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Prazer instantâneo

PRAZER INSTANTÂNEO

Despertar um sorriso no olhar

Por mais discreto que seja

É tarefa prazerosa demais

Um sorriso lá, outro cá

E a tristeza não tem lugar…

Tantas vezes é preciso tão pouco

Para fazer alguém feliz, para sentir-se feliz

Nesse mundo tão louco

Onde quase nada de bom se ouve, se diz

Há coisas cuja reciprocidade é instantânea

Carinhos, beijos, abraços e sorrisos

Quando simples e verdadeiros

Na alma têm efeito bumerangue

Vão e voltam de maneira simultânea

Delicioso prazer momentâneo de caráter duradouro…

Alda M S Santos

#carinhologos

Sim é sim!

SIM É SIM!
Sim é sim!
No campo, numa cachoeira, numa praia deserta
No sofá, na rede, no tapete da sala diante da TV
Sim é sim!
Gosto do meu carnaval assim
Minha festa da carne, do prazer
É possibilitar paz, descanso, sossego, e tranquilidade
A corpo, mente, alma, coração
Busco a sinfonia dos pássaros
O farfalhar das folhas na copa das árvores sob a brisa ou vento forte
O canto das marés numa praia deserta com a areia fina sob os pés
A rede na varanda, a chuva no telhado
O bom livro sobre a grama macia…
Quero qualquer lugar em que ouça apenas a natureza
Associada à minha natureza
Com quem amo por perto, mesmo que na imaginação
No coração, na oração, sob a divina proteção …
Sim é sim!
Quero uma vida toda de prazeres assim…
Alda M S Santos

Onde mora seu prazer?

ONDE MORA SEU PRAZER?

Quanto mais largo o leque de opções simples

Quanto maior o número de delicadezas a nos despertar sorrisos

Quanto mais amor tivermos em nosso entorno

Entrando ou saindo de nós

Menos dependeremos de grandes expectativas

Ou da realização de grandes sonhos

Para nos mantermos bem, fazermos o bem

Quanto menos ovos colocarmos numa cesta só

Menor o risco de perder tudo

Menos iremos nos decepcionar

Menor probabilidade de deixar escapar entre os dedos

Todo o prazer de viver

E, assim, sermos mais felizes…

Alda M S Santos

O prazer é meu

O PRAZER É MEU!

É um prazer estar aqui

Partilhar histórias com quem gosta de histórias

Ser poema para quem ama poesia

Descrever sentimentos e sensações

Boas ou ruins

Com quem também tem essa necessidade

Bom estar com vocês

Ler vocês, escrever para vocês!

Alda M S Santos

Por aí, noutra dimensão…

POR AÍ, NOUTRA DIMENSÃO…
Estava deitada, dormindo suavemente, corpo meio descoberto.
Ele a tocou de leve, fez um carinho no rosto, uma brisa suave na pele.
Ela acordou, ele a olhou nos olhos, deu a ela uma mão: “venha”!
E ela foi com aquele ser que parecia conhecer a vida toda…
Estavam no alto, quando ela olhou para além dele, estavam flutuando, acima de qualquer mal.
Sentaram-se numa nuvem, ela olhou para baixo e chorou tudo que queria.
“Vai derreter minha nuvem de algodão! Não chore”!
Mostrou a ela lá de cima os caminhos de tanta gente!
Tudo parecia fácil, simples, e as pessoas escolhiam o caminho mais difícil.
“Merecemos qualquer coisa que nos aconteça, visto que temos escolhas!”- ela disse, chorando ainda mais.
“Não quer dizer que acerte sempre, todos estão aprendendo lá embaixo”!
“Eu morri, é isso?”
“Só se você quiser ficar aqui. Você tem escolha.”!
Ela olhou para seu caminho lá embaixo, tão nítido e simples dali…
Sentiu a presença daquela pessoa amada ali nas nuvens, tão protegida, sem qualquer dor!
Ele a observava com amor e esperava…
Ela viu de novo seu caminho, com dores, tristezas, amores e alegrias,
E tanta gente que esperava por ela, contava com ela, sofreria com sua ausência…
Ele percebeu tudo, olhava-a com muito amor e olhos rasos d’água.
Deu-lhe um beijo no rosto, um abraço como nunca havia sentido!
E voaram mais um bom tempo, juntinhos.
Sentiu um beijo delicado na testa e um “até breve”.
E acordou, estava descoberta e com o rosto banhado em lágrimas.
Mas leve e feliz, tinha estado noutra dimensão,
Onde a dor não tinha qualquer poder…
E sempre seria uma possibilidade!
Alda M S Santos

Deleite

DELEITE

Deleite: Aquilo que agrada aos sentidos

Do primeiro ao quinto

De preferência atinge até o sexto sentido

São razões pelas quais vale viver.

Pois os nossos sentidos:

Visão, olfato, paladar, tato, audição, intuição

São apenas canais que levam o belo até nossa alma

E a tornam terna e completa!

Alda M S Santos

Foto de Sílvia Helena Brito

Lágrimas

LÁGRIMAS

Lágrimas, quase sempre associadas a sentimentos negativos,

Nada é capaz de expressar tanto sentimento, nada.

Da dor a alegria, do prazer a tristeza

Da angústia a saudade, da raiva a satisfação

Do alívio a culpa, da esperança ao desespero, 

Da vergonha ao orgulho, do amor ao ódio.

Dificilmente se controla, quase nunca se disfarça.

Sufocá-las é contraproducente,

Liberá-las e buscar entendê-las é maturidade. 

Parece nos esvaziar, deixa vácuo,

Espaço para o novo se irrigar, brotar e crescer.

Alda M. S Santos

Construindo

CONSTRUINDO

Passamos a vida a construir. Somos construtores natos:

Uma casa, uma profissão, um lar, uma família, um amor, uma amizade…

Li certa vez que há pessoas que sofrem da síndrome do arquiteto

Planejam, constroem, dedicam-se a algo com afinco e amor,

Quando a obra planejada fica pronta não a habitam,

Partem para nova construção.

Pessoas inquietas, nômades, em trânsito, que não se prendem a nada ou ninguém.

Encontram prazer no construir, no conquistar, no realizar, no poder possuir.

Objetivo atingido, obra pronta, buscam novas emoções.

Acredito que nossas conquistas precisam ser curtidas.

As construções precisam ser habitadas!

Deus construiu o mundo aos poucos até chegar a seu objetivo máximo.

E parou para descansar e admirá-lo.

Acho que todos devemos chegar nesse ponto.

Porém, o ideal é que encontremos prazer na construção e na morada.

E sempre podemos reformar, quebrar uma parede aqui, mudar a cor ali.

Aumentar uns espaços, vitalizá-los, trocar portas e janelas…

Um bom construtor sempre encontra um jeito,

Sem ser preciso novas construções.

Deus até hoje mexe na sua obra, mas não desistiu dela.

Ele habita em nós todo o tempo.

Alda M S Santos

Só dançar!

SÓ DANÇAR!
Quero, gosto, preciso de algo leve, suave, delicado
Como as asas de uma borboleta
Simples, bonito, perfeito
Como um passo de dança!
Que se mexe, gira, levanta-se nas pontas dos pés
Abaixa-se e volta a se aprumar…
Que acorda, que se toca, que toca o outro,
Como o beijo de um beija-flor
Olhos fixos ao longe, enxergam dentro de si
Aumenta o ritmo, acordes fortes, passos firmes
Bota pra fora o que está em excesso
Salta, corre, escorrega, cai
E tudo é um lindo passo de dança.
Flutua em torno de si, em torno de todos,
Comunhão do corpo com a música,
Entrega de sentimentos à melodia
Sua alma determina o ritmo
Suavemente faz um volteio, alonga-se
Relaxa, sorri, extravasa em suor, sente a leve brisa
Traz pra dentro de si o que estava fora
Mas que deveria estar dentro.
E segue acreditando em Eugénia Tabosa:
“Voar sempre cansa, por isso ela corre, em passo de dança’
Alda M S Santos

Água

ÁGUA!

Sempre fui apaixonada por água

Não nado bem, tampouco bebo o bastante

Mas ela exerce verdadeiro fascínio em mim

Não importa como se apresente:

Rio, cachoeira, mar, lagoa, chuva, nascentes…

Posso ficar horas admirando!

Água tem o poder de me acalmar

Molho os pés, a nuca, lavo o rosto, sento à beira

Ouço o barulho suave do rio ou furioso da cachoeira ou tempestade,

Mergulho, sinto seu frescor, lavando tudo.

Tudo é encanto! 

Quero ali ficar até tudo de negativo ir embora

Encher-me de positividade

Restabelecer a confiança, o amor

A fé no ser humano, na vida, em mim mesma

Enquanto houver água correndo,

Haverá encanto, haverá vida. 

Água que nasce, que brota

Que corre, que cai, que vai, me leva…

Em busca de outros caminhos

De outras águas,

Em busca de mim…

Alda M S Santos

Ping-pong

PING-PONG

Nossa vida se assemelha a um jogo de ping-pong ou frescobol. 

Mas um jogo por brincadeira, não por competição. 

Divertido é manter a bola no ar. Lancá-la de um modo que o outro receba e rebata de volta para nós, assim sucessivamente.

É frustrante quando não atinge seu objetivo, não volta.

Prazeroso é acertar o alvo, ser o alvo.

Vencem ambos se a bola é rebatida e se mantém no ar.

Perdem ambos se ela for mal lançada e cair ao chão.

Se não a lançarmos bem, o outro terá dificuldade para receber e relançar. A recíproca também é verdadeira. 

Se cair ao chão sucessivamente cansamos da brincadeira e partimos para outra.

Somos assim. Muitas vezes lançamos palavras, boas ou ruins, carinhos, sentimentos. 

Algumas vezes voltam, outra não.

Iremos preferir a brincadeira correspondida. 

Brincar sozinho não tem graça! 

Pensemos nisso! 

Alda M S Santos

Alheia chuva

ALHEIA CHUVA

Lá fora ela cai constante, despretensiosa.

Sabe-se fundamental.

Alheia àqueles que não a apreciam.

Aumenta, diminui, lava, limpa, irriga…

Gera vida!

Leva consigo o que há pelo caminho.

Não escolhe beneficiários, atende a todos, sem exceção.

Tantos correm para não se molhar,

E eu, cá dentro, não recebo suas gotas na pele,

Mas na minha alma ela cai, penetra fundo.

Nostalgia, saudade, preguicinha boa,

Reflexão, oração, prazer…

Lá fora continua seu tamborilar, incontrolável.

Cá dentro, a certeza de nossa pequenez perante tal magnitude!

É infinita a gratidão por fazer parte disso tudo.

Alda M S Santos

Façamos amor com a vida

FAÇAMOS AMOR COM A VIDA
Dar e receber prazer
Isso é fazer amor…
Se essa “técnica” fosse aplicada a tudo na vida, ela se tornaria mais linda e prazerosa.
Costumamos usar em quase tudo que realizamos em nosso dia-a-dia outra técnica: apenas toleramos, suportamos, esperamos acabar.
Muitas vezes não nos entregamos, não confiamos, não nos envolvemos o bastante: nem no trabalho, nem na família, nem na natureza. Falta tesão pela vida, sobra egoísmo. O resultado dessa equação é sempre negativo!
Esquecemos a lei básica do viver: o prazer maior está em doar.
Quem doa recebe de si, recebe do outro.
Façamos mais amor!
Alda M S Santos

Paz, afinal!

PAZ, AFINAL!

Haverá paz verdadeira e a felicidade deixará de ser efêmera,
Quando o prazer de sentir e usufruir:
O perfume de uma rosa, o brilho das estrelas,
O calor do sol, o frescor da chuva,
A maciez de um gramado, o canto de um pássaro,
Um rio corrente, uma brisa suave
Um abraço apertado, um beijo apaixonado,
Uma companhia agradável,
For maior que a necessidade de possuí-los ou controlá-los.
Alda M S Santos

Pessoas normais adoram a chuva

PESSOAS NORMAIS ADORAM A CHUVA

Desde criança quando digo que amo um dia de chuva ouço que não sou normal. Se completo que quanto mais barulhenta mais eu gosto, dizem que sou caso perdido.

Pequena, já gostava de andar na chuva, na enxurrada e de ouvir as goteiras nos baldes espalhados pela casa. Ficava no basculante da sala, nas pontas dos pés, vendo a água cair, as pessoas passarem correndo. Chegava ao colégio com as congas encharcadas e a alma lavada. Estava tudo perfeito.

Na juventude andava de motocicleta com chuva. Isso sim é liberdade! Os pingos queimavam no rosto!

Gosto de dormir com chuva, acordar, ir trabalhar, passear, assistir filme debaixo do edredom, ler, namorar… Tudo é melhor com chuva. Nadar também! As águas do mar, rio ou piscina ficam “quentinhas” quando chove.

Não sei exatamente o porquê dessa paixão! Nem considero os motivos óbvios de sobrevivência. Tampouco desconheço os malefícios das enchentes e alagamentos. Meu avô morreu eletrocutado por um raio numa noite de tempestade, dentro de casa. Sofremos com enchentes na infância e até hoje há riscos. Porém, isso não é a chuva que causa, mas o abuso, descuido e descaso dos homens.

A chuva potencializa em mim bons sentimentos. Fico mais terna, doce, romântica, mais apta a absorver e distribuir coisas boas por aí.

O cheiro de terra molhada, as gotas caindo nas poças d’água, os bichos procurando abrigo ou se esbaldando. A aparente fúria dos trovões e relâmpagos é um espetáculo a mais. Chuva leva à introspecção. Traz Deus pra mais perto. Tempo para repor energias mentais, reavaliar situações, sonhar, planejar…

Sou daquelas que já se alegram por antecipação com a previsão de chuva. Logo imagino um filme bem romântico com um lindo casal a dançar na chuva, um livro bom, uma música suave, um passeio de ônibus sentada na janela observando tudo. Mas nada, nada se compara ao prazer de caminhar na chuva, olhar para o céu e senti-la no rosto, encharcar-se, deixar escorrer água pelos cabelos, correr e pular feito criança levada. Quando a chuva passa, sair a observar as plantas e bichos. A luminosidade agradecida de todo ser vivente.

Se sentir-se assim é ser anormal, sou uma anormal feliz. Muito prazer!

Alda M S Santos

Viver de saudades

A palavra saudade é tão forte que só de ouvi-la já podemos sentir aquele aperto característico no peito. Às vezes, esse aperto pode ser doloroso, outras prazeroso, sempre nostálgico. 

Mas será que a saudade é um sentimento benéfico ou contraproducente? 

Penso que a saudade é sempre uma sensação de ausência, de falta. O que fará com que seja benéfica, ou não, será a capacidade que relembrar venha a ter de amenizar esse vazio, ou aumentá-lo. 

Podemos sentir saudades da casa da infância, dos irmãos e amigos da escola, de um animal de estimação, das brincadeiras na rua, de um parente que faleceu, das loucuras do primeiro amor, do primeiro beijo roubado, dos bate-papos na calçada até a madrugada, dos bailes da juventude, dos apertos da faculdade, do casamento, do nascimento dos filhos, de um sentimento que morreu ou adormeceu… São inúmeras as vivências que podem gerar saudades. 

As que conseguem gerar um sentimento de completude, de preenchimento do vazio, são aquelas nas quais nos envolvemos a fundo, em que não há arrependimentos, pois, em sua época, foram vivenciadas plenamente, ficaram para trás, mas geram lembranças boas, gostosas de reviver. Essa saudade é extremamente benéfica. Faz-nos rever bons tempos e nos anima a seguir em frente. Gera forças. 

Em contrapartida, há aquelas situações cujas lembranças não preenchem o vazio deixado. Reviver dói sempre, porque, em sua época, o viver, apesar de intenso, foi doloroso. Foi incompleto, não vivenciado como gostaríamos, deixou espaços em branco, arrependimentos, vácuos. Portanto, ao reviver, não se lembra apenas do que foi bom, mas do que poderia ter sido e não foi. Fica sempre a pergunta “por que não agi assim?”, “teria sido tão diferente se eu tivesse feito outra escolha!” Ao viver essa saudade sempre ficamos incompletos, com vontade de voltar no tempo e consertar certas coisas: estudos, empregos, amizades, amores. Fica, para muitos, um gosto amargo na boca, com a sensação de ter sido preterido pela vida. 

Essa saudade, que não gera preenchimento, tende a ser maléfica, porque nos paralisa, nos deixa inertes, impotentes, visto que não temos como voltar no tempo e reviver o que ficou faltando, o que nos causa dor. 

Os mais velhos tendem a sentir mais saudades, é natural, já tiveram mais experiências. São mais nostálgicos, mas não precisam ser tristes. 

De todo modo, se viver de saudades, por tempo demasiado, nos impedir de viver o tempo presente, seja qual tipo de saudade for, não será bom a médio e longo prazo.

Todos nós temos momentos maravilhosos para sentir saudades e relembrar, e outros que preferiríamos corrigir, consertar, ter outra oportunidade. Alguns talvez possamos fazer isso. A maioria, não. Na impossibilidade, quando essa saudade bater, aproveitemos para analisá-la, avaliar nosso comportamento, e usar desse conhecimento, dessa experiência, para sermos mais plenos em nossas vivências atuais. Aprendemos, por experiência própria, que as saudades mais dolorosas são daquilo que deixamos por fazer. Com isso em mente, poderemos viver mais plenamente e deixar para o futuro menos saudades dolorosas e mais razōes para saudades benéficas, prazerosas, intensas! 

Alda M S Santos 

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