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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Amor

Prazeres simples 

PRAZERES SIMPLES

Mais que poder ignorar o despertador, 

Prazer é ter uma cama onde continuar dormindo

Ou deitado…

Observar o dia amanhecer tranquilamente

Os raios de sol atravessando a janela

Aquecendo nosso corpo sobre a cama

Ouvir a paz que reina no silêncio da aurora

Sons do silêncio… 

Esses permitem ouvir nossos corações

Agradecidos, esperançosos, repletos de desejos…

E um dia lindo pela frente a convidar:

Vamos?

Alda M S Santos

Vida infinita

VIDA INFINITA

Já pensou se pudéssemos escolher

O que tornar infinito em nossas vidas?

O que seria fundamental?

A saúde, a beleza, a juventude?

A inteligência, a lucidez, a memória?

A bondade, a fé, o amor?

O desejo, a vontade, o prazer de viver?

Um pouco de tudo?

Quero uma vida intensa no que tiver que ser…

Que seja infinita, mesmo finita.

E que o amor prevaleça.

Alda M S Santos 

Inspiração divina

INSPIRAÇÃO DIVINA

Cuidado, amor e proteção de mãe, de pai são incansáveis…

Racional ou irracional

Mais que instinto, é inspiração divina! 

Seja qual for o tamanho, as habilidades ou o perigo a enfrentar, o amor é soberano.

Encantador observar! 

Preservação e perpetuação da espécie, da vida.

É reflexo de um amor que vem do alto.

É simplesmente uma pequena medida do amor de Deus por nós! 

Alda M S Santos

Um bom dia para morrer

UM BOM DIA PARA MORRER

Qual seria um bom dia para morrer? 

Parece óbvio, nenhum, visto que ninguém quer morrer.  

Mas, sabendo que é a única certeza da vida, não seria “justo” que pudéssemos escolher? 

Tanta gente vai embora depois de muita luta, doenças e sofrimentos. Quase até podem imaginar o momento da partida.

Outras são subtraídas da vida no auge dela, em plena alegria e vigor, independente da idade.  

Quando criança ouvia e me impressionava muito sobre o quase fim do mundo com o dilúvio, e profecias sobre o próximo fim ser com fogo. Tinha muito medo! Falava que queria morrer dormindo e logo me arrependia pois, se Jesus, sendo perfeito, tinha morrido sob tortura, quem era eu para desejar moleza?

Mas qual seria o melhor momento? 

Depois de adquiridos todos os bens? Ter viajado muito? Gargalhado até a barriga doer? Trabalhado incansavelmente? Feito incontáveis amigos? Filhos independentes e criados? Ajudado aos mais necessitados? Vivido plenamente o amor que sentiu, que se apresentou? 

Seria melhor ir em plena saúde e energia, ou depois de ter corpo e mente definhados? 

Logo após uma grande alegria e conquista, ou num momento de perda e dor? 

Quando estamos no auge da alegria, amor, prazer, sequer pensamos nela. Tudo é vida! Pareceria injusto sair no melhor da festa! 

Quando sofremos por qualquer mal, nos entristecemos, não temos perspectivas, estamos doentes, pensamos nela com mais frequência. Não parece injusta ou assustadora. Até a encararíamos como uma amiga bem vinda! 

Sem fatalismos ou mau agouro, se ela chegasse hoje, o que pensaríamos? O que “diríamos” em nossa defesa? Ou a seguiríamos tranquilos?

Verdade é que, salvo exceções, não estamos preparados para ela.

Apesar de ninguém querer ficar entrevado numa cama, dependente dos outros, sempre pensaremos que ainda nos falta muito a viver. 

Fomos criados para defender a vida em qualquer circunstância, com ou sem sofrimentos, com 8, 18, 50 ou 80 anos! 

Ainda que em vários momentos tenhamos vontade de jogar a toalha, dizer que cansamos dessa brincadeira, que não está tão divertido assim, que queremos voltar pra casa…

Olhando por esse ângulo não é injusto não termos poder de escolha! Não saberíamos fazê-lo.

Sendo assim, seja qual for o momento que estivermos vivendo, melhor fazê-lo da melhor maneira possível. Se bom ou produtivo, intensamente, se triste ou ruim, fazendo nossa parte e torcendo para passar logo, pois, mesmo que não pareça, sempre passa.

Ideal seria que vivêssemos de tal modo a não temê-la, sequer lamentá-la! 

Ir, ou deixar ir, permitir que a luz se apague, de bom grado e com a certeza de ter feito o melhor que pudemos. 

Um bom dia para morrer? Qualquer um! Só Ele sabe! 

Alda M S Santos

E o amor…

E O AMOR…

Trajetos longos, caminhos tortuosos, pedras, espinhos, buracos, flores…

 E o amor… 

Reveses do tempo, sonhos desfeitos, companhias desejadas… 

E o amor… 

Quedas a cada passo, lições em cada dificuldade, aprendizados a cada recomeço…

E o amor…

Só ele: O Amor. O maior e melhor mestre.  

Capaz de ser profundo, sem deixar de ser leve e belo!

Alda M S Santos

Um, dois, três…Lá vou eu! 

UM, DOIS, TRÊS…LÁ VOU EU! 

Caminhando, fim de tarde, estradinhas de terra, cheiro de mato, brisa suave, sons de pássaros, vista de muito verde. 

Uma cadelinha de “todo mundo” nos acompanha feliz. 

No caminho nos deparamos com várias crianças correndo. Ouço uma delas contar: 1, 2, 3, 4… Procuro de onde vem o som. 

Vejo-a agachada sobre um tronco, olhos tapados, ela é o pegador da vez. 

Parei pra observar. Havia umas dez delas. Blusas e shorts simples, descabeladas, descalças, suadas, sorridentes e felizes. 

Deviam ter entre 7 e 13 anos. O sítio de onde saíram tinha meia dúzia de cachorros agitados. Uma senhora estendia roupas nos varais.

A menininha grita a plenos pulmões: “30, lá vou eu, quem escondeu, escondeu…”.

Há quanto tempo não via crianças brincando de esconde-esconde na rua, como eu fazia! Nostalgia gostosa! 

A modernização, a tecnologia, os avanços urbanos trouxeram muitas melhorias para a vida de todos, mas a perda para a segurança e a liberdade de adultos e, principalmente das crianças, foi devastadora! 

Essa alegria de brincar na rua, ter muitos amigos “reais”, jogar bola, soltar pipa, andar de bicicleta, bater papo sentado no meio-fio, acender fogueira, brincar de jogo da verdade, as crianças de hoje não têm! 

Não há vídeo-game, smartphones, TVs, computadores, tablets ou academias que substituam! 

Falta contato humano!

Vivemos presos em prédios, blocos de concreto, atrás de grades e de medos! 

Meus filhos já não tiveram tanto como eu tive. O que será de meus netos quando vierem? 

Quem pode proporcionar aos seus, e valoriza, faz um esforço e leva-as aonde as brincadeiras e a vida acontecem “de verdade”.

Um deles grita: “1, 2, 3, salvo todos!”. Outra responde: “Mais umas só, que logo vai escurecer e não vai dar”. 

Aqui não tem iluminação pública. Ficar na rua, à noite, só na lua cheia ou com fogueiras. 

Retomo meu caminho, pensativa e faço uma prece silenciosa. 

Que possamos reavaliar o que temos feito de nossas crianças, acreditando estar fazendo o melhor. 

E que Deus permita que os danos não sejam muitos! 

Alda M S Santos

Expressões

 EXPRESSÕES

Uns gritam o amor aos quatro ventos

Podem atrair, podem assustar

Uns mais contidos, gritam silenciosos o amor no olhar

Atraem quem se dispõe a enxergar, a ler, a interpretar.

Outros, muito retraídos e receosos, o sufocam 

Recusam-se a vivê-lo

Ainda assim, pode demorar, mas sempre haverá quem o enxergue, quem o traga para fora.

Amor é como criança 

É autêntico, é simples, é natural.

E precisa de espaço, não sabe viver preso.

Não existe para ser contido, controlado.

Morre ou mata por asfixia.

Melhor liberá-lo, nem que seja sob liberdade condicional, vigiada.

Ou por indulto, bom comportamento…

Aprenderá a agir de acordo com o dono.

É apenas um sentimento nobre que precisa ter morada. 

Não escolhe tamanho ou estilo da morada

Apenas a receptividade, a reciprocidade.

Alda M S Santos 

Amor, sim senhor!

AMOR, SIM SENHOR!

Um dia muito quente, sol forte. Fechamos os vidros, ligamos o ar. 

Ao parar no semáforo, colocaram, como sempre, balas e paçocas dependuradas no retrovisor. 

Rapidamente, vi que era um casal jovem que corria para aproveitar o tempo do sinal. 

Na mensagem dos produtos à venda tinha um coração. Curiosa, abri o vidro e o peguei. 

“Adoce sua vida e nos ajude a adoçar a nossa. Contribua para realizarmos o nosso casamento! Jesus abençoe! ❤”

Li em voz alta. Rimos. Romântica incorrigível, quis logo ajudar. 

Rapidamente peguei o dinheiro e, quando retornaram correndo, compramos os produtos dos dois retrovisores. E completei: “bom casamento”! 

Riram, agradeceram e correram para o passeio. O sinal abriu. 

Olhei para trás. Estavam de mãos dadas e trocavam um beijo.

Quantas pessoas seriam capazes de crer naquela mensagem? 

Tenho certeza que muita gente diria que é golpe, estratégia para vender, má fé…

Vivemos na era dos “espertos”, as pessoas estão hiper-vacinadas contra golpes. Alguém correndo causa recuos. Um favor gera medo. Um espirro pode ser pneumonia. Como culpá-las? 

Quanto a mim, posso ser chamada de tola ou Pollyanna, mas prefiro acreditar no amor. 

Mesmo porque, ainda que não fosse para o casamento, de qualquer maneira ajudamos um casal que tentava ganhar a vida vendendo produtos no semáforo sob um sol escaldante! 

A lembrança deles nos fez sorrir por vários dias. 

E viva o amor, de que jeito for!

Alda M S Santos  

O diferencial

O DIFERENCIAL

Não é a força, mas a delicadeza nela contida.

Não é a pressão, mas a ternura que dela emana.

Não é a obrigação, mas o prazer em realizar.

Não é a ansiedade, mas a paz que vem da confiança. 

Não é a paixão, mas o desejo sob controle. Não é a necessidade, mas o amor.

Alda M S Santos

Estacionamento

ESTACIONAMENTO

Estacionamento permitido: 

Longe de nós: “veículos” de carga pesada ou negativas, policiamento ou cerceamento do movimento. 

No nosso entorno: “veículos” de passeio, utilitários, de socorro ou salvamento, que nos tragam segurança.

Dentro de nós, estacionamento interno, apenas aqueles de plano especial, duradouros, que tornem o interior mais belo, organizado e completo. 

Penalidade: Sujeito à multa e risco de reboque. 

Alda M S Santos

Organizando

 ORGANIZANDO

Organizando…

Nas gavetas de cima, aqueles que me amam incondicionalmente.

Preciso da força que me dão apenas por estarem por perto.

Nas gavetas intermediárias, os críticos, os questionadores, analíticos, julgadores.

Preciso deles para me instigar e fazer crescer.

Nas gavetas de baixo, os falsos, hipócritas, mesquinhos, que se julgam melhores e superiores. 

Em todas elas quem merece e/ou precisa de amor.

Nas de cima, aqueles fáceis de amar.

Nas intermediárias, os que aprendo dia-a-dia a amar.

Nas últimas, aqueles que nunca devo esquecer: para nunca me tornar e para, se possível, mudá-los de gavetas.

Ninguém de nossas vidas deve ser excluído, apenas remanejado.

Não estão ali por acaso…

Nos ajudam a seguir o curso de nossas vidas.

Alda M S Santos

Por amor

POR AMOR

Por amor sou capaz de tudo expressar, ou apenas silenciar

Forte, superar obstáculos ou frágil, parar e chorar

Por amor faço todo o possível, acredito no impossível

Doo o que tenho, crio o que não tenho

Por amor opero grandes mudanças: em mim, no outro, à minha volta

Ou, simplesmente, relaxo e fico à vontade

Por amor posso fazer coisas grandiosas ou pequeninas, mas valiosas

E também besteiras homéricas

Por amor sigo em frente

Por amor também posso desistir.

Por amor, tudo sou!

Alda M S Santos

Capítulo I-Metas

CAPÍTULO I- METAS

Aceitar sempre todos os convites para brincar

Convidar sempre para suas brincadeiras

Numa interação deliciosa, agregar

Sentir profundamente, intensamente 

A natureza viva à sua volta

Flora, fauna, humanos, todos eles

Respeito aos seres e fenômenos naturais

Numa troca incessante de energia e amor

Aprender e ensinar sempre

Encher-se, transbordar, 

deixar fluir para o outro…

Sabendo-se apenas parte desse multiverso maravilhoso

Fazendo a parte que lhe cabe…

Estabelecendo propósitos e planos para essa história.

Alda M S Santos

Prólogo

PRÓLOGO

Serão novas páginas, novos capítulos

Personagens novos, alguns renovados

Uns se foram por conta própria ou foram cortados

Outros terão participação reduzida 

Novos planos e projetos alegram e assustam 

A permanência de alguns caminhos e desejos dão segurança

Coadjuvantes e personagens secundários conhecidos e aliados confortam

Cenários novos, fechados ou abertos animam

Muitas possibilidades! 

As páginas dessa história, novamente em branco, irão recomeçar

Muitos volumes escritos, um novo por escrever

O mesmo roteirista, mas o mais importante, a mesma protagonista

Mais forte, mais corajosa, experiente, amorosa e com muita fé! 

E aberta a muitas surpresas e novidades! 

Convido-os a tomar parte nessa aventura!

Alda M S Santos 

CAMINHAR

Caminhar… 

Sempre em frente. Sabe que é necessário. Único caminho possível. 

Sabendo que o amor que viveu, que partilhou, que recebeu é luz para o caminhar.

Coração sempre cheio, repleto de sensações. 

Sorrisos e lágrimas regam seus passos, ora suaves, ora fortes, ora incertos. 

Queria levar consigo, lado a lado, marcando pegadas na areia, todos que foram importantes.

Na impossibilidade, leva-os no coração. 

Marcas eternas e doces.

E vive na esperança de que em cada coração que a amou, que deixou parte do seu, brote vida, muita vida e alegrias…

Alda M S Santos

Caminhar

CAMINHAR

Caminhar… 

Sempre em frente. Sabe que é necessário. Único caminho possível. 

Sabendo que o amor que viveu, que partilhou, que recebeu é luz para o caminhar.

Coração sempre cheio, repleto de sensações. 

Sorrisos e lágrimas regam seus passos, ora suaves, ora fortes, ora incertos. 

Queria levar consigo, lado a lado, marcando pegadas na areia, todos que foram importantes.

Na impossibilidade, leva-os no coração. 

Marcas eternas e doces.

E vive na esperança de que em cada coração que a amou, que deixou parte do seu, brote vida, muita vida e alegrias…

Alda M S Santos

Convite

CONVITE

A vida é um convite ao portador. 

Aceite. 

Entre. 

Sente-se. 

Chame alguém.

Vá só.

Divirta-se!

Alda M S Santos

Muito obrigada!

MUITO OBRIGADA!

A você, que de uma forma ou de outra, fez diferença na minha história, meu muito obrigada. 

Que possamos caminhar juntos sempre. 

Que 2017 seja melhor em todos os sentidos. 

E que Deus nos acompanhe! 😘🙏🏼❤

Alda M S Santos 

Tentei, valeu!

TENTEI, VALEU!

Tentei aproveitar o máximo que pude aqueles que conviveram comigo:

Compartilhei alegrias, distribuí abraços

Cativei amigos, doei sorrisos

Cedi meus ombros para as lágrimas de uns, chorei em outros

Dividi minhas forças, recebi levezas

Fui flor, onde havia espinhos

Fui espinhos, onde havia necessidade de instigar mudança…

Fui a mão estendida, recebi conselhos amigos

Trabalhei muito, amei mais ainda!

Ofereci muito, recebi bastante.

Também me afastei, não vi, me neguei, fugi.

Errei, tropecei, caí, chorei… Levantei!

Tive amigos, família, Deus… 

Não tem como estar só com aliados assim! 

A cada um de vocês que cruzou comigo essa caminhada 2016, meu abraço carinhoso!

Todos foram fundamentais em minha evolução.

Que 2017 seja de flores, águas tranquilas, horizonte magnífico, amores ternos e amizade sinceras…

E Deus, sempre Deus conosco!

Mas contem comigo também se acaso os espinhos machucarem, a água salgar demais, o horizonte escurecer, a amizade não aparecer ou o amor arrefecer…

Feliz Ano Novo pra todos nós, amores! 

Alda M S Santos

Relógio para quê?

RELÓGIO PARA QUÊ?

Não há relógios, nem marcadores oficiais de tempo

Aqui, ele passa tranquilamente, sem pressa, sem cobranças

O sol se põe devagarzinho

Sabendo que oferece um espetáculo a todos, sem distinção

Não há necessidade de relógios, a escuridão cairá morosa, mas total

Os pássaros cantam chamando os filhotes “para dentro”, hora de dormir…

Bichinhos noturnos espreguiçam para começar a vigília

O cheiro do ar muda 

A brisa é diferente…

Vênus de um lado, a Lua do outro

Daqui a pouco, o céu salpicará de estrelas na imensa escuridão. 

Perco-me maravilhada em tão esplêndida simplicidade e beleza. 

Relógio para quê? 

Alda M S Santos 

 

Viver é brincar

VIVER É BRINCAR

A vida é uma eterna brincadeira de balanço. Ora estamos em cima, ora estamos embaixo. 

O prazer, o êxtase do topo só têm significado, porque conhecemos a sensação de, estando embaixo, vivermos a expectativa do alto.

O frio na barriga, o vai e vem, a brisa no rosto, a vista, tudo aumenta a satisfação.

Brincar só é divertido quando o fazemos com e por prazer e, preferencialmente, acompanhados.

Vamos brincar? 

Alda M S Santos

O que mais atrai olhares?

O QUE MAIS ATRAI OLHARES?

O que mais atrai nosso olhar?

A resposta quase unânime seria “o que é belo”.

Vai um pouco além disso, penso eu. 

O que atrai nosso olhar é aquilo que nos toca, que foge ao comum, que é diferente. 

Flores num caminho sempre seco e inóspito nos atraem.

Uma criança alegre e falante, entre muitas caladinhas, nos atrai.

Uma pessoa que chora silenciosa pelas ruas, sempre cheias de gente desligada, nos atrai.

Um senhor que segue vagaroso e mancando, entre transeuntes apressados, nos atrai.

Uma mulher sensual, alegre e bem vestida, entre tantas “uniformizadas” de jeans, nos atrai.

Um homem perfumado e educado, entre tantos relaxados e grosseiros, nos atrai.

Pessoas inteligentes e de boa conversa, entre tantos de papos online, nos atraem. 

Sorrisos, entre tantas carrancas, nos atraem.

Atenção, num mundo que parece aéreo, nos atrai.

Essas pequenas coisas atraem nosso olhar,

Mas o mais importante, nos encantam.

Passam dos olhos para a alma e de lá não saem mais. 

Nossas almas andam carentes do belo, do tocante, de essências! 

Alda M S Santos

Se puder, siga

SE PUDER, SIGA

Se puder, siga o caminho mais simples

Mais rústico, menos requintado

É onde há mais alegrias sinceras

Se puder, siga as pessoas que te dão as mãos, os sorrisos

A alma, o coração

São elas que recarregam suas forças quando você cai

Se der, ouça e se encante com o canto dos pássaros

Com a leveza das borboletas, as cores das flores selvagens

São alimento para a alma cansada

 Se puder, ouça, interprete e siga seu coração,

As mais importantes lições que sua mente apagou

Ele traz gravadas consigo

Se puder, siga…

Alda M S Santos

Quero acreditar

QUERO ACREDITAR

Quero acreditar que todo sonho é possível

Mas preciso crer que tenho forças para enfrentar o que se apresenta

Coragem para abraçar o que desejo

Ou tônus muscular para fugir do que não me agrada… 

Quero acreditar que toda lágrima é passageira

Que apenas lava o caminho para o bem passar

Preciso crer que a saudade que chega 

Ainda que doa e machuque

É sinal de bons tempos idos

Quero acreditar que deixar ir aquilo que ainda cabe aqui, ou não mais, é necessário

Preciso crer que abrir mão,

Ou os braços para a vida

Com sorriso no rosto

E fé inabalável na alma

É o melhor jeito que há de viver…

Quero acreditar! 

Preciso…

Alda M S Santos

A vida vale a pena

A VIDA VALE A PENA

A vida vale a pena…

Mesmo que eu não identifique todos os tons de verde…

Ou de branco ou azul existentes.

Mas posso admirá-los! 

E sentir todas as vidas que aqui pulsam

E refletem dentro de mim…

Respiro o ar, sinto a esperança

Aspiro vida! 

Alda M S Santos

Coração saciado

CORAÇÃO SACIADO 

O que determina se um ano foi bom ou ruim? 

Aquisições novas, muitos passeios, trabalhos leves, compras caras, amores quentes, amizades doces?

 Sentimentos harmônicos, mais sorrisos, menos lágrimas, mais amor, mais sintonia, menos dor? 

A vida de cada um de nós é tão individual que ė difícil mensurar. Até nós mesmos podemos ser vários indivíduos ao mesmo tempo, dependendo da situação. 

Acredito que o que é determinante nesse balanço é a sensação de plenitude, de falta de ar, de frio na barriga, até de um certo esgotamento que fica.

 Independente do indivíduo, um ano bom é aquele em que se cumpriu melhor o propósito dessa caminhada: viver com plenitude! 

E isso não importa se foi com amor ou dor, sorrisos ou lágrimas, alegrias ou tristezas… O que realmente vale é se a gente se entregou, se empenhou, mergulhou de cabeça na vida. 

Sempre se aprende algo, na luz ou na escuridão! Se não teve nada, nem sorrisos nem lágrimas, aí não foi bom. 

A vida não é um Prato Feito. A vida é um grande Self Service. Precisamos levantar e nos servir. 

Podemos montar um prato não tão bom da primeira vez, mas, com a prática, vamos melhorando. E logo, logo estaremos com um prato que supre todas as nossas necessidades orgânicas e emocionais. 

Quem permanece sentado fica com o prato vazio e a barriga roncando… 

 Que, ao final, o saldo de todos nós seja positivo, barriga cheia, coração saciado, alma pronta para receber e refletir a luz que vem do alto e notamos ao abrir os olhos todas as manhãs! 

Feliz Ano Novo!

Alda M S Santos

O vencedor

O VENCEDOR 

O ano será novo, mas os dias só serão novos, se nós formos diferentes.

Várias serão as batalhas, as jogadas apresentadas

Nós escolheremos: jogar ou não.

Escolher nossas peças, qual delas mover

Quais “soldados” recrutar, armas a usar 

Quais “aliados” dispensar

Saber o momento certo de agir, de esperar, de recuar, de avançar

Fazer os alinhamentos necessários

Mesmo parados, estaremos jogando por inércia

Outros determinarão nossa vitória ou derrota

O aliado indispensável, seja qual for a batalha, é o amor.

Frágil o suficiente pra se derrubar por um olhar,

Forte o bastante para com um sorriso levantar… 

Inútil tentar outro caminho, outra jogada, outra arma ou outra estratégia. 

É dar voltas, é perder tempo! 

O Amor vence sempre!

Aliemo-nos a ele!

Alda M S Santos

Não posso faltar

NÃO POSSO FALTAR

Correrias, compras daqui, presentes dali…

Expectativas, animação, coração cheio.

Abraços, beijos, olhares, sorrisos…

Uma oração, agradecimentos.

Uns não vieram, não puderam, não quiseram.

Outros vieram, mas não estiveram presentes…

Alheios ao que se passava.

Cada qual está onde gostaria ou tem capacidade para estar. 

Quem nunca pode faltar somos nós mesmos…

Se não estivermos presentes, não curtiremos, não notaremos presenças ou ausências…

Como com a ceia, aproveitemos o que dá para aproveitar das sobras

Descartemos o que azedou, se tornou inútil ou não fará bem!

Sobras recicladas, o ano novo se aproxima…

Eu não posso faltar! 

Posso contar com vocês?

Alda M S Santos

Ele sabe

ELE SABE

Ele sempre sabe, percebe…

O corte mínimo de cabelo

O vestido leve e novo

Ganhos ou perdas de peso insignificantes

A fragrância diferente de perfume

A cor do batom ou das unhas 

O andar firme ou vacilante

A tristeza atrás do sorriso

O humor num simples olhar 

A impaciência máxima num suspiro

Um longo discurso disfarçado em monossílabos

Os textos contidos nos contextos

O desejo de amar

A ânsia de ser amada

A vida no olhar brilhante ou opaco

O sim no não, o não no talvez…

Entende seus silêncios

Absorve e trata seus gritos

Quando não percebe

Se não entende,

Abraça…

Aí sente tudo,percebe tudo…

Ele sabe! 

Ele é o amor!

Alda M S Santos

Algodão doce

ALGODÃO DOCE

Um grande algodão doce

Já repartido para nós

A vida cheia de doçuras

Para quem observa, colhe

Aproveita e divide…

Pegue seu pedaço,

Adoce sua vida! 

Alda M S Santos

Apenas isso

APENAS ISSO

Eu quero apenas que em 2017 possamos correr menos atrás de algo e acertar mais o passo ao lado de alguém, de “alguéns”…

Falar menos e, quando o fizer, que seja para enternecer o coração de nossos companheiros de caminhada… 

Ouvir mais, escutar e atender mais ainda…

Que possamos aprender mais e mais a ouvir nossos corações, analisar nossos desejos, atender nossas vontades. Um pouco de egocentrismo de vez em quando não faz mal a ninguém.

Que possamos perdoar, o outro, a nós mesmos, reconhecendo que todos somos falhos, mas podemos ser melhores a cada dia.

Que possamos ser a mão estendida que tantos buscam, o olhar solidário, o abraço caloroso. 

Que, sozinhos ou acompanhados, possamos valorizar cada passo dado, cada vitória conquistada, cada sorriso recebido, cada abraço apertado, cada “eu te amo” sussurrado, cada silêncio gritado. 

Porque, afinal, tudo que vale nessa vida é nossa capacidade de dar e receber amor. 

Seja em que nível for…

Apenas isso…

Que o amor reine por todo 2017!

Alda M S Santos

Sobre espinhos

SOBRE ESPINHOS

Tão linda, tão perfumada, tão delicada, cor vibrante ou suave,

Mas tem espinhos.

Rosas maravilhosas, unanimidade.

Uns a admiram de longe, temem se machucar nos espinhos

Frustram-se no desejo contido de aproximação.

Outros, afoitos, vão com tudo, cara e coragem.

Espetam-se, machucam, sangram…

A si mesmos, às rosas.

Porém, saem mais fortes, experientes e muito perfumados!

Há os cautelosos, avaliam, estudam, chegam devagar

Sondam caules, afastam folhas, desviam dos perigos.

Neutralizam os espinhos, chegam às pétalas macias e perfumadas.

A própria rosa se abre para recebê-los, os poupa, parece encolher os espinhos.

Ali querem ficar para sempre…

Todos somos rosas, todos temos espinhos.

São nossa proteção.

Somos também brilho, cor, perfume,

Maciez, beleza e aconchego…

Abelhas, joaninhas ou beija-flores

Todos com sensibilidade e tato podem chegar.

E até ficar…

Aprenderão a amar os espinhos.

Alda M S Santos 

Emaranhado de fios

EMARANHADO DE FIOS

A vida é um verdadeiro emaranhado de fios. 

Você puxa uma ponta, outra, muda de novo, torce, vai, volta, entra, sai e consegue, por fim, desembolar algumas partes, identificá-las, separá-las. 

Mas sempre sobra ainda um bolo de fios confusos e desconexos.

 Não adianta insistir. O jeito é deixar esse bolo “descansar”. 

Esquecer dele, temporariamente, pelo menos. 

Atentar para o que já está desembolado e construir novas conexões. 

Um dia, quando menos perceber, conseguirá puxar uma ponta do bolo e ela sairá tranquilamente, sem esforço, uma após outra. 

Às vezes, ficamos tão ocupados tentando encaixar certas partes da vida que não se encaixam que perdemos a oportunidade de brincar com o que já está pronto e montado. 

Esse é o grande desafio, curtir o que se tem e esperar, com calma, a hora certa do que é sonhado e ainda está por vir.

Alda M S Santos

Deixemos livres

DEIXEMOS LIVRES

O amor, a admiração e o respeito nascem à nossa revelia.

 Até a contragosto! 

Se for necessário pedir por eles, algo já está errado. 

Tudo que precisa ser exigido ou imposto não vale a pena ter. 

Ou nós os despertamos e deixamos nascer e crescer livremente em nós e no outro, ou nunca serão verdadeiros!

Alda M S Santos

O que perdemos quando crescemos?

O QUE PERDEMOS QUANDO CRESCEMOS ?

Deixamos de ser crianças, crescemos…

O que perdemos?

A capacidade de nos divertir correndo um atrás do outro?

Rir das mínimas coisas, desde um tombo até uma fresta onde enfio a cabeça?

Correr, abraçar e beijar no meio do aeroporto quem amo e tenho saudades? 

Dizer não quando algo me desagrada, sem culpas?

Pedir colinho quando estou triste ou cansada? 

Chegar em casa e ficar de calcinha e cueca para aliviar o calor? 

Chorar quando algo dói ou machuca sem vergonhas?

Acreditar que um beijinho cura qualquer mal?

Pedir desculpas, oferecer a chupeta para consolar quem chora?

Ouvir e sentir prazer com a mesma história ou canção infinitas vezes?

Manter a fé inabalável na invencibilidade de nossos pais? 

Ganhamos muito quando crescemos.

Perdemos mais ainda!

A balança favorece as crianças. 

Não acredita? Observe-as nessa noite de Natal. 

Independente da situação financeira, são as que mais se divertem, as que menos sofrem. 

Se conseguirmos resgatar em nós um pouquinho da naturalidade e simplicidade delas ficaremos melhores!

E já que não acreditamos mais em papai Noel

Que o Papai do Céu nos permita sermos crianças…

Ao menos nessa noite! 

Alda M S Santos 

É Natal! 

É NATAL!!!

Que a essência não se perca… 

Que Jesus seja o verdadeiro aniversariante… 

Que Ele se faça presente em cada família, em cada coração! 

Que o Natal de cada um de nós tenha mais amor e amigos e que haja mais paz, fé, esperança, otimismo e renovação! 

Esses são os verdadeiros presentes : amigos e um amor verdadeiro, simples e gratuito, que não espera nada em troca. 

FELIZ NATAL A TODOS!

Alda M S Santos

Árvore de Natal, Árvore da Vida

ÁRVORE DE NATAL, ÁRVORE DA VIDA

Muitas são as emoções ao se montar uma árvore de Natal.

Corações abertos, o ideal é que estejamos acompanhados ao fazê-lo.

Em família, entre histórias e risos de amor.

Cada enfeite representa alegria, expectativas:

Anjos, estrelas, laços, bolas coloridas, presentes, Noéis e trenós…

Sinos que nos lembram o momento sublime que ela representa. 

Cada luz traz para nós esperança, renova a fé, mostra o caminho.

O Natal passa, desmontamos sem grandes emoções, esquecemos…

Poderíamos deixá-la montada em nossos corações.

A Árvore da Vida, para o Ano Novo! 

Aquele sentimento gostoso de paz, união

Esperança, amor, fé

Solidariedade, compaixão, perdão

Carinho e vontade de fazer tudo dar certo…

Esses devem ser os “enfeites” da nossa árvore da vida.

Montada dentro de nós. 

Para o ano todo…

E que cada luzinha continue acendendo em nós todos os dias

A lembrar que o Salvador nasceu

E que nos acompanha todo o tempo.

Feliz Natal! 

Alda M S Santos

Tem cabimento?

TEM CABIMENTO?

Tem cabimento tanta correria para chegar ao mesmo destino?

Tanto medo por algo que não se vê?

Tanta histeria pelo que não se pode mudar?

Tem cabimento nadar, nadar e morrer na praia?

Querer vestir em nós aquilo que é sob medida para o outro? 

Viajar estando no mesmo lugar?

Tem cabimento sorrir estando triste, chorar de alegria, morrer de amor? 

Tem cabimento buscar no outro o que não encontramos em nós?

Cobrar da vida uma paz que tem morada fixa em nosso interior?

Exigir de Deus a complacência e perdão que não oferecemos ao irmão? 

De ver tantas coisas ilógicas e infrutíferas,

Percebo que só o amor tem cabimento,

Em todos os lugares, em todos os corações…

All the time! 

Alda M S Santos

O coração sabe 

O CORAÇÃO SABE

Se nos deixarmos guiar pelo coração

Estaremos bem…

Ele sempre sabe, sempre!

E nos leva para onde precisamos estar

Nem sempre será onde nos agradem o tempo todo

Nem sempre será onde somos paparicados

Mas onde somos verdadeiramente amados. 

Se for doloroso onde estivermos

A questão é: quem nos levou até ali?

O que há de novo para aprender?

Qual a preciosa lição a tirar?

Se for o coração, as emoções

A travessia é válida.

O coração sabe se é querido, sente onde é amado. 

Aprendemos e crescemos na dor e nos desagrados também.

Se nos sentirmos amados, 

Deixemo-nos guiar…

O coração sabe…

Alda M S Santos

O  Natal do Aniversariantes 

O NATAL DO ANIVERSARIANTE

Algumas vezes preferimos fingir

Ignorar aquilo que nos machuca

Esquecer aquilo que nos incomoda

Fechar os olhos para a tristeza que se avizinha

Não nos importarmos com a miséria que vemos ao nosso lado

Passar a vez quando nos pedem ajuda

Virar as costas para as oportunidades que surgem de crescimento

Consolando um amigo

Abraçando um irmão

Dando pão a quem tem fome

Roupas a quem está nu

Sorriso e atenção a quem está só

Colo a quem chora

Orientação a quem está perdido

Amor a quem está carente…

Porém, encarando o que se apresenta de frente

Tudo torna-se mais fácil

E quando uma criança disser “veja o Natal, mamãe”,

Apontando para as luzes que enfeitam a cidade 

Possamos mostrar o Natal que existe num coração bondoso e repleto de amor!

O Natal que o Aniversariante quer de nós nos 365 dias do ano. 

Feliz Natal! 

Alda M S Santos 

Podemos ser mais

PODEMOS SER MAIS

Nunca nos limitar…

Nunca! 

Essa deve ser nossa lei.

A força na dor, a fé na dúvida,

A amizade nas necessidades.

Podemos ser mais…

Mais profissionais, mais dedicados 

Mais ternos, mais amantes…

Tudo que é estimulado renasce, cresce, 

Tudo que é relegado, murcha, definha, morre.

Podemos nos surpreender

Por apenas cuidar de nós mesmos

Como uma planta que sempre se renova

Podemos ser mais

Novas folhas, flores e frutos…

Cada dia mais bela e encantadora…

Alda M S Santos 

De tudo um pouco

DE TUDO UM POUCO

Nem sempre podemos tudo

Tampouco teremos tudo

A sabedoria do viver

Está em extrair de cada porção

O que de melhor ela pode nos oferecer

É saber ver além da embalagem

É “arrombar” paredes invisíveis.

A doçura da amizade é absorver 

O que se apresenta nas mínimas coisas

É oferecer nosso diferencial para que o outro se complete 

A magia do amor consiste em 

De todos os poucos que se tem, 

De todas as flores e brilhos que se obtém

Inclusive das pedras, construir nosso castelo 

E fazer o nosso tudo! 

Alda M S Santos

Deixe o vento levar

DEIXE O VENTO LEVAR

Deixe o vento levar…

As mágoas que afogam nossa alegria

Os pensamentos que tornam cinzas nossos sonhos

As dúvidas que teimam em nos roubar o sossego

Deixe o vento levar…

As preocupações com o que não temos controle

A solidão que corrói nosso interior

As pessoas que nos jogam pra baixo.

Deixe o vento levar,

Mas seguremos com carinho 

Aquilo que não deve ir … 

O sorriso bobo que brota por qualquer motivo

As pessoas capazes de despertá-lo

Ainda que, por vezes, sejam causadoras de lágrimas.

Não o deixemos levar…

Quem acredita em nós, apesar de nossas imperfeições

Aqueles capazes de ativar nossa energia, acender nossa luz…

Quem para nós é o amor em todas as suas formas. 

Deixe o vento levar as nuvens escuras para longe

Ele trará de volta o Sol

E, com ele, virá vida nova

Recheada de esperanças…

Alda M S Santos 

Capaz de me despertar

CAPAZ DE ME DESPERTAR
Quero um amor que seja capaz de me despertar
Que tenha forças para me tirar da letargia
Não importa que armas use, apenas que funcione.
Quero um amor que seja capaz de me fazer acreditar
Independente dos métodos ou recursos que utilize
Desde que eu passe a crer que posso voar, mesmo sem asas.
Quero um amor que valorize o que sou, sem ilusões
O que me esforço todo o tempo pra ser, ainda que sem sucesso
Que me apoie quando eu errar, dormir chorando ou acordar “azeda”.
Quero um amor que desperte meu sorriso nos momentos mais impróprios
Com cócegas, piadas ou apenas um sorriso tolo de apaixonado,
Mas que, sobretudo, saiba chorar comigo, dar o colo que necessito.
Quero um amor que me acompanhe pelas estradas tempestuosas do viver
E que me carregue ou desvie dos buracos quando eu não vê-los. 
Quero um amor que seja capaz de me despertar, aquecer, vibrar
Mas, principalmente, que saiba me fazer acalmar, relaxar, 
Adormecer tranquila, sabendo que estará lá quando eu acordar…
Quero um amor que me dê tudo isso
E que seja capaz de receber o mesmo de mim.
Quero um amor assim…
Alda M S Santos

Sonhos

SONHOS

Muitos têm, outros não

Uns dispensam, outros reivindicam

Dormindo ou acordados

São inspiradores…

Partilháveis ou não,

Dão forças, geram energia

Sem eles é estagnação

Com eles vamos avante

Mantê-los é saudável 

Lutar por eles é promissor

Realizá-los é o paraíso! 

Alda M S Santos

Essências

ESSÊNCIAS

São essências…

Fragrância de rosas, jasmins ou alecrins

Odor de orvalho, terra molhada ou mata virgem

Cheiro de colo de mãe, criança machucada ou mulher apaixonada…

Aroma de beijo de amor, ombro que consola ou abraço de pai.

Perfume de sorriso sincero, de lágrimas derramadas ou de dor escondida…

São essências…

Perceptíveis aos olfatos sensíveis, 

Aos corações enamorados,

Às almas apaixonadas,

Àqueles que estão afinados com a vida…

Essências não se apagam ou se extraem,

Se curtem, se sentem, se vivem…

Alda M S Santos

Ninhos abortados?

NINHOS ABORTADOS? 

De gravetos em gravetos, galhos em galhos, folhas em folhas

Num local cuidadosamente estudado

Casaizinhos de pássaros formam seus ninhos

Revezando-se, cuidam e protegem suas crias dos invasores

Chocam os pequenos ovinhos.

Alimentam os pequenos filhotinhos 

Até que eles possam alçar o primeiro voo

E, independentes, recomecem o ciclo.

Sequer cogitam abortar os ovinhos

Interromper a “gestação” não se cogita: antinatural! 

O papai assume seu papel fundamental. 

Vida irracional que se mantém! Se renova!

Racionais precisando seguir o exemplo.

Privilegiados somos nós: podemos ter ninho, podemos ser ninho por tempo indeterminado…

Aproveitemos! 

 Alda M S Santos

Doadores e receptores universais

DOADORES E RECEPTORES UNIVERSAIS

 Podemos notar nitidamente ao observar as pessoas aquelas que são doadoras e as que são recebedoras. 

Umas distribuem sorrisos, abraços, carinhos.

Dão atenção, conversam, oferecem colo, trabalho e habilidades.

Choram junto, dão apoio moral, financeiro.

Cedem o último biscoito, o assento no metrô, a janela do ônibus, o lugar na fila, o guarda-chuva, o sorriso na rua.

São assim. Natureza de grupo O-, doador universal. Como numa transfusão de sangue passam para o outro parte de si. 

E há aquelas que são esponjas, absorvem, sugam tudo, quase não doam: carinho, amor, trabalho ou dinheiro. 

São as receptoras universais: grupo AB+. Doam apenas para seus iguais.

Quase sempre as doadoras vivem cercadas de recebedoras. 

Amigos, casais, irmãos, filhos… 

Todos eles são formados, quase sempre, por um doador e um recebedor. 

Para os doadores, ter por ter não é prazeroso! 

O prazer delas está no doar. Não que não gostem de receber, gratuitamente, mas têm retorno no doar. 

Às vezes nem sabem muito bem receber.

Se as receptoras universais percebessem isso e doassem também, ao invés de querer acumular, seriam mais felizes! 

Os relacionamentos ideais são aqueles em que doadores e recebedores se revezam. 

Receber também é aprendizado. Ambos se beneficiam. 

Crescem no ato de dar e receber.

Crescem na troca.

Crescem no amor. 

Alda M S Santos

Quero colo e calor

QUERO COLO E CALOR

É sabido que toda planta precisa de água, de chuva.

Também não é novidade que elas necessitam da luz e calor do sol.

Se, para as protegermos, as colocarmos dentro de casa, elas definham, secam.

Se, expostas ao tempo, recebem a chuva fria que cai,

E os raios do sol que as aquecem,

São nítidos o crescimento, a beleza, o viço. 

E ficam fortes para enfrentar períodos de seca ou tempestades.

Nós também temos nossos períodos de abastecimento, de reserva e de carestia.

Luz e calor, água e umidade, sol e chuva…

Carinho e amor, amigos e família, atenção e afeto são nosso sol, nossa chuva.

Fortalecidos, enfrentamos tempestades de vento, areia, ciclones e tsunamis…

E permanecemos inteiros. 

Esconder não cria resistência, fugir não fortalece. 

Exposição nos engrandece…

Vamos pra fora! Sair de dentro de nós mesmos.

Enfrentar o mundo além da “segurança” de dentro! 

Podemos nos deparar com tombos e machucados,

Mas nos arriscaremos a encontrar colo e calor.  

Alda M S Santos

Nosso olhar

NOSSO OLHAR 

Por ele percebemos o mundo à nossa volta

Através dele nos mostramos para o mundo

São espelhos…

Refletem o que há dentro de nós

São encantadores…

Conquistam, deixam-se conquistar

De nada adianta disfarçar

Fechá-los ou desviá-los é comunicação pela ausência 

São a alma exposta

A dor, o amor, o prazer…

Desejos e necessidades

Tudo passa por eles! 

Sorrimos por eles

Choramos por eles

Amamos por eles…

Alda M S Santos

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