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E o barco da vida parte…

E O BARCO DA VIDA PARTE…

E o barco da vida parte
Leva quem tem coragem
Leves e com espaços a preencher
Ou pesados de tanta bagagem

E o barco da vida parte
Deixa a segurança do cais
Em busca de novas aventuras
Talvez de um novo caos

E o barco da vida parte
Vários rumos, vastos oceanos
E o que fica é a vontade
De ser feliz também nesse plano

E o barco da vida parte
Leva alguns, deixa outros
Na saudade do vivido
Do que ficou por viver
Do que há ainda para viver

E o barco da vida parte
Todos os dias, todo o tempo
Com ou sem passageiros e tripulantes
Nem sempre a contento
Ele parte…

Alda M S Santos

Princesa

PRINCESA

Um nome dado a um pequeno barco
Princesa… estimulante, quem será ela?
Lanchas, iates, barcos à vela
Todos carregam o nome dela

Uma inspiração, natureza bela
Uma musa a inspirar o pescador
Barco é parte deles, quase sua costela
Elas também o são, homenagem singela

Mar; barco, peixe, pescador, magia
Ali há encanto, juntos são poesia
Ao vento, motor, remos ou vela há harmonia
O amor se faz ali sob o Sol,. entrega e sintonia

Princesa… quem será essa musa bela
Será uma menina, uma mulher, uma donzela?
Sei que é lindo inspirar docemente uma alma
E ganhar assim seu coração por tabela

Alda M S Santos

Segue a rota

SEGUE A ROTA

Tantas vezes queremos deixar a vida escolher a rota, fazer o arco
Vontade de fechar os olhos, entrar no barco
Optar cansa, frustra, traz pesos e responsabilidades
Desejo de aguardar o que vier, entregar-me às novidades

Tipo o “deixa a vida me levar”, não quero optar
Quero brincar, passear, surtar, viajar, amar
Sem ter medo de não dar tempo ou do sonho acabar
Quero momentos lindos poder eternizar

Pode ser apenas um desejo de paz
Mesmo quando parecer coisa de gente maluca
Ou que tem preguiça, que não quer esquentar a cuca

Nesses momentos em que a vontade é de a vida entregar
Que sejamos raptados pelo amor, pelo bem
Que faça para nós aquilo que é certo, que convém

Alda M S Santos

Canoa furada

CANOA FURADA

São tantas as canoas nas quais embarcamos nessa vida
Algumas por querer, por escolha, boa opção
Outras por não haver alternativa, imposição
E aquelas que parecem, na verdade, melhores do que são

Bem ou mal as canoas são transportes
Devagarinho, certo ou não, mostram-nos um norte
Mas todo cuidado é pouco com as canoas furadas
Elas podem nos fazer afundar e sofrer nessa jornada

Mau uso, super lotação, descaso ou abandono
Tudo isso pode quebrar ou furar a canoa
E fazer dessa nau uma viagem à toa

Quero uma canoa que seja forte para não me afogar
Que me leve a navegar, por aí passear, flutuar
E encontrar um bom cantinho, parar e amar…

Alda M S Santos

O barco do tempo

O BARCO DO TEMPO

Tão longo, tão curto, tão fugaz

Independente de nós o barco está passando

Inertes, estacionados ou correndo atrás

O tempo vamos curtindo, significando

Queremos espichá-lo quando há prazer

Encurtá-lo quando nos faz sofrer

Talvez até dar um bom replay

Pausar, voltar, avançar, atracar, não sei

Aqui é diferente do lado de lá do horizonte

Uma vida inteira aqui lá é um piscar

Mas não podemos escolher onde ficar

Melhor aceitar e aproveitar esse presente

Tão abstrato, ilusório, nada linear

E pra menos errar, procuremos mais amar

Alda M S Santos

Vamos brincar?

VAMOS BRINCAR?

Eu digo “BARCO”

E expressões e palavras vamos associar

Vamos ver quem mais diz, sem errar?

Não vale parar, não vale pensar

O que vier à mente tem que verbalizar

Assim, num dueto uma história vamos montar

Vamos lá? Barco!

Peixe, pescador, alto-mar

Madrugada, ganha-pão ao Luar

Anzol, isca, rede, no intenso balançar

Uma moça, pureza, uma sereia a cantar

Sensualidade, beleza, nas águas a brilhar

Pescador encantado pula ao mar

De pescador a peixe ele vai virar

Não mais se importa, a sereia quer pegar

E ela, meio mulher, meio peixe, um amor quer encontrar

Uma canção envolvente, um pescador carente

Uma sereia bela, solitária, de alma quente

Um amor se faz presente em dois corações a se apaixonar

Corpos se fundem, almas se confundem

E voltam para o barco sob a Lua, a balançar, a avançar

O sol já vai nascer, a sereia pode perecer

Quer levá-la para a areia ao amanhecer

Pescador já pensa na saudade, no sofrer

Pescador volta a remar, a vida enfrentar

Nada pescou, pescador, pecador?

Sim, pesquei o amor…

E todas as madrugadas volta o pescador

Em busca da sereia, de seu canto, seu corpo, seu amor…

Quem ganhou?

O barco, a sereia, o pescador, o amor…

Alda M S Santos

Meu barquinho

MEU BARQUINHO

Bom mesmo é navegar

Com a força dos braços nos remos

Com as velas empurradas pelos ventos

Ou motores fortes a rasgar as águas

O que vale é navegar…

Desbravar nossos mares escuros

Irrigar nossa esperança de novas descobertas

Cuidando para evitar naufrágios

E, se acontecer, saber sobreviver, resistir e seguir

O que vale é navegar

Mas encontrar um porto seguro para descansar

Repor as energias e agradecer

É tão importante quanto…

Sigo navegando e atracando

Com meu pequeno barquinho

Ora sendo apoio, ora buscando apoio…

O que vale é seguir o curso…

Alda M S Santos

Sob nova direção

SOB NOVA DIREÇÃO

“Mudamos para novo endereço”

“Aluga-se”, “Vende-se”

“Passa-se o ponto”

Perdedores, desistentes, fracassados?

Ou corajosos, persistentes, lutadores, guerreiros?

“Sob nova direção”

Novos proprietários ou os mesmos

Sob nova roupagem, novo layout?

“Sob nova direção”

Alguém que retomou as rédeas de sua montaria

O leme de sua embarcação

O manche de seu voo

O volante de sua estrada

O curso de sua vida…

Sob nova direção

Revista, atualizada, aprovada

Inspirada…e a vida segue…

Com novo rumo, mais certo, mais seu

Aproveitando os aprendizados adquiridos

Fazendo seu próprio caminho…

Alda M S Santos

No mesmo barco

NO MESMO BARCO

Brasileiros, franceses, espanhóis, americanos

No mesmo barco

Línguas nativas, línguas maternas a misturar-se

Comunicação flui bem

Ora verbal, truncada, ora nos gestos e sorrisos

Monossilábica, mímicas ou mais contextual

Mas a comunicação ocorria…

Talvez até mais que entre línguas “iguais”

Mas de interesses e vontades diferentes

Falar a mesma língua é muito mais que se expressar pelos mesmos vocábulos

Usando o mesmo idioma

É ter desejo real de entender o outro, o que ele “fala”

Até mesmo sem nada dizer

E de se fazer entender…

Falar a mesma língua pode-se fazer até no silêncio, à distância

Aquele que se expressa no amor contido nos sorrisos

No desejo muito humano de ser aceito

E de aceitar o outro, humanamente

Num toque delicado e carinhoso, seja ele qual for

Na linguagem universal que todos entendem:

O sorriso, o amor…

Alda M S Santos

Barquinho de papel

BARQUINHO DE PAPEL

Somos um barquinho de papel descendo na enxurrada

Vamos velozes, “casco” sendo danificado nas águas que desconhecem paradas

Por vezes, encalhamos nos entulhos do caminho

Ou naqueles que se desfizeram invadidos pelas águas

Ora esbarramos noutro barquinho desfalecido e diminuímos a velocidade

Ora preferimos seguir juntos, lado a lado

Com quem nos aprecia, admira e encara conosco essa travessia

Não sabemos a rota, por onde iremos passar

Ou se seremos interrompidos antes de lá chegar

O destino é o mar

Quando ou se chegaremos, não sabemos

Tampouco se gostaremos do que iremos encontrar

Por isso, vamos valorizando cada curva do caminho

Cada criança sorridente a brincar

Cada companhia saudável que surge

O que vale é tentar não afundar e não afundar ninguém

O que vale é navegar…

Alda M S Santos

Rumo certo ou à deriva?

RUMO CERTO OU À DERIVA?

Tão claro, tão certo, a princípio seguimos o rumo de olhos fechados

Carregamos qualquer peso, corremos, caminhamos

Mergulhamos, sem saber nadar

Saltamos qualquer obstáculo dignos de atletas

Voamos, se preciso for…

Enfrentamos leões, caminhamos sobre brasas

Sorrimos, choramos, vibramos, mas o rumo a seguir não deixa dúvidas

O barco segue seu curso sem bússolas

Dores, doenças, tristezas, não há, ou são superadas rapidamente

Qualquer pirata ou atravessador é vencido

Os caminhos podem variar, mas o rumo é certo!

Criar os filhos, bênçãos que recebemos como presentes

Que nos foram confiados e são tão dependentes de nós

Não deixa qualquer dúvida quanto ao caminho a seguir

É tudo por eles, para eles e pronto!

Saúde, educação, diversão, tudo em função deles

Ter vidas para cuidar é um objetivo nobre que nos motiva e dá sentido ao existir!

De repente, eles aprenderam o ensinado, ficaram independentes

Não precisam mais tanto de nós, buscam seus próprios rumos

E nosso rumo que era tão claro fica meio nublado

Nosso barco fica meio à deriva

Um mundo tão cheio parece se esvaziar, o peito aperta muitas vezes

As dores, doenças e tristezas já não passam tão rapidamente

Reaprender caminhos leva tempo, acostumar-se a não tê-los grudados, idem

Encontrar o rumo novamente, sem tantos “afazeres”, até automáticos, demora

Mas a certeza de tê-los deixado num caminho tranquilo

Nos permite ter paz e orgulho

Sensação de dever cumprido!

Novos rumos aparecerão…e o farol estará sempre aqui.

Alda M S Santos

Ai que vontade louca!

AI QUE VONTADE LOUCA!

Ai que vontade louca de não sei bem o quê!

Quem sabe entrar num barco qualquer,

Lançar uma mochila dentro

Sentar e remar, remar, remar…

Bem devagar, deixando para trás o burburinho

Até ter somente água por todos os lados,

Parar, recolher remos, tirar a roupa, deitar e apreciar:

O céu de azul intenso, o sol queimando a pele

As nuvens apostando corrida entre si

Insetos barulhentos que não chegam a incomodar

Acompanhar o voo das gaivotas,

Ver os peixes nadando ao redor,

Avaliando os intrusos em seu espaço

Ouvir todos os barulhos do silêncio,

Conectar o silêncio barulhento dentro de mim

Encantar-me com toda a beleza do “nada”

Sentir o toque profundo, delicado, gostoso,

 Das quentes e úmidas mãos da natureza

E me extasiar…

Alda M S Santos

Foto Andreza Cristina Silva

Emoções turbo

EMOÇÕES TURBO

Leve, normal, pesada ou turbo?

Qualquer máquina tem opções de velocidade e funcionamento

Em modo manual ou automático

Somos máquinas, cujas emoções também possuem essas “funções”.

Às vezes somos leves,

Noutras chegamos a turbo.

Mas dá uma vontade danada de colocar no automático

Sequer acelerar ou frear

Recostar, reabastecer, deixar o “barco” navegar,

E aguardar o destino que vier…

Alda M S Santos

Tripulação

TRIPULAÇÃO

Descobrimos que nossa vida está meio mal vivida,

Quando pessoas que gostamos só as encontramos em eventos fúnebres.

Nos abraçamos, conversamos, prometemos nos ver mais.

E nos vemos…

No próximo evento fúnebre!

É preciso mudar os ventos desse barco,

Regular o timão, 

Ou adicionar novos tripulantes. 

Alda M S Santos

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