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poemas e reflexões da vida cotidiana

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jogo da vida

Jogo

JOGO

No jogo da vida somos peças
A avançar, recuar, sempre sendo movidos
Não dá para parar, bobear
Sob pena de sermos engolidos

As apostas são feitas na grande mesa
Lances altos, dinheiro circula, a roleta gira
Saber as fichas de que dispomos é importante
Caso contrário a gente enlouquece, pira

Bom mesmo é ser o dono das próprias cartas
Comprar, vender, saber do que se desfazer
Aproveitar o que se apresentar, apostas fazer

Nesse grande cassino que se torna nosso viver
O jogo prioriza a máquina, é preciso saber
Para que possamos mais ganhar que perder

Alda M S Santos

Mintam para nós

MINTAM PARA NÓS

A verdade anda tão nua, tão crua, cruel e dura demais

Que muitas vezes andamos preferindo uma mentira

Mais leve, mais doce, mais fácil de carregar

Pedimos para mentirem para nós

Para nos deixar ser felizes assim, ao menos um pouquinho

Sem ter que brigar tanto, enfrentar tanto, lutar tanto

Fazer de conta que estamos num paraíso

Onde tudo é belo, calmo e pacífico

Tudo verde, um rio tranquilo, céu azul e aves a plainar

Todos se amam, ou ao menos não se odeiam

Se valorizam, cuidam dos seus, respeitam os outros

Não usurpam nada de ninguém

São compreensivos e solidários, estendem a mão

Se amam, não se matam…

Se a verdade da humanidade é tanta crueldade

Mintam pra gente!

Assim seremos poupados, ignorando tanta maldade

E teremos mais fé que tudo é possível!

Alda M S Santos

Natural é querer viver…

NATURAL É QUERER VIVER…

O saudável é querer viver

O natural, até instintivo, é preservar a vida

A alegria em se renovar, em gerar brotos e buscar o sol

Em renascer em cores a cada decepção cinzenta

Em querer brilhar ainda que haja sombras

Em buscar oxigênio quando se sentir sufocar

Em estender raízes em busca de hidratação e nutrientes

Quando tudo parecer seco e sem esperanças

Perder umas folhas e galhos e manter raízes

É típico de tudo que vive, mesmo depois de parecer morrer …

O corpo se reabastece, fecha feridas, cicatriza, se fortalece

A mente se refaz em inúmeros circuitos, conecta-se com o bem

A alma resplandece de prazer, paz e luz

O coração clama por amor!

Uns momentos, horas, dias, temporadas de tristeza são normais

Talvez até necessários para tornar a vida mais valiosa

O que não é normal é desprezar o viver

Fazer dele um tanto faz como tanto fez

O que não é natural ou saudável é preferir o morrer

Isso é patológico, carece tratamento, não é fraqueza

É uma doença das mais cruéis: a da alma

Lutar pela vida é dever de todos nós

Pela nossa e pela dos outros que nos são caros

Ou simplesmente que estão por perto…

Somos todos responsáveis!

Alda M S Santos

#setembroamarelo

Origens

ORIGENS

A linha de largada é, quase sempre, muito próxima da chegada

O fim tem muitas características similares ao começo

Ambos carregam expectativas diversas

Dependência grande do externo

Emoções afloradas, desejos a se satisfazer, limitações físicas

O olhar que se lança é que é diferente

Um olha para a estrada longa a percorrer, para a frente

O outro para a estrada longa percorrida, para trás

Um vê muito, o outro apenas imagina

E o olhar sonha, se perde…

Ambos sonham com o caminho

Onde toda a vida se concentra: no trajeto entre a largada e a chegada

Nela é onde algo sempre pode ser feito!

Alda M S Santos

Encaixes

ENCAIXES

Nossa vida é um grande jogo de encaixes.

Passamos toda ela nessa “brincadeira”.

Tentamos encaixar pessoas em nossas vidas.

Nos esforçamos para nos encaixarmos nas vidas dos outros.

Toda criança sabe, desde cedo, que não adianta forçar uma peça no local em que ela não cabe.

A peça ou o jogo podem sair danificados.

A diferença é que umas desistem, partem para outro jogo ou outras peças.

Outras perdem a paciência e destroem o jogo todo.

E outras, continuam a insistir em peças difíceis, até conseguir encaixá-las, de algum modo.

A peça pode ter se “deformado” ou o jogo ter obtido nova cara, mas foi montado. 

As crianças crescem e os jogos mudam pouco de figura! 

Jogadores, idem. 

Alda M S Santos

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