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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Autoral

Foi assim…

Um dia especial

UM DIA ESPECIAL

Nunca consegui ver esse dia como alguns veem

Um dia como outro qualquer…

Não importa se através da vidraça ele está nublado, chuvoso, friozinho

Ou se amanheceu claro, quente, ensolarado

Para mim o dia em que nasci sempre será especial

Como se fosse um dia só meu que, paradoxalmente, quero dividir com todos

Com bolo e velinha, com lembranças ou esquecimentos

Com presentes, presenças, ausências

Mensagens, orações, abraços e beijos, de longe ou de perto

É um dia só meu, especial!

Já o vivi com alegrias, risadas, lágrimas, faltas, fartura ou simplicidade

Sempre comemorei, com festas ou não

Ainda que só dentro de mim

Em paz comigo mesma, feliz ou nem tanto

Mas ele nunca deixou de ser um dia de reflexão, de sonhos e esperanças que se renovam

Um dia que sempre me levou à introspecção, à gratidão

Particularmente nesse ano em que muito perdi, vi tanta gente especial partir

Que muito abalaram meu existir …

Nesse dia, gostaria de ter todos que amo perto de mim

Mas, principalmente, sinto que eu mesma é que preciso estar comigo, em mim

Para poder curtir quem de mim se aproximar…

Independe o tempo lá fora, é sempre um convite ao mergulho

Aquele feito sem snoker, com pouco oxigênio, com coragem ou medo

Aquele mergulho que nos direciona para o fundo de nós…

E daí se completamos 5, 15, 50 ou 70 anos de vida?

O dia de nosso aniversário deve ser sempre motivo para comemoração e agradecimentos!

É sempre uma oportunidade de recomeçar…

Obrigada a todos vocês que tornam meu existir mais belo e prazeroso

Amo vocês!

Alda M S Santos

Dois anos de blog: happy birthday to us! Thanks!

DOIS ANOS DE BLOG: HAPPY BIRTHDAY TO US! THANKS!

“Tudo era apenas uma brincadeira que foi crescendo, crescendo, me absorvendo…

E de repente eu me vi assim completamente tua…”

Dois anos se passaram!

O que começou como uma brincadeira tornou-se uma grande necessidade.

O prazer de poder colocar aqui meus sentimentos, meus versos, minha prosa,

Poder criar, extravasar o que vai dentro de mim, o que percebo do mundo a minha volta, é uma catarse.

Encontrar uma imagem que corresponda ao escrito também é outra tarefa estimulante.

Poder “usar” a todos vocês, que se dispõem a me acompanhar, como receptáculos de minha criação,

Tantas vezes sendo dela a inspiração, me salva da loucura que ronda continuamente a todos nós.

O hábito de escrever diariamente, ter acesso ao que vai dentro de vocês também, o retorno que me dão, nos torna um pouco conhecidos, um pouco amigos, um pouco irmãos.

Quem escreve sabe bem interpretar o que está por trás de cada inspiração transformada em palavras, em versos.

Quem ousa compartilhar sabe o quanto isso pode ser aterrorizante e, ao mesmo tempo, estimulante, viciante e benéfico.

Muito obrigada a cada um de vocês!

Feliz aniversário a nós!

Vida, intensa vida a todos!

Alda M S Santos

O prazer é meu

O PRAZER É MEU!

É um prazer estar aqui

Partilhar histórias com quem gosta de histórias

Ser poema para quem ama poesia

Descrever sentimentos e sensações

Boas ou ruins

Com quem também tem essa necessidade

Bom estar com vocês

Ler vocês, escrever para vocês!

Alda M S Santos

Escrever é…

ESCREVER É…

Aqueles que se dispõem a traduzir em palavras

Em versos ou prosa o que se passa dentro de si

Que tentam organizar ou dar sentido ao caos

Escritores, poetas, profissionais ou amadores

Quase sempre são acusados de excêntricos, introvertidos, superiores

Ou frágeis, confusos, donos da verdade, narcisistas

Encontraram, ou ao menos buscam, na verdade, um modo de abrandar, silenciar

Todos os barulhos que ecoam e carregam dentro de si

Caminhos que trafegam sozinhos na escuridão ou luz interior

Levando alguns leitores e seguidores afins a fazer o mesmo

Escrever não é um ato superior ou inferior a qualquer outro

Mas é, sem sombra de dúvida, um misto de prazer, alívio, dor, necessidade vital e coragem

Escrever é abrir porteiras e deixar a luz entrar, ou a escuridão sair, tanto faz

Escreve-se não para mudar o mundo, os outros, ainda que possa fazê-lo

Mas uma pequena tentativa, às vezes vã, de mudar a si mesmo…

Alda M S Santos

Tão eu!

TÃO EU!

Andar na chuva, amar a chuva, ouvir música alta,

Dirigir com vento nos cabelos, sonhar acordada

Agitada, impaciente, falante, esbaforida…

Tão eu!

Dormir com a TV ligada, de óculos, deitada sobre um livro,

Ter pesadelos bem reais, acordar chorando,

Ocupar a cama toda, comer de tudo…

Tão eu!

Gostar de sorrisos, amar abraços, andar apressada,

Encantar com as crianças, emocionar com a velhice,

Rir por tudo, gargalhar de graça, chorar sem motivo…

Tão eu!

Subir em qualquer árvore, escalar montanhas,

Banhar em rios, mares e cachoeiras sem saber nadar,

Admirar bichos e plantas, fazer pedido pra estrela cadente,

Tão eu!

Preferir o dia, gostar de uma boa conversa, escrever,

Sentir falta de dançar, dos amigos, ter fé imensa em Deus,

Amar gente, oferecer ajuda, não pedir ajuda,

Tão eu!

Viver e amar, amar e viver…

Mesmo que em momentos tristes ou doloridos,

Escolher sempre a vida!

Alda M S Santos

Na mesma morada

NA MESMA MORADA
Eram várias e bem diferentes entre si,
Moravam juntas, viviam bem, quase sempre.

A mais sapeca ria e brincava com tudo,

Sorriso cativante, alegria contagiante.

Atraía amigos e alguns invejosos.

Costumava implicar com a introspectiva,

Que queria ficar reclusa, pensativa, nem ser vista.

A mais liberal não temia quase nada.

Queria tudo que tinha direito e o que não tinha também,

Seria capaz de enfrentar o mundo, sozinha ou acompanhada.

A “certinha” criticava, ameaçava, fazia terrorismos com ela. Difícil de aguentar.

A ponderada e mais vivida compreendia, avaliava, aconselhava. Sempre com um sorriso terno e um abraço carinhoso.

A caseira queria se enroscar nos lençóis, comer pipoca e assistir um filme na Netflix. Ora organizava tudo em modo turbo, ora não lavava nem um copo.

A aventureira queria atravessar o oceano em grandes projetos. Junto com a festeira, gostava de se arrumar, dançar e se divertir.

A cheia de energia, eletricidade pura, amava dias de sol, caminhar, pedalar, nadar…

Andava rápido, cabelos ao vento, vestidos esvoaçantes…

Amava boas conversas, gente inteligente, interação.

A tranquila era fã de dias de chuva e nublados para mergulhar num livro, na poesia.

Ficar o dia todo de pijama, de short, cabelos revoltos, deitar na rede, olhar o céu. Gostava também de roça, de bichos, de mato.

A mais filósofa questionava a vida e suas vicissitudes, se contrapondo à toda light que deixava a vida a levar…

A mais amorosa, que era extremamente dedicada a todos, à família, aos amigos, a Deus. Era muito querida.

A profissional, pontual, correta, trabalhava mesmo doente, muito dedicada e perfeccionista.

A mais “mulher” que gostava de se enfeitar, perfumar, maquiar, ser carinho, dar carinho, namorar.

Moravam juntas, num mesmo corpo, brigavam, às vezes, mas aprenderam a conviver entre si.

Todas tinham algo em comum: a extrema necessidade de amar e ser amada.

A vontade louca de abraçar o mundo com apenas dois braços e um grande coração, de ajudar, de estar presente. A tristeza e angústia em não ser capaz de fazê-lo.

Isso, por si só, as tornava uma, única, unidas num mesmo propósito: viver e ser feliz.

Alda M S Santos

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