…

Soubessem disso antes, jamais quereriam crescer.

Essa é a falha irremediável da infância,

Com a qual sofremos até hoje…

Alda M S Santos

A criança que eu fui (sou?)

A CRIANÇA QUE EU FUI (SOU?)

Flashs de um tempo passado

Com cheiro de suor, de pega-pega na rua,

Com sabor de bala Jujuba e som das cantigas de roda,

Curta duração dos dias que pareciam longos,

De amigos para sempre e brincadeiras na enxurrada, 

De joelhos esfolados e brigas “de mal pra sempre”, que duravam 2 horas…

“Caindo no Poço” e nosso bem,

Ao sabor de pera, uva ou maçã,  

Sempre nos tirando de lá…

Sempre…

Namoradinhos de mãos dadas, amigos de pacto de sangue…

De bem com o corpo e livre das armadilhas da mente…

Bom lembrar da infância,

Melhor ainda é ser uma criança de qualquer idade…

Alda M S Santos

Carrossel

CARROSSEL 

– Teve infância, não?

– Sim! Não tive foi carrossel! 

Por que todo brinquedo tem que 

Rodar, subir e descer, dar frio na barriga? 

Será que são ensaios para a vida?

Apenas nos esquecemos de sorrir…

E de dizer “de novo”, como as crianças. 

Alda M S Santos

Sou criança

SOU CRIANÇA

Há pessoas que têm ímã com crianças. Em qualquer lugar que estejam sempre notam algum “pequeno” a observando curioso. Retribuem com um sorriso, um alçar de sobrancelhas, um sorriso. É o bastante! Logo, a criança já está puxando assunto, sorrindo, brincando, quando não está no colo recebendo cócegas, sendo lançada ao alto ou brincando de esconde-esconde.

Pessoas assim costumam ser mais espontâneas, sinceras, transparentes. E a criança, muito sensível, percebe.

Criança é como bicho, sem ofensa a nenhum dos dois. Ambos são capazes de ter um “faro”, uma percepção maior para sentir o que vai no coração do outro, a essência contida na alma.

Em contrapartida, há pessoas que são resistentes às crianças, muito sisudas, fechadas, não apreciam a energia e o barulho da infância e acabam se afastando delas. A meninada percebe e não se aproxima.

E quem fica no prejuízo é o adulto, pois perde a oportunidade de renovar-se, física, emocional e psicologicamente através desse convívio.

O que acontece na verdade é que algumas pessoas mantêm a alma infantil. Crescem, amadurecem, mas a emoção é de criança. Não foram cerceadas, enquadradas num padrão social limitante, cruel e nada original.

São de sorrisos largos, abraços apertados, beijos melados, coração doce, alma apaixonada.

Para elas, a vida é um grande parque de diversões e estão aqui para se esbaldar. Procuram sempre o lado brinquedo das coisas: a bola, a corda, a boneca, a bicicleta, o esconderijo. Podem cair, se esfolar, chorar… Pedem um beijinho para sarar e voltam à brincadeira.

Nesse “Dia das Crianças”, que tal nos permitirmos sermos mais crianças? Qualquer dor muscular ou de coluna será apenas efeito colateral, incapaz de eliminar o benefício desse medicamento para a emoção.

Vamos lá?

Feliz “Dia das Crianças” que fomos, somos ou gostaríamos de voltar a ser!

Alda M S Santos

 

Quando eu crescer quero ser criança

QUANDO EU CRESCER QUERO SER CRIANÇA

Quase toda criança, se questionada, gostaria de ser gente grande. Não que não goste de ser criança, mas porque gostaria de experimentar o mundo adulto, por parecer cheio de possibilidades. 

A criança vê o mundo adulto com a pureza e inocência dos olhos infantis. Vê apenas a ausência de limitações, uma fase em que tudo parece possível e divertido. Não sabe que o corpo cresce e a cabeça de(cresce). 

Quando adultas, as pessoas percebem que continuam “não podendo” muitas coisas! E a alma já não tem mais a mesma pureza, já não acham tudo tão divertido assim! Já não trocam de amigo ou brinquedo com a mesma despreocupação.

Uma criança, se estiver alimentada, amada e tiver uma bola, um amigo e um dia de sol pela frente tudo está ótimo! 

Há adultos que carregam consigo a alma infantil. Não que sejam imaturos, mas procuram sempre na vida o amigo, a bola e o dia de sol. Se não têm, criam, substituem. Não se deixam abater facilmente. 

Sabem pedir o que querem, ir para dentro de casa quando a brincadeira cansa, virar as costas para quem não as agrada, dizer não para o que não querem, sem culpas.  

O mais interessante e que torna o mundo infantil encantador e saudoso é a espontaneidade das crianças. Dão amor e carinho, pedem abraços, beijos e colinho, riem, choram. sem censuras. Saltam para nossos braços com o sorriso mais lindo do mundo e dizem “eu te amo” como se dissessem “bom dia”. 

Quem vive cercado por elas “pega” um pouco dessa alegria de viver. 

Não sei quanto a você, mas eu, por mim, digo: quando eu crescer quero ser criança! 

Alda M S Santos

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