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Feche os olhos

FECHE OS OLHOS!

Fecho os olhos para não ver

Mas fecho os olhos para melhor ver também

Fecho os olhos para sentir a brisa fresca

Ou para sentir o calor do seu olhar

Fecho os olhos para voar na imaginação

Ou num beijo cheio de paixão

Fecho os olhos para ouvir uma bela canção

Ou para valsar contigo no salão

Fecho os olhos para não ver o que magoa

Ou para fingir existir o inexistente

Fecho os olhos para sentir o amor

Ou para fugir do descaso e me proteger da dor

Fecho os olhos para mergulhar na saudade

Ou para brincar de felicidade

Fecho os olhos para pedir ou receber bênçãos

Fecho os olhos para ver o essencial

Fecho os olhos para enxergar com a alma

Fechando os olhos vejo tudo

Fechando os olhos, potencializo os sentidos

Torno tudo real

E vejo como se estivessem abertos

Feche os olhos!

Alda M S Santos

Deleite

DELEITE

Deleite: Aquilo que agrada aos sentidos

Do primeiro ao quinto

De preferência atinge até o sexto sentido

São razões pelas quais vale viver.

Pois os nossos sentidos:

Visão, olfato, paladar, tato, audição, intuição

São apenas canais que levam o belo até nossa alma

E a tornam terna e completa!

Alda M S Santos

Foto de Sílvia Helena Brito

Cegueira?

CEGUEIRA?

O amor não é cego,

Ele apenas vê o que quer, o que cria.

Assim como o desamor…

Alda M S Santos

 

O som do silêncio

O SOM DO SILÊNCIO
O som mais alto que existe é o do silêncio. Sim! A frequência de seus decibéis não é para qualquer audição! É preciso, além dos sentidos usuais, um sexto sentido para ouvi-lo!
Quando o silêncio fala, ele isola tudo dentro da gente. Forma-se um vácuo. Nosso interior parece oco. O eco é constante. Tudo é mais!
Nossa sensibilidade fica à flor da pele, da audição, da visão. Percepções fora de nós são potencializadas.
O som das folhas que pisamos arranha os tímpanos. O brilho do sol arde por dentro. A aspereza das palavras machuca. O olhar frio fere. Uma música fala.
E isso extravasa em nossos poros, em nosso olhar, em nosso silêncio.
Poucos percebem, pois o sentido mais apto a ler o silêncio é pouco usado, vem da alma. É ele que capta essa sensibilidade exacerbada, essa tristeza calada, essa angústia que aperta, esse grito que reflete no olhar num mudo pedido de socorro, no modo de andar, no sorriso sem brilho, nas palavras forçadas, nas lágrimas contidas.
Quase sempre esse silêncio é rompido quando encontra quem o lê, para além das palavras não ditas.
Quem lê o silêncio, sabe que não precisa falar. Palavras são desnecessárias. Os olhares se entendem. Um abraço sela o acordo: estou aqui!
Alda M S Santos

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