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Reformas

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REFORMAS

Fim de ano, tempo de reformas

Descascar paredes, tinta velha, reboco caindo
Encontrar um meio de restaurar, renovar
Dar novo toque, suavizar o que está velho ou fosco
Dar nova cor, novo tom, poder brincar, sem.ser tosco

Fim de ano… tempo de reformas

Da nossa casa mais que especial
Essa em que nossa alma mora, de cristal
Aproveitar os vendavais e as tempestades
Para colocar tudo para fora e começar nova atividade

Fim de ano…tempo de reformas

Hora de escolher bem o que fazer com cada coisa, cada sentimento
O que pode ser limpo, restaurado depois desse momento
O que deve ser conservado e potencializado
E o que precisa ser lançado fora,  já não faz bem estar ao nosso lado

Fim de ano…tempo de reformas

Quero abrir todas as gavetas da minha alma
Nada ignorar, quero remexer cada coisa com calma
Desdobrar, sacudir, lavar, dobrar e guardar
Depois dessa limpeza catártica tudo terá encontrado seu lugar

Fim de ano… tempo de reformas

Com novo brilho no olhar e coragem para continuar
Estarei pronta para um novo ano em mim ativar, sem desanimar
A vida pede esse momento de análise de sentimentos
Só assim poderemos ser mais fortes a cada sofrimento

Minhas reformas começaram….

Alda M S Santos

Reformas

REFORMAS

Temos sempre a tendência de reformar tudo. Somos engenheiros naturais. 

Em tudo vemos possibilidades de melhoria, de renovação. 

Até aí, tudo bem! 

Compramos ou alugamos uma casa. Mesmo perfeita, queremos novas paredes, nova pintura, trocamos pisos, janelas. Queremos que fique a nossa cara, mais arejada e confortável. 

Um novo carro ganha adereços e acessórios que o tornem mais vistoso e prático.

Uma roupa nova pode precisar de ajustes, encurta daqui, aperta dali, coloca uma manga, um cinto…

Nosso próprio quarto sofre mudanças constantes…

E nossos amigos, filhos, cônjuge, familiares?

Também queremos mudá-los, adaptá-los, adequá-los, melhorá-los? Quase sempre! 

Algumas características que não julgamos positivas, ou que não combinam conosco, ou  julgamos que não fazem bem a eles, ou a nós mesmos, queremos extraí-las, minimizá-las ou disfarçá-las. 

Querermos melhorias, para nós e para aqueles que nos cercam, é natural. Faz-se, porém, necessária a questão: o que motiva esse desejo de mudança? 

Se a resposta for o bem estar e o amor, é válida. 

Ressalta-se, porém, a importância de manter as características naturais. 

Uma casa não pode ter certas paredes mexidas, sob pena de abalar a estrutura. 

Um veículo não pode receber acessórios que comprometam sua potência.

Uma roupa não pode sofrer tantos ajustes que pareça outra. 

Uma pessoa precisa manter sua essência, ou perderá a própria identidade.

Vale a velha dica das casas; se necessário for mudar tanto, melhor jogar no chão e começar do zero. 

Se para nos atender for preciso mudanças radicais, seja na casa, no carro, nas roupas, nas pessoas, precisamos refletir: ou mudamos um pouco a nós mesmos, também, ou buscamos nova casa, carro, roupas ou pessoas. O trabalho, tempo e custo para mudar não valerá o resultado. 

Apesar de não haver medida perfeita, sempre haverá por aí objetos, coisas e pessoas que combinem exatamente conosco.

Basta ter paciência e saber procurar. 

Alda M S Santos 

Fazenda do Quartel- GUANHÃES- MG

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