Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Categoria

Carnaval

Pierre, Arlequim ou Colombina

PIERRÔ, ARLEQUIM OU COLOMBINA?

“Pierrô apaixonado que vivia só cantando…”

Vai Carnaval, vem Carnaval

E sempre serão encontrados

Pierrôs apaixonados, cantando ou chorando

Arlequins preguiçosos e malandros

Colombinas encantadoras, confusas e disputadas

Amores e desamores de teor teatral

Cenários tragicômicos, amores frustrados

Uma “peça” a nos pregar peças

Personagens que atravessam a linha do espaço e do tempo

Gênero, cultura, classes sociais

Histórias e releituras da mesma sátira social

O circo, o palhaço, a arte, a plateia

A vida imitando a arte

Ou a arte imitando a vida?

Rótulos quebrados ou reforçados

Amor não é só flor, é cego, é também dor

Palhaço não é só sorrisos ou alegrias

Cantar não imuniza contra qualquer dor

E, com toda certeza, Carnaval ou não

Vez ou outra, em algum momento da vida,

Não estamos a salvo, seremos tomados por um Pierrô, Arlequim ou Colombina

Independente se somos homem ou mulher

Palhaços somos, cantando ou chorando…

Alda M S Santos

Qual fantasia?

QUAL FANTASIA?

Qual fantasia que nos cabe
Fora ou dentro da folia, quem é que sabe?
Máscaras, enfeites, cores e adereços
Há algo que nos satisfaça, qual o preço?

A fantasia que melhor nos veste
Será aquela que nos dê ou nos empreste
Um sonho doce e bom, a vida sonhada
Na avenida, no salão, alma realizada?

Quisera que a folia durasse o ano inteiro
Dentro do coração um alguém festeiro
Para a vida toda uma parceria de Carnaval
Amigos, amores, família, sem máscara afinal

Alda M S Santos

Fantasia

FANTASIA

E se todo dia fosse Carnaval
E aquela fantasia bela, secreta
Pudesse sair da gaveta, afastar todo mal
E fazer nosso viver sempre especial?

Quem sabe uma deusa, uma fada
Um anjo, uma alma encantada
Pudesse atrair, hipnotizar, enfeitiçar
E nada de bom deixasse passar?

Quem sabe um amor declarado
Sob o intenso luar revelado
Nem precisaria samba ou marchinha
Se nunca por aqui ficasse sozinha

Nesse carnaval, qual sua fantasia?
No dia a dia, qual seu sonho, sua rebeldia?

Alda M S Santos

No contrafluxo

NO CONTRAFLUXO

Estradas cheias, acidentes

Corpos e mentes em ebulição, expectativas

Marchinhas, samba, dança, folia, abadás

Fantasias, plumas e paetês

Mata, estrada de terra, bichos, rede na varanda

Fogão à lenha, cachoeira, rios, pássaros a cantar

Uns no fluxo, outros no contrafluxo

Nesse carnaval cada qual

Escolhe o fogo que quer acender…

E que a diversão seja certa!

Alda M S Santos

Baile de Máscaras

BAILE DE MÁSCARAS

O quanto de nosso modo de ser pode ser captado pelo outro? 

Tantas máscaras, tantas maquiagens, perucas, fantasias…

Escondem olhares, disfarçam sentimentos, escondem o essencial

Em pleno carnaval é aceitável.

Porém, a quarta-feira de cinzas chega e o desfile de máscaras e fantasias continua.

Para quê? Autoproteção? 

Quem consegue ver através de tantas camadas?

Não superficialmente, mas perceber a essência? 

Somos sensíveis e observadores o bastante? 

E aqueles tão transparentes?

Quantas críticas! Autenticidade é crime!

Pedras e pedras são lançadas!

Críticas, juízos, muitas opiniões! 

Quase sempre, o número de pedras nas mãos dos “carrascos” é proporcional às máscaras que usam.

Para mim, carnaval dura quatro dias, se tanto.

Fora isso, cara lavada.

“Pedras? Junto todas. Um dia vou construir um castelo!”, já dizia Fernando Pessoa.

E completo: guardarei as lágrimas também.

Podem ser úteis na construção.

Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑