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Deus, amor, caridade

DEUS, AMOR, CARIDADE
Os tempos são chegados
Duvidaríamos do que veriam nossos olhos
Nossos ouvidos escutariam horrores
Nossos lábios temeriam dizer qualquer coisa
Não saberíamos onde estaria a verdade
Revestida da ilusória cobertura da mentira
Enganando a toda a humanidade
O que nos salvaria?
Qual manto nos protegeria?
Um tripé poderoso nos equilibraria:
Deus, amor, caridade!
Alda M S Santos

Ajuda?

AJUDA?

Muitas vezes o silêncio edifica mais que a palavra
Ainda que verdadeira, se dita com soberba e superioridade
Ela fere, machuca, humilha, fragiliza
Saber quando falar ou se calar
Também é um modo de ajudar
Alda M S Santos

Direto ao céu

DIRETO AO CÉU
Frequentar templos de pedra é bom!
Adorar a Deus é sinal de fé!
Mas Ele ouve as preces de qualquer lugar
Particularmente se vier de um coração
Que passeia em templos sagrados
Como os corações sofridos dos irmãos
Dali a oração vai direto ao céu!
Alda M S Santos

Os outros e nós

OS OUTROS E NÓS
Quando fazer-se bem passa, necessariamente,
Pelo fazer bem ao outro
Quando encontrar-se passa, obrigatoriamente,
Pelo caminho que atravessa o coração do outro
Quando acender a luz no olhar de alguém
É o modo mais eficaz de refleti-la em nós mesmos
Quando dar colo a quem dele precisa
É um modo de encontrar um ombro para descansar
Quando ser o motivo do sorriso de alguém
Torna-se o lenço capaz  de enxugar nossas lágrimas
Quando direcionar nossa vida ao outro
É a maneira mais paradoxal de valorizar nossa própria vida!
Alda M S Santos

Que tens a oferecer?

QUE TENS A OFERECER?
Que tens a oferecer?
A cola que alucina, a esmola paliativa,
Ou a mola que impulsiona e leva pra frente?
Que tens a oferecer?
O pão, a fruta, o doce que alimentam o corpo
Ou a doçura, a base que acalentam
E encorajam a buscar algo produtivo?
Que tens a oferecer?
Uma roupa que não quer mais, um calçado que aperta,
O cobertor puído, qualquer descarte,
Ou a atenção que busca dentro de si e entrega com prazer?
Que tens a oferecer?
Um coração para amar, um sorriso para alegrar,
Ou uma lágrima para enxugar, um ombro para chorar?
Pureza, amor solidário, saudade, tristeza, alimento
O que vier, se vier do coração,
Recarrega e abastece a alma…
Que tens a oferecer?
Alda M S Santos

Doações, pra quê?

DOAÇÕES, PRA QUÊ?
Têm me causado muita angústia certas situações.
Basta dar uma navegada na internet, conversar com amigos, andar por aí…
Mal fiz uma divulgação de pedido de doações para idosos dos asilos, vejo uma notícia de que o Hospital Maternidade Sofia Feldman, público, que atende a milhares de gestantes carentes, está dependendo de doações para não fechar as portas.
E esta é apenas mais uma. Há inúmeros pedidos de doações para as mais variadas coisas: centros de narcóticos e alcoólicos anônimos, creches, asilos, hospitais, famílias sem teto, desamparadas, deficientes, aidéticos, doenças graves, suplementos alimentares, entre outras.
Mais uma “navegada” e a gente vê golpes, desvios de dinheiro, transações ilícitas, “laranjas” e o escambau!
Das duas uma: ou eu ando muito sensível ou esse mundo passou da hora de ser passado a limpo. Penso que as duas coisas.
Dá uma sensação de impotência perceber que por mais que se faça, esse buraco é sem fundo, o fosso não para de crescer.
Todos sabemos que com a quantidade de impostos que pagamos, se eles fossem bem administrados, não desviados, não haveria tanta necessidade de doações.
Por mais que a gente possa ajudar, financeiramente, trabalho voluntário, carinho, afeto, tempo, sempre parece ter mais e mais pessoas precisando.
O risco que se corre é que os corações se endureçam e ninguém se importe mais, não queira mais ajudar ou participar, ou sequer tenha condições de fazê-lo.
A história nos mostra que sempre houve necessidade de compaixão, de solidariedade, de caridade.
O que aumentou de forma gritante foi a corrupção, a safadeza, a hipocrisia e maldade de nossos governantes.
Nosso país possui recursos naturais, financeiros e humanos para ser uma nação de primeiro mundo.
Nosso maior problema são os desumanos que o administram e os humanos que os aceitam, por falta de consciência ou comodismo.
Precisamos atacar essas duas frentes, ou estaremos sempre “chovendo no molhado” e aumentando esse fosso.
Alda M S Santos

O que nos torna humanos? 

Observando o corre-corre da vida diária, seja na rua, na família, no trabalho, nos jornais ou na TV, ninguém seria capaz de negar o quanto as desigualdades são inúmeras. Vemos pessoas diferentes: altas, baixas, gordas, magras, brancas ou negras, entre outras. Possuem em comum o fato de serem seres humanos. Isso deveria, a princípio, dar a elas as mesmas condições de evolução física, psicológica, espiritual ou material. Na prática não é o que acontece. O que determina que algumas pessoas tenham mais habilidades, dons e capacidade de conquistas que outras? Veio em seu DNA? Recebeu de Deus? Foi desenvolvido? 

Se veio no DNA, não escolhemos. Se recebemos de Deus, qual seria o critério por Ele utilizado para fazer tal distribuição, considerando-O um Deus de amor? Se é desenvolvido pelas pessoas, seria a partir de que base? 

Sabemos que, via de regra, as pessoas com saúde física e mental, espiritualizadas e com algumas conquistas emocionais e materiais são mais felizes. Enfrentam com mais recursos as adversidades que se apresentam. Delas poderia ser “cobrada” uma atitude mais positiva perante a vida.

Mas, e aquelas que desde o nascimento já são acometidas pelos problemas: miséria física, material, emocional, espiritual? Vêm de um lar onde reina a pobreza extrema, em todos os aspectos da vida humana? Falta-lhes alimento para o corpo e para a alma. Seria justo que se cobrasse delas, com o mesmo rigor, a mesma evolução das demais? 

Há aqueles que acreditam que somos um mesmo espírito vivendo em vários corpos, várias vidas, e que estaríamos, de acordo com a evolução de cada um, resgatando dívidas passadas, daí viriam as diferenças. Cada religião explicaria de uma forma diferente as desigualdades. Certo é que quem professa uma fé, conforma-se melhor com a própria situação e é até feliz.

Religiões à parte, o que temos pra lidar são as desigualdades que batem às nossas portas, invadem nossas casas, corpos e mentes de todas as maneiras. Independente de qual seja a causa das diferenças, podemos minimizá-las. Seja qual for a situação em que nos encontremos, sempre haverá alguém melhor ou pior que nós, que tem mais ou que tem menos, que pode mais ou que pode menos. 

Cabe a nós, então, manter os olhos em trânsito: lá na frente, para crescermos sempre, lá atrás, para oferecer a mão a quem tem menos.

Se a humanidade que nos faz uma espécie única não for o bastante para ajudar, usando de tudo que possuímos, material, mental ou espiritual, que independente de religião, possamos nos lembrar que: ” A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”.(Lucas, 12-48)

Que possamos crescer em nossa humanidade, sempre. 

Alda M S Santos 

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