A BOLA É MINHA!
Emburrado, saía pisando duro com a bola debaixo do braço
E voltava sozinho para casa
– A bola é minha!- dizia sentindo-se superior
Não podendo ser contrariado ou aborrecido
Sem saber perder o que quer que fosse
O garoto “riquinho”, dono da bola, não sabia ceder
Encerrava a brincadeira em que todos se divertiam juntos
Sem saber negociar, não percebia
Que ao apelar para o recurso do “dono do brinquedo”
Com o intuito de punir os companheiros, de mostrar quem mandava
Ele também se punia…
“Brincar sozinho não tem graça! “- concluía
Os outros, muitas vezes, substituíam a brincadeira e continuavam a se divertir…
Quanto mais cedo descobrirmos que mais vale saber brincar,
Aceitar os outros como são, com suas falhas e excessos
Que ser o dono da bola ou da verdade
Mais vamos aproveitar os bons momentos
Quanto antes percebermos que é mais divertido oferecer o que temos
Quando aceitamos o que os outros podem nos dar também
Mais amigos verdadeiros faremos
Mais felizes seremos…
Com a bola e com a vida, mesmo sendo os donos, não se brinca sozinhos…
Alda M S Santos