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poemas e reflexões da vida cotidiana

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A Terra chora…

A TERRA CHORA…

Nosso Planeta Azul mudou de cor
A Terra acinzentada em todo canto chora
Ela pede, grita, suplica, alerta, implora
Pede através dos rios que transbordam
Grita quando os mares ressacam
Suplica quando o fogo destrói tudo
Alerta quando as estações se invertem
Implora quando tudo se torna excessivo
Chuva, neve, frio, calor, seca, inundação
A Terra está cansada dos humanos que a habitam
Ela sacode, balança e lança fora
Tudo que a maltrata, manda embora
Deseja ser novamente o Planeta Azul…
Alda M S Santos

Vazios

VAZIOS
Podem ser várias as sensações de vazio
Ausência de preenchimento, vácuo,
incompletude
Uma fome dolorosa que não passa
Uma dor aguda que machuca
Desejo de esquecimento, de distrair a fome
Dormir, dormir, dormir
Mas quem dorme com fome?
Essa é a época da identificação de vazios
Seja pelas ruas da cidade
Nos bancos lotados das igrejas
Nos lares em festa
E nossos corações?
Também estão cheios?
A vista alcança ao longe…
O que vê? O que sente?
Vazio físico se preenche com presentes
Vazio emocional se preenche com presença
Vazio existencial preenche-se com encontros…
Com alguém especial, consigo mesmo, com Deus.
Enquanto houver vida, buscaremos preenchê-lo.
Alda M S Santos

Onde mora seu prazer?

ONDE MORA SEU PRAZER?

Quanto mais largo o leque de opções simples

Quanto maior o número de delicadezas a nos despertar sorrisos

Quanto mais amor tivermos em nosso entorno

Entrando ou saindo de nós

Menos dependeremos de grandes expectativas

Ou da realização de grandes sonhos

Para nos mantermos bem, fazermos o bem

Quanto menos ovos colocarmos numa cesta só

Menor o risco de perder tudo

Menos iremos nos decepcionar

Menor probabilidade de deixar escapar entre os dedos

Todo o prazer de viver

E, assim, sermos mais felizes…

Alda M S Santos

Vale ouro

VALE OURO

Juntamos diplomas, títulos, medalhas, troféus, taças

Para nos apresentarmos bem quando percebemos chegado o “julgamento final”

Mas não são aceitos quaisquer desses itens

Há critérios importantes a se considerar

De nada valerão diplomas, mestrados, doutorados, títulos e honrarias terrenas

Se não serviram para fazer uma vida melhor, salvar alguém

Despertar sorrisos, fazer brotar o amor e a compaixão

Especialidades, conhecimentos variados, medalhas, bens materiais nada são por si só

Tudo que terá peso positivo é como foram utilizados

Vidas que foram salvas, amor que foi doado

O bem praticado, a luz emitida

E isso a alma é quem transmite

A alma de quem doou, de quem soube receber

Não são necessárias palavras…

Tampouco malas ou bagagens

O que vale ouro mesmo nesse acerto de contas

Vai em nosso espírito, em nossa alma leve, numa consciência em paz…

Alda M S Santos

Era apenas o tempo…

ERA APENAS O TEMPO…

Era apenas o tempo que passou…

Aquele que quase sempre torcemos para que passe rápido

Quando esperamos por algo que nunca chega

Era apenas o tempo que passou…

Aquele que passa veloz, matreiro

Quando o desejo é que se eternize em nós

Era apenas o tempo que passou…

Aquele que às vezes se arrastou, torturante

Quando a dor doía muito, sangrava, matava aos poucos

Era apenas o tempo que passou…

Aquele que gostaríamos de ter melhor observado, aproveitado

Quando olhando longe, para trás ou para frente, o perdemos

Era apenas o tempo que passou…

Aquele que queremos retomar, recuperar, reverter, consertar

Quando percebemos o quanto erramos conosco e com os outros

Era apenas o tempo

Quando percebemos, se foi…

Foi apenas o tempo que passou…

E nós aqui ficamos resgatando lembranças

As pequenas e saudosas migalhas que ele nos deixa

Para reconstruir, ainda que mentalmente,

Tudo aquilo que ele “levou” de nós…

Era apenas o tempo que passou…

Alda M S Santos

Pagamos o preço

PAGAMOS O PREÇO

Pagamos o preço de tudo nessa vida! Tudo!

Algumas custam nossa saúde física ou mental

Outras custam nossa consciência, nossa paz de espírito

Nossa autoestima, nosso coração,

Nossa alma, nossa alegria de viver

As mais baratas custam apenas dinheiro!

Pagamos, avalizamos, por amor,

Até ônus que não são nossos

Apenas para proteger ou ver felizes quem amamos,

Sem eles sequer desconfiarem!

Somos nós que escolhemos o que “comprar”, o que “pagar”

Por nós ou pelos outros,

À vista, ou parcelado infinitamente…

Alda M S Santos

Caixinha de tesouros

CAIXINHA DE TESOUROS
Todos temos nossa caixinha de tesouros
Pode conter bichinhos, pedrinhas coloridas,
Bolinhas, figurinhas, bijuterias ou laços.
Cartinhas de amor, papéis de carta, rosas secas,
Fotos especiais, objetos secretos, diários…
Joias, dinheiro, objetos de valor…
Não importa!
Mas a caixinha mais importante está dentro de nós
Nela guardamos sentimentos especiais,
Declarados ou secretos, pessoas importantes,
Aquele sorriso de um, o abraço do outro,
A simpatia de sicrana, o encanto de beltrano,
Fulano inteiro…
Aberta ou fechada ela nos é especial!
Visitação constante e essencial!
Geradora de vida!
Alda M S Santos

Melancolia

MELANCOLIA

Melancólicos ficamos quando percebemos que a vida, por vezes,

É muito cordão para pouca pérola…

Escolhe daqui, procura dali,

Muitas pérolas falsas, pouquíssimas verdadeiras.

Pérolas à venda, pérolas dos outros,

Fica difícil montar um colar.

Ainda assim, cuidemos de nosso cordão e das pérolas que possuímos.

Mesmo que demore, outras virão.

Sua raridade é que as faz tão valiosas…

Tão especiais!

Alda M S Santos

Não é uma boa

NÃO É UMA BOA!
A inversão de valores de nossa sociedade beira à insanidade.
Um jovem goleiro promissor, Bruno, é condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver da ex-companheira e pelo sequestro e cárcere privado do filho.
Cumpre 4 anos, é liberado da prisão, e logo tem convites de times para que possa atuar novamente.
Errar é inerente à condição humana. Não há santos! Todos erramos! Todos! Erros existem para nos ensinar. Sair de um erro e cometer o mesmo em seguida é burrice, falta de caráter.
Bruno “pagou” pelo seu crime, se é que há meios de se pagar por uma vida que se tira. Pagou, tem direito a ser recebido de volta à sociedade, reconstruir sua vida!
Mas a sensação de impunidade grita aos olhos de todos. Foi um crime hediondo, cumpriu poucos anos, volta à sociedade como se nada tivesse acontecido!
Qual a imagem que se passa para nossas crianças e jovens? Aqueles que têm pais e mães desempregados há anos, que estão também desempregados! O crime compensa?
Homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver.
Isso não é qualquer coisa, qualquer crime, qualquer erro!
A juíza do caso afirmou que a personalidade de Bruno “é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade” e destacou que “o réu tem incutido na sua personalidade uma total incompreensão dos valores”.
Muitas piadas circulam por aí. Que ele tirou um diploma na prisão, que falta isso nos currículos dos desempregados…
É o modo do brasileiro de encarar o que o atinge. Brincando, fazendo piada.
Alguns patrocinadores do time “Boa”, que o contratou, retiraram o patrocínio. Não querem seus nomes envolvidos em tamanha sujeira.
Ontem foi recebido como celebridade por torcedores do time.
Um país em que praticamente todas as crianças sonham com o futebol, em ser jogadores, qual o exemplo que estão recebendo?
Que ídolos nossos filhos estão aplaudindo?
Nosso papel de pais e educadores torna-se ainda maior para se contrapor a tudo isso.
Fugir da questão não será uma “boa”.
Alda M S Santos.

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